{"id":1003,"date":"2014-11-19T00:00:00","date_gmt":"2014-11-19T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2014\/11\/19\/mucho-antes-de-la-globalizacion\/"},"modified":"2014-11-19T00:00:00","modified_gmt":"2014-11-19T02:00:00","slug":"mucho-antes-de-la-globalizacion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/mucho-antes-de-la-globalizacion\/1003\/","title":{"rendered":"Mucho antes de la globalizaci\u00f3n"},"content":{"rendered":"<p>No domingo, 16 de novembro, foi realizada na orla da Praia de Copacabana a 19&ordf; Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro, que teve como mote a crminaliza&ccedil;&atilde;o da homofobia no Brasil e reuniu cerca de 500 mil pessoas. Em dezembro de 2011, Benjamin Constant, uma cidade de 30 mil habitantes localizada na tr&iacute;plice fronteira entre o Brasil, Peru e Col&ocirc;mbia, no encontro dos rios Amazonas e Javari, realizou sua primeira Parada LGBT. Como a cidade &eacute; pr&oacute;xima &agrave; regi&atilde;o de maior n&uacute;mero de grupos ind&iacute;genas em isolamento volunt&aacute;rio da Am&eacute;rica Latina, o evento foi marcado pela diversidade &eacute;tnica &ndash; l&aacute; estavam l&eacute;sbicas de tribos ind&iacute;genas locais e&nbsp;<i>drag queens<\/i>&nbsp;peruanas, entre outros. Participantes seguravam cartazes com palavras de ordem em prol da criminaliza&ccedil;&atilde;o da homofobia &#8211; assim como nas Paradas realizadas em metr&oacute;poles como Rio e S&atilde;o Paulo &#8211; e entoavam&nbsp;<i>I Will Survive<\/i>, de Gloria Gaynor, e hits de Lady Gaga.<\/p>\n<p>A um primeiro olhar de algu&eacute;m n&atilde;o familiarizado com a vida cotidiana nessas comunidades, ind&iacute;genas participando de uma manifesta&ccedil;&atilde;o por direitos gays em uma das regi&otilde;es mais isoladas da Amaz&ocirc;nia pode causar certa surpresa. Este olhar surpreso se deve &agrave; percep&ccedil;&atilde;o comum da Amaz&ocirc;nia como uma periferia distante e &agrave; leitura que se faz das paradas gays como um produto da Modernidade tardia ocidental.<\/p>\n<p>Segundo a abordagem da oposi&ccedil;&atilde;o centro-periferia cunhada pelo argentino Ra&uacute;l Prebisch para explicar o desenvolvimento em contextos de depend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, o sistema internacional seria dividido entre um pequeno n&uacute;cleo central de pa&iacute;ses desenvolvidos, em torno do qual gravita uma imensa periferia subordinada em situa&ccedil;&atilde;o de assimetria estrutural, cuja dinamiza&ccedil;&atilde;o representa um desafio para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Por essa perspectiva, a Amaz&ocirc;nia seria uma dessas periferias.<\/p>\n<p>&ldquo;A surpresa ao encontrar paradas gays em cidades isoladas da Amaz&ocirc;nia se deve &agrave; suposi&ccedil;&atilde;o de que tais lugares n&atilde;o fazem parte da nossa modernidade pol&iacute;tica&rdquo;, afirmou a historiadora Manuela Picq, professora de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais na Universidade S&atilde;o Francisco de Quito (Equador), em recente palestra organizada pelo CLAM no Instituto de Medicina Social (IMS\/UERJ).<\/p>\n<p>A cena local LGBT tem florescido publicamente desde 2002, quando a cidade teve seu primeiro time gay de futebol de sal&atilde;o. Os membros da equipe &ndash; alguns dos quais sa&iacute;ram do arm&aacute;rio na ocasi&atilde;o &ndash; foram vaiados ao entrarem na quadra vestidos de enfermeiras. Mas depois se tornaram populares. Segundo ativistas locais, o que tamb&eacute;m deu visibilidade aos LGBT locais foi o bloco de carnaval &ldquo;As Marias&rdquo;. Mas a cidade abriga uma diversidade sexual que vai al&eacute;m do carnaval e dos jogos gays: nela vivem l&eacute;sbicas ticuna, como Josiane, que vive pr&oacute;ximo a Benjamin Constant com sua parceira e divide a responsabilidade parental com seu ex-marido. Existe tamb&eacute;m Silvana, uma travesti que vive com seu marido e trabalha como professor de matem&aacute;tica. Na escola, m&atilde;es, pais e alunos a tratam como homem, mas na rua eles a cumprimentam como mulher.<\/p>\n<p>A pesquisa de Manuela Picq em torno das express&otilde;es LGBT em Benjamim Constant mereceu an&aacute;lise especial da pesquisadora em um cap&iacute;tulo de seu novo livro&nbsp;<i>LGBTQ Politics and International Relations Theory<\/i>, colet&acirc;nea organizada juntamente com Markus Thiel a ser lan&ccedil;ada em 2015 pela editora Routledge.<\/p>\n<p>Em seu estudo, a pesquisadora contesta duas premissas: a percep&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia como isolada e a suposi&ccedil;&atilde;o de que identidades sexuais diversas sejam basicamente um produto da Modernidade ocidental.<\/p>\n<p>&ldquo;A Amaz&ocirc;nia tende a ser compreendida como um &Eacute;den apol&iacute;tico, habitado por pessoas historicamente isoladas que resistem &agrave;s for&ccedil;as internacionais&rdquo;, afirmou, fazendo refer&ecirc;ncia ao livro&nbsp;<i>Editing Eden<\/i>&nbsp;(Nebraska University Press, 2010), de Frank Hutchins e Patrick C. Wilson.<\/p>\n<p>Estudos atuais do campo das Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais ignoram a Amaz&ocirc;nia como&nbsp;<i>locus&nbsp;<\/i>irrelevante para a modernidade pol&iacute;tica do Estado.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o foi a modernidade sexual que alcan&ccedil;ou a Amaz&ocirc;nia. Ela sempre esteve presente nas periferias pol&iacute;ticas onde h&aacute; a aus&ecirc;ncia daquele Estado-Na&ccedil;&atilde;o coercitivo &agrave; heterossexualidade e que codifica a sexualidade de seus cidad&atilde;os. Assim, quanto maior a aus&ecirc;ncia do estado, menos c&oacute;digos e mais flexibilidade&rdquo;, defendeu Manuela Picq.<\/p>\n<p>A celebra&ccedil;&atilde;o da diversidade sexual existente hoje na Amaz&ocirc;nia &eacute; resultado do processo de consolida&ccedil;&atilde;o de direitos homossexuais observado na Am&eacute;rica Latina. A regi&atilde;o tem ocupado um papel importante na cena pol&iacute;tica global LGBT: na &uacute;ltima d&eacute;cada, muitos pa&iacute;ses adotaram legisla&ccedil;&otilde;es progressistas que expandiram os direitos civis, desde a legaliza&ccedil;&atilde;o da troca de sexo nos documentos de identidade no Equador at&eacute; a aprova&ccedil;&atilde;o do casamento igualit&aacute;rio na Argentina e no Uruguai e o reconhecimento do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo no Brasil.<\/p>\n<p>As pol&iacute;ticas LGBT na Amaz&ocirc;nia est&atilde;o inevitavelmente inscritas neste quadro geral, s&atilde;o manifesta&ccedil;&otilde;es locais da pol&iacute;tica nacional e internacional, e a diversidade das express&otilde;es sexuais no local ganhou for&ccedil;a e visibilidade atrav&eacute;s da globaliza&ccedil;&atilde;o do discurso dos direitos humanos e das agendas LGBT. Mas, segundo Manuela Picq, apesar de essas demandas refletirem normas internacionais, elas s&atilde;o tamb&eacute;m intrinsecamente locais.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o h&aacute; nada de estrangeiro na diversidade sexual da Amaz&ocirc;nia, mesmo quando ela invoca a legitimidade de normas internacionais. A diversidade sexual da regi&atilde;o n&atilde;o &eacute; um fen&ocirc;meno novo nem uma importa&ccedil;&atilde;o global, ela antecede o conceito LGBT internacional. O que o arcabou&ccedil;o global permite &eacute; uma conceitualiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica espec&iacute;fica e um reconhecimento de direitos civis relativos &agrave;s identidades homossexuais. A primeira Parada Gay de Benjamin Constant invoca o discurso internacional dos direitos para integrar as identidades sexuais dissidentes locais a uma agenda pol&iacute;tica, expandindo assim os direitos de seus cidad&atilde;os LGBT e facilitando suas alternativas de sa&iacute;da do arm&aacute;rio. Ela utiliza o discurso global para otimizar as mudan&ccedil;as locais, mas n&atilde;o cria novas sexualidades. As m&uacute;ltiplas sexualidades existentes na Amaz&ocirc;nia j&aacute; estavam l&aacute; antes da globaliza&ccedil;&atilde;o dos direitos LGBT. O que faltava era a capacidade de quem est&aacute; de fora perceber isto&rdquo;, concluiu a pesquisadora.<\/p>\n<p>Para ela, as express&otilde;es LGBT na Amaz&ocirc;nia contribuem para compreender o lugar como um&nbsp;<i>locus<\/i>&nbsp;relevante para se pensar formas alternativas &agrave;quilo que o olhar etnoc&ecirc;ntrico entende como internacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Las marchas LGBT y la reivindicaci\u00f3n de la diversidad sexual en la Amazonia no son producto de la Modernidad occidental. 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