{"id":1228,"date":"2009-11-11T00:00:00","date_gmt":"2009-11-11T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2009\/11\/11\/club-de-las-mujeres\/"},"modified":"2009-11-11T00:00:00","modified_gmt":"2009-11-11T02:00:00","slug":"club-de-las-mujeres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/club-de-las-mujeres\/1228\/","title":{"rendered":"Club de las Mujeres"},"content":{"rendered":"<p>Mulheres majoritariamente brancas e jovens, pertencentes em sua maioria \u00e0 classe m\u00e9dia baixa. Esse \u00e9 o perfil das mulheres que freq\u00fcentam shows de strip-tease masculino, os chamados Clubes das Mulheres, foco da pesquisa de doutorado desenvolvida no Instituto de Medicina Social pela pesquisadora Marion Arent. Fruto da pesquisa, seu artigo &ldquo;Performances de g\u00eanero em um Clube de Mulheres&rdquo; faz parte da colet\u00e2nea Prazeres Dissidentes, livro organizado pela antrop\u00f3loga Maria Elvira D\u00edaz-Benitez e pelo soci\u00f3logo Carlos F\u00edgari, que o CLAM e a Editora Garamond acabam de lan\u00e7ar.<BR>  <P>Na entrevista a seguir, Marion fala sobre os enunciados normativos de tais shows e como a masculinidade \u00e9 manifestada nesses espa\u00e7os.<BR>  <P><B>A sra. pesquisou o Clube das Mulheres, lugar onde mulheres assistem homens fazendo strip-tease. Poderia comentar a rela\u00e7\u00e3o deste tipo de show com a expans\u00e3o do mercado contempor\u00e2neo do sexo, principalmente metropolitano?<\/B>  <P>Os \u00faltimos anos do s\u00e9culo XX trouxeram, nas sociedades ocidentais, a expans\u00e3o do com\u00e9rcio do erotismo e da pornografia e a ruptura com muitas das conven\u00e7\u00f5es mais restritivas referentes \u00e0 moral sexual. No centro dessa expans\u00e3o est\u00e1 um processo de emerg\u00eancia e progressiva hegemonia de uma \u00e9tica hedonista. Neste cen\u00e1rio, pr\u00e1ticas sexuais que j\u00e1 foram objeto de intensa rejei\u00e7\u00e3o ou repress\u00e3o, tais como a masturba\u00e7\u00e3o, a sodomia, o homoerotismo, o adult\u00e9rio, a prostitui\u00e7\u00e3o e a pornografia, s\u00e3o foco de debates e de intensas negocia\u00e7\u00f5es sociais com vistas \u00e0 sua &ldquo;normaliza\u00e7\u00e3o&rdquo;. O campo investigado ilustra esta expans\u00e3o, apesar da qual a exposi\u00e7\u00e3o ao vivo, para mulheres, do corpo masculino com finalidades er\u00f3ticas, permanece um fen\u00f4meno ainda pouco abordado na academia. A car\u00eancia de estudos sobre o tema contrasta com a crescente import\u00e2ncia da ind\u00fastria pornogr\u00e1fica enquanto um setor economicamente significativo dentre as produ\u00e7\u00f5es culturais.<BR>  <P><B>Seu artigo menciona uma mudan\u00e7a nas conven\u00e7\u00f5es sociais atuais em rela\u00e7\u00e3o ao passado. O fato de que os espet\u00e1culos estejam dirigidos a um p\u00fablico de mulheres e que sejam os prazeres femininos aqueles que se colocam em cena no Clube, poderia ser pensado como deslocamento das conven\u00e7\u00f5es?<\/B>  <P>Neste tipo de espet\u00e1culos, onde corpos viris s\u00e3o objetificados com vistas ao deleite feminino, ocorrem transgress\u00f5es, especialmente pela invers\u00e3o das normas que colocam no lugar do agente que causa a a\u00e7\u00e3o os homens e reserva para as mulheres o lugar da resist\u00eancia, j\u00e1 que nas sociedades ocidentais comumente delimita-se o campo da iniciativa nos encontros heterogen\u00e9ricos \u00e0 procura da mulher pelo homem, cabendo \u00e0s mulheres a provoca\u00e7\u00e3o do desejo masculino &#8211; conseq\u00fc\u00eancia da exposi\u00e7\u00e3o cuidadosa de seu corpo &#8211; e a proposi\u00e7\u00e3o de atend\u00ea-lo passivamente.<BR>  <P>Basicamente calcada na representa\u00e7\u00e3o do homem enquanto objeto er\u00f3tico de uma mulher que se permite viver esta fantasia, a invers\u00e3o operada pelo espet\u00e1culo \u00e9 encompassada pela dicotomia que polariza os g\u00eaneros enquanto sujeito \/ ativo \/ masculino versus objeto \/ passivo \/ feminino. Apesar das palavras de um dos organizadores, ao afirmar que &ldquo;entrar aqui j\u00e1 \u00e9 quebrar preconceitos&rdquo;, a ruptura com os preceitos normativos n\u00e3o vigora hegem\u00f4nica ou, pelo menos, acontece de modo paradoxal. O quadro que se apresenta \u00e9 matizado por um colorido sutil. H\u00e1 uma constante tens\u00e3o entre ruptura e continuidade, invers\u00e3o e reafirma\u00e7\u00e3o, destas conven\u00e7\u00f5es, intensificada ou minimizada a partir da amplitude dos movimentos do p\u00eandulo da atividade \/ passividade, oscilante entre os p\u00f3los masculino e feminino.<BR>  <P>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel negar que uma certa revolu\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica ecoa atrav\u00e9s do acesso feminino \u00e0 frui\u00e7\u00e3o do prazer sexual per se, ainda que vivido na fantasia. Mesmo que as continuidades com as conven\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e com a moral sexual tradicional sejam flagrantes, h\u00e1 seguramente um processo de transforma\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s conven\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, pois seria impens\u00e1vel um &ldquo;Clube das Mulheres&rdquo; h\u00e1 algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s, ou mesmo atualmente numa pequena cidade de interior, por exemplo. Isso n\u00e3o quer dizer, obviamente que a &ldquo;evolu\u00e7\u00e3o&rdquo; dos costumes seja garantia de bem-estar. Se antes vigoravam restri\u00e7\u00f5es, especialmente aquelas direcionadas \u00e0s experi\u00eancias femininas no campo da sexualidade, agora, desejar e manter rela\u00e7\u00f5es sexuais \u00e9 quase um dever. O pre\u00e7o a pagar, no caso de algumas freq\u00fcentadoras deste espa\u00e7o, consiste em frustrar uma poss\u00edvel demanda de troca afetiva e de desenvolvimento de um v\u00ednculo com um homem, para usufruir da orgia com v\u00e1rios. Somam-se ainda a esta contabilidade os estigmas de &ldquo;puta&rdquo;, &ldquo;vagabunda&rdquo;, &ldquo;galinha&rdquo;, &ldquo;piranha&rdquo;, &ldquo;cachorra&rdquo; ou &ldquo;velha assanhada&rdquo; que amea\u00e7am a auto-estima conquistada pelo exerc\u00edcio da sedu\u00e7\u00e3o.<BR>  <P><B>Quais seriam as principais regras de intera\u00e7\u00e3o nos shows? E como a partir delas \u00e9 poss\u00edvel ler enunciados normativos?<\/B>  <P>Na din\u00e2mica de funcionamento de cada espet\u00e1culo, opera um interjogo de permiss\u00f5es e restri\u00e7\u00f5es, cujas caracter\u00edsticas essenciais residem na multiplicidade de arranjos, na possibilidade de transgress\u00e3o e no esfor\u00e7o em prol da satisfa\u00e7\u00e3o da clientela. Dentre as regras que orientam a atua\u00e7\u00e3o dos <I>strippers<\/I> nos shows, est\u00e1 a de que cada um deve dan\u00e7ar duas m\u00fasicas longas ou tr\u00eas curtas. \u00c9 obrigat\u00f3rio levar mulheres ao palco, evitando aquelas que podem prejudicar o espet\u00e1culo, como as excessivamente alcoolizadas. \u00c9 proibido beijar as mulheres na boca em noite que n\u00e3o \u00e9 a do &lsquo;Beijo na Boca`, bem como desnud\u00e1-las. H\u00e1 tempos atr\u00e1s os sedutores tiravam as calcinhas delas, algo atualmente vetado. Tirar a sunga no palco \u00e0s vezes \u00e9 permitido, \u00e0s vezes n\u00e3o, mas nunca podem mostrar os genitais. Como disse um sedutor, &ldquo;\u00e0s vezes n\u00e3o pode se empolgar muito, fazer algo a mais&rdquo;, aquilo que um dos organizadores qualificou como &ldquo;exageros apelativos&rdquo;. \u00c9 de inteira responsabilidade dos <I>strippers<\/I> o controle do que acontece no palco, de modo que eles devem conter as atitudes femininas direcionadas \u00e0 subvers\u00e3o da ordem, como as tentativas de tirar-lhes a sunga, tocar seu p\u00eanis ou beijar sua boca.<BR>  <P>A puni\u00e7\u00e3o sofrida pelos sedutores em decorr\u00eancia da infra\u00e7\u00e3o \u00e0s regras \u00e9 a suspens\u00e3o do show, definida caso a caso. Mais do que uma suspens\u00e3o tempor\u00e1ria, a apar\u00eancia efeminada dos <I>strippers<\/I> pode gerar um afastamento, definitivo ou n\u00e3o, do quadro de sedutores. Aqui a apar\u00eancia viril \u00e9 lei.<BR>  <P>H\u00e1 tamb\u00e9m algumas normas t\u00e1citas, especialmente no que concerne \u00e0 postura feminina vigente neste campo, onde a feminilidade convencional est\u00e1 nitidamente marcada. Dois elementos se associam na configura\u00e7\u00e3o deste perfil. Um deles, o fato das mulheres jamais depositarem c\u00e9dulas na sunga dos <I>sedutores<\/I>, algo que n\u00e3o \u00e9 vedado, mas \u00e9 regra: nunca vi isso acontecer e os depoimentos dos\/as informantes confirmaram isso. Outro, os gritos, estimulados pelos organizadores ao microfone: &ldquo;Quem gostou grita para ele!&rdquo;. Tais aspectos s\u00e3o coadjuvantes do que melhor caracteriza, neste contexto, a performance feminina: a passividade, ainda que alternada com a conduta ativa em determinadas ocasi\u00f5es.<BR>  <P><B>No clube, os <I>strippers<\/I> s\u00e3o chamados de <I>sedutores<\/I>. Este &ldquo;apelido&rdquo; cont\u00e9m ideais de masculinidade. Como \u00e9 manifesta corporal e ritualisticamente a masculinidade? Qual \u00e9 o papel da virilidade tanto no show como na organiza\u00e7\u00e3o de significados de g\u00eanero nesse espa\u00e7o e que atitudes e c\u00f3digos s\u00e3o usados para refor\u00e7ar uma atmosfera heteronormativa?<\/B>  <P>Os corpos dos <I>strippers<\/I> apresentam-se extremamente hipertrofiados, depilados, via de regra tatuados e bronzeados. H\u00e1 um negro, nenhum oriental.<BR>  <P>A masculinidade aqui hegem\u00f4nica &#8211; heterossexual e viril &ndash; marca importante presen\u00e7a. Ela aparece representada por uma combina\u00e7\u00e3o de elementos: a for\u00e7a f\u00edsica dos <I>strippers<\/I>, seus corpos hipertrofiados, a postura ativa, o controle corporal (n\u00e3o rebolar no palco, por exemplo), os personagens incorporados (em geral, homens em posi\u00e7\u00f5es dotadas de algum poder), a constante disposi\u00e7\u00e3o para o sexo e a manifesta\u00e7\u00e3o de um desejo incondicionalmente direcionado \u00e0s mulheres. Al\u00e9m de onipresente, o desejo do &ldquo;macho&rdquo; pela &ldquo;f\u00eamea&rdquo; \u00e9 intenso, pois v\u00e1rias delas sobem ao palco a cada espet\u00e1culo e eles conseguem satisfaz\u00ea-las sempre, ainda que no plano da fantasia.<BR>  <P>A centraliza\u00e7\u00e3o da atividade enquanto caracter\u00edstica masculina aparece nas encena\u00e7\u00f5es travadas no palco, desde as performances executadas, onde jamais figura sequer a mais remota refer\u00eancia \u00e0 passividade simbolizada pela penetra\u00e7\u00e3o anal masculina &#8211; que poderia existir de modo figurado mediante o uso de objetos, por exemplo -, bem como pelo controle da situa\u00e7\u00e3o, sempre mantido pelos sedutores a despeito das freq\u00fcentes iniciativas femininas de transgress\u00e3o da ordem, como j\u00e1 comentado.<BR>  <P>Al\u00e9m disso, a teatraliza\u00e7\u00e3o de uma boa performance (hetero)sexual confere ao sujeito o status de quem det\u00e9m um saber sobre as artes da sedu\u00e7\u00e3o e do erotismo e reafirma sua masculinidade enquanto cumpre o papel socialmente atribu\u00eddo ao seu g\u00eanero, de &ldquo;predador heterossexual&rdquo; sempre disposto \u00e0 intera\u00e7\u00e3o er\u00f3tica. O homoerotismo est\u00e1 ausente tanto nas cenas travadas no palco quanto no discurso dos\/as informantes. A imagem de virilidade est\u00e1 associada \u00e0 heterossexualidade e a figura do casal heterogen\u00e9rico sup\u00f5e o binarismo sexual \/ gen\u00e9rico.<BR>  <P><B>No Clube das Mulheres, ao mesmo tempo em que algumas freq\u00fcentadoras disputam para subir ao palco e contracenar com o <I>stripper<\/I>, pretendem se colocar em posi\u00e7\u00e3o de submiss\u00e3o aos dan\u00e7arinos. Como a sra. interpreta essa ambig\u00fcidade ou invers\u00e3o relativa de valores? <\/B> <P>O espet\u00e1culo de strip-tease masculino para mulheres parece, em seu aspecto exterior, uma invers\u00e3o do roteiro sexual tradicional, em cujos termos a mulher figura como objeto sexual passivo e o homem como consumidor e dominante. Apesar desta apar\u00eancia, esse tipo de espet\u00e1culo preserva a domina\u00e7\u00e3o masculina. O desejo das consumidoras tem, paradoxalmente, um importante peso nesta preserva\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que elas querem ver ali um homem. <I>Strippers<\/I> t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de seduzir a fim de atender \u00e0 fantasia deste p\u00fablico, que ao pagar por isso se coloca numa posi\u00e7\u00e3o ativa: a de exigir ser seduzida. A mulher \u00e9 simultaneamente ativa (pagando) e passiva (sendo seduzida). Ele, sujeito da sedu\u00e7\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m objeto, um objeto fetichizado. A posi\u00e7\u00e3o de objeto &ndash; feminilizante &ndash; dos sedutores \u00e9 anulada pela conjun\u00e7\u00e3o de dois elementos: a demanda por virilidade e o v\u00ednculo heterossexual entre clientela e <I>strippers<\/I>, cuja masculinidade \u00e9 assim refor\u00e7ada.<BR>  <P>J\u00e1 elas podem ser ativas at\u00e9 certo ponto; est\u00e3o ali por op\u00e7\u00e3o e escolhem candidatar-se a subir ao palco ou n\u00e3o, mas lhes \u00e9 vedado abdicar da passividade \u00e0 medida que devem assumir uma postura de submiss\u00e3o ao controle do <I>sedutor<\/I>, transformando-se em um &ldquo;objeto na m\u00e3o dele&rdquo;, como verbalizou um dos organizadores. Entretanto, elas aderem a esta norma voluntariamente, optam por isso. Pagam para estar ali e disputam um espa\u00e7o no palco. O desejo de ser objeto do desejo daqueles homens destitui em parte o car\u00e1ter de submiss\u00e3o veiculado nestas cenas, pois elas s\u00e3o donas da sua vontade. N\u00e3o podem fazer tudo o que querem, mas demonstram querer &ndash; muito &#8211; tudo o que fazem ali. \u00c9 um jogo, onde domina\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o s\u00e3o intercambi\u00e1veis, oscilam entre os <I>strippers<\/I> e as clientes, com preval\u00eancia dos primeiros. Elas querem ser &ldquo;seduzidas&rdquo; pelos sedutores, que para cumprir esta fantasia precisam conduzi-las no palco.<BR>  <P><B>Em suas visitas ao Clube, notou algum perfil et\u00e1rio, \u00e9tnico e social que prevalecesse entre as freq\u00fcentadoras?<\/B>  <P>S\u00e3o mulheres majoritariamente brancas, de todas as idades (com preval\u00eancia de jovens), pertencentes em sua maioria \u00e0 classe m\u00e9dia baixa. <\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La psic\u00f3loga Marion Arent habla sobre su observaci\u00f3n de los rituales y performances caracter\u00edsticos de un Club de Mujeres, lugar de strip-tease masculino donde lo er\u00f3tico existe como medio emancipatorio para sus frecuentadoras.<I>(Texto en portugu\u00e9s)<\/I><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1228","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - 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