{"id":1020,"date":"2015-03-10T00:00:00","date_gmt":"2015-03-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2015\/03\/10\/persisten-desigualdades\/"},"modified":"2015-03-10T00:00:00","modified_gmt":"2015-03-10T03:00:00","slug":"persisten-desigualdades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/persisten-desigualdades\/1020\/","title":{"rendered":"Persisten desigualdades"},"content":{"rendered":"<p>Seja em Hollywood &ndash; onde atrizes denunciaram a desigual remunera&ccedil;&atilde;o  feminina e se rebelaram contra demonstra&ccedil;&otilde;es sexistas no tapete  vermelho, durante a entrega do Oscar deste ano &ndash;, ou no Brasil &ndash; onde as  mulheres, apesar de estudarem mais e representarem 43,9% da popula&ccedil;&atilde;o  economicamente ativa, ainda recebem menos &ndash;, as disparidades sociais  afastam homens e mulheres da almejada igualdade, quest&atilde;o a ser pensada  neste 8 de mar&ccedil;o.<\/p>\n<p>No cen&aacute;rio brasileiro, os &uacute;ltimos anos foram de crescimento  econ&ocirc;mico, ap&oacute;s duas d&eacute;cadas (1980 e 1990) de relativa estagna&ccedil;&atilde;o. Nesse  per&iacute;odo de maior prosperidade, as mulheres foram ganhando mais espa&ccedil;o  no mercado de trabalho, e de uma maneira mais r&aacute;pida que a entrada dos  homens. Mas a maior empregabilidade das mulheres &eacute; um avan&ccedil;o que merece  pondera&ccedil;&atilde;o. Em 2001, elas representavam 39,5% da popula&ccedil;&atilde;o formalmente  empregada. Em 2013, passaram para 42,8%. Ao mesmo tempo, &eacute; uma tend&ecirc;ncia  no pa&iacute;s o crescimento no n&uacute;mero de fam&iacute;lias monoparentais chefiadas por  mulheres.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; um aumento modesto, que indica uma baixa feminiza&ccedil;&atilde;o do emprego  formal&rdquo;, destaca a economista Lena Lavinas, professora associada do  Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; remunera&ccedil;&atilde;o, as discrep&acirc;ncias persistem, conforme  aponta o estudo &ldquo;Assimetrias de g&ecirc;nero no mercado de trabalho  brasileiro: rumos da formaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, realizado por Lena Lavinas em  parceria com as pesquisadoras Ana Carolina Cordilha e Gabriela Freitas  da Cruz. Analisando o per&iacute;odo de 2001 a 2013, os homens praticamente  mantiveram a superioridade de rendimento: em 2001, ganhavam em m&eacute;dia R$  1.814,00 mensais, ao passo que as mulheres recebiam R$ 1.465,00. Doze  anos depois, eles estavam ganhando R$ 2.184,00 enquanto elas recebiam em  m&eacute;dia R$ 1.805. &ldquo;O <i>gap<\/i>salarial permanece apesar dos anos de prosperidade&rdquo;, aponta Lena Lavinas.<\/p>\n<p>&ldquo;Sabemos que a participa&ccedil;&atilde;o das mulheres no mercado de trabalho tem  aumentado ao longo do tempo, mas isso est&aacute; longe de significar um quadro  de melhora substancial. Os sal&aacute;rios continuam, de maneira s&oacute;lida,  discrepantes. Por isso, toda vez que ou&ccedil;o sobre as melhorias da situa&ccedil;&atilde;o  da mulher no mercado de trabalho, pondero. Aparentemente, parece que as  coisas est&atilde;o melhorando. Quando coletamos os dados e detalhamos a  realidade, vemos que n&atilde;o passa de impress&atilde;o, pois existe uma  desigualdade persistente&rdquo;.<\/p>\n<p>Na desagrega&ccedil;&atilde;o por hora trabalhada, o estudo revela que a redu&ccedil;&atilde;o  das disparidades foi maior quando a ocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; &ldquo;parcial&rdquo; (menos de 20  horas semanais). Entre 2001 e 2012, as melhoras mais sens&iacute;veis foram  observadas na faixa de 16  a 20 horas\/semana, tendo os ganhos femininos  aumentado de 63,3% para 85% do valor da remunera&ccedil;&atilde;o masculina. Nos  trabalhos com mais de 30 horas por semana, geralmente associados a  empregos de maior qualidade e estabilidade, a redu&ccedil;&atilde;o da disparidade foi  menor: 2,4% (31 a 40 horas\/semana) e 0,8% (41 a 44 horas\/semana).<\/p>\n<p>&ldquo;Isso nos leva a pensar que as redu&ccedil;&otilde;es nas diferen&ccedil;as salariais  devem-se ao aumento do n&uacute;mero de horas trabalhadas pelas mulheres, e n&atilde;o  ao reconhecimento do valor do trabalho, pois a diferen&ccedil;a tende a  aumentar com o acr&eacute;scimo de horas trabalhadas&rdquo;, destaca Lena Lavinas.<\/p>\n<p>H&aacute; ainda o recorte de faixa et&aacute;ria: no que tange &agrave; idade, o hiato  salarial tende a aumentar nas faixas mais velhas, atingindo grau  acentuado nos grupos et&aacute;rios considerados como de maior experi&ecirc;ncia  laboral. Assim, as mulheres mais velhas recebem menos (em compara&ccedil;&atilde;o com  os homens de sua idade) do que as mulheres mais jovens. Isso anula o  efeito experi&ecirc;ncia, que &eacute; valorizante nas trajet&oacute;rias masculinas e  ignorado, nas femininas.<\/p>\n<p>Um dado que chama aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o fato de a maior escolaridade das  mulheres n&atilde;o resultar na redu&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as de sal&aacute;rio.  Curiosamente, o hiato acentua-se &agrave; medida que a escolaridade aumenta: em  2012, as mulheres com diploma superior recebiam 60% dos rendimentos  masculinos. Aquelas com ensino m&eacute;dio recebem 71% do rendimento dos  homens com o mesmo n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o formal. O dado indica os s&oacute;lidos  obst&aacute;culos que se colocam no caminho das mulheres. Conforme observa Lena  Lavinas, &ldquo;nem mesmo o investimento em educa&ccedil;&atilde;o oferece a elas o mesmo  retorno. Olhando para o longo prazo, as perspectivas n&atilde;o s&atilde;o otimistas,  tendo em vista que a escolaridade m&eacute;dia tem aumentado e espera-se que  assim continue.&rdquo;.<\/p>\n<p>Fica evidente que crescimento econ&ocirc;mico e investimento em educa&ccedil;&atilde;o  n&atilde;o parecem suficientes para melhorar a situa&ccedil;&atilde;o delas no mercado de  trabalho. Inevitavelmente, elas tornam-se mais vulner&aacute;veis em per&iacute;odos  de desacelera&ccedil;&atilde;o ou retra&ccedil;&atilde;o na atividade econ&ocirc;mica. Por exemplo, desde  2011, a partir de quando a economia brasileira passou por uma diminui&ccedil;&atilde;o  em seu crescimento, as mulheres passaram a engrossar a maior parte da  popula&ccedil;&atilde;o desempregada: em 2013, a taxa de desemprego feminina  proporcionalmente &agrave; taxa masculina chegou a 149%, maior que os 141% de  2002, mesmo levando em conta que o setor mais afetado por demiss&otilde;es  tenha sido a ind&uacute;stria, onde a m&atilde;o de obra masculina &eacute; predominante.<\/p>\n<p>Diante desse quadro, a almejada igualdade persiste como sonho  distante. Sendo um pa&iacute;s com desigualdades estruturais consolidadas, o  Brasil oferece condi&ccedil;&otilde;es distintas mesmo nos cen&aacute;rios de bonan&ccedil;a, o que  termina por ser mais vantajoso aos homens. Diante de um quadro em que o  crescimento econ&ocirc;mico n&atilde;o impacta as desigualdades de g&ecirc;nero, &eacute;  fundamental dispor de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas espec&iacute;ficas, voltadas para o  combate &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero no mercado de trabalho, de modo a que  se ven&ccedil;am telhados de vidro estruturalmente resilientes&rdquo;, aponta o  estudo coordenado por Lena Lavinas.<\/p>\n<p>A concilia&ccedil;&atilde;o entre trabalho e maternidade, ou entre trabalho e  fam&iacute;lia, tamb&eacute;m &eacute; uma quest&atilde;o sempre colocada &agrave;s mulheres brasileiras,  como se fossem dimens&otilde;es completamente inconcili&aacute;veis. De fato, n&atilde;o s&atilde;o.  Do ponto de vista da divis&atilde;o sexual do trabalho, as mulheres continuam  largamente submetidas a mais jornadas de trabalho (al&eacute;m do trabalho  remunerado, recai sobre elas o cuidado das tarefas dom&eacute;sticas e dos  filhos).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La creciente participaci\u00f3n de las mujeres en el mercado laboral brasile\u00f1o no impide la persistencia de una marcada disparidad salarial en relaci\u00f3n a los hombres, se\u00f1ala estudio coordinado por la profesora Lena Lavinas. <i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1020","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Persisten desigualdades - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/persisten-desigualdades\/1020\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Persisten desigualdades - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"La creciente participaci\u00f3n de las mujeres en el mercado laboral brasile\u00f1o no impide la persistencia de una marcada disparidad salarial en relaci\u00f3n a los hombres, se\u00f1ala estudio coordinado por la profesora Lena Lavinas. 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