{"id":1051,"date":"2015-11-19T00:00:00","date_gmt":"2015-11-19T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2015\/11\/19\/misoginia-en-la-red\/"},"modified":"2015-11-19T00:00:00","modified_gmt":"2015-11-19T02:00:00","slug":"misoginia-en-la-red","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/misoginia-en-la-red\/1051\/","title":{"rendered":"Misoginia en la red"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<span style=\"font-size: 10.5pt; font-family: Calibri, Arial;\">A milit&acirc;ncia beligerante de atores conservadores na pol&iacute;tica nacional n&atilde;o &eacute; algo novo no Brasil. N&atilde;o obstante, chama a aten&ccedil;&atilde;o hoje a maneira articulada e expl&iacute;cita com que ela se manifesta das mais variadas formas, especialmente atrav&eacute;s dos meios virtuais. Uma escalada reacion&aacute;ria cujo alvo preferencial s&atilde;o os direitos das mulheres e das minorias sexuais encontrou na internet um terreno f&eacute;rtil para propagar cada vez mais um clima de hostilidade e p&acirc;nico moral. Assim foi no caso da discuss&atilde;o do g&ecirc;nero na educa&ccedil;&atilde;o, que pol&iacute;ticos aliados a setores religiosos enfrentaram como uma verdadeira cruzada conservadora. Para conseguir o apoio popular que permitiu banir a tem&aacute;tica nos planos municipais e estaduais de educa&ccedil;&atilde;o, eles propagaram nas redes sociais a ideia de uma perigosa &ldquo;ideologia de g&ecirc;nero&rdquo; (ou &ldquo;ideologia antifam&iacute;lia&rdquo;), a qual, segundo eles, deturparia os conceitos de homem e mulher entre estudantes ao ser baseada em teorias &ldquo;equivocadas&rdquo; sobre a constru&ccedil;&atilde;o social do g&ecirc;nero, como a obra da fil&oacute;sofa Simone de Beauvoir.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">A discuss&atilde;o voltou &agrave; cena quando o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o brasileiro incluiu no Exame Nacional do Ensino M&eacute;dio (ENEM) &ndash; prova que d&aacute; acesso a universidades p&uacute;blicas brasileiras &ndash; uma pergunta sobre feminismo que trazia uma cita&ccedil;&atilde;o com a c&eacute;lebre frase de Beauvoir (&ldquo;N&atilde;o se nasce mulher, torna-se mulher&rdquo;), e, como tema da reda&ccedil;&atilde;o, a &lsquo;persist&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia contra a mulher&rsquo;. Assim, 8 milh&otilde;es de pessoas, em sua maioria jovens, tiveram uma pouco frequente oportunidade de refletir sobre feminismo e viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">A inclus&atilde;o dos temas relativos a g&ecirc;nero na prova foi comemorada em p&aacute;ginas e f&oacute;runs feministas. Mas tamb&eacute;m foi alvo de piadas machistas em espa&ccedil;os virtuais comandados pelos grupos intitulados &ldquo;masculinistas&rdquo;. Em um v&iacute;deo que circulou na rede, um pretenso comediante que simulava fazer a reda&ccedil;&atilde;o do ENEM apelava &agrave; jocosidade para desqualificar a pesquisa segundo a qual no Brasil uma mulher &eacute; agredida a cada cinco minutos &ndash; e com ela a inclus&atilde;o da tem&aacute;tica no ENEM: &ldquo;J&aacute; estou fazendo a prova h&aacute; tr&ecirc;s horas e ainda n&atilde;o vi nenhuma mulher apanhar!&rdquo;, ironizava.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">A piada &ldquo;viralizou&rdquo;, sendo&nbsp;<i>curtida<\/i>&nbsp;por milhares no Facebook. O trocadilho mis&oacute;gino parece inocente ao lado da avalanche de conte&uacute;dos que n&atilde;o hesitam em pregar o &oacute;dio contra mulheres, gays, negros, &iacute;ndios,nordestinos e jovens de periferias. Circulam livremente pela internet agress&otilde;es verbais de todo tipo, muitas delas estimuladas e celebradas pelos participantes de f&oacute;runs mis&oacute;ginos.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">As comunidades online s&atilde;o prop&iacute;cias &agrave; express&atilde;o e &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o da sexualidade, o que revela o potencial da internet como um espa&ccedil;o de ativismo e experi&ecirc;ncia da diversidade sexual. Mas &eacute; tamb&eacute;m um espa&ccedil;o de disputas e antagonismos. Assim, por exemplo, nos espa&ccedil;os virtuais onde h&aacute; a defesa da diversidade sexual, encontram-se tamb&eacute;m express&otilde;es homof&oacute;bicas. Em f&oacute;runs onde se defende os direitos das mulheres, tamb&eacute;m v&atilde;o marcar presen&ccedil;a posi&ccedil;&otilde;es mis&oacute;ginas &ndash; que muitas vezes v&atilde;o al&eacute;m do simples coment&aacute;rio machista.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Nessa onda de hostilidade, blogueiras feministas t&ecirc;m sofrido constantes amea&ccedil;as por defender seus direitos, ou por simplesmente falar sobre um determinado assunto ligado ao papel das mulheres. No ano passado, a misoginia online entrou na roda com o chamado &ldquo;gamergate&rdquo;: mulheres na ind&uacute;stria dos jogos, como as desenvolvedoras Zoe Quinn e Brianna Wu, al&eacute;m da blogueira Anita Sarkeesian, foram alvo de uma onda de ataques. No Twitter, no Reddit e em&nbsp;<i>imageboards<\/i>&nbsp;como o 4chan, as mulheres receberam amea&ccedil;as de estupro e morte, e em alguns casos chegaram a ter informa&ccedil;&otilde;es pessoais reveladas &ndash; como o endere&ccedil;o de suas resid&ecirc;ncias ou n&uacute;mero de telefone.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">O Gamergate foi uma rea&ccedil;&atilde;o de um grupo masculinista (ou &ldquo;<i>men<\/i>inist&rdquo;) conhecido como &ldquo;Men&rsquo;s Rights Activists&rdquo; nos EUA. Afirmando encampar um esfor&ccedil;o em criticar a &eacute;tica em jornalismo sobre jogos de v&iacute;deo game, eles capitanearam uma campanha de persegui&ccedil;&atilde;o irasc&iacute;vel contra debates sobre g&ecirc;nero na m&iacute;dia especializada em v&iacute;deo-games e entre a comunidade de jogadores. Esta campanha foi especialmente voltada contra Anita Sarkeesian, que produziu um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=X6p5AZp7r_Q\" target=\"_blank\" style=\"color: rgb(0, 51, 0); text-decoration: none; border-bottom-style: dashed; border-bottom-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-width: 1px;\" rel=\"noopener\">document&aacute;rio dispon&iacute;vel no YouTu<\/a>be<\/span><span class=\"MsoCommentReference\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><a class=\"msocomanchor\" id=\"_anchor_1\" href=\"file:\/\/\/C:\/Documents%20and%20Settings\/fabio.grotz\/Meus%20documentos\/Downloads\/Misoginia%20na%20rede%20FINAL%20(1).docx#_msocom_1\" language=\"JavaScript\" name=\"_msoanchor_1\" style=\"color: rgb(0, 51, 0); text-decoration: none; border-bottom-style: dashed; border-bottom-color: rgb(204, 204, 204);\">]<\/a>&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-size: 10.5pt;\">sobre a misoginia institucionalizada impl&iacute;cita (ou expl&iacute;cita) em muito jogos, realizado com recursos reunidos atrav&eacute;s do site de financiamento coletivo Kickstarter. Os ataques desta natureza contra o ativismo feminista online s&atilde;o deliberados, planejados e articulados.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">A intera&ccedil;&atilde;o entre agressores online e seus alvos &eacute; peculiar ao anonimato facilitado pela tecnologia da internet. No entanto, os usu&aacute;rios de f&oacute;runs mis&oacute;ginos que se escondem no anonimato n&atilde;o se d&atilde;o conta que eles n&atilde;o s&atilde;o 100% an&ocirc;nimos. Esse anonimato &eacute; relativo: na Internet quase sempre h&aacute; um meio de identifica&ccedil;&atilde;o. Em 2012, um desses sites (chamados de chans), que defendia a legaliza&ccedil;&atilde;o do estupro e o estupro corretivo para l&eacute;sbicas, foi tirado do ar e seu autor foi preso, enquanto alegadamente tramava um atentado na Universidade de Bras&iacute;lia para matar &ldquo;vadias e esquerdistas&rdquo;. Nessa &eacute;poca, por denunciar o site de &oacute;dio, a blogueira Lola Aronovich, professora da Universidade Federal do Cear&aacute; (UFC), autora do blog feminista&nbsp;<i>Escreva, Lola, Escreva<\/i>, foi alvo de in&uacute;meras amea&ccedil;as, que nunca pararam. Os masculinistas divulgaram seu endere&ccedil;o residencial e, segundo ela, chegaram a estabelecer recompensas para quem a matasse.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Desde ent&atilde;o, Lola recebe amea&ccedil;as de estupro e morte. Em 2014 as amea&ccedil;as se intensificaram: logo ap&oacute;s publicar no Twitter que ela havia voltado de uma viagem, a professora recebeu liga&ccedil;&otilde;es com amea&ccedil;as de morte em sua casa. &quot;Qualquer mulher que se destacar na internet vai ser amea&ccedil;ada de estupro. Infelizmente, a internet reflete a misoginia que existe na sociedade&rdquo;, comentou ela em seu blog.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Em outubro &uacute;ltimo, os agressores atacaram novamente: eles inventaram um novo site de &oacute;dio em seu nome. A p&aacute;gina &ldquo;<i>fake<\/i>&rdquo;, assinada como&nbsp;<i>Lola, Escreva, Lola<\/i>, prega o aborto, o infantic&iacute;dio e a castra&ccedil;&atilde;o de meninos, contendo, inclusive, link para o seu curr&iacute;culo acad&ecirc;mico Lattes. O site viralizou no feriado do Dia de Finados quando, enquanto Lola viajava,membros do movimento masculinista o divulgaram no Facebook e no Twitter.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Ataques como os sofridos por Lola e outras ativistas feministas atrav&eacute;s da internet n&atilde;o acontecem em um mundo separado, &agrave; parte do &ldquo;real&rdquo;. A comunica&ccedil;&atilde;o online representa apenas uma outra interface para a intera&ccedil;&atilde;o real entre as pessoas. Por isso nela se reproduzem o machismo, o racismo, a homofobia e todas as outras discrimina&ccedil;&otilde;es enfrentadas no cotidiano.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">O pesquisador Bruno Zilli (CLAM\/IMS\/UERJ) analisa o fen&ocirc;meno dos ataques online a feministas em dois perfis. Um seria o do &ldquo;masculinista incidental&rdquo;, aquele que apenas concorda com esses conte&uacute;dos hostis quando os v&ecirc;, os &ldquo;curte&rdquo; e rebloga, ou apenas assimila essa posi&ccedil;&atilde;o de &oacute;dio ao feminismo e o reproduz sem um esfor&ccedil;o mais dedicado. &ldquo;&Eacute; o&nbsp;<i>troll<\/i>&nbsp;t&iacute;pico, que habita os coment&aacute;rios de qualquer postagem na internet, s&oacute; que &eacute; um troll tem&aacute;tico, anti-feminista em tom&rdquo;, avalia.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">O&nbsp;<i>troll<\/i>&nbsp;&eacute; um indiv&iacute;duo que age online perturbando (&ldquo;trollando&rdquo;) intencionalmente ou n&atilde;o espa&ccedil;os de sociabilidade virtual, como f&oacute;runs, ou atacando diretamente indiv&iacute;duos; atrav&eacute;s de coment&aacute;rios que criam disc&oacute;rdia.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">O outro perfil identificado por Bruno Zilli &eacute; mais organizado e vai bem longe. Suas a&ccedil;&otilde;es incluem, por exemplo, criar uma p&aacute;gina e aliment&aacute;-la com conte&uacute;do, como criar a p&aacute;gina falsa da Lola e buscar e publicar informa&ccedil;&otilde;es pessoais dela, o que requer tempo e certo dom&iacute;nio t&eacute;cnico. S&atilde;o, segundo ele, os que se dedicam a enfrentar as &quot;feminazis&quot;, que &eacute; como alguns grupos mis&oacute;ginos chamam feministas. Em ocasi&otilde;es, esses agressores dedicados incorrem em condutas criminosas, inclusive para al&eacute;m do discurso de &oacute;dio, como no caso da fraude contra a identidade de Lola Aronovich.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Entretanto, &ldquo;de onde vem tanta disposi&ccedil;&atilde;o? De um &oacute;dio contra o que elas falam, talvez combinado com uma sensa&ccedil;&atilde;o de estar sendo vitimado pelo discurso que busca dar ag&ecirc;ncia &agrave;s mulheres? &Eacute; preciso entender melhor o que se passa na cabe&ccedil;a desses sujeitos&rdquo;, analisa o pesquisador do CLAM, que integra o coletivo EROTICS, um projeto do Programa de Direitos das Mulheres da APC &#8211;&nbsp;<i>Association for Progressive Communications.&nbsp;<\/i>Atrav&eacute;s de v&aacute;rias pesquisas, que no Brasil contaram com a parceria do CLAM e do SPW &#8211; Observat&oacute;rio de Sexualidade e Pol&iacute;tica, o projeto busca averiguar os diferentes modos como comunidades sexuais de maneira geral, e mulheres em especial, t&ecirc;m seu uso da Internet facilitado ou impedido, e qual o impacto desses processos na express&atilde;o de sua sexualidade e direitos. No seu lado ativista, o coletivo se dedicou, por exemplo, a desenhar uma s&eacute;rie de&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.genderit.org\/es\/articles\/principios-feministas-para-internet\" target=\"_blank\" style=\"color: rgb(0, 51, 0); text-decoration: none; border-bottom-style: dashed; border-bottom-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-width: 1px;\" rel=\"noopener\">&ldquo;princ&iacute;pios feministas da Internet<\/a><\/span><span class=\"MsoCommentReference\"><span style=\"font-size: 8pt;\"><a href=\"http:\/\/www.genderit.org\/es\/articles\/principios-feministas-para-internet\" target=\"_blank\" style=\"color: rgb(0, 51, 0); text-decoration: none; border-bottom-style: dashed; border-bottom-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-width: 1px;\" rel=\"noopener\">]<\/a>&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-size: 10.5pt;\">&rdquo;.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Uma das campanhas da APC sofreu recentemente um ataque, no dia 9 de outubro, empreendido contra as&nbsp;<i>hashtags<\/i>&nbsp;do Twitter #TakeBacktheTech e #ImagineAFeministInternet por grupos mis&oacute;ginos associados &agrave; hashtag #Gamergate, que postaram milhares de tweets e memes anti-feministas em resposta a um chat organizado pelo&nbsp;<i>Internet Governance Forum<\/i>&nbsp;(IGF) para discutir o impacto da viol&ecirc;ncia online.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Mas como atuar contra quem propaga o &oacute;dio contra mulheres e outros grupos na internet?<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">As den&uacute;ncias relacionadas a conte&uacute;dos il&iacute;citos na internet aumentaram 8,29% em 2014, aponta levantamento da Central de Den&uacute;ncias de Crimes Cibern&eacute;ticos da ONG SaferNet Brasil, associa&ccedil;&atilde;o civil sem fins lucrativos que possui acordo de coopera&ccedil;&atilde;o com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, al&eacute;m do apoio de entidades como o Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil e a Justi&ccedil;a Federal. A organiza&ccedil;&atilde;o recebeu 189.211 reclama&ccedil;&otilde;es, envolvendo 58.717 p&aacute;ginas distintas da&nbsp;<i>web<\/i>. Os dados mostram um aumento de 34,15% das p&aacute;ginas indicadas como racistas e de 365,46% de conte&uacute;dos relacionados &agrave; xenofobia. Entre as den&uacute;ncias, destacam-se as manifesta&ccedil;&otilde;es contra nordestinos, por exemplo. No ano passado, 222 den&uacute;ncias foram relativas a vazamentos de fotos &iacute;ntimas (geralmente obtidas das trocas de mensagens conhecidas como&nbsp;<i>sexting<\/i>), o que significa um aumento de 119,8% em rela&ccedil;&atilde;o a 2013, quando 101 casos foram atendidos. Mais da metade das v&iacute;timas tinha at&eacute; 25 anos, das quais 25% tinham entre 12 e 17 anos. Cerca de 40% tinham acima de 25 anos.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Os casos reportados &agrave; SaferNet s&atilde;o feitos voluntariamente pelos pr&oacute;prios usu&aacute;rios da internet, quando se deparam com conte&uacute;dos que evidenciam atividades il&iacute;citas, em particular viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos, na web. Para fazer a den&uacute;ncia, o usu&aacute;rio deve acessar o portal da organiza&ccedil;&atilde;o e enviar o&nbsp;<\/span><a href=\"http:\/\/www.safernet.org.br\/site\/denunciar\" target=\"_blank\" style=\"color: rgb(0, 51, 0); text-decoration: none; border-bottom-style: dashed; border-bottom-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-width: 1px;\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-size: 10.5pt;\">link<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-size: 10.5pt;\">&nbsp;do site onde identifica o ato il&iacute;cito, listado a partir de categorias como a pornografia infantil\/pedofilia; racismo, xenofobia e intoler&acirc;ncia religiosa; neonazismo; apologia e incita&ccedil;&atilde;o a crimes contra a vida; homofobia; e apologia e incita&ccedil;&atilde;o a pr&aacute;ticas cru&eacute;is contra animais. &Eacute; comum sites de relacionamento online, por exemplo, conterem &ldquo;banners&rdquo; onde clicando &eacute; poss&iacute;vel acessar diretamente o portal de den&uacute;ncias.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">As den&uacute;ncias s&atilde;o recebidas e analisadas pela Safernet e, em seguida, enviadas aos Minist&eacute;rios P&uacute;blicos e &agrave; Pol&iacute;cia Federal. As den&uacute;ncias de crimes cibern&eacute;ticos contra os direitos humanos na internet podem ser feitas diretamente &agrave; Pol&iacute;cia Federal atrav&eacute;s do site: http:\/\/denuncia.pf.gov.br\/. Por&eacute;m, lembra Magaly Pazello, pesquisadora do Emerge &ndash; Centro de Pesquisa e Produ&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o e Emerg&ecirc;ncia da Universidade Federal Fluminense (UFF), &eacute; ingenuidade achar que no dia ou na semana seguintes &agrave; den&uacute;ncia o site estar&aacute; fora do ar, uma vez que muitas vezes o nome de dom&iacute;nio do site ou p&aacute;gina que viabiliza a agress&atilde;o &eacute; sediado fora do Brasil, o que limita a jurisdi&ccedil;&atilde;o para retirada de conte&uacute;do ou suspens&atilde;o do site. &ldquo;Mas o volume de den&uacute;ncias via Safernet e Pol&iacute;cia Federal &eacute; importante para gerar massa cr&iacute;tica e dar subs&iacute;dios para a busca policial&rdquo;, afirma a ciberativista e feminista, citando como exemplo o que aconteceu com o site chamado &ldquo;Tio Astolfo&rdquo;, que h&aacute; meses disseminava uma &ldquo;receita de como estuprar vadias&rdquo;. Depois de den&uacute;ncias feitas atrav&eacute;s da Safernet e do site de den&uacute;ncias de crimes cibern&eacute;ticos da PF, o site foi retirado do ar.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><b>O Marco Civil da Internet<\/b><span style=\"font-size: 10.5pt;\"><o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Elaborado com base em uma consulta p&uacute;blica online e em vigor desde junho de 2014, o Marco Civil da Internet &eacute; uma lei que estabelece princ&iacute;pios, garantias, direitos e deveres dos usu&aacute;rios da Internet. Ap&oacute;s duas d&eacute;cadas de uso da Internet no Brasil, no pa&iacute;s n&atilde;o havia qualquer lei que estabelecesse diretrizes para proteger os direitos dos usu&aacute;rios.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Em princ&iacute;pio, no Brasil, os provedores n&atilde;o t&ecirc;m responsabilidade pela a&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios, embora algumas exce&ccedil;&otilde;es tenham sido inclu&iacute;das na Lei. O provedor pode sofrer alguma penalidade se ele n&atilde;o atender a uma ordem judicial que determine a remo&ccedil;&atilde;o de um conte&uacute;do espec&iacute;fico.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Segundo o Marco Civil da Internet, se o servidor do f&oacute;rum ou blog onde a viola&ccedil;&atilde;o de direitos sob investiga&ccedil;&atilde;o judicial estiver no Brasil, ele &eacute; obrigado a passar os registros de acesso a aplica&ccedil;&otilde;es e registros de conex&otilde;es para a Justi&ccedil;a. Se eles estiverem no exterior, acordos internacionais tamb&eacute;m garantem que os dados sejam acessados pelas autoridades brasileiras. Se o provedor n&atilde;o cumprir a lei, guardar e fornecer os registros, ele vai acabar sendo responsabilizado pelos danos que os usu&aacute;rios causaram.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">O Marco Civil n&atilde;o versa sobre crimes, apenas sobre a responsabiliza&ccedil;&atilde;o civil dos provedores de aplicativos pela retirada ou n&atilde;o do conte&uacute;do. No entanto, a regulamenta&ccedil;&atilde;o do Marco Civil da Internet permanece como a principal pauta ainda a ser alcan&ccedil;ada. &Eacute; necess&aacute;rio que o decreto de regulamenta&ccedil;&atilde;o seja editado com brevidade a fim de que os dispositivos da lei sejam consolidados.<o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><b>Misoginia no Facebook<\/b><span style=\"font-size: 10.5pt;\"><o_p><\/o_p><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"font-family: Calibri, Arial; font-size: 14px;\"><span style=\"font-size: 10.5pt;\">Em 2013, a maior rede social do mundo, com mais 1 bilh&atilde;o de usu&aacute;rios, admitiu que n&atilde;o lidava bem no controle da misoginia, e prometeu melhorar. A boa not&iacute;cia &eacute; que foram as feministas quem fizeram a rede criada por Mark Zuckerberg enxergar o que at&eacute; ent&atilde;o a empresa parecia n&atilde;o ver: v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es feministas em l&iacute;ngua inglesa escreveram uma carta exigindo que a rede social assumisse a exist&ecirc;ncia de in&uacute;meras mensagens de &oacute;dio e que fizesse algo para n&atilde;o tolerar tal conte&uacute;do, desde o treinamento de moderadores at&eacute; a retirada desses discursos. E elas&nbsp;<a name=\"_GoBack\" style=\"border-bottom-style: dashed; border-bottom-color: rgb(204, 204, 204); color: rgb(0, 102, 0);\"><\/a>foram al&eacute;m: anunciaram uma campanha para conscientizar empresas a deixarem de anunciar na rede social at&eacute; que eles tomassem alguma atitude a respeito. Na ocasi&atilde;o, empresas como a Nissan do Reino Unido apoiaram o boicote ao FB.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El relativo anonimato facilitado por la tecnolog\u00eda de la internet ha propiciado la propagaci\u00f3n de discursos de odio y ataques sistem\u00e1ticos contra feministas. 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