{"id":1140,"date":"2007-11-14T00:00:00","date_gmt":"2007-11-14T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2007\/11\/14\/nuevas-conciliaciones\/"},"modified":"2007-11-14T00:00:00","modified_gmt":"2007-11-14T02:00:00","slug":"nuevas-conciliaciones","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/","title":{"rendered":"Nuevas conciliaciones"},"content":{"rendered":"<p>Os homens brasileiros s\u00e3o bem menos conservadores em suas concep\u00e7\u00f5es a respeito do papel da mulher no mercado de trabalho do que os japoneses, a despeito das diferen\u00e7as socioecon\u00f4micas entre os dois pa\u00edses. Por sua vez, os homens suecos s\u00e3o mais abertos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico e ao papel da maternidade do que as mulheres brasileiras. E em rela\u00e7\u00e3o ao&nbsp;trabalho dom\u00e9stico, o tempo que as brasileiras dedicam \u00e0s tarefas do lar \u00e9 o dobro do tempo das mulheres americanas ou suecas. Estes s\u00e3o alguns dos resultados de uma pesquisa iniciada em 2002 pelo ISSP (International Social Survey Science Programme), da qual resultou o livro &ldquo;Novas concilia\u00e7\u00f5es e antigas tens\u00f5es? G\u00eanero, fam\u00edlia e trabalho em perspectiva comparada&rdquo;, publica\u00e7\u00e3o organizada pelas professoras Clara Ara\u00fajo, Fel\u00edcia Pican\u00e7o (ambas da UERJ) e Celi Scalon (UFRJ) e que ser\u00e1 lan\u00e7ada no dia 21 de novembro.<BR>  <P>Tendo como objetivo promover pesquisas comparadas de temas sociol\u00f3gicos contempor\u00e2neos, o ISSP \u00e9 um cons\u00f3rcio de institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas que se uniram para fazer pesquisas amostrais em torno de diversos temas, escolhidos a cada dois anos. A pesquisa em quest\u00e3o teve como tema a concilia\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e trabalho e como homens e mulheres percebem e vivenciam essa concilia\u00e7\u00e3o. No Brasil, o estudo foi realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pelo Instituto Universit\u00e1rio de Pesquisa do Rio de Janeiro (IUPERJ) e os resultados foram comparados com os dados obtidos em outros sete pa\u00edses &ndash; Estados Unidos, Su\u00e9cia, Espanha, Chile, Portugal, Pol\u00f4nia e Jap\u00e3o. Foram entrevistados 2000 homens e mulheres em todo o Brasil.<BR>  <P>&ldquo;Uma das quest\u00f5es que procuramos investigar era se o fato de ser mulher aqui no Brasil, no Jap\u00e3o ou na Su\u00e9cia, estabelece uma identidade comum e um n\u00edvel de padr\u00e3o de trabalho, concilia\u00e7\u00e3o e de dificuldade que suplanta as diferen\u00e7as de cada pa\u00eds em termos econ\u00f4micos e culturais&rdquo;, lembra a soci\u00f3loga Clara Ara\u00fajo, professora do departamento de Ci\u00eancias Sociais da UERJ e coordenadora do N\u00facleo de Estudos sobre Desigualdade Contempor\u00e2nea em Rela\u00e7\u00f5es de G\u00eanero (NUDERG).<BR>  <P>Um dos dados da pesquisa mostra que os homens suecos s\u00e3o menos conservadores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico e ao papel da maternidade do que as mulheres brasileiras. &ldquo;O que este dado nos sugere \u00e9 que o g\u00eanero \u00e9 uma categoria de fato muito importante e que determina um diferencial na vida de homens e mulheres em todas as sociedades, bem como as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e culturais. Quem cuida das crian\u00e7as? Quem paga as contas? Nesse contexto, a cultura conta muito&rdquo;, avalia Clara.<BR>  <P>Outro dado: a diferen\u00e7a entre o envolvimento de homens e mulheres em rela\u00e7\u00e3o a tem\u00e1ticas como a divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico \u00e9 grande entre Jap\u00e3o e Brasil, por exemplo. Segundo a pesquisadora, embora o Jap\u00e3o tenha um desenvolvimento socioecon\u00f4mico elevado, o pa\u00eds apresenta tamb\u00e9m uma cultura tradicional e de valores hier\u00e1rquicos, o que faz com que, em termos de pol\u00edticas p\u00fablicas, o Brasil esteja mais avan\u00e7ado comparativamente.<BR>  <P>&ldquo;Mas nosso pa\u00eds \u00e9 mais atrasado do que EUA e Su\u00e9cia em termos de pol\u00edticas, do envolvimento masculino com a vida dom\u00e9stica e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s concep\u00e7\u00f5es das pr\u00f3prias mulheres. Os homens destes pa\u00edses t\u00eam uma cabe\u00e7a &lsquo;mais aberta&rsquo; do que as mulheres brasileiras ou japonesas em rela\u00e7\u00e3o a esses temas&rdquo;, lembra a soci\u00f3loga.<BR>  <P>Segundo a soci\u00f3loga, n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica causa para essas discrep\u00e2ncias culturais. &ldquo;Antes t\u00ednhamos uma vis\u00e3o muito linear da id\u00e9ia de desigualdade de g\u00eanero: quanto mais desenvolvimento maior a igualdade, e quanto maior a educa\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds, maior a consci\u00eancia&rdquo;. Para ela, o exemplo do Jap\u00e3o mostra que as coisas n\u00e3o s\u00e3o bem assim. &ldquo;No Jap\u00e3o todo mundo \u00e9 altamente escolarizado e o n\u00edvel de desenvolvimento \u00e9 extremamente elevado. No entanto, existe por l\u00e1 uma grande desigualdade no envolvimento masculino e feminino com o trabalho dom\u00e9stico. Os homens trabalham, as mulheres ficam em casa e eles n\u00e3o se envolvem de forma alguma no trabalho dom\u00e9stico&rdquo;, relata Clara.<BR>  <P>O estudo tamb\u00e9m revela que o tempo que as mulheres brasileiras dedicam ao trabalho dom\u00e9stico \u00e9 o dobro do tempo das mulheres americanas ou suecas. &ldquo;As diferen\u00e7as culturais contam para esse quadro, mas os recursos (equipamentos el\u00e9tricos para minimizar a carga de trabalho e o suporte e subs\u00eddios do Estado) que essas pessoas disp\u00f5em tamb\u00e9m s\u00e3o determinantes. A\u00ed vemos o quanto uma interven\u00e7\u00e3o e uma pol\u00edtica p\u00fablica podem fazer a diferen\u00e7a e influenciar as condi\u00e7\u00f5es de vida e a quest\u00e3o do alcance da igualdade entre homens e mulheres&rdquo;, observa a professora.<BR>  <P>A pesquisa sugere que, se de um lado a cultura \u00e9 um fator importante, o papel das pol\u00edticas p\u00fablicas tamb\u00e9m pode ser essencial para agilizar a igualdade de g\u00eanero. De acordo com estudo comparativo, as mulheres sempre est\u00e3o em um padr\u00e3o pior em rela\u00e7\u00e3o aos homens em cada pa\u00eds. No Brasil, 43% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa \u00e9 de mulheres. Boa parte destas trabalha 40 horas ou mais e ganham cerca de 70% menos do que os homens.<BR>  <P>&ldquo;Mas em pa\u00edses como os EUA a jornada de trabalho \u00e9 menor e ainda por cima existem pol\u00edticas p\u00fablicas que n\u00e3o somente reduzem o tempo do trabalho dom\u00e9stico como tamb\u00e9m d\u00e3o subs\u00eddios para quem tem fam\u00edlia e crian\u00e7as. Tamb\u00e9m l\u00e1 existem conjuntos residenciais que disponibilizam m\u00e1quinas de lavar comunit\u00e1rias, por exemplo, o que facilitaria a vida de muitas brasileiras caso esse sistema fosse implantado aqui. Como vivenciar um mundo que \u00e9 voltado para o trabalho, em que as fam\u00edlias s\u00e3o cada vez menores &ndash; muitas vezes monoparentais &ndash; sem pensar em como conciliar a vida dom\u00e9stica com a vida p\u00fablica?&rdquo;, questiona Clara.<BR>  <P>Para ela, &ldquo;a sa\u00edda para essa problem\u00e1tica n\u00e3o pode se dar apenas pelo vi\u00e9s da discuss\u00e3o de g\u00eanero em si &ndash; o que chamamos intrag\u00eanero. Tem de haver uma discuss\u00e3o que articule g\u00eanero com outras dimens\u00f5es da vida social e da pol\u00edtica, que reconfigure a din\u00e2mica da vida p\u00fablica e privada para homens e mulheres. Se perguntamos aos homens se eles acham que as mulheres devem trabalhar fora, eles dizem que sim. Mas ao mesmo tempo dizem que acreditam que os filhos sofrem muito quando as m\u00e3es trabalham fora. Ent\u00e3o vemos que o envolvimento masculino continua sendo muito pequeno, deixando que a concilia\u00e7\u00e3o entre vida dom\u00e9stica e trabalho pago permane\u00e7a nas m\u00e3os das mulheres&rdquo;, analisa.<BR>  <P>A pesquisadora lembra que o pr\u00f3prio sistema de trabalho <I>part-time<\/I>, adotado nos EUA e em pa\u00edses europeus desenvolvidos, mant\u00e9m essa forma tradicional de pensar. &ldquo;\u00c9 a mulher que acaba optando por esse tipo de jornada. Os estudos mostram que os <I>part-times<\/I> s\u00e3o os piores trabalhos, mais mal pagos e com menos estabilidade, mas elas acabam optando por isso para poder conciliar&rdquo;, salienta.<BR>  <P>O livro &ldquo;Novas concilia\u00e7\u00f5es e antigas tens\u00f5es? G\u00eanero, fam\u00edlia e trabalho em perspectiva comparada&rdquo; traz artigos de Nilc\u00e9ia Freire, ministra da Secretaria Especial de Pol\u00edticas para as Mulheres (SPM), de Cristina Bruschini (FCC), da inglesa Rosemary Crompton e da chilena Irma Arriagada, entre outros. Al\u00e9m do lan\u00e7amento da publica\u00e7\u00e3o, o soci\u00f3logo sueco G\u00f6ran Therborn, autor do livro &ldquo;Sexo e poder: a fam\u00edlia no mudo de 1900 a 2000&rdquo;, considerado um dos mais amplos trabalhos sobre fam\u00edlia e g\u00eanero no mundo, dar\u00e1 a palestra &ldquo;O lugar do trabalho nas rela\u00e7\u00f5es de poder entre os sexos&rdquo;. O lan\u00e7amento do livro e a palestra de Therborn acontecer\u00e3o no dia 21 de novembro, a partir das 18h30, no audit\u00f3rio 91 da UERJ.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Una investigaci\u00f3n realizada por las soci\u00f3logas Clara Araujo (foto), Felicia Pican\u00e7o y Celi Scalon discute las relaciones entre g\u00e9nero, familia,&nbsp;trabajo y la igualdad entre mujeres y hombres en diferentes pa\u00edses. El libro ser\u00e1 presentado el 21 de noviembre. <I>(texto en portugu\u00e9s)<\/I><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1140","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Nuevas conciliaciones - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Nuevas conciliaciones - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Una investigaci\u00f3n realizada por las soci\u00f3logas Clara Araujo (foto), Felicia Pican\u00e7o y Celi Scalon discute las relaciones entre g\u00e9nero, familia,&nbsp;trabajo y la igualdad entre mujeres y hombres en diferentes pa\u00edses. El libro ser\u00e1 presentado el 21 de noviembre. (texto en portugu\u00e9s)\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2007-11-14T02:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/\",\"name\":\"Nuevas conciliaciones - CLAM - ES\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\"},\"datePublished\":\"2007-11-14T02:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Nuevas conciliaciones\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\",\"name\":\"CLAM - ES\",\"description\":\"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/clam.fw2web.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Nuevas conciliaciones - CLAM - ES","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"Nuevas conciliaciones - CLAM - ES","og_description":"Una investigaci\u00f3n realizada por las soci\u00f3logas Clara Araujo (foto), Felicia Pican\u00e7o y Celi Scalon discute las relaciones entre g\u00e9nero, familia,&nbsp;trabajo y la igualdad entre mujeres y hombres en diferentes pa\u00edses. El libro ser\u00e1 presentado el 21 de noviembre. (texto en portugu\u00e9s)","og_url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/","og_site_name":"CLAM - ES","article_published_time":"2007-11-14T02:00:00+00:00","author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Tiempo de lectura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/","name":"Nuevas conciliaciones - CLAM - ES","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website"},"datePublished":"2007-11-14T02:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/nuevas-conciliaciones\/1140\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clam.org.br\/es\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Nuevas conciliaciones"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/","name":"CLAM - ES","description":"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"sameAs":["https:\/\/clam.fw2web.com.br"],"url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1140","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1140"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1140\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}