{"id":1067,"date":"2017-02-10T00:00:00","date_gmt":"2017-02-10T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2017\/02\/10\/activistas-legas\/"},"modified":"2017-02-10T00:00:00","modified_gmt":"2017-02-10T02:00:00","slug":"activistas-legas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/activistas-legas\/1067\/","title":{"rendered":"Activistas legas"},"content":{"rendered":"<p align=\"right\"> \t<em>por Washington Castilhos<\/em><\/p>\n<p> \tA visibilidade da epidemia de zika no Brasil passou a ser pautada principalmente pela identifica&ccedil;&atilde;o de casos de microcefalia em rec&eacute;m-nascidos. A confirma&ccedil;&atilde;o de casos suspeitos de microcefalia e outras malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas em fetos e rec&eacute;m-nascidos de mulheres infectadas durante a gravidez levantou m&uacute;ltiplas quest&otilde;es no plano da garantia dos direitos sexuais e reprodutivos &ndash; como o acesso a m&eacute;todos anticoncepcionais seguros e adequados e a um pr&eacute;-natal de qualidade &ndash;, e reacendeu o debate em torno da legaliza&ccedil;&atilde;o do aborto no pa&iacute;s. Diferentes movimentos de mulheres &ndash; ligados a universidades e a organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais &ndash; e representantes da &aacute;rea m&eacute;dica passaram a reivindicar o direito &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o da gravidez para as mulheres afetadas pela doen&ccedil;a que correm riscos, caso estas assim desejassem faz&ecirc;-lo.<\/p>\n<p> \tAssim, a necessidade de respostas perante o cen&aacute;rio epid&ecirc;mico acabou por envolver e articular diversos atores. O esfor&ccedil;o da comunidade cient&iacute;fica em decifrar a doen&ccedil;a e o empenho do movimento de mulheres pelo ajustamento da lei brasileira do aborto para casos de malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas resultantes da infec&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m tornado cada vez mais claro que nem esta ou nenhuma outra epidemia pode ser enfrentada a partir de um ponto de vista apenas, conforme sublinhado pela antrop&oacute;loga portuguesa Cristiana Bastos&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/destaque\/conteudo.asp?cod=12412\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em recente entrevista ao CLAM.<\/a><\/p>\n<p> \tA hist&oacute;ria da Aids &eacute; um exemplo disso e pode servir de refer&ecirc;ncia para o contexto da emerg&ecirc;ncia da Zika. Os modos como se articularam as pessoas diretamente afetadas e aquelas que se mobilizaram no contexto do HIV trazem um exemplo emblem&aacute;tico para compreender a constru&ccedil;&atilde;o de movimentos pol&iacute;ticos e ativismos, e para refletir sobre os desafios da epidemia da zika como quest&atilde;o de sa&uacute;de e direitos.<\/p>\n<p> \tNos Estados Unidos, no in&iacute;cio da epidemia da Aids, quando todas as semanas surgiam novas teorias e fatos, a arena n&atilde;o incluiu apenas virologistas, imunologistas, bi&oacute;logos, epidemiologistas, m&eacute;dicos, autoridades federais em sa&uacute;de ou a m&iacute;dia tradicional. Do debate p&uacute;blico participou tamb&eacute;m um forte e diferenciado movimento ativista, que trouxe consigo a m&iacute;dia alternativa, incluindo publica&ccedil;&otilde;es ativistas e ve&iacute;culos da chamada imprensa gay.<\/p>\n<p> \t&ldquo;As cren&ccedil;as sobre a seguran&ccedil;a e a efic&aacute;cia de determinados regimes terap&ecirc;uticos e a compreens&atilde;o sobre quais pr&aacute;ticas de pesquisa cl&iacute;nica gerariam resultados &uacute;teis foram produtos de um elaborado e peculiar complexo de intera&ccedil;&otilde;es entre esses variados atores&rdquo;, relata Steven Epstein no artigo&nbsp;<em><a href=\"http:\/\/sth.sagepub.com\/content\/20\/4\/408\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Construction of Lay Expertise: Aids Activism and the Forging of Credibility in the Reform of Clinical Trials<\/a><\/em>.<\/p>\n<p> \tA discuss&atilde;o proposta por Epstein em 1995 n&atilde;o deixa de ser atual. Al&eacute;m de mostrar com acurado detalhe o processo de politiza&ccedil;&atilde;o em torno da epidemia do HIV, o soci&oacute;logo demonstra o quanto movimentos ativistas &ndash; atrav&eacute;s do ac&uacute;mulo de diferentes formas de credibilidade &ndash; podem, em certas circunst&acirc;ncias, ganhar legitimidade como participantes na constru&ccedil;&atilde;o do saber cient&iacute;fico, fazendo uso de sua&nbsp;<em>expertise<\/em>&nbsp;leiga. [Segundo Brian Wynne, a&nbsp;<em>expertise&nbsp;<\/em>leiga se refere a um conhecimento local, baseado na vida e hist&oacute;rias de uma determinada comunidade]. As t&aacute;ticas empregadas pelos leigos ativistas da Aids nos EUA no in&iacute;cio da epidemia fizeram com que estes alcan&ccedil;assem credibilidade na comunidade cient&iacute;fica, a ponto de conseguirem mudar as regras do jogo &ndash; inicialmente, a popula&ccedil;&atilde;o envolvida nos testes cl&iacute;nicos consistia em sua maioria de homens brancos de classe m&eacute;dia. Os ativistas contestavam que todas as popula&ccedil;&otilde;es afetadas deviam ter acesso aos testes.<\/p>\n<p> \tNo entanto, se no contexto norte-americano da epidemia da Aids os pacientes (afetados pela epidemia que naquele momento vitimava mais e mais pessoas) encontraram modos de se credenciar a falar por si mesmos dentro da arena cient&iacute;fica; no contexto brasileiro do in&iacute;cio da epidemia de zika, as mulheres afetadas encontram-se em um lugar de v&iacute;tima&nbsp;com grande sofrimento concreto no seu cotidiano e com rela&ccedil;&atilde;o aos seus projetos de vida &ndash; sem recursos para assumirem um papel como vozes autorizadas &ndash; dadas as vulnerabilidades s&oacute;cio-ambientais a que est&atilde;o submetidas. Diversas\/os especialistas, no entanto, passaram a falar por elas no plano da garantia de direitos.<\/p>\n<p> \tH&aacute;, n&atilde;o obstante, diferen&ccedil;as contextuais que precisam ser lembradas. No primeiro caso, o ativismo dos afetados pela Aids nos EUA foi forjado em um contexto muito espec&iacute;fico: as lideran&ccedil;as eram homens gays brancos, com capital simb&oacute;lico (pessoal\/cultural) significativo. As &ldquo;m&atilde;es da zika&rdquo;, por sua vez, s&atilde;o em sua maioria mulheres pobres, com pouco acesso ao planejamento familiar e sem poder de negocia&ccedil;&atilde;o com seus parceiros, como observado pela pesquisadora Sinara Gumieri (Anis) em recente debate sobre a s&iacute;ndrome cong&ecirc;nita do zika&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/destaque\/conteudo.asp?cod=12411\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[leia mat&eacute;ria aqui]<\/a>. De fato, at&eacute; passarem a fazer parte das estat&iacute;sticas oficiais da s&iacute;ndrome, talvez nem sa&iacute;ssem de um c&iacute;rculo restrito de intera&ccedil;&otilde;es. Como seria ent&atilde;o pensar em uma &ldquo;expertise leiga&rdquo; por parte dessas mulheres e fam&iacute;lias?<\/p>\n<p> \tA possibilidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica envolve primeiramente a identifica&ccedil;&atilde;o dos sujeitos com causas em comum. H&aacute; algum tempo algumas das &ldquo;m&atilde;es da zika&quot; come&ccedil;aram a se mobilizar em torno de sua causa. Um exemplo &eacute; a hist&oacute;ria do casal Maria Carolina e Joselito Alves, pais da menina Maria Gabriela, uma das crian&ccedil;as nascidas com microcefalia e atendidas em Campina Grande (PB). Carolina e Joselito iniciaram algo politicamente importante.<\/p>\n<p> \t<strong><em>De afetados a mobilizados<\/em><\/strong><\/p>\n<p> \tTr&ecirc;s meses ap&oacute;s o nascimento da filha, em janeiro de 2016, na cidade de Esperan&ccedil;a (PB) &ndash; um munic&iacute;pio de 31 mil habitantes a 40 km de Campina Grande &ndash; Carolina e Joselito decidiram criar um&nbsp;<a href=\"http:\/\/somostodosmariagabriela.blogspot.com.br\">blog<\/a>&nbsp;, por onde pudessem compartilhar suas inquieta&ccedil;&otilde;es e dores na experi&ecirc;ncia cotidiana e, ao mesmo tempo, se articular com outras fam&iacute;lias afetadas pela epidemia.<\/p>\n<p> \tA motiva&ccedil;&atilde;o inicial foi de denunciar as neglig&ecirc;ncias a que tinham sido submetidos desde a gravidez de Carolina. Ela apresentou sintomas de zika no segundo m&ecirc;s de gesta&ccedil;&atilde;o. No terceiro m&ecirc;s o ultrassom convencional mostrou que ela apresentava uma altera&ccedil;&atilde;o nos ventr&iacute;culos laterais e o m&eacute;dico do Hospital p&uacute;blico de Esperan&ccedil;a afirmou n&atilde;o saber o que era. No quarto m&ecirc;s, o ultrassom morfol&oacute;gico &ndash; forma mais avan&ccedil;ada de ultrassom, que examina minuciosamente o beb&ecirc; e o desenvolvimento de seu corpo e de seus &oacute;rg&atilde;os &ndash;mostrou que estava tudo normal. A ultrassonografia &eacute; precisa no diagn&oacute;stico de microcefalia e capaz de identificar outras malforma&ccedil;&otilde;es cerebrais que poderiam determinar a microcefalia sem rela&ccedil;&atilde;o com o Zika, mas, de acordo com especialistas, muitas vezes, depois da 30&ordf; \/ 32&ordf; semana &eacute; que objetivamente pode come&ccedil;ar a haver ind&iacute;cios da microcefalia, quando a mulher, por exemplo, &eacute; infectada com dois meses, ou aproximadamente 10 a 12 semanas.<\/p>\n<p> \tOs pais de Maria Gabriela, no entanto, contam que n&atilde;o tiveram qualquer informa&ccedil;&atilde;o no pr&eacute;-natal. Na &eacute;poca, recorda o casal, a zika era chamada de dengue fraca ou virose. Carolina foi diagnosticada com virose.<\/p>\n<p> \t&ldquo;No interior, eles [m&eacute;dicos] dizem que a mulher s&oacute; quer saber o sexo do beb&ecirc;. S&oacute; olham isso e dizem&nbsp;<em>t&aacute; normal<\/em>&rdquo;, afirma Joselito, que, desempregado na &eacute;poca, esteve muito presente ao lado da mulher nas consultas m&eacute;dicas. Ele lembra que tentou acompanhar Carolina na hora do parto, mas, mesmo evocando a Lei 11.109 &ndash; que garante o acompanhamento da gestante durante o trabalho de parto &ndash; ouviu da enfermeira que o hospital n&atilde;o tinha estrutura para isso.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Quando Gaby nasceu apresentando microcefalia, a enfermeira chorou, o m&eacute;dico desapareceu. Nunca mais o vimos. A Secret&aacute;ria Municipal de Sa&uacute;de (da antiga gest&atilde;o) apressou-se em declarar que aquele era um caso isolado. Logo ap&oacute;s o nascimento, ela entrou em estado febril de 39&ordm; e o hospital n&atilde;o tinha antibi&oacute;ticos para deter a febre&rdquo;, contam. Foi ent&atilde;o que pediram transfer&ecirc;ncia para um hospital de refer&ecirc;ncia, que lhes oferecesse um suporte melhor. Foram transferidos para o Hospital da Universidade Federal de Campina Grande, que na ocasi&atilde;o tinha reportado 60 casos de microcefalia resultantes da infec&ccedil;&atilde;o por zika.<\/p>\n<p> \tPretendendo notificar o prefeito de Esperan&ccedil;a sobre os direitos que lhes foram negados &ndash; primeiro o direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o sobre a real situa&ccedil;&atilde;o da gesta&ccedil;&atilde;o de Carolina e do beb&ecirc;, depois o direito do marido de acompanh&aacute;-la no parto &ndash; protocolaram no Minist&eacute;rio P&uacute;blico uma solicita&ccedil;&atilde;o de repara&ccedil;&atilde;o de danos. A promotora os notificou que n&atilde;o houvera crime ou les&atilde;o de direitos no caso. Afirmou ainda que de nada adiantaria o diagn&oacute;stico precoce da microcefalia.<\/p>\n<p> \tNesta &eacute;poca tiveram seu primeiro contato com o movimento de mulheres. Conheceram a antrop&oacute;loga e diretora da organiza&ccedil;&atilde;o&nbsp;<a href=\"http:\/\/anis.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Anis &ndash; Instituto de Bio&eacute;tica, Direitos Humanos e G&ecirc;nero<\/a>, D&eacute;bora Diniz, que estava em Campina Grande coletando informa&ccedil;&otilde;es e depoimentos para o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/busca\/conteudo.asp?cod=12387\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">document&aacute;rio Zika<\/a>. Atrav&eacute;s da Anis, conseguiram uma advogada que os representasse. Tiveram ent&atilde;o a ideia de montar o blog.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O blog foi montado para mostrar ao mundo a nossa indigna&ccedil;&atilde;o. Somos um casal pobre, matutos, filhos de agricultores. Quem nos ouviria? Essas pessoas nos olhavam e se perguntavam que direito n&oacute;s t&iacute;nhamos de lutar para que reconhecessem os nossos direitos. Somos v&iacute;timas de um discurso de discrimina&ccedil;&atilde;o por classe&rdquo;, avalia Joselito.<\/p>\n<p> \tAl&eacute;m do blog, eles participam de tr&ecirc;s grupos no Whatsapp, por onde marcam reuni&otilde;es com as outras fam&iacute;lias e trocam informa&ccedil;&otilde;es sobre a situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e o desenvolvimento dos filhos. As m&atilde;es v&atilde;o se ajudando e se encorajam a partir das a&ccedil;&otilde;es das outras. O casal recha&ccedil;a o discurso de que est&aacute; transformando a dor em luta, j&aacute; que n&atilde;o considera o nascimento da filha uma dor. &ldquo;Ter uma filha deficiente n&atilde;o foi uma dor. O despreparo dos profissionais de sa&uacute;de e o olhar de pena das pessoas &eacute; o que mais d&oacute;i&rdquo;, diz Carolina.<\/p>\n<p> \tOs textos traduzem inquieta&ccedil;&otilde;es. Nas diversas postagens do blog, escritas pelo casal, h&aacute; cr&iacute;ticas relacionadas &agrave; desigualdade social e &agrave; neglig&ecirc;ncia do estado. Eles questionam, por exemplo, ideias como aquela que apregoa que o inimigo &eacute; o mosquito, sem levar em conta em que contexto esse mosquito se propaga.<\/p>\n<p> \t&ldquo;O governo acusa a popula&ccedil;&atilde;o de ser respons&aacute;vel por armazenar &aacute;gua de forma inapropriada em casa. Mas como podemos deixar de armazenar &aacute;gua se n&atilde;o temos &aacute;gua? Precisamos armazenar. O povo que precisa armazenar &eacute; o que mora nas periferias, onde h&aacute; esgoto a c&eacute;u aberto e maior probabilidade de reprodu&ccedil;&atilde;o do mosquito. O criadouro do mosquito est&aacute; onde o governo menos cuida. O que fica subentendido &eacute; que a culpa &eacute; das fam&iacute;lias&rdquo;, questiona Joselito.<\/p>\n<p> \tNa plataforma digital criada pelo casal tamb&eacute;m h&aacute; cr&iacute;ticas ao volume de informa&ccedil;&atilde;o divulgada sem filtro e ao que &eacute; publicado na grande imprensa.<\/p>\n<p> \t&ldquo;Eles [a m&iacute;dia] reverberam o pensamento estatal. Quando a gente faz uma cr&iacute;tica ao governo ou falamos em &lsquo;direitos&rsquo; eles n&atilde;o publicam. Retratam a gente como miser&aacute;veis, h&aacute; uma representa&ccedil;&atilde;o do nordestino sem acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, que vive descal&ccedil;o em ch&atilde;o de terra rachada. Uma mat&eacute;ria de jornal dizia que a gera&ccedil;&atilde;o da microcefalia &eacute; uma gera&ccedil;&atilde;o perdida. E se &eacute; uma gera&ccedil;&atilde;o perdida, temos que ter d&oacute;. Mas n&atilde;o precisamos de d&oacute; nem compaix&atilde;o. Queremos direitos. A jornalista nos disse:&nbsp;<em>&lsquo;temos que fazer assim para causar como&ccedil;&atilde;o&rsquo;<\/em>. Eu respondi:&nbsp;<em>&rsquo;se querem dramatizar, que fa&ccedil;am uma novela&rsquo;<\/em>, relata.&nbsp;<\/p>\n<p> \tO conhecimento sobre a doen&ccedil;a eles dizem que v&atilde;o adquirindo. Participam de f&oacute;runs cient&iacute;ficos, voltados para a pesquisa no campo. Num desses eventos, Joselito afirma ter ouvido uma das participantes se referir &agrave; filha:&nbsp;<em>&ldquo;ela &eacute; at&eacute; bem-cuidada&rdquo;<\/em><\/p>\n<p> \tEles sabem que a credibilidade da mobiliza&ccedil;&atilde;o que come&ccedil;aram vai depender da sua capacidade de envolver apoiadores em suas demandas e de legitimar seus argumentos, de modo que possam se apresentar como pessoas a quem se deve dar ouvidos. Uma vez por semana, v&atilde;o a Jo&atilde;o Pessoa fazer um curso sobre g&ecirc;nero e sexualidade. S&atilde;o a &uacute;nica fam&iacute;lia afetada pelo zika no curso, cujos participantes s&atilde;o principalmente pessoas transexuais e membros do movimento negro, de sindicatos e associa&ccedil;&otilde;es. Est&atilde;o cientes da import&acirc;ncia das intera&ccedil;&otilde;es. Nesse jogo pol&iacute;tico, espera-se que, assim como o ativismo da Aids fez d&eacute;cadas atr&aacute;s, eles consigam mudar as regras que precisam ser mudadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El pasaje del lugar de \u201cafectados\u201d a la movilizaci\u00f3n permiti\u00f3 criticar la pol\u00edtica de la epidemia del Sida. 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