{"id":1138,"date":"2007-11-07T00:00:00","date_gmt":"2007-11-07T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2007\/11\/07\/en-defensa-de-las-leyes\/"},"modified":"2007-11-07T00:00:00","modified_gmt":"2007-11-07T02:00:00","slug":"en-defensa-de-las-leyes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/en-defensa-de-las-leyes\/1138\/","title":{"rendered":"En defensa de las leyes"},"content":{"rendered":"<p>Em defesa das leis Benedito Medrado, professor da UFPE e coordenador da Rede de Homens pela Equidade de G\u00eanero, rebate as argumenta\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0 Lei Maria da Penha e o posicionamento de ju\u00edzes que t\u00eam rejeitado pedidos de medidas contra homens que agrediram suas companheiras. Em defesa das leis Considerada pelo movimento de mulheres como um marco no enfrentamento da viol\u00eancia contra a mulher, a Lei Maria da Penha voltou a ser o centro de um debate depois da decis\u00e3o do juiz Ed\u00edlson Rodrigues, de uma cidade de Minas Gerais, que tem rejeitado em sua comarca pedidos de medidas contra homens que agrediram e amea\u00e7aram suas companheiras, alegando a inconstitucionalidade da lei 1134\/2006. Em declara\u00e7\u00f5es ao jornal Folha de S\u00e3o Paulo, o juiz foi ainda mais longe: lan\u00e7ando m\u00e3o de argumentos religiosos, tachou a Lei Maria da Penha de &ldquo;monstrengo tinhoso&rdquo; e &ldquo;conjunto de regras diab\u00f3licas&rdquo;. \u00abPara n\u00e3o se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem ter\u00e1 de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na conting\u00eancia de ter de ceder facilmente \u00e0s press\u00f5es\u00bb, segundo o parecer do magistrado que, em 70 senten\u00e7as, negou prote\u00e7\u00e3o a mulheres v\u00edtimas de agress\u00f5es graves seguidas de amea\u00e7as de morte por parte de seus companheiros.<BR>  <P>As declara\u00e7\u00f5es, ditas a poucas semanas do 25 de novembro &ndash; Dia Mundial de A\u00e7\u00f5es pelo fim da Viol\u00eancia contra a Mulher &ndash; chamaram a aten\u00e7\u00e3o de pesquisadores e membros de diversas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil. A Rede de Homens pela Equidade de G\u00eanero (RHEG) redigiu um manifesto<A href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/pdf\/pesquisasergiofinal.pdf\"> <\/A>repudiando o posicionamento do juiz: &ldquo;Edilson Rumbelsperger Rodrigues parece reconhecer a viol\u00eancia como um atributo valoroso do homem, ao mesmo tempo naturalizando a viol\u00eancia como masculina e legitimando-a&rdquo;, diz um trecho do documento.<BR>  <P>O psic\u00f3logo social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Benedito Medrado, coordenador do Instituto Papai e da Rede de Homens pela Equidade de G\u00eanero, lembra que a lei teve um efeito simb\u00f3lico significativo em Pernambuco, estado brasileiro campe\u00e3o em n\u00famero de registros de viol\u00eancia contra a mulher &ndash; em 2003, l\u00e1 foram assassinadas 263 mulheres, em 2004 esse n\u00famero subiu para 269 e em 2005 foram registrados 290 assassinatos. &ldquo;Sou a favor de uma legisla\u00e7\u00e3o que crie medidas preventivas. A Lei Maria da Penha criou um efeito no sentido de que os homens est\u00e3o buscando a delegacia em Pernambuco para dizer: <I>&lsquo;Estou brigando com minha companheira e estamos chegando em um determinado momento em que eu n\u00e3o sei o que posso fazer com ela. Eu gostaria de conversar para saber como solucionar essa quest\u00e3o&rsquo;<\/I>. Por sua vez, a milit\u00e2ncia feminista extremamente forte de Pernambuco fez com que o sistema jur\u00eddico se associasse ao sistema de sa\u00fade e notificasse cada caso&rdquo;, relata Medrado.<BR>  <P>&ldquo;\u00c9 inaceit\u00e1vel que as mulheres sofram tratamento discriminat\u00f3rio nos tribunais brasileiros, em especial por parte de uma autoridade da rep\u00fablica. O juiz Ed\u00edlson Rodrigues, ao considerar em suas senten\u00e7as a Lei Maria da Penha como um &lsquo;conjunto de regras diab\u00f3licas&rsquo;, expressa muito mais que preconceito contra as mulheres. Com essas senten\u00e7as, o juiz perde a condi\u00e7\u00e3o de exercer o cargo, por esquecer que representa o Estado, e que desse lugar ele n\u00e3o pode ser preconceituoso&rdquo;, afirma Jacira Melo, diretora do Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o.<BR>  <P>&ldquo;N\u00e3o h\u00e1 como negar o fato de que os homens, principalmente &ndash; mas n\u00e3o s\u00f3 &ndash; os das camadas populares ou trabalhadoras, s\u00e3o socializados segundo normas de g\u00eanero que podem facilitar a emerg\u00eancia de express\u00f5es de viol\u00eancia. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 prudente achar que esta explica\u00e7\u00e3o &ndash; o processo de socializa\u00e7\u00e3o masculina &ndash; \u00e9 suficiente para explicar todos os casos. Os homens autores de viol\u00eancia precisam ser responsabilizados&rdquo;, ressalta a pesquisadora Ana Roberta Oliveira, assistente de Projetos do Instituto Papai (Pesquisa, A\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica, Assessoria e Informa\u00e7\u00e3o em G\u00eanero e Sa\u00fade).<BR>  <P>Antes da decis\u00e3o do juiz, a 2\u00aa Turma Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a do Mato Grosso do Sul (MS) havia decidido pela inconstitucionalidade da Lei Maria da Penha, alegando viola\u00e7\u00e3o do direito fundamental \u00e0 igualdade entre homens e mulheres. Outra cr\u00edtica \u00e0 lei est\u00e1 relacionada ao seu car\u00e1ter criminalizador e punitivo. Na mesma semana em que as declara\u00e7\u00f5es do juiz vieram \u00e0 tona, durante o 31\u00ba Encontro Anual da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Ci\u00eancias Sociais (Anpocs), realizado no final de outubro em Caxambu (MG), o cientista social Rodrigo de Azevedo, da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul, ao participar da mesa sobre o tema &ldquo;Pol\u00edticas p\u00fablicas de seguran\u00e7a&rdquo;, sustentou que o movimento de mulheres, assim como o GLBT e o de negros, retrocedeu ao optar por enfrentar seus advers\u00e1rios atrav\u00e9s de leis severas e da aplica\u00e7\u00e3o de puni\u00e7\u00f5es, modelo que atacavam no passado. Segundo Azevedo, leis como a Maria da Penha n\u00e3o resolvem a quest\u00e3o da viol\u00eancia no Brasil.<BR>  <P>Benedito Medrado lembra que embora a legisla\u00e7\u00e3o tenha se tornado famosa devido \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros de anos de pris\u00e3o para o homem que cometer viol\u00eancia contra a mulher, a inten\u00e7\u00e3o inicial n\u00e3o era essa. &ldquo;O que precisava acontecer era a mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o e n\u00e3o necessariamente ampliar a o n\u00famero de anos. A id\u00e9ia era que n\u00e3o houvesse puni\u00e7\u00e3o e sim que a lei impedisse a viol\u00eancia. O problema \u00e9 que a viol\u00eancia contra a mulher era vista como um crime de menor potencial ofensivo, atrav\u00e9s de lei 9.099, a qual inclu\u00eda apenas o pagamento, por parte do agressor, de cestas b\u00e1sicas e servi\u00e7o comunit\u00e1rio&rdquo;, diz o pesquisador.<BR>  <P>Jacira Melo ressalta que muitas vezes n\u00e3o h\u00e1 como abrir m\u00e3o da a\u00e7\u00e3o policial, como em casos de agress\u00e3o grave e amea\u00e7a de assassinato. &ldquo;Os movimentos de mulheres, nos \u00faltimos 30 anos, t\u00eam se defrontado com a brutalidade de homens que espancam, ofendem, queimam, tortura, atiram e esfaqueiam. \u00c9 inescap\u00e1vel admitir: n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es alternativas para determinados tipos de crime a n\u00e3o ser a aplica\u00e7\u00e3o de puni\u00e7\u00f5es. Em v\u00e1rios casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica o sistema penal \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o podemos esquecer que a Lei Maria da Penha tamb\u00e9m prev\u00ea pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o e de reeduca\u00e7\u00e3o para agressores&rdquo;, salienta a diretora do Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o.<BR>  <P>Para Benedito Medrado, a lei em quest\u00e3o mudou paradigmas. &ldquo;Atualmente, briga de marido e mulher n\u00e3o \u00e9 mais algo que ningu\u00e9m possa intervir, tornou-se um problema p\u00fablico, uma quest\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. Hoje em dia uma crian\u00e7a nasce em um Brasil que diz que a viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 um crime. Simbolicamente, esta \u00e9 uma mudan\u00e7a sem dimens\u00f5es, s\u00f3 vamos conseguir sentir seus impactos nas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es&rdquo;, avalia.<BR>  <P><B><I>Projeto de criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia tamb\u00e9m \u00e9 alvo de cr\u00edticas<\/B><\/I>  <P>As cr\u00edticas \u00e0 estrat\u00e9gia dos movimentos sociais, como o feminista, de resolver conflitos e contemplar seus direitos atrav\u00e9s da criminaliza\u00e7\u00e3o penal, estendem-se tamb\u00e9m ao movimento GLBT, o qual sustenta a criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia como sua principal bandeira de luta atualmente. <\/P> <P>Para Benedito Medrado &ndash; que como coordenador do Instituto Papai vem h\u00e1 seis anos organizando a Parada da Diversidade de Pernambuco -, uma lei que criminalize a homofobia se faz necess\u00e1ria na atual conjuntura, dados os altos n\u00fameros de casos de viol\u00eancia sofrida pela popula\u00e7\u00e3o GLBT no pa\u00eds. &ldquo;N\u00e3o existe legisla\u00e7\u00e3o alguma que garanta a livre express\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o sexual. O movimento GLBT n\u00e3o est\u00e1 propondo a puni\u00e7\u00e3o, e sim a institucionaliza\u00e7\u00e3o de processos tidos como naturais. A criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia n\u00e3o prop\u00f5e necessariamente uma id\u00e9ia de puni\u00e7\u00e3o&rdquo;, diz ele. <\/P> <P>O pesquisador lembra os resultados da Pesquisa <a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/pdf\/pesquisasergiofinal.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pol\u00edtica, Direitos, Viol\u00eancia e Homossexualidade (CLAM\/CESEC)<\/A> que, realizada na Parada da Diversidade de Pernambuco em 2006 mostra que 70% dos entrevistados afirmaram ter sofrido algum tipo de viol\u00eancia devido \u00e0 sua orienta\u00e7\u00e3o sexual. Ana Roberta Oliveira concorda que a viol\u00eancia n\u00e3o pode ser combatida apenas com repress\u00e3o. &ldquo;Tanto no caso da viol\u00eancia de homens contra mulheres, como no caso da homofobia, \u00e9 imperioso que se inicie, em massa, um processo de reeduca\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a uma cr\u00edtica ao machismo, ao sexismo, \u00e0 homofobia e ao racismo de todas as pessoas&rdquo;, assinala a pesquisadora.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Benedito Medrado, profesor de la UFPE y coordinador de la Red de Hombres por la Equidad de G\u00e9nero, rebate argumentaciones contrarias a la Ley Maria da Penha, que aplica penas a hombres que agredieron a sus compa\u00f1eras. <EM>(Texto en portugu\u00e9s)<\/EM><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1138","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>En defensa de las leyes - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/en-defensa-de-las-leyes\/1138\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"En defensa de las leyes - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Benedito Medrado, profesor de la UFPE y coordinador de la Red de Hombres por la Equidad de G\u00e9nero, rebate argumentaciones contrarias a la Ley Maria da Penha, que aplica penas a hombres que agredieron a sus compa\u00f1eras. 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