{"id":1001,"date":"2014-10-29T00:00:00","date_gmt":"2014-10-29T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2014\/10\/29\/eges-legados-y-nueva-edicion\/"},"modified":"2014-10-29T00:00:00","modified_gmt":"2014-10-29T02:00:00","slug":"eges-legados-y-nueva-edicion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/eges-legados-y-nueva-edicion\/1001\/","title":{"rendered":"EGES: Legados y nueva edici\u00f3n"},"content":{"rendered":"<p>&ldquo;N&atilde;o confronto o modelo, mas quero afirmar o meu lugar no mundo, e o curso EGeS foi uma experi&ecirc;ncia muito importante para que a quest&atilde;o trans pudesse ter a visibilidade que, em geral, a sociedade lhe rouba ou lhe concede pela l&oacute;gica da delinqu&ecirc;ncia&rdquo;, afirma Let&iacute;cia Lanz, p&oacute;s-graduada na 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em G&ecirc;nero e Sexualidade (EGeS), cujas inscri&ccedil;&otilde;es para a pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o realizadas entre os dias 3 e 28 de novembro.<\/p>\n<p> O lugar que Let&iacute;cia Lanz ocupa no mundo atual &eacute; distinto daquele que ocupou durante 50 anos. Hoje com 63 anos de idade, a psicanalista &ndash; nascida biologicamente homem e registrada com nome masculino &ndash; viveu at&eacute; os 50 anos com a identidade que a sociedade lhe outorgou atrav&eacute;s do v&iacute;nculo entre sexo, g&ecirc;nero e orienta&ccedil;&atilde;o sexual. Isto &eacute;, a ideia de uma continuidade entre o sexo anat&ocirc;mico, os pap&eacute;is desempenhados cotidianamente e as expectativas de relacionamento afetivo-sexual. Assim, Geraldo Eust&aacute;quio era um renomado consultor de empresas, que desempenhava publicamente um papel masculino atuando no mundo dos neg&oacute;cios, casado com uma mulher h&aacute; 38 anos e com filhos e netos. No entanto, h&aacute; 13 anos, Geraldo decidiu assumir sua &ldquo;descontinuidade&rdquo;.<\/p>\n<p> Desde pequena, Let&iacute;cia n&atilde;o se enquadrava no mundo dos meninos e da masculinidade. O resultado, conforme ela lembra, era um cotidiano de bullying, que se intensificou na adolesc&ecirc;ncia, na medida em que, mesmo identificando-se com o universo feminino, n&atilde;o se sentia atra&iacute;da por homens. &ldquo;Voc&ecirc; imagina a situa&ccedil;&atilde;o: um menino que tinha uma performance feminina e, portanto, de quem a sociedade espera envolvimento com homens, mas que n&atilde;o queria envolver-se com eles. Eu sempre gostei de mulher. Isso causava um n&oacute; na cabe&ccedil;a das pessoas e, consequentemente, eu era alvo de preconceito e discrimina&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma Let&iacute;cia.<\/p>\n<p> N&atilde;o foi diferente quando Geraldo assumiu-se Let&iacute;cia Lanz. A carreira de consultora desfez-se, clientes foram perdidos e a vida financeira foi abalada. A situa&ccedil;&atilde;o foi contornada quando ela formou-se em psican&aacute;lise. Desde ent&atilde;o se dedica &agrave; cl&iacute;nica.<\/p>\n<p> A trajet&oacute;ria de Let&iacute;cia Lanz comp&otilde;e um roteiro de vida que, tamb&eacute;m em outras partes do pa&iacute;s, afeta as pessoas trans. Por causa do estigma, da discrimina&ccedil;&atilde;o e da viol&ecirc;ncia, esses indiv&iacute;duos &ndash; sejam transexuais ou travestis &ndash; s&atilde;o espremidos diariamente por um modelo de regula&ccedil;&atilde;o social que privilegia o binarismo de g&ecirc;nero, no qual as possibilidades identit&aacute;rias prescrevem se situar exclusivamente no terreno do masculino ou do feminino. Por isso, quando essas fronteiras s&atilde;o rompidas ou atravessadas, as san&ccedil;&otilde;es surgem, levando &agrave; marginaliza&ccedil;&atilde;o. Exemplo disso, conforme destaca Let&iacute;cia Lanz, &eacute; a falta de leis que reconhe&ccedil;am os direitos civis das pessoas trans. No Brasil, n&atilde;o h&aacute; legisla&ccedil;&atilde;o que permita a troca de nome para as pessoas trans. Ela pr&oacute;pria, candidata &agrave; deputada federal nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es, foi registrada pelo Tribunal Regional do Paran&aacute;, estado onde vive, com o nome oficial Geraldo Eust&aacute;quio de Souza e o nome da candidatura Let&iacute;cia Lanz. Alguns &oacute;rg&atilde;os e institui&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m permitido, nos &uacute;ltimos anos, que funcion&aacute;rios sejam reconhecidos com o nome social &ndash; ou seja, o correspondente a seu g&ecirc;nero auto-atribu&iacute;do. Mas s&atilde;o medidas pontuais e nem de longe resolvem a situa&ccedil;&atilde;o desses indiv&iacute;duos, n&atilde;o apenas pela limita&ccedil;&atilde;o do reconhecimento como tamb&eacute;m pela linguagem m&eacute;dica e patol&oacute;gica que os envolve.<\/p>\n<p> No Brasil, a transexualidade &eacute; definida como doen&ccedil;a. A mudan&ccedil;a de nome, nesse caso, s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel atrav&eacute;s da Justi&ccedil;a para as pessoas que passam pelo processo transexualizador, que envolve transforma&ccedil;&otilde;es corporais radicais &ndash; como a redesigna&ccedil;&atilde;o genital &ndash; e s&atilde;o, a partir dessa fundamenta&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica, autorizadas a viver como sendo do sexo ou g&ecirc;nero da sua escolha. &ldquo;Esse modelo deveria ser reformulado de modo a ampliar as possibilidades legais e sociais de vida. Eu tenho o direito de viver como quero, de me auto-identificar, de me expressar no g&ecirc;nero que eu desejar. Ou mesmo de n&atilde;o seguir nenhuma cartilha de g&ecirc;nero. Sou cr&iacute;tica desse v&iacute;nculo maldito entre sexo, g&ecirc;nero e orienta&ccedil;&atilde;o sexual. A transgeneridade n&atilde;o &eacute; doen&ccedil;a, nem delito. Ficamos presos a regula&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o permitem que a gente, seja travesti, transexual, andr&oacute;gino ou seja l&aacute; a identifica&ccedil;&atilde;o que a pessoa se d&ecirc;, viva da forma mais confort&aacute;vel e desejada&rdquo;.<\/p>\n<p> Para Let&iacute;cia Lanz, o EGeS foi uma experi&ecirc;ncia fundamental ao fornecer elementos para que ela pudesse refletir sobre a quest&atilde;o trans. &ldquo;O curso tem um n&iacute;vel excelente, o material did&aacute;tico &eacute; primoroso e possibilitou o contato com uma s&eacute;rie de reflex&otilde;es sofisticadas sobre g&ecirc;nero e sexualidade&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p> O material do EGeS, desenvolvido pelo CLAM em parceria com a Secretaria de Pol&iacute;ticas para as Mulheres (SPM), descreve e analisa as diversas dimens&otilde;es que caracterizam as rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero e sexualidade. Nesse contexto, s&atilde;o analisadas as bases hist&oacute;ricas, sociais, culturais, religiosas, morais, m&eacute;dicas, legais e jur&iacute;dicas dos processos sociais de estigmatiza&ccedil;&atilde;o e discrimina&ccedil;&atilde;o e &eacute; oferecida aos alunos uma ampla vis&atilde;o sobre os direitos sexuais. Na terceira edi&ccedil;&atilde;o do curso, ser&atilde;o oferecidas 120 vagas, com carga hor&aacute;ria de 436 horas, em modelo semi-presencial (368 horas online e 68 presenciais). Gratuito, o curso contar&aacute; com 7 disciplinas, cujo conte&uacute;do &eacute; um desdobramento aprofundado de outra iniciativa do CLAM em parceria com o governo federal, o Curso G&ecirc;nero e Diversidade na Escola (GDE), voltado para profissionais da educa&ccedil;&atilde;o do ensino p&uacute;blico.<\/p>\n<p> Por ter vivido desde pequena uma rotina de discrimina&ccedil;&atilde;o, Let&iacute;cia Lanz argumenta que uma das discuss&otilde;es que mais a mobilizaram foi sobre o vi&eacute;s patol&oacute;gico das identidades trans. &ldquo;O olhar predominante lan&ccedil;ado sobre as pessoas trans &eacute; o da patologia. De fato, parece mais f&aacute;cil e seguro ser doente do que delinquente. Afinal, um doente merece cuidado, enquanto o delinquente, uma puni&ccedil;&atilde;o. Mas, nesse jogo de apar&ecirc;ncias, o peso das san&ccedil;&otilde;es acaba sendo o mesmo, porque o que a sociedade est&aacute; nos oferecendo s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es para nos encaixarmos em modelos. N&atilde;o h&aacute; op&ccedil;&atilde;o de viver de outra forma. Portanto, onde est&aacute; a liberdade sobre nosso corpo, sobre nossa subjetividade?&rdquo;, questiona Let&iacute;cia Lanz.<\/p>\n<p> Desde 2008, a psicanalista mant&eacute;m na internet a p&aacute;gina &ldquo;Arquivo Transg&ecirc;nero&rdquo;, acervo em portugu&ecirc;s que traz uma s&eacute;rie de artigos, reflex&otilde;es, discuss&otilde;es sobre conceitos e recomenda&ccedil;&otilde;es de sites sobre o campo da transgeneridade &ndash; termo que Let&iacute;cia usa por abarcar os fen&ocirc;menos sociol&oacute;gicos de desvio ou transgress&atilde;o das normas de conduta estabelecidas pelo dispositivo bin&aacute;rio de g&ecirc;nero, entre as quais est&atilde;o a transexualidade, travestilidade, crossdressers e dragqueens. Na p&aacute;gina, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel baixar a disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado em Sociologia, defendida em junho deste ano na Universidade Federal do Paran&aacute; (UFPR), com o t&iacute;tulo de &ldquo;O corpo da roupa &#8211; A pessoa transg&ecirc;nera entre a transgress&atilde;o e a conformidade com as normas de g&ecirc;nero&rdquo;.<\/p>\n<p> Passados os 13 anos desde que Let&iacute;cia Lanz assumiu-se como tal, ela relembra que a transi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o foi f&aacute;cil, mas destaca que valeu a pena. &ldquo;Pude ser em p&uacute;blico aquilo que subjetivamente sempre fui. E a especializa&ccedil;&atilde;o no EGeS tem um papel importante na minha trajet&oacute;ria, porque as identidades trans precisam de apoio cont&iacute;nuo, na medida em que a marginaliza&ccedil;&atilde;o e o preconceito persistem. O aprendizado com o curso me municiou com um conhecimento fundamental, que me abastece diariamente, para que eu possa fortalecer meu lugar no mundo e, assim, servir como um exemplo de que &eacute; poss&iacute;vel colocar-se perante a sociedade de maneira diferente. Tenho certeza de que n&atilde;o &eacute; simples, mas &eacute; poss&iacute;vel. E n&atilde;o se pode perder isso de vista, porque nosso posicionamento no mundo &eacute; uma maneira de afirmarmos que n&atilde;o somos anormais, ilegais, nem doentes&rdquo;, conclui Let&iacute;cia Lanz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La tercera edici\u00f3n del Curso de Especializaci\u00f3n en G\u00e9nero y Sexualidad abre inscripciones a partir del 3 de noviembre. El contenido y las actividades abordan los procesos de estigmatizaci\u00f3n y discriminaci\u00f3n con perspectiva de derechos humanos y con herramientas de las ciencias sociales. 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