{"id":1059,"date":"2016-06-16T00:00:00","date_gmt":"2016-06-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2016\/06\/16\/educacion-adonde-nos-dirigimos\/"},"modified":"2016-06-16T00:00:00","modified_gmt":"2016-06-16T03:00:00","slug":"educacion-adonde-nos-dirigimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/educacion-adonde-nos-dirigimos\/1059\/","title":{"rendered":"Educaci\u00f3n: \u00bfAd\u00f3nde nos dirigimos?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>por Washington Castilhos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>colaborou Pablo Ribeiro<\/em><\/p>\n<p>Recentes iniciativas &ndash; como os formul&aacute;rios de &ldquo;notifica&ccedil;&atilde;o extrajudicial contra o ensino de &lsquo;ideologia de g&ecirc;nero&rsquo; nas escolas&rdquo; &ndash; t&ecirc;m colocado a Educa&ccedil;&atilde;o como foco de uma intensa disputa pol&iacute;tica, a partir de campanhas que buscam restaurar, de modo oportunista, uma ordem conservadora que evoca a antiga hegemonia eclesial sobre a educa&ccedil;&atilde;o formal. Esta mobiliza&ccedil;&atilde;o tem atingido as Diretrizes B&aacute;sicas da educa&ccedil;&atilde;o nacional e at&eacute; a autonomia universit&aacute;ria, atrav&eacute;s de medidas como Projeto de Lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas que institui o &ldquo;Programa Escola Livre&rdquo; ou a recomenda&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Goi&aacute;s (MPF\/GO) de que a Universidade se abstenha de promover ou participar de atividades cujo tema se relacione ao debate pol&iacute;tico.<\/p>\n<p>Primeiro gestor &agrave; frente da Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o Continuada, Alfabetiza&ccedil;&atilde;o e Diversidade (SECAD, atual SECADI) do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, criada ainda nos primeiros anos do governo Lula, o pesquisador Andr&eacute; L&aacute;zaro acredita que, apesar de a Educa&ccedil;&atilde;o estar sendo fortemente disputada por setores conservadores, quem ainda est&aacute; na hegemonia &eacute; o campo democr&aacute;tico. Para ele, a organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade &eacute; o melhor caminho para frear iniciativas como o Programa Escola sem Partido ou a tentativa de se proibir o ensino de g&ecirc;nero nas escolas. Nesta entrevista, o professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Coordenador Acad&ecirc;mico da Faculdade Latino-Americana de Ci&ecirc;ncias Sociais (FLACSO) fala de como o g&ecirc;nero se constituiu enquanto agenda no &acirc;mbito da Educa&ccedil;&atilde;o, das especificidades da conjuntura pol&iacute;tica que favoreceu a cria&ccedil;&atilde;o da SECADI e do contexto de proposi&ccedil;&otilde;es conservadoras na atualidade. &ldquo;Essa rea&ccedil;&atilde;o conservadora est&aacute; sendo enfrentada e ser&aacute; detida de alguma maneira&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p><strong>H&aacute; atualmente um esfor&ccedil;o de alguns setores de barrar o ensino de g&ecirc;nero e a liberdade de express&atilde;o no campo da Educa&ccedil;&atilde;o. No processo de cria&ccedil;&atilde;o da SECADI, havia uma demanda pr&eacute;via para que a agenda do g&ecirc;nero fosse incorporada pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o?&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>A agenda de g&ecirc;nero j&aacute; estava na Educa&ccedil;&atilde;o com debates muito amplos e ao mesmo tempo difusos. Quando foi institu&iacute;da durante o primeiro mandato do presidente Lula, a SECAD primeiramente focou em uma agenda em desigualdades sociais: as popula&ccedil;&otilde;es do campo, a popula&ccedil;&atilde;o atendida pelo bolsa fam&iacute;lia, a popula&ccedil;&atilde;o de baixa escolaridade e jovens e adultos, analfabetos, analfabetos funcionais&#8230; A princ&iacute;pio, ela foca o olhar no enfrentamento das desigualdades educacionais. A agenda de g&ecirc;nero chega ao MEC mais pelo movimento LGBT do que pelo movimento das mulheres. Porque as mulheres j&aacute; tinham a Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para as Mulheres, criada em 2003 no primeiro governo Lula, e que em 2004 realizou a I Confer&ecirc;ncia Nacional de Pol&iacute;tica para Mulheres. E dessa confer&ecirc;ncia saiu um plano de trabalho e de a&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, em que havia um cap&iacute;tulo sobre Educa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>A agenda LGBT, por sua vez, n&atilde;o estava assumida dentro do MEC quando chegamos ao Minist&eacute;rio. Ao chegar, uma das primeiras tarefas que me coube foi o Brasil Sem Homofobia e quais seriam as iniciativas do MEC com rela&ccedil;&atilde;o a esse Programa. E, por press&atilde;o do movimento LGBT, saiu o documento &ldquo;Brasil Sem Homofobia&rdquo;. A ideia da educa&ccedil;&atilde;o como reprodutora de valores sinalizava que o segmento precisava ter essa entrada no Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. E a gente ent&atilde;o criou uma comiss&atilde;o nacional do movimento social, que anualmente se reunia com o ministro. Interessante lembrar que a portaria que nomeava a Comiss&atilde;o j&aacute; reconhecia o nome social de seus membros. Depois desse grupo saiu uma diretriz para ado&ccedil;&atilde;o do nome social. Se n&atilde;o me engano, o primeiro estado a adot&aacute;-la foi o Par&aacute;, onde a Ana J&uacute;lia era a governadora e tinha uma chefe de gabinete trans.&nbsp;<\/p>\n<p>Podemos assim dizer que a agenda do g&ecirc;nero foi incorporada pelo MEC por dois caminhos: um pela press&atilde;o oriunda da confer&ecirc;ncia de mulheres, institucionalizada pela Secretaria de Pol&iacute;ticas para as Mulheres, e outro pela press&atilde;o do movimento LGBT pela cria&ccedil;&atilde;o da agenda espec&iacute;fica do segmento. Ent&atilde;o o g&ecirc;nero, a rigor, lidava com essas duas agendas com n&iacute;veis e demandas distintas: a agenda de mulheres e a agenda de g&ecirc;nero para LGBT. Eram duas agendas que n&atilde;o necessariamente eram as mesmas. A agenda das mulheres tinha uma autonomia, pois tratava de coisas diferentes, como a quest&atilde;o do desequil&iacute;brio da representa&ccedil;&atilde;o feminina entra os cursos. Ent&atilde;o o MEC, em coopera&ccedil;&atilde;o com a Secretaria das Mulheres, participava de um concurso de reda&ccedil;&atilde;o sobre g&ecirc;nero no ensino m&eacute;dio ou de um concurso de reda&ccedil;&atilde;o para trabalhos na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o sobre g&ecirc;nero&#8230;<\/p>\n<p>Mas n&atilde;o h&aacute; duvida de que a agenda de g&ecirc;nero e orienta&ccedil;&atilde;o sexual chega na Educa&ccedil;&atilde;o mais fortemente atrav&eacute;s do movimento LGBT, e com v&aacute;rias demandas. Uma delas foi a produ&ccedil;&atilde;o de material espec&iacute;fico escolar sobre isso. A resposta a essa demanda, que o ministro Fernando Haddad deu pessoalmente em uma reuni&atilde;o com a Comiss&atilde;o Nacional, foi perguntar em qual pa&iacute;s do mundo existia pol&iacute;tica em educa&ccedil;&atilde;o que tratasse corretamente a quest&atilde;o de g&ecirc;nero. O movimento LGBT apontou a Espanha, ent&atilde;o o ministro mandou providenciar uma ida &agrave; Espanha da delega&ccedil;&atilde;o brasileira LGBT para conhecer o trabalho na Educa&ccedil;&atilde;o daquele pa&iacute;s sobre diversidade sexual. Ent&atilde;o, organizamos a ida &agrave; Espanha de uma comiss&atilde;o composta por uma pessoa gay, uma pessoa l&eacute;sbica, uma pessoa trans, um professor universit&aacute;rio da Universidade Federal de Ouro Preto. E visitamos as institui&ccedil;&otilde;es espanholas que trabalhavam com essa agenda.<\/p>\n<p>A partir da&iacute;, passamos a tratar esse assunto frequentemente nas reuni&otilde;es com o ministro e com outras &aacute;reas, e pol&iacute;ticas como o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.e-clam.org\/gde.php\">GDE (G&ecirc;nero e Diversidade na Escola)&nbsp;<\/a>&nbsp;foram desenvolvidas. Em parceria com o MEC, um n&uacute;mero grande de universidades aderiu ao GDE desde o in&iacute;cio.<\/p>\n<p><strong>O senhor lembrou que a entrada da agenda de g&ecirc;nero na Educa&ccedil;&atilde;o se deu mais fortemente atrav&eacute;s do movimento LGBT, enquanto as demandas de g&ecirc;nero por parte do movimento feminista estavam institu&iacute;das na SPM (Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para as Mulheres). Entretanto, g&ecirc;nero originalmente &eacute; uma categoria que n&atilde;o se referia &agrave; homossexualidade, mas foi concebida para discutir as assimetrias entre homens e mulheres. Houve um tempo, inclusive, em que g&ecirc;nero parecia ser praticamente sin&ocirc;nimo de mulher. At&eacute; que os estudos de g&ecirc;nero passaram a incluir as identidades de g&ecirc;nero. E hoje em dia, quando os opositores da abordagem do g&ecirc;nero na Educa&ccedil;&atilde;o o colocam como uma &ldquo;ideologia&rdquo;, eles t&ecirc;m claramente como alvo as pessoas homossexuais quando dizem que, com o ensino de g&ecirc;nero, &ldquo;est&aacute; se querendo mudar o sexo de, ou &lsquo;desvirtuar&rsquo;, nossas crian&ccedil;as&rdquo;. Como o senhor avalia a tentativa de interdi&ccedil;&atilde;o da abordagem do g&ecirc;nero na Educa&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>Eles se referem a g&ecirc;nero para dizer que g&ecirc;nero pretende sobrepor-se a uma oposi&ccedil;&atilde;o natural homem-mulher, abrindo assim espa&ccedil;o para duas coisas que eles n&atilde;o gostam: a igualdade entre homens e mulheres e a transitoriedade entre g&ecirc;neros. Mas n&atilde;o &eacute; s&oacute; esta &uacute;ltima que os perturba. H&aacute; tamb&eacute;m a quest&atilde;o da subordina&ccedil;&atilde;o feminina posta em risco. Eu acho que essas coisas se combinam para estigmatizar uma situa&ccedil;&atilde;o antinatural. Antinatural da mobilidade da identidade sexual e antinatural da mulher querer ser igual ao homem.<\/p>\n<p>O termo g&ecirc;nero foi demonizado por que descola de uma suposta naturalidade da divis&atilde;o sexual, de uma ordem sexual. Houve uma estrat&eacute;gia, estudada e pensada, no sentido de desenhar um foco de ataque que &eacute; o termo g&ecirc;nero, e de fazer uma leitura desse termo no sentido de uma &ldquo;ideologia&rdquo; para dizer que g&ecirc;nero n&atilde;o existe, mas que est&aacute; sendo criado para esconder uma verdade e a verdade &eacute; o que &eacute; natural, normal. Ent&atilde;o eu acho que o termo g&ecirc;nero, embora se refira no debate atual &agrave; exclus&atilde;o sexual, ele traz no seu bojo tamb&eacute;m uma quest&atilde;o importante do lugar da mulher. &Eacute; como se ele resolvesse dois problemas ao mesmo tempo contra uma ideia de uma ordem natural. Ent&atilde;o, para os opositores conservadores, quando se fala de g&ecirc;nero se est&aacute; tentando sobrepor uma ordem natural a uma ordem ideol&oacute;gica. E essa ordem natural n&atilde;o &eacute; apenas homem e mulher, mas &eacute; uma qualidade, uma rela&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica e hierarquizada, uma rela&ccedil;&atilde;o de subordina&ccedil;&atilde;o entre homem e mulher. O problema &eacute; que o governo Dilma recuou enormemente na agenda de desconstru&ccedil;&atilde;o dessa ideia.<\/p>\n<p><strong>O senhor acredita que foi a partir desse recuo que os setores conservadores conseguiram essa maior entrada no campo da Educa&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, claro. Eu lembro at&eacute; hoje o deputado Anthony Garotinho nos jornais dizendo&nbsp;<em>&ldquo;Ou o MEC suspende o Kit Homofobia ou convocamos o ministro Palocci para dar explica&ccedil;&otilde;es dos restos de campanha&rdquo;.<\/em>&nbsp;Era uma chantagem pol&iacute;tica sem pudor algum. Se o outro roubou, ele tem de ser chamado, e o Kit homofobia n&atilde;o tem nada a ver com isso. Ent&atilde;o impuseram essa chantagem &agrave; Dilma no primeiro momento em que ela assumiu. O material foi ent&atilde;o vetado. Mas a agenda da luta n&atilde;o se perdeu porque o veto causou muita revolta, a ponto de a UNESCO colocar o material no ar e a revista Abril disponibiliz&aacute;-lo para todo mundo&#8230;<\/p>\n<p><strong>Ent&atilde;o, as for&ccedil;as conservadoras come&ccedil;am a tomar espa&ccedil;o no momento em que o governo cedeu a essa press&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos vivendo agora esse Congresso Nacional absurdamente conservador e isso come&ccedil;ou em 2010, ou talvez at&eacute; antes. Mas como as igrejas conservadoras se articularam para as elei&ccedil;&otilde;es de 2010 &eacute; algo que n&oacute;s ainda n&atilde;o sabemos. Isso n&oacute;s precisamos aprender melhor, eu n&atilde;o sei como foi. Essa legislatura que come&ccedil;a em 2010 e vai at&eacute; 2014 aprova o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o, mas tira g&ecirc;nero e veta o Kit Anti-Homofobia.<\/p>\n<p>A atual legislatura &eacute; mais conservadora que a anterior. Ent&atilde;o t&iacute;nhamos que entender melhor como ela se organizou, e ela tem uma forma de organiza&ccedil;&atilde;o por dentro da vida religiosa que eu gostaria de compreender mais. Os primeiros a entrar, sentar, se aboletar e servir &agrave; mesa foram os cat&oacute;licos. N&atilde;o se pode ignorar que a tradi&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; tribut&aacute;ria da iniciativa dos jesu&iacute;tas, dos franciscanos, dos inacianos&#8230; Haja vista que hoje as principais escolas privadas do Rio de Janeiro s&atilde;o religiosas, principalmente cat&oacute;licas. Ent&atilde;o eles est&atilde;o sentados &agrave; mesa desde 1560. Quando vem o movimento da laicidade, ela enfrenta muita resist&ecirc;ncia. O Manifesto de 1932 que propunha educa&ccedil;&atilde;o laica, gratuita e p&uacute;blica enfrentou muita resist&ecirc;ncia dos setores religiosos. A partir de um certo momento as correntes protestantes passaram a exigir equipara&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es com a corrente cat&oacute;lica. Reclamavam que o passaporte especial seja dado a um bispo de uma igreja protestante, mas isso &eacute; s&oacute; o equivalente do que tem a igreja cat&oacute;lica. Se o Estado &eacute; laico ele n&atilde;o pode ter prefer&ecirc;ncia por religi&otilde;es, ele tem de considerar todas. Assim, as prerrogativas dos cat&oacute;licos foram sendo cobradas pelos outros movimentos religiosos.<\/p>\n<p>O uso pol&iacute;tico desses valores passou a se dar em um outro momento. A partir do momento que pol&iacute;ticos como Eduardo Cunha, Silas Malafaia e essa turma toda se deram conta de que a identidade religiosa tinha pot&ecirc;ncia para gerar uma representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. N&atilde;o sei quando se deu esse momento, porque durante o per&iacute;odo ditatorial brasileiro as correntes protestantes eram fortemente engajadas na luta contra a ditadura. Assim como boa parte do seguimento cat&oacute;lico. Ent&atilde;o naquele momento voc&ecirc; n&atilde;o tem uma reivindica&ccedil;&atilde;o de religiosidade no sentido de cercear direito, pelo contr&aacute;rio, s&atilde;o valores pelo direito. Eu acho que houve uma transi&ccedil;&atilde;o do final dos anos 90 ao in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, que talvez tenha a ver com a radicaliza&ccedil;&atilde;o da modernidade. Talvez o impacto da modernidade tenha gerado a defensiva da qual a religi&atilde;o se nutre, a ponto de ela come&ccedil;ar a eleger alguns termos aos quais vai defender, como a fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>E assim eles foram conquistando espa&ccedil;os. A presidente Dilma cometeu um erro grave ao ceder &agrave; press&atilde;o da vis&atilde;o moral\/religiosa. O Lula ainda conseguiu n&atilde;o cometer o erro de ficar ref&eacute;m dessa vis&atilde;o, embora n&atilde;o tenha levado adiante a quest&atilde;o do aborto, que deveria ter levado. &Eacute; uma d&iacute;vida que o Lula tinha com o movimento social que o apoiava, mas ele n&atilde;o conseguiu levar adiante essa agenda.<\/p>\n<p><strong>E que rumos o senhor v&ecirc; a partir da&iacute;? Para onde vamos daqui?<\/strong><\/p>\n<p>Apesar disso tudo, quem ainda est&aacute; na hegemonia &eacute; o campo democr&aacute;tico. Os conservadores est&atilde;o no campo da defensiva, de tentar impedir que o campo democr&aacute;tico mantenha sua hegemonia. Eu n&atilde;o concordo com a ideia de que eles estejam mandando no jogo no campo da Educa&ccedil;&atilde;o. Eles est&atilde;o tentando ganhar espa&ccedil;o e, de fato, est&atilde;o conquistando alguns espa&ccedil;os importantes. O&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.camara.gov.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra;jsessionid=3AFDD65B1A475D0B85FE2A43BE3D1331.proposicoesWeb1?codteor=1317168&amp;filename=Avulso+-PL+867\/2015\">Programa Escola sem Partido<\/a>&nbsp;e a quest&atilde;o de g&ecirc;nero s&atilde;o um exemplo disso, mas vai haver resist&ecirc;ncia&#8230; Um exemplo &eacute; a nota do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o que afirma n&atilde;o haver cabimento que se exclua o tema de g&ecirc;nero dos Planos de Educa&ccedil;&atilde;o, que isso est&aacute; na Constitui&ccedil;&atilde;o Brasileira e &eacute; um direito de todos. Ent&atilde;o eles n&atilde;o est&atilde;o hegem&ocirc;nicos ainda, est&atilde;o minorit&aacute;rios e usando ardis dos mais malucos, como a leitura err&ocirc;nea e deliberada da ideologia de g&ecirc;nero. &Eacute; um ardil. Est&atilde;o acionando o Parlamento, mas n&atilde;o t&ecirc;m o predom&iacute;nio no campo da Cultura. A meu ver essa disputa est&aacute; come&ccedil;ando, ainda vai se desdobrar em v&aacute;rias etapas.<\/p>\n<p>Na pol&iacute;tica esse campo &eacute; minorit&aacute;rio, ele est&aacute; acuado, mas na sociedade ainda n&atilde;o. Claro, o Brasil tem mais de 200 milh&otilde;es de pessoas, e se hoje houvesse uma enquete talvez passasse a pena de morte, a redu&ccedil;&atilde;o da maioridade penal e um monte de coisas absurdas. Mas isso n&atilde;o &eacute; algo que seja fruto de um debate ou de uma argumenta&ccedil;&atilde;o, ele &eacute; fruto de um p&acirc;nico deliberado e a partir deste p&acirc;nico constr&oacute;i-se uma resposta conservadora, reativa e defensiva. Eles est&atilde;o nessa etapa. T&ecirc;m de gerar o p&acirc;nico para ganhar espa&ccedil;o. J&aacute; o campo que n&oacute;s representamos trabalha a partir da ideia dos direitos. Ent&atilde;o eu acho que vivemos uma disputa que ter&aacute; desdobramentos.<\/p>\n<p><strong>Como se monta uma resist&ecirc;ncia a esses p&acirc;nicos?<\/strong><\/p>\n<p>Eu estou muito bem impressionado com o movimento feminista. Ele ganhou caracter&iacute;sticas muito interessantes. Coletivos jovens, formas inovadoras de luta, uma percep&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o do corpo como acho que n&atilde;o se tinha antes, de liberdade e direito&#8230; Em um certo segmento urbano, de classe m&eacute;dia e bem informado, o movimento feminista tem tido uma presen&ccedil;a muito importante.<\/p>\n<p>Nas periferias urbanas, ainda n&atilde;o majorit&aacute;rio, mas com presen&ccedil;a significativa, h&aacute; o movimento negro e o movimento de mulheres negras. H&aacute; um conjunto de movimentos sociais que n&atilde;o aceitam agendas que tolhem direitos. Antigamente havia um coment&aacute;rio de um preconceito do movimento negro contra o LGBT e vice-versa, mas eu tenho visto pelos lugares em que passo que isso n&atilde;o est&aacute; acontecendo. As novas gera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se polarizam.<\/p>\n<p><strong>Como desmontar esse p&acirc;nico que eles est&atilde;o criando atrav&eacute;s de uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o tergiversada de uma categoria t&atilde;o crucial como g&ecirc;nero?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que n&atilde;o tem uma sa&iacute;da. H&aacute; muitas sa&iacute;das. E a organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade &eacute; o melhor caminho, pois passamos a criar condi&ccedil;&atilde;o de interlocu&ccedil;&atilde;o qualificada. O exemplo da Cultura &eacute; interessante. O governo Temer fechou o Minist&eacute;rio da Cultura e a frente que se formou para defender o MinC foi muito grande, e deflagrou movimentos como &ldquo;Fora Temer&rdquo; e &ldquo;Volta MinC&rdquo;. Devido a essa press&atilde;o, o governo recuou e a Cultura voltou a ocupar o status de minist&eacute;rio, e o movimento &ldquo;Volta MinC&rdquo; acabou, mas n&atilde;o o &ldquo;Fora Temer&rdquo;. E a luta das mulheres contra o Eduardo Cunha tamb&eacute;m continuou, n&atilde;o parou.<\/p>\n<p>A minha perspectiva hoje &eacute; otimista no sentido do espraiamento das lutas. Elas se espraiam por diferentes esferas do cotidiano, e nesse sentido eu acho que pode significar o que a gente sempre quis e nunca conseguimos, que foi uma sociedade respeitosa &agrave;s diferen&ccedil;as. Talvez tenhamos conseguido nos dois governos Lula um Estado mais interessado nas diferen&ccedil;as, que considera as diferen&ccedil;as. Mas n&atilde;o suficientemente: a quest&atilde;o ind&iacute;gena continua sendo muito mal encaminhada, a viol&ecirc;ncia contra as pessoas negras continua, a viol&ecirc;ncia contra LGBT continua, a desqualifica&ccedil;&atilde;o e o feminic&iacute;dio continuam. Mas a visibilidade que isso ganhou a meu ver foi muito grande.<\/p>\n<p>A viol&ecirc;ncia contra a mulher sempre aconteceu, mas a&iacute; vem a Lei Maria da Penha. A escravid&atilde;o dom&eacute;stica sempre houve e da&iacute; vem uma lei do trabalho dom&eacute;stico. Enfim, o Estado come&ccedil;a a se dar conta de que a diversidade &eacute; um desafio para que o Estado se reorganize em defesa de direitos. E a sociedade nem sempre acompanha isso. Pode ser que esse novo enfrentamento que estamos vivendo, onde os conservadores ocupam espa&ccedil;o maior e mais vis&iacute;vel no debate p&uacute;blico, seja tamb&eacute;m o momento que muitos de n&oacute;s nos sintamos mais afetados por isso e reajamos de outras maneiras, e ent&atilde;o essas lutas se espraiem para outros territ&oacute;rios. Pode ser um momento de disputa interessante, doloroso, mas ainda assim interessante. Minha vis&atilde;o &eacute; otimista no sentido de reconhecer muitas formas de luta, e de achar, portanto, que essa rea&ccedil;&atilde;o conservadora est&aacute; sendo enfrentada e ser&aacute; detida de alguma maneira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cLa reacci\u00f3n conservadora est\u00e1 siendo enfrentada y ser\u00e1 detenida de alguna manera\u201d, afirma el profesor Andr\u00e9 L\u00e1zaro, responsable de la implementaci\u00f3n de importantes pol\u00edticas de educaci\u00f3n inclusiva y diversidad durante el Gobierno de Lula. <i> (Texto en portugu\u00e9s) \u00a0<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-1059","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Educaci\u00f3n: \u00bfAd\u00f3nde nos dirigimos? - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/educacion-adonde-nos-dirigimos\/1059\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Educaci\u00f3n: \u00bfAd\u00f3nde nos dirigimos? - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u201cLa reacci\u00f3n conservadora est\u00e1 siendo enfrentada y ser\u00e1 detenida de alguna manera\u201d, afirma el profesor Andr\u00e9 L\u00e1zaro, responsable de la implementaci\u00f3n de importantes pol\u00edticas de educaci\u00f3n inclusiva y diversidad durante el Gobierno de Lula. 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