{"id":1063,"date":"2016-07-07T00:00:00","date_gmt":"2016-07-07T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2016\/07\/07\/lo-que-dice-acerca-de-nosotros\/"},"modified":"2016-07-07T00:00:00","modified_gmt":"2016-07-07T03:00:00","slug":"lo-que-dice-acerca-de-nosotros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/lo-que-dice-acerca-de-nosotros\/1063\/","title":{"rendered":"Lo que dice acerca de nosotros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"> \t<i>por Washington Castilhos <\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tEmpatia &eacute; um conceito formulado para definir a capacidade de colocar-se no lugar do outro, para sentir o que o outro sente. Na gram&aacute;tica dos direitos humanos, apregoa-se que o uso da empatia pode ajudar na aceita&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as e no enfrentamento de discrimina&ccedil;&otilde;es relativas ao g&ecirc;nero, &agrave; sexualidade, &agrave; cor\/etnia e a outros determinantes de desigualdades sociais. Mas, para esse &quot;Outro&quot;, ter empatia n&atilde;o basta. &Eacute; preciso saber interpretar a posi&ccedil;&atilde;o em que o &quot;outro&quot; est&aacute; e entender os significados de certas subjetividades, compreendendo que ele tem sentimentos que voc&ecirc;, apesar da empatia, n&atilde;o tem. Isso explicaria, por exemplo, porque muitas mulheres se colocam contra o uso, por homens, de avatares ostentados nas redes sociais em datas como o 8 de mar&ccedil;o &mdash; o avatar deste ano usado por elas para celebrar o seu dia foi &quot;Pela legaliza&ccedil;&atilde;o do aborto&quot; &mdash; ou em epis&oacute;dios como o do estupro coletivo que mobilizou as redes &mdash; que dizia &quot;Eu luto contra a cultura do estupro&quot; &mdash;, por alegarem que foram momentos delas, que dizem respeito diretamente a elas. E, sem a inten&ccedil;&atilde;o de refor&ccedil;ar vis&otilde;es calcadas na oposi&ccedil;&atilde;o homens <i>versus<\/i> mulheres, pode-se dizer que dificilmente os homens v&atilde;o entender ou sentir o preciso significado do &quot;ser estuprada&quot; da mesma maneira que as mulheres, ou compreender o sentido de sororidade que as une.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tNo Brasil, na semana do dia do Orgulho LGBTI &mdash; comemorado pela comunidade a partir da revolta de Stonewall, em 1969 &mdash; um videoclipe protagonizado por um famoso ator cis g&ecirc;nero teve mais de um milh&atilde;o de visualiza&ccedil;&otilde;es ao mostr&aacute;-lo interpretando uma transexual que se vinga de seu agressor ap&oacute;s ter sido v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia transf&oacute;bica. A caracteriza&ccedil;&atilde;o &mdash; justificada em entrevistas dadas pelo ator como forma de dar visibilidade ao preconceito enfrentado por pessoas trans &mdash; gerou questionamentos. Ativistas trans inquiriram se o segmento deveria ser representado por outras pessoas que n&atilde;o elas mesmas. Assim como fizeram as pessoas negras no passado, quando reivindicaram o direito de interpretar elas pr&oacute;prias nas artes c&ecirc;nicas e deixaram de ser interpretadas por atores e atrizes brancos pintados de negros, o que os\/as trans querem agora &eacute; ocupar esses espa&ccedil;os e representar seus pr&oacute;prios pap&eacute;is. Reivindicam que nenhum homem cis ou mulher cis, independente de sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual, deve representar uma pessoa trans, uma vez que somente ela sabe mostrar suas dores, silenciamentos e exclus&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tO massacre ocorrido na boate Pulse serve como outro exemplo de um desses assuntos que falam mais diretamente a determinados indiv&iacute;duos. N&atilde;o que um p&uacute;blico mais amplo n&atilde;o possa se sensibilizar com a trag&eacute;dia da boate de Orlando, mas para entender e sentir a dimens&atilde;o do ocorrido e da mobiliza&ccedil;&atilde;o por ele gerada &eacute; preciso compreender o significado daquele espa&ccedil;o e como o pertencimento &agrave;quela comunidade ajudou na constru&ccedil;&atilde;o das identidades e subjetividades de quem o frequentava at&eacute; ent&atilde;o. N&atilde;o que espacialidades e locais de sociabilidade gays sejam os temas mais importantes a discutir diante dos 49 assassinatos, mas tamb&eacute;m parece n&atilde;o haver d&uacute;vidas de que foi o significado que a boate tinha para aquela comunidade lgbti que o assassino levou em considera&ccedil;&atilde;o na hora de escolher o &quot;alvo&quot;. Ele sabia que, matando o quanto conseguisse naquele espa&ccedil;o, atingiria toda uma comunidade (embora o epis&oacute;dio tenha <a href=\"http:\/\/www.slate.com\/blogs\/outward\/2016\/06\/14\/it_was_latin_night_at_the_pulse_orlando_gay_bar_here_s_why_that_matters.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">acionado outras redes de solidariedade<\/a>, pelo fato de ter ocorrido em uma noite de grande ades&atilde;o da comunidade latina &#8212; que nos EUA se constitui em categoria &eacute;tnico-racial).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tEm momentos como este, &eacute; preciso desconstruir discursos abolicionistas recorrentes que colocam as boates gays como guetos ou locais de &quot;prote&ccedil;&atilde;o&quot;, e tamb&eacute;m as suposi&ccedil;&otilde;es apressadas, como a postulada pelo jornal <i>El Pa&iacute;s<\/i> dois dias depois da trag&eacute;dia, que afirmam que, se houvesse aceita&ccedil;&atilde;o e &quot;normalidade&quot; social, lugares como a Pulse n&atilde;o seriam necess&aacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tEngano: boates gays ser&atilde;o sempre necess&aacute;rias, a despeito de uma maior aceita&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o da sociedade com rela&ccedil;&atilde;o a express&otilde;es homoafetivas em p&uacute;blico. Em <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/cpa\/n28\/11.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo<\/a> publicado nos Cadernos Pagu (ed. 29, 2007), a cientista social Isadora Lins Fran&ccedil;a aponta como, desde meados da d&eacute;cada de 1990, o que se conhecia como o &ldquo;gueto&rdquo; homossexual come&ccedil;ou a se transformar num mercado mais s&oacute;lido, composto por espa&ccedil;os freq&uuml;entados majoritariamente por homossexuais, revelando uma inten&ccedil;&atilde;o de expandir as fronteiras do &ldquo;gueto&rdquo;. S&atilde;o territ&oacute;rios marcados por seus pr&oacute;prios c&oacute;digos de comportamento, onde, de alguma forma, h&aacute; um sentimento de &ldquo;pertencimento&rdquo; com rela&ccedil;&atilde;o ao espa&ccedil;o, onde as pessoas acreditam que ali estaria o grupo do qual deveriam fazer parte, pelo modo de se comportar, de se vestir, de falar umas com as outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<i>&quot;A Pulse era mais do que uma boate gay. A maioria dos espa&ccedil;os gays s&atilde;o mais do que espa&ccedil;os gays. Em meus tempos de faculdade em Orlando, eu n&atilde;o sabia como ser eu. A Pulse ajudou a me descobrir&quot;<\/i>, <a href=\"http:\/\/www.globalpost.com\/article\/6776173\/2016\/06\/14\/college-i-didnt-know-how-be-me-pulse-helped-me-figure-it-out\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">afirmou uma frequentadora<\/a>, assumindo o quanto a boate a ajudara a sair do <i>closet<\/i> e a abra&ccedil;ar sua identidade l&eacute;sbica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tMuitos atribuem esse sentimento de pot&ecirc;ncia e de auto-revela&ccedil;&atilde;o gay, expresso pela frequentadora da Pulse, como um legado dos eventos ocorridos em junho de 1969. Mas a verdade &eacute; que o reino do segredo &#8212; ilustrado na figura do &quot;arm&aacute;rio&quot; &#8212; n&atilde;o foi afetado por Stonewall, afirma a escritora Eve Kosofsky Sedgwick em <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/cpa\/n28\/03.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>A epistemologia do arm&aacute;rio<\/i><\/a> (2007) Segundo a te&oacute;rica norte-americana de estudos de g&ecirc;nero e teoria queer, o &ldquo;arm&aacute;rio&rdquo; nunca deixou de funcionar como um dispositivo de regula&ccedil;&atilde;o da vida de gays e l&eacute;sbicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t<i>&quot;Mesmo num n&iacute;vel individual, at&eacute; entre as pessoas mais assumidamente gays h&aacute; pouqu&iacute;ssimas que n&atilde;o estejam no arm&aacute;rio com algu&eacute;m que seja pessoal, econ&ocirc;mica ou institucionalmente importante para elas. O arm&aacute;rio gay n&atilde;o &eacute; uma caracter&iacute;stica apenas das vidas de pessoas gays. Mas, para muitas delas, ainda &eacute; a caracter&iacute;stica fundamental da vida social, e h&aacute; poucas pessoas gays, por mais corajosas e sinceras que sejam, por mais afortunadas pelo apoio de suas comunidades imediatas, em cujas vidas o arm&aacute;rio n&atilde;o seja ainda uma presen&ccedil;a formadora&quot;<\/i>, destaca a autora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \t&Eacute; a possibilidade de sa&iacute;da do <i>closet<\/i> e al&iacute;vio do segredo e do &quot;controle&quot; social, mesmo que moment&acirc;neo, que (ainda) torna espacialidades e territ&oacute;rios como a boate Pulse lugares especiais e importantes para gays, l&eacute;sbicas, travestis e transexuais. N&atilde;o que o arm&aacute;rio diga respeito somente &agrave;queles que vivem suas vidas amorosas em segredo por se relacionarem com pessoas do mesmo sexo. Ele tamb&eacute;m diz respeito &agrave;queles que gozam do direito de viv&ecirc;-las abertamente, na medida em que representa o meio de regula&ccedil;&atilde;o que lhes garante este e outros privil&eacute;gios, observa Sedgwick, coerente com a recusa dos te&oacute;ricos dos estudos <i>queer<\/i> de focar em uma minoria. Mas, no caso homossexual, no arm&aacute;rio raramente se constituem amizades, j&aacute; que o segredo &eacute; sempre fator individualizante, um fardo que s&oacute; se pode carregar sozinho, ressalta o pesquisador Richard Miskolci (UFSCar), em <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-83332007000100004\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">coment&aacute;rio<\/a> sobre a obra de Sedgwick. As boates gays, por sua vez, coletivizam e socializam o segredo e o fardo. Subvertem a l&oacute;gica do arm&aacute;rio ao desafiar os dispositivos de regula&ccedil;&atilde;o da vida social por meio da sexualidade e as estrat&eacute;gias discursivas que tentam definir a forma &quot;correta&quot; de agir e de compreender a si mesmo. L&aacute;, aquele que um dia inexplicavelmente passou a sentir-se atra&iacute;do por um professor, ou aquela que na adolesc&ecirc;ncia apaixonou-se por uma amiga, percebem que n&atilde;o est&atilde;o sozinhos, ao encontrarem-se com outras pessoas que tamb&eacute;m um dia experimentaram sentir o &quot;amor que n&atilde;o ousa dizer seu nome&quot;, revelado no poema <i>Dois Amores<\/i> (1894) de Lorde Alfred Douglas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \tEm todas as incurs&otilde;es etnogr&aacute;ficas nesses espa&ccedil;os, o que fica evidente &eacute; que, nas rela&ccedil;&otilde;es que l&aacute; se formam, s&atilde;o reafirmadas l&oacute;gicas de inclus&atilde;o e, consequentemente, de pertencimento, pelo fato de seus frequentadores estarem inscritos e enredados dentro dos mesmos processos de regula&ccedil;&atilde;o a partir da sua sexualidade, o que ajuda a compreender como certas coisas &#8212; como o massacre na Pulse ou a revolta de Stonewall &#8212; mobilizam e falam mais intimamente a determinados grupos e indiv&iacute;duos que a outros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La movilizaci\u00f3n pol\u00edtica entra\u00f1a la identificaci\u00f3n de sujetos con causas comunes, al compartir sus dolores y consecuencias cotidianas. 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