{"id":1008,"date":"2014-12-04T00:00:00","date_gmt":"2014-12-04T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2014\/12\/04\/nuevos-y-viejos-desafios\/"},"modified":"2014-12-04T00:00:00","modified_gmt":"2014-12-04T02:00:00","slug":"nuevos-y-viejos-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/","title":{"rendered":"Nuevos y viejos desaf\u00edos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>por&nbsp;<\/em><em>Cl&aacute;udia <\/em><em><i>Carneiro da <\/i>Cunha<\/em><em>*<\/em><br \/> <em>F&aacute;bio Grotz<\/em><em>**<br \/> <\/em><em>Washington Castilhos***<\/em><\/p>\n<p>Tr&ecirc;s d&eacute;cadas de epidemia do HIV\/Aids e os desafios persistem mesmo  com os avan&ccedil;os biom&eacute;dicos e a cont&iacute;nua mobiliza&ccedil;&atilde;o de movimentos de  direitos humanos. Na semana em que se comemorou mais um Dia Mundial de  Luta contra a Aids (01\/12), dados lan&ccedil;ados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de  brasileiro mostram que a infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus aumentou mais de 50% entre a  popula&ccedil;&atilde;o de 15 a 24 anos nos &uacute;ltimos seis anos. Relat&oacute;rio da UNAIDS de  meados deste ano j&aacute; apontava o crescimento de 11% nos casos de infec&ccedil;&atilde;o  entre a popula&ccedil;&atilde;o brasileira de 2005 a 2013, tend&ecirc;ncia oposta &agrave; m&eacute;dia  mundial (infec&ccedil;&otilde;es diminu&iacute;ram 13% nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos). Esse cen&aacute;rio  evidencia tanto os limites e fragilidades da resposta &agrave; epidemia quanto a  necessidade de reflex&atilde;o sobre as formas de mobiliza&ccedil;&atilde;o para enfrentar a  situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Desde os anos 1990, a produ&ccedil;&atilde;o de antirretrovirais (ARVs) tem sido  crescente e figurado como ferramenta central para o enfrentamento global  da epidemia. A partir de 1996, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de brasileiro passou a  distribuir gratuitamente e de forma universal a medica&ccedil;&atilde;o ARV na rede  p&uacute;blica de sa&uacute;de. No ano passado, a oferta do coquetel para todos os  indiv&iacute;duos diagnosticados com o v&iacute;rus &ndash; independe da manifesta&ccedil;&atilde;o da  doen&ccedil;a &ndash; tornou-se regra do protocolo cl&iacute;nico e das diretrizes  terap&ecirc;uticas. A aposta biom&eacute;dica contra a epidemia tem sido a t&ocirc;nica  mundial, conforme demonstra decis&atilde;o desta semana da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial  da Sa&uacute;de (OMS) de <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/agenciaaids.com.br\/home\/noticias\/noticia_detalhe\/22960#.VH4en9LF_9k\" rel=\"noopener\">expandir a Profilaxia P&oacute;s-Exposi&ccedil;&atilde;o (PEP) para todos os indiv&iacute;duos envolvidos em situa&ccedil;&atilde;o de risco de transmiss&atilde;o<\/a>,  e n&atilde;o mais apenas para aquelas pessoas v&iacute;timas de estupro ou envolvidas  em acidentes ocupacionais com agulhas contaminadas. Em julho, a OMS j&aacute;  tinha <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/conteudo.asp?cod=11722\" rel=\"noopener\">definido novas diretrizes<\/a>,  recomendando a algumas popula&ccedil;&otilde;es-chave &ndash; como homens que fazem sexo  com homens (HSH), trabalhadores\/as do sexo e indiv&iacute;duos transg&ecirc;neros &ndash; a  ingest&atilde;o de ARV como m&eacute;todo de preven&ccedil;&atilde;o, a chamada Profilaxia  Pr&eacute;-Exposi&ccedil;&atilde;o (PrEP).<\/p>\n<p>Nesse cen&aacute;rio, cabe interrogar-se sobre o panorama brasileiro. Por  que as estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o t&ecirc;m dado certo? Por que no Brasil a  infec&ccedil;&atilde;o entre os jovens vem crescendo em uma velocidade bem maior que  da popula&ccedil;&atilde;o geral? Especialistas afirmam que a expans&atilde;o da epidemia,  sobretudo entre os jovens, tem como motivo principal um comportamento  sexual menos preocupado com a doen&ccedil;a, por estes acreditarem que hoje  ningu&eacute;m mais morra de Aids, ou que se contrair o v&iacute;rus &eacute; s&oacute; tomar o  rem&eacute;dio &ndash; dispon&iacute;vel para todos no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) &ndash; e  estar&aacute; tudo bem, aspectos descritos por pesquisadores como &ldquo;banaliza&ccedil;&atilde;o  da AIDS&rdquo; e &ldquo;otimismo&rdquo;.<\/p>\n<p>De fato, os avan&ccedil;os biom&eacute;dicos alteraram, em alguma medida, a  representa&ccedil;&atilde;o dominante do in&iacute;cio da epidemia de que ter o v&iacute;rus  significava uma &ldquo;senten&ccedil;a de morte&rdquo;. No entanto, isso n&atilde;o explica  integralmente a situa&ccedil;&atilde;o. Pelo contr&aacute;rio, a responsabiliza&ccedil;&atilde;o pode ser  um caminho que ofusca as fragilidades da rede p&uacute;blica de sa&uacute;de, n&atilde;o  reflete criticamente a respeito da concep&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de  preven&ccedil;&atilde;o e ignora, por fim, as rela&ccedil;&otilde;es de opress&atilde;o e marginaliza&ccedil;&atilde;o  baseadas em desigualdades de g&ecirc;nero, cor\/ra&ccedil;a, sexo, renda, entre outros  marcadores sociais da diferen&ccedil;a, que vulnerabilizam mais alguns  indiv&iacute;duos e grupos em compara&ccedil;&atilde;o a outros.<\/p>\n<p>A omiss&atilde;o e o descuido em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s desigualdades sociais de  diversas ordens que marcam a sociedade brasileira s&atilde;o fatores  importantes para a compreens&atilde;o do crescimento da epidemia no pa&iacute;s.  Tamb&eacute;m os problemas na rede p&uacute;blica de sa&uacute;de comp&otilde;em esse cen&aacute;rio, pois  s&atilde;o comuns den&uacute;ncias de atendimentos prec&aacute;rios e falta de rem&eacute;dios em  unidades de sa&uacute;de em diversos estados,  o que muitas vezes provoca o  desest&iacute;mulo e a descontinuidade no tratamento por parte de pacientes.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos anos, &agrave; medida que a alternativa medicalizante tem sido  priorizada pelos gestores, a perspectiva de direitos humanos tem sido  enfraquecida. Isso &eacute; not&aacute;vel nos recuos do governo federal em campanhas  recentes de preven&ccedil;&atilde;o destinadas a grupos vulner&aacute;veis (como <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/publique\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?infoid=9212&amp;sid=4\" rel=\"noopener\">HSH e travestis<\/a> &#8211; e <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/destaque\/conteudo.asp?cod=10594\" rel=\"noopener\">prostitutas<\/a>).<\/p>\n<p>Desde a apari&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a nos anos 1980, a luta contra o estigma e o  preconceito tem sido uma bandeira central para os movimentos de combate  &agrave; doen&ccedil;a, pautados nos direitos humanos. Ser portador do v&iacute;rus  implicava &ndash; e ainda implica &ndash; forte carga moral por associar os  soropositivos a uma s&eacute;rie de estigmas, tais como o da culpa pela  infec&ccedil;&atilde;o e o da figura sexualmente desviante, prom&iacute;scua e &ldquo;perigosa&rdquo;  para a popula&ccedil;&atilde;o como um todo. Tais estigmas reca&iacute;ram de maneira  flagrante sobre os homossexuais, nos primeiros momentos da epidemia,  imagens que foram afastadas devido &agrave; forte a&ccedil;&atilde;o desses mesmos  movimentos.  Por isso, a concep&ccedil;&atilde;o de direitos humanos constitui uma  ferramenta importante, pois o estigma &eacute;, em si, um forte obst&aacute;culo &agrave;  preven&ccedil;&atilde;o e ao tratamento da Aids, conforme uma s&eacute;rie de estudos  demonstram.<\/p>\n<p>Prova disso &eacute; o <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/na-midia\/conteudo.asp?cod=11939\" rel=\"noopener\">aumento da epidemia entre as mulheres<\/a>.  Os homens continuam sendo os mais afetados pelo v&iacute;rus, mas a diferen&ccedil;a  em rela&ccedil;&atilde;o a elas caiu ao longo dos anos: em 1989, a propor&ccedil;&atilde;o era de  seis casos da doen&ccedil;a no sexo masculino para cada caso no sexo feminino.  Em 2011, a propor&ccedil;&atilde;o passou a ser de 1,7 casos em homens para cada  mulher infectada: um cen&aacute;rio em que a vulnerabilidade social &eacute; fator  importante para a an&aacute;lise, na medida em que as rela&ccedil;&otilde;es desiguais de  g&ecirc;nero colocam a mulher em situa&ccedil;&atilde;o vulner&aacute;vel, por exemplo, na hora de  negociar a camisinha com seu parceiro.<\/p>\n<p>Com rela&ccedil;&atilde;o a outros grupos vulner&aacute;veis &ndash; como os jovens &ndash; uma das  a&ccedil;&otilde;es mais not&aacute;veis &eacute; a dos jovens vivendo com HIV\/Aids, que tem  protagonizado a&ccedil;&otilde;es junto a gestores, profissionais de sa&uacute;de e  movimentos sociais, atrav&eacute;s da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens  Vivendo com HIV\/Aids (RNAJVHA), e das Redes Regionais e Estaduais  filiadas &agrave; RNAJVHA . A proposta &eacute; pautada pela ideia de fortalecer esses  indiv&iacute;duos em termos pol&iacute;ticos e sociais, apostando na aten&ccedil;&atilde;o integral  &agrave; sa&uacute;de como maneira de demonstrar que a doen&ccedil;a n&atilde;o significa morte. No  entanto, conforme a antrop&oacute;loga Cl&aacute;udia Cunha analisou em seu <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/destaque\/conteudo.asp?cod=11470\" rel=\"noopener\">estudo de doutorado<\/a>,  a iniciativa apresenta alguns problemas, como o &ldquo;fantasma&rdquo; da  responsabiliza&ccedil;&atilde;o ao gerar, atrav&eacute;s da opera&ccedil;&atilde;o de protagonismo, o  contra-efeito de produzir socialmente indiv&iacute;duos percebidos como  &ldquo;descontrolados&rdquo;, &ldquo;irrespons&aacute;veis&rdquo; e potencialmente &ldquo;perigosos&rdquo;.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o cen&aacute;rio brasileiro situa-se em um momento  paradoxal: contrariamente &agrave; tend&ecirc;ncia mundial de redu&ccedil;&atilde;o de novas  infec&ccedil;&otilde;es e ao forte investimento em preven&ccedil;&atilde;o biom&eacute;dica, o pa&iacute;s assiste  &agrave; expans&atilde;o da epidemia, notadamente entre popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis. A  sociedade civil e os movimentos sociais t&ecirc;m demandado mudan&ccedil;as nas  estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento. De um lado, a taxa de mortalidade  reduz-se (caiu 13% entre 2000 e 2013, de acordo com o Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de) &ndash; o que pode ser lido como um atestado de efic&aacute;cia da medica&ccedil;&atilde;o  ARV. Do outro lado, o v&iacute;rus continua a circular por novos corpos em um  ritmo consider&aacute;vel. Quais s&atilde;o, nesse sentido, as respostas adequadas  para dar conta dessa realidade? O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de lan&ccedil;ou no dia  01\/12 a campanha <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/agenciaaids.com.br\/home\/noticias\/noticia_detalhe\/22959#.VH4zJ9LF_9l\" rel=\"noopener\">&ldquo;#Partiu teste<\/a>&rdquo;,  voltada para a popula&ccedil;&atilde;o jovem em um esfor&ccedil;o para que o n&uacute;mero estimado  de pessoas que desconhecem sua soropositividade (150 mil, segundo o  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de) diminua. Talvez as respostas para o panorama atual  sejam ampliar os esfor&ccedil;os para al&eacute;m da a&ccedil;&atilde;o biom&eacute;dica, atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es  que tamb&eacute;m priorizem a dimens&atilde;o social da epidemia e que sejam baseadas  na ideia de direitos humanos. Assim, &eacute; poss&iacute;vel que se saiba, de fato,  quem s&atilde;o os jovens que ir&atilde;o &ldquo;partir para o teste&rdquo; e quais as suas  realidades.<\/p>\n<p>A sa&iacute;da pra essa situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; simples e tampouco nova. Desde o  in&iacute;cio da d&eacute;cada de 90, o conceito de vulnerabilidade aplicado ao  contexto da epidemia j&aacute; sinalizava para a import&acirc;ncia de compreender que  a AIDS varia de regi&atilde;o para regi&atilde;o do mundo, estando diretamente  relacionada aos contextos sociais, notadamente aqueles marcados pela  pobreza e desigualdade social. Assim, no contexto brasileiro, os riscos  de infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV aos quais est&atilde;o submetidos jovens de camadas m&eacute;dias  e altas e aqueles de camadas populares s&atilde;o bastante diferentes. O  contexto onde se pratica o sexo, com que tipo de parceiro(s), premido  por determinados roteiros sexuais culturalmente marcados, submetido ou  n&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es de coer&ccedil;&atilde;o e viol&ecirc;ncia, com ou sem acesso a servi&ccedil;os de  sa&uacute;de, resultam em distintas possibilidades de &ldquo;se prevenir&rdquo; da doen&ccedil;a. &Eacute;  preciso ent&atilde;o, no que tange &agrave; preven&ccedil;&atilde;o, retomar a velha receita de  atentar para os valores culturais e contextos de vida dos indiv&iacute;duos,  aqueles mesmos que os tornam atores sociais.&nbsp;<\/p>\n<p><i>*&nbsp;<\/i><i>Cl&aacute;udia Carneiro da Cunha &eacute; antrop&oacute;loga, p&oacute;s-doutoranda  em Sa&uacute;de Coletiva no Instituto de Medicina Social\/Universidade do Estado  do Rio de Janeiro.<\/i><\/p>\n<p><i>**&nbsp;<\/i><i>F&aacute;bio Grotz &eacute; jornalista, mestre em Comunica&ccedil;&atilde;o Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013).<\/i><\/p>\n<p><i>*** Washington Castilhos &eacute; jornalista e ativista pelos direitos  sexuais, p&oacute;s-graduado em G&ecirc;nero e Sexualidade pela Universidade do  Estado do Rio de Janeiro (2011).<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pese a la fuerte inversi\u00f3n en prevenci\u00f3n biom\u00e9dica, la epidemia del VIH\/Sida se expande en Brasil, afectando sobre todo a j\u00f3venes entre 15 y 24 a\u00f1os y en ritmo creciente a mujeres. En materia de prevenci\u00f3n, es preciso retomar la vieja receta de intervenir valores culturales y contexto de vida de los individuos, que diferencian los riesgos de infecci\u00f3n para cada uno de ellos. <i>(Texto en portugu\u00e9s<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1008","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Nuevos y viejos desaf\u00edos - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Nuevos y viejos desaf\u00edos - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Pese a la fuerte inversi\u00f3n en prevenci\u00f3n biom\u00e9dica, la epidemia del VIH\/Sida se expande en Brasil, afectando sobre todo a j\u00f3venes entre 15 y 24 a\u00f1os y en ritmo creciente a mujeres. En materia de prevenci\u00f3n, es preciso retomar la vieja receta de intervenir valores culturales y contexto de vida de los individuos, que diferencian los riesgos de infecci\u00f3n para cada uno de ellos. (Texto en portugu\u00e9s\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2014-12-04T02:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/\",\"name\":\"Nuevos y viejos desaf\u00edos - CLAM - ES\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\"},\"datePublished\":\"2014-12-04T02:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Nuevos y viejos desaf\u00edos\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\",\"name\":\"CLAM - ES\",\"description\":\"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/clam.fw2web.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Nuevos y viejos desaf\u00edos - CLAM - ES","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"Nuevos y viejos desaf\u00edos - CLAM - ES","og_description":"Pese a la fuerte inversi\u00f3n en prevenci\u00f3n biom\u00e9dica, la epidemia del VIH\/Sida se expande en Brasil, afectando sobre todo a j\u00f3venes entre 15 y 24 a\u00f1os y en ritmo creciente a mujeres. En materia de prevenci\u00f3n, es preciso retomar la vieja receta de intervenir valores culturales y contexto de vida de los individuos, que diferencian los riesgos de infecci\u00f3n para cada uno de ellos. (Texto en portugu\u00e9s","og_url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/","og_site_name":"CLAM - ES","article_published_time":"2014-12-04T02:00:00+00:00","author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Tiempo de lectura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/","name":"Nuevos y viejos desaf\u00edos - CLAM - ES","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website"},"datePublished":"2014-12-04T02:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/nuevos-y-viejos-desafios\/1008\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clam.org.br\/es\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Nuevos y viejos desaf\u00edos"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/","name":"CLAM - ES","description":"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"sameAs":["https:\/\/clam.fw2web.com.br"],"url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1008","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1008"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1008\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}