{"id":1231,"date":"2009-12-02T00:00:00","date_gmt":"2009-12-02T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2009\/12\/02\/aun-falta-mucho-por-hacer\/"},"modified":"2009-12-02T00:00:00","modified_gmt":"2009-12-02T02:00:00","slug":"aun-falta-mucho-por-hacer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/aun-falta-mucho-por-hacer\/1231\/","title":{"rendered":"\u00abA\u00fan falta mucho por hacer\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Dados divulgados na quarta-feira, 25 de novembro, pela Secretaria Especial de Pol\u00edticas para as Mulheres, indicam que a maioria das mulheres que buscaram a Central de Atendimento \u00e0 Mulher (Disque 180), entre 2007 e 2009, \u00e9 negra (43,3%) e que 93% das den\u00fancias foram feitas pelas pr\u00f3prias v\u00edtimas. Na an\u00e1lise da m\u00e9dica e pesquisadora Jurema Werneck, coordenadora da <a href=\"http:\/\/www.criola.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ONG Criola<\/A>&nbsp;e representante do Movimento Negro no Conselho Nacional de Sa\u00fade, o quadro \u00e9 resultado do racismo patriarcal.<BR>  <P>&ldquo;O modelo da sociedade brasileira \u00e9 racista &#8211; brancas e brancos vivem privil\u00e9gios em rela\u00e7\u00e3o a todos os demais grupos. Todo mundo sabe a intensidade destas viol\u00eancias, a diferen\u00e7a \u00e9 que n\u00f3s, mulheres negras, recusamos a naturaliza\u00e7\u00e3o do quadro&rdquo;, diz ela, que, em 2007, defendeu a tese de doutorado na Escola de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro. &ldquo;O samba segundo as ialod\u00eas: mulheres negras e a cultura midi\u00e1tica&rdquo; na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, ialod\u00ea \u00e9 termo apropriado pelo movimento social de mulheres negras brasileiro para nomear atributos de lideran\u00e7a e representa\u00e7\u00e3o.<BR>  <P>Segundo Jurema Werneck, o dia 20 de novembro &ndash; no Brasil, Dia da Consci\u00eancia Negra &ndash; \u00e9 uma oportunidade para a sociedade reafirmar seu compromisso com o anti-racismo. &ldquo;Para a mulher e o homem negros, a data significa empoderamento e conquista. Se, numa compara\u00e7\u00e3o bem simples, consider\u00e1ssemos o racismo como o alcoolismo, a data seria uma oportunidade para agirmos da mesma forma que o alco\u00f3latra faz: assumir que tem o problema e, a cada dia, desenvolver a luta profunda que \u00e9 reafirmar seu compromisso com a sobriedade. O 20 de novembro \u00e9 este momento de fazer isto em rela\u00e7\u00e3o ao racismo&rdquo;, analisa. Na entrevista a seguir, a pesquisadora (que herdou o nome de uma divindade ind\u00edgena, a cabocla Jurema) fala dos sistemas de domina\u00e7\u00e3o e inferioriza\u00e7\u00e3o constru\u00eddos a partir das categorias ra\u00e7a\/cor da pele e sexo e explica o que certa vez quis dizer quando afirmou em um de seus textos: &ldquo;As mulheres negras n\u00e3o existem&rdquo;.<BR>  <P><B>Que papel representa hoje a mulher negra na sociedade brasileira, tendo em vista que, como a sra. mesmo sinaliza em seus textos, sua a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica &ndash; enquanto forma organizacional de luta &ndash; vem desde os tempos do Brasil col\u00f4nia? Qual a sua posi\u00e7\u00e3o na escala social, levando em conta as disparidades raciais e as desigualdades de g\u00eanero e seus efeitos sobre a escolaridade e a sa\u00fade? <\/B> <P>O racismo patriarcal se ap\u00f3ia na hiper-explora\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o cultural e econ\u00f4mica das popula\u00e7\u00f5es, com forte espolia\u00e7\u00e3o sobre as mulheres negras. Todo mundo sabe a intensidade destas viol\u00eancias, a diferen\u00e7a \u00e9 que n\u00f3s mulheres negras recusamos a naturaliza\u00e7\u00e3o do quadro. Por outro lado, ao explicitarmos a longa trajet\u00f3ria de luta, o que queremos \u00e9 destacar que mulheres negras n\u00e3o devem ser compreendidas somente pelo vi\u00e9s da subordina\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m por sua capacidade de articula\u00e7\u00e3o, lideran\u00e7a e luta, que permitem que estejamos no s\u00e9culo XXI posicionadas como interlocutoras para as transforma\u00e7\u00f5es sociais que necessitamos.<BR>  <P><B>O Brasil tem se destacado no cen\u00e1rio internacional pela ado\u00e7\u00e3o de mecanismos institucionais de promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial e de enfrentamento das disparidades raciais. Essas a\u00e7\u00f5es t\u00eam sido capazes de transformar as rela\u00e7\u00f5es raciais ou de alterar as condi\u00e7\u00f5es de vida de mulheres e homens negros no pa\u00eds? Que desafios ainda se apresentam?<\/B>  <P>O principal desafio \u00e9 transformar as rela\u00e7\u00f5es raciais. No est\u00e1gio atual das a\u00e7\u00f5es estatais, ainda estamos na fase de disputas em rela\u00e7\u00e3o a que mecanismos a sociedade brasileira deve dispor para esta tarefa gigantesca. Mas h\u00e1 ainda muito o que fazer, pois os diferentes agentes estatais ainda t\u00eam importantes focos de resist\u00eancias &ndash; maiores at\u00e9 do que aqueles que existem no conjunto da sociedade.<BR>  <P><B>Em que medida a positiva\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a\/g\u00eanero ou da identidade &ldquo;mulher negra&rdquo; favorece a luta pol\u00edtica contra um modelo de sociedade patriarcal, racializado, racista e heterossexista a que as mulheres se op\u00f5em?<\/B>  <P>O modelo da sociedade brasileira \u00e9 racista &#8211; brancas e brancos vivem privil\u00e9gios em rela\u00e7\u00e3o a todos os demais grupos. Mas \u00e9 complexificado por seu vi\u00e9s patriarcal. A positiva\u00e7\u00e3o tem sido uma estrat\u00e9gia fundamental &#8211; e bem sucedida &#8211; dos diferentes grupos em desvantagem. Pois permite tamb\u00e9m fazer circular informa\u00e7\u00f5es e atitude que confrontem os postulados de inferioridade colocados sobre n\u00f3s. Ao mesmo tempo, entre n\u00f3s, positiva\u00e7\u00e3o n\u00e3o quer dizer inventar possibilidades sobre-humanas para n\u00f3s, mas sim valorizar aspectos do que somos e que s\u00e3o negados pelas ideologias hegem\u00f4nicas. As identidades n\u00e3o s\u00e3o necessariamente totalizantes, se s\u00e3o vistas como estrat\u00e9gias pol\u00edticas. N\u00e3o existe um desejo fascista de auto-encarceramento nas identidades. Existe uma agrupa\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7as em favor da constru\u00e7\u00e3o de lutas comuns para confrontar o racismo patriarcal. O que queremos \u00e9 mudar o mundo e n\u00e3o criar um peda\u00e7o de humanidade s\u00f3 para n\u00f3s.<BR>  <P><B>A sra. certa vez afirmou em um de seus textos que &ldquo;As mulheres negras n\u00e3o existem&rdquo; e que elas &ldquo; devem ser compreendidas como uma *articula\u00e7\u00e3o de heterogeneidade&rdquo;*. Poderia explicar esta posi\u00e7\u00e3o?<\/B>  <P>Foi um di\u00e1logo com a afirmativa de Simone de Beauvoir, de que \u00abn\u00e3o se nasce mulher, torna-se\u00bb. Ou seja, n\u00e3o existe uma determina\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica que nos fa\u00e7a mulheres negras. Mas sim, diferentes sujeit@s que se agrupam na vig\u00eancia de sistemas racistas patriarcais. Com isso, preciso reconhecer que n\u00e3o somos todas iguais, mas estamos juntas n\u00e3o somente por identidades culturais, mas fundamentalmente, por uma perspectiva pol\u00edtica, ideol\u00f3gica de supera\u00e7\u00e3o do quadro de subordina\u00e7\u00e3o.<BR>  <P><B>De que forma se d\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o do sistema de subordina\u00e7\u00e3o e inferioriza\u00e7\u00e3o de uns indiv\u00edduos a partir das categorias ra\u00e7a e sexo?<\/B>  <P>S\u00e3o processos complexos que, no ocidente e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s popula\u00e7\u00f5es de pele escura, implicam numa constru\u00e7\u00e3o em que a ra\u00e7a assume relev\u00e2ncia principal, estabelecendo patamares inferiores de ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os sociais e simb\u00f3licos para estas pessoas e grupos. \u00c0s estruturas racistas, agregam-se, potencializando suas a\u00e7\u00f5es, o sexismo (inferiorizando as mulheres, bem como aquelas cujas identidades de g\u00eanero s\u00e3o divergentes da norma). Tal situa\u00e7\u00e3o pode ser visualizada pelas estruturas de classe social resultantes: como disse Stuart Hall, \u00abclasse \u00e9 o modo como a ra\u00e7a \u00e9 vivida\u00bb, por\u00e9m com diferenciais entre mulheres e homens destes grupos.<BR> <\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Despu\u00e9s de celebrar otro D\u00eda de la Consciencia Negra en el Brasil (20\/11), datos&nbsp;indican que las mujeres negras son quienes m\u00e1s acudieron a la Central de Atendimiento a la Mujer, entre 2007 y 2009. \u00abTodo mundo sabe la intensidad de estas violencias, la diferencia es que nosotras recusamos su naturalizaci\u00f3n\u00bb, dice la investigadora Jurema Werneck. <EM>(Texto en portugu\u00e9s)<\/EM><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1231","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>&quot;A\u00fan falta mucho por hacer&quot; - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/aun-falta-mucho-por-hacer\/1231\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"&quot;A\u00fan falta mucho por hacer&quot; - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Despu\u00e9s de celebrar otro D\u00eda de la Consciencia Negra en el Brasil (20\/11), datos&nbsp;indican que las mujeres negras son quienes m\u00e1s acudieron a la Central de Atendimiento a la Mujer, entre 2007 y 2009. &quot;Todo mundo sabe la intensidad de estas violencias, la diferencia es que nosotras recusamos su naturalizaci\u00f3n&quot;, dice la investigadora Jurema Werneck. 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