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“JOVENS VIVENDO” COM HIV/AIDS (Con)formação de sujeitos em meio a um “embaraço”

Esta tese versa sobre um conjunto de táticas e estratégias, no sentido foucaultiano dos termos, dirigidas à (con)formação de sujeitos, no quadro mais amplo da produção do jovem vivendo [com HIV/aids] como um “novo personagem” da aids. O jovem vivendo é considerado, no escopo das discussões empreendidas neste trabalho, um personagem ao mesmo tempo epidemiológico, político e moral. Contudo, a minha ênfase está centrada na produção cotidiana e capilar deste personagem, como um sujeito que, ao mesmo tempo em que deve ser responsável, autônomo, autodeterminado e consciente, entre outros aspectos que aparecem sob a égide do “protagonismo”, precisa ser e mostrar-se (con)formado, o que pressupõe na crença mais profunda e íntima que ele representa um “perigo” para a sociedade. É como um “perigo”, no sentido de poder disseminar o vírus por meio de uma sexualidade vista como “exacerbada” e “descontrolada” pela idade, que os jovens são alvo de um investimento pesado de modelagem e modelação moral. Em razão disto, supõe-se que eles precisam construir uma excelência no “controle de si”. Eles estão, portanto, em uma posição híbrida entre serem os lócus cruciais de certa biopolítica objetivada e os “multiplicadores” dela mesma, sendo (con)formados como “quadros” que devem ser mais eficientes ainda na aplicação das ações biopolíticas do que os adultos “soronegativos” que os “guiam”.

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Publicada em: 23/07/2013



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