{"id":279,"date":"2013-03-21T00:00:00","date_gmt":"2013-03-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/en\/2013\/03\/21\/waiting-for-rights\/"},"modified":"2023-05-19T12:58:00","modified_gmt":"2023-05-19T15:58:00","slug":"waiting-for-rights","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/en\/news\/waiting-for-rights\/279\/","title":{"rendered":"Waiting for rights"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;A agenda dos direitos sexuais da popula&ccedil;&atilde;o LGBT tem conquistado espa&ccedil;o na sociedade brasileira. Reflexo disso &eacute; a crescente movimenta&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s poderes em rela&ccedil;&atilde;o ao tema. E, no entanto, ao lado disso fica a sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; de que o recrudescimento de for&ccedil;as conservadoras tamb&eacute;m aumenta. A publica&ccedil;&atilde;o &ldquo;Direitos Sexuais de LGBT no Brasil: Jurisprud&ecirc;ncia, Propostas Legislativas e Normatiza&ccedil;&atilde;o Federal&rdquo;, fruto de consultoria realizada pela advogada e pesquisadora do N&uacute;cleo Pagu (Unicamp) Rosa Oliveira ao Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, tra&ccedil;a um desenho da situa&ccedil;&atilde;o institucional sobre um segmento da popula&ccedil;&atilde;o vulner&aacute;vel e carente de direitos b&aacute;sicos.<\/p>\n<p>De um lado, em n&iacute;vel federal os tr&ecirc;s poderem t&ecirc;m sido provocados a se posicionar e propor solu&ccedil;&otilde;es para demandas que t&ecirc;m surgido na sociedade, capitaneadas pelos movimentos sociais. Do outro lado, concep&ccedil;&otilde;es conservadoraes e tradicionais permanecem interferindo na produ&ccedil;&atilde;o deditando pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, leis e decis&otilde;es judiciais.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo de Rosa Oliveira, feito a partir de decis&otilde;es tomadas pelos Tribunais Superiores (Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral e Superior Tribunal Militar), de projetos do Legislativo dispon&iacute;veis e de emedidas do Executivo colhidos nos sites oficiais de refer&ecirc;ncia destas &aacute;reas, a tem&aacute;tica dos direitos sexuais est&aacute; longe de ter uma unidade conceitual e normativa consolidada. Pelo contr&aacute;rio, afirma a pesquisadora, &ldquo;o que temos visto &eacute; a explos&atilde;o de discursos e projetos sobre o tema que refletem vis&otilde;es de mundo distintas, opondo muitas vezes a &oacute;tica religiosa &agrave; &oacute;tica dos movimentos sociais&rdquo;.<\/p>\n<p>Nos Tribunais Superiores, tem havido mais abertura em rela&ccedil;&atilde;o ao reconhecimento dos direitos sexuais. Dentre tantos assuntos, como reconhecimento de uni&atilde;o est&aacute;vel, mudan&ccedil;a de registro civil de transexuais e crimes de &oacute;dios, muitos casos v&ecirc;m crescendo, possibilitando uma an&aacute;lise sobre os diferentes contextos em que foram produzidos. Em 2011, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal reconheceu &agrave; uni&atilde;o entre pessoas do mesmo sexo a inclus&atilde;o na categoria de &lsquo;uni&atilde;o est&aacute;vel&rsquo;, ampliando o acesso aos mesmos direitos usufru&iacute;dos pelos sujeitos das uni&otilde;es est&aacute;veis heterossexuais. Isso implicou no fim da pol&ecirc;mica sobre as categorias &lsquo;sociedade de fato&rsquo; (car&aacute;ter mais patrimonial, ligado &agrave; necessidade de prova sobre compartilhamento financeiro na compra de um im&oacute;vel, por exemplo) e &lsquo;uni&atilde;o est&aacute;vel&rsquo; (implicando na inclus&atilde;o dasconjugalidades homoer&oacute;ticas, como denomina a pesquisadora, no campo do direito de fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>No entanto, as diverg&ecirc;ncias recentes evidenciam que a tem&aacute;tica dos efeitos jur&iacute;dicos da uni&atilde;o est&aacute;vel estendidos aos homossexuais carece de consenso. Em 2004, a Procuradoria Regional Eleitoral do Par&aacute; abriu a&ccedil;&atilde;o para considerar&ccedil;&atilde;o da inelegibilidade de uma candidatura &agrave; prefeitura no Par&aacute; por causa da uni&atilde;o est&aacute;vel da mulher (candidata) com a ent&atilde;o prefeita. O juiz acatou a a&ccedil;&atilde;o, justificando a conjugalidade como fator que impede a candidatura. O Tribunal Regional Eleitoral reformou a decis&atilde;o, argumentando que, &agrave; &eacute;poca, a regra eleitoral n&atilde;o se aplicaria &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de conjugalidade homoer&oacute;tica. Mais tarde, em uma revis&atilde;o na terceira inst&acirc;ncia, o Tribunal Superior Eleitoral vedou a candidatura, reconhecendo a uni&atilde;o entre as duas mulheres como entidade equivalente &agrave; uni&atilde;o est&aacute;vel.<\/p>\n<p>Ainda, mesmo ap&oacute;s a decis&atilde;o do STF, que possui car&aacute;ter vinculante (obrigando a uniformiza&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s pelos tribunais e ju&iacute;zes), surgiram casos na imprensa onde ju&iacute;zes de orienta&ccedil;&atilde;o religiosa evang&eacute;lica refor&ccedil;aram a tese segundo a qual a extens&atilde;o de direitos a partir da decis&atilde;o do STF contrariaria a disposi&ccedil;&atilde;o constitucional sobre quem pode ou n&atilde;o entrar na categoria de fam&iacute;lia (homem e mulher biol&oacute;gicos, no entendimento deste juiz). Um destes casos, ocorrido em Goi&aacute;s, envolvendo um casal de ativistas, se tornou bastante emblem&aacute;tico desta resist&ecirc;ncia p&oacute;s decis&atilde;o do STF.<\/p>\n<p>Exemplos desse tipo demonstram as discrep&acirc;ncias que atravessam o poder Judici&aacute;rio brasileiro envolvendo direitos sexuais. Ainda que o cen&aacute;rio n&atilde;o demonstre uma abordagem unificada do tema dos direitos sexuais, de acordo com o estudo, os Tribunais Superiores tomaram, entre as 318 decis&otilde;es analisadas, 175 consideradas favor&aacute;veis e 104 desfavor&aacute;veis. &ldquo;S&atilde;o n&uacute;meros que permitem alguma comemora&ccedil;&atilde;o. De fato, o Judici&aacute;rio tem sido mais aberto, de maneira positiva, &agrave;s demandas LGBT&rdquo;, observa Rosa Oliveira. &ldquo;A exist&ecirc;ncia de vis&otilde;es apegadas &agrave; no&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lia nuclear ou a pap&eacute;is de g&ecirc;nero tradicionais n&atilde;o impede que provoquemos o Judici&aacute;rio. A press&atilde;o dos movimentos sociais, a iniciativa de a&ccedil;&otilde;es emblem&aacute;ticas e a mobiliza&ccedil;&atilde;o de um clima pol&iacute;tico favor&aacute;vel ou no m&iacute;nimo de resist&ecirc;ncia podem desvincular, ao longo do tempo, discursos conservadores das decis&otilde;es. N&atilde;o &eacute; uma tarefa simples e imediata. No entanto, o pr&oacute;prio Minist&eacute;rio P&uacute;blico, atrav&eacute;s de alguns setores engajados, tem atuado em prol dos direitos sexuais, procurando deslegitimar concep&ccedil;&otilde;es bin&aacute;rias de sexo e g&ecirc;nero que se mostram na pr&aacute;tica contr&aacute;rias &agrave; liberdade e &agrave; autonomia de todos os indiv&iacute;duos, n&atilde;o importando sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual como sujeitos de direito&rdquo;, completa Rosa Oliveira.<\/p>\n<p>O Tribunal Superior do Trabalho (TST), afirma Rosa Oliveira, tem atuado no sentido de garantir o respeito &agrave; vida privada e &agrave; dignidade. No estudo, a pesquisadora encontrou diversos casos em que o ambiente de trabalho &eacute; permeado por situa&ccedil;&otilde;es de ass&eacute;dio moral baseado em sexismo e misoginia. &ldquo;Ao estudar os conte&uacute;dos dos processos e das senten&ccedil;as, entramos em contato com o cotidiano brasileiro, em que a l&oacute;gica das binaridades sexuais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s constru&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero &eacute; um eixo organizador das pr&aacute;ticas e das rela&ccedil;&otilde;es sociais. Da&iacute; a import&acirc;ncia de o poder p&uacute;blico agir para regular tais rela&ccedil;&otilde;es&rdquo;. &Eacute; o caso da apari&ccedil;&atilde;o de uma grande maioria de recursos judiciais onde as partes reclamantes eram homens heterossexuais obrigados a se travestir contra a vontade em situa&ccedil;&otilde;es de reuni&atilde;o de vendas, ou o uso de apelidos discriminat&oacute;rios como &ldquo;vendedor mestrua&ccedil;&atilde;o&rdquo; aludindo a quem est&aacute; &quot;sempre no vermelho&quot;.<\/p>\n<p>Ao analisar os sites da C&acirc;mara e do Senado, Rosa Oliveira encontrou 97 proposi&ccedil;&otilde;es legislativas em tramita&ccedil;&atilde;o nas legislaturas entre os anos de 1995 e 2011. O conte&uacute;do das iniciativas &eacute; variado, incluindo uni&atilde;o est&aacute;vel, educa&ccedil;&atilde;o, trabalho, homofobia, popula&ccedil;&atilde;o trans, entre outros. A an&aacute;lise hist&oacute;rica dos dados mostra que desde 1995 a tend&ecirc;ncia &eacute; de crescimento de projetos. Em 1996, apenas 1 projeto no campo dos direitos sexuais da popula&ccedil;&atilde;o LGBT fora apresentado. Tr&ecirc;s anos depois, foram 3. Em 2003, foram 7. Em 2008, o Congresso totalizou 10 propostas. No &uacute;ltimo ano de an&aacute;lise, 2011, registraram-se 34.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, o incremento experimentado ao longo dos anos 2000 &eacute; fruto da mobiliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais, que fortemente impulsionado pelas a&ccedil;&otilde;es no campo da preven&ccedil;&atilde;o &agrave; AIDS, criou um clima prop&iacute;cio para que o governo federal como um todo viesse a se posicionara sobre o tema. &ldquo;A quest&atilde;o dos direitos sexuais LGBT tem como momento importante, aqui no Brasil, a edi&ccedil;&atilde;o do Programa Brasil Sem Homofobia, de 2004, que deu base normativa a diversas a&ccedil;&otilde;es de formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas contra a homofobia, al&eacute;m da estrutura&ccedil;&atilde;o das Confer&ecirc;ncias Nacionais, tamb&eacute;m momentos importantes de concretiza&ccedil;&atilde;o destas iniciativas. Foi um reconhecimento institucional das demandas da popula&ccedil;&atilde;o LGBT, articulando aspectos do campo da sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, cultura, trabalho&rdquo;, afirma Rosa Oliveira.<\/p>\n<p>De fato, o governo tem procurado implementar medidas administrativas que garantam direitos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o LGBT. N&atilde;o tem sido, no entanto, um movimento tranquilo. Enquanto o governo federal tem formulado normas administrativas includentes, especialmente nos &uacute;ltimos 10 anos, que ampliam direitos, mobiliza&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias t&ecirc;m sido articuladas para fazer frente &agrave;s mesmas.<\/p>\n<p>Nesse contexto, resolu&ccedil;&otilde;es, decretos e portarias do governo federal j&aacute; definiram comiss&otilde;es para promover pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de igualdade e oportunidade (decreto de 23\/08\/2004); um dia nacional de combate &agrave; homofobia (decreto 04\/06\/2010); o direito ao uso do nome social para indiv&iacute;duos trans no servi&ccedil;o p&uacute;blico federal (portaria 233\/2010); e a indica&ccedil;&atilde;o de dependentes de benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios no caso de casais homossexuais (portaria 513\/2010) , no caso em cumprimento a uma medida judicial originada numa atua&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Contudo, o mesmo governo que promove direitos &eacute; aquele que os retira. Em 2011, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/publique\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?infoid=8206&amp;sid=7&amp;tpl=printerview\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">suspendeu a distribui&ccedil;&atilde;o<\/a>&nbsp;de material pedag&oacute;gico destinado a combater a homofobia. Pressionado por setores religiosos no Congresso, o recuo demonstrou que a agenda de direitos &eacute; bastante vulner&aacute;vel a conveni&ecirc;ncias pol&iacute;tico-partidi&aacute;rias muitas vezes permeadas de argumentos de conte&uacute;do religioso. Na &uacute;ltima semana, novamente o governo deu um passo atr&aacute;s,&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/na-midia\/conteudo.asp?cod=10255\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cancelando a distribui&ccedil;&atilde;o<\/a>&nbsp;de um kit educativo sobre preven&ccedil;&atilde;o ao HIV\/Aids nas escolas. De acordo com segmentos dos movimentos sociais, o governo deu nova mostra da poderosa articula&ccedil;&atilde;o e interfer&ecirc;ncia dos setores religiosos mais tradicionais no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>No Congresso, setores fundamentalistas t&ecirc;m se mobilizado para combater a agenda dos direitos sexuais. Por exemplo, dois projetos de lei (4508\/08 e 7018\/10) prev&ecirc;em a proibi&ccedil;&atilde;o de ado&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as por casais gays. Al&eacute;m disso, a chamada bancada religiosa manifesta-se prontamente quando da emerg&ecirc;ncia de temas que se chocam com seus valores, buscando ainda ocupar espa&ccedil;os estrat&eacute;gicos no sistema regimental. A&nbsp;<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2013\/03\/marco-feliciano-e-eleito-presidente-da-comissao-de-direitos-humanos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">elei&ccedil;&atilde;o do Deputado pastor Marco Feliciano<\/a>&nbsp;para a Comiss&atilde;o de Direitos Humanos e Minorias da C&acirc;mara &eacute; um sintoma dos tempos atuais. Nesse cen&aacute;rio, conforme lembra Rosa Oliveira, o retraimento de representa&ccedil;&otilde;es sens&iacute;veis aos direitos sexuais tem sido vis&iacute;vel. &quot;Poucos parlamentares expressam publicamente a defesa da agenda. A maioria tem optado pelo sil&ecirc;ncio, ou sua voz &eacute; literalmente abafada em muitos contextos, como foi a vota&ccedil;&atilde;o por exemplo do chamado PL da &lsquo;bolsa estupro&rsquo;, ou o estatuto do nascituro, o que se reflete tamb&eacute;m na lenta e tortuosa tramita&ccedil;&atilde;o de projetos de leis que ampliam direitos sexuais, cujo destino mais comum tem sido a gaveta ou o confronto direto envolvendo parlamentares e movimento nas comiss&otilde;es e plen&aacute;rias&quot;, afirma a advogada.<\/p>\n<p>A articula&ccedil;&atilde;o entre Executivo e Legislativo, no Brasil, &eacute; sinuosa. As demandas e os grupos sociais ali representados est&atilde;o em constante diverg&ecirc;ncia. Fora do circuito institucional, a sociedade civil tamb&eacute;m se mostra atenta aos rumos legais no campo dos direitos sexuais. O pa&iacute;s tem, de outro lado, um campo te&oacute;rico consolidado em termos de direitos sexuais: centros de estudo e programas de pesquisa e ensino comp&otilde;em uma rede de conhecimento estabelecida e em crescimento. A interface dessa expertise com o poder p&uacute;blico ocorre atravessada por ru&iacute;dos. Para Rosa Oliveira, a agenda dos direitos sexuais, apesar dos avan&ccedil;os, est&aacute; tamb&eacute;m exposta aos humores partid&aacute;rios,principalmente na rela&ccedil;&atilde;o entre Executivo e Legislativo. &ldquo;O tema dos direitos sexuais, infelizmente, tem sido caracterizado pelas negocia&ccedil;&otilde;es que o reduzem a &ldquo;moeda de troca&rdquo;. Seu valor como conceito, como conhecimento aplicado &agrave; amplica&ccedil;&atilde;o de direitos destinados ao reconhecimento da dignidade, autonomia e liberdade das pessoas fica em segundo plano. Os setores conservadores est&atilde;o mais organizados, o que dificulta as discuss&otilde;es&rdquo;, observa Rosa de Oliveira, que completa fazendo uma relativiza&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica ao alcance dos movimentos sociais na consecu&ccedil;&atilde;o de seus objetivos.&nbsp;<\/p>\n<p> &ldquo;As mobiliza&ccedil;&otilde;es, infelizmente, acabam reificando algumas categorias. Por exemplo, temos ativismo gay,l&eacute;sbico, trans, mas n&atilde;o temos ativismo bissexual em termos de uma representa&ccedil;&atilde;o perante o Estado, e isso inclusive n&atilde;o significa que seja algo obrigat&oacute;rio. Mas tais reifica&ccedil;&otilde;es se convertem num quadro que dificulta uma vis&atilde;o mais sist&ecirc;mica dos direitos sexuais na hora em que as demandas s&atilde;o constru&iacute;das e oficializadas. Algumas propostas legislativas francamente apoiadas por setores do movimento e at&eacute; da OAB, como &eacute; o caso do chamado &ldquo;Estatuto da Diversidade Sexual&rdquo;, carecem de defini&ccedil;&otilde;es mais claras conceitualmente (mesmo porque a instabilidade das categorias &eacute; muito caracter&iacute;stica do campo), al&eacute;m de n&atilde;o prever em seu texto a no&ccedil;&atilde;o de sistema de direitos, como j&aacute; comentava Roger Raupp Rios em uma confer&ecirc;ncia realizada em 2012 pela OAB SP. As rela&ccedil;&otilde;es com o Estado assim assumem um car&aacute;ter fr&aacute;gil, de inspira&ccedil;&atilde;o clientelista, atreladas muitas vezes a propostas isoladas de financiamentos espec&iacute;ficos &agrave;s Paradas, ou a determinados investimentos com baixa capacidade de resolutividade em v&aacute;rios contextos. H&aacute; uma fragmenta&ccedil;&atilde;o muito grande que prejudica uma tomada de posi&ccedil;&atilde;o mais consolidada e ampla&rdquo;, lamenta a pesquisadora.<\/p>\n<p>Para Rosa Oliveira, o Estado brasileiro precisa por outro lado encontrar respostas legislativas &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de aus&ecirc;ncia de acesso a direitos sexuais e reprodutivos. &ldquo;Os tr&ecirc;s poderes precisam se renovar para dar conta das demandas que surgem e que surgir&atilde;o. N&atilde;o podem ficar presos a dogmatismos religiosos, e ao mesmo tempo &eacute; necess&aacute;rio afirmar e liberdade de express&atilde;o religiosa, sexual, comportamental, cultural. O mundo p&uacute;blico e institucional deveria se abster da influ&ecirc;ncia de valores dogm&aacute;ticos que dificultem a garantia de direitos, afirmando o car&aacute;ter laico do Estado como pressuposto de uma tentativa de alcance da democracia. O Executivo, com suas limita&ccedil;&otilde;es, e o Judici&aacute;rio t&ecirc;m procurado dar respostas para as demandas. O Legislativo tem sido inoperante e at&eacute; mesmo hostil, em fun&ccedil;&atilde;o do crescimento da influ&ecirc;ncia de setores religiosos fundamentalistas e conservadores. Para todos os efeitos, a pesquisa mostra que &eacute; fact&iacute;vel a implementa&ccedil;&atilde;o de uma agenda em prol da popula&ccedil;&atilde;o LGBT. &Eacute; preciso vontade pol&iacute;tica, acima de tudo&rdquo;, conclui Rosa Oliveira.<\/p>\n<p><a href=\"\/uploads\/arquivo\/Publicacao_DIREITOS_sexuais_LGBTT_.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para baixar o livro.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>This research report by sociologist Rosa Oliveira (Pagu\/Unicamp) maps the sexual rights agenda in the three branches of the Brazilian state. Official responses have increased over the past years, though inconsistently, due to conflicts between the demands on behalf of social movements and the rise of religious actors in state politics. <i>(Text in Portuguese)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":510,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-279","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Waiting for rights - CLAM - EN<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/en\/news\/waiting-for-rights\/279\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Waiting for rights - CLAM - EN\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"This research report by sociologist Rosa Oliveira (Pagu\/Unicamp) maps the sexual rights agenda in the three branches of the Brazilian state. 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