{"id":1235,"date":"2009-12-09T00:00:00","date_gmt":"2009-12-09T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2009\/12\/09\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/"},"modified":"2009-12-09T00:00:00","modified_gmt":"2009-12-09T02:00:00","slug":"panorama-del-sida-en-el-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/","title":{"rendered":"Panorama del Sida en el Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Nos dias 14, 15 e16 de dezembro, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) estar\u00e1 realizando, em Porto Alegre, o semin\u00e1rio &ldquo;Estudos e Pesquisas em DST\/HIV\/AIDS. Determinantes Epidemiol\u00f3gicos e S\u00f3cio-comportamentais&rdquo;. Trata-se de um evento cujo objetivo \u00e9 congregar diferentes \u00e1reas do saber para debaterem a quest\u00e3o da AIDS no Brasil. No dia 15, a antrop\u00f3loga Andr\u00e9a Fachel Leal, professora da Medicina e do Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NUPACS-UFRGS) e do Centro de Estudos da AIDS do Rio Grande do Sul (CEARGS), participar\u00e1 de uma mesa sobre Determinantes Comportamentais e Sociais da epidemia de HIV\/AIDS. Na entrevista que se segue, Andr\u00e9a discute importantes quest\u00f5es relacionadas \u00e0 AIDS.<BR>  <P><B>Como est\u00e1 o panorama da AIDS atualmente no Brasil, em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento sexual da popula\u00e7\u00e3o?<\/B>  <P>A epidemia de AIDS tem diferentes caracter\u00edsticas nas diversas regi\u00f5es do mundo. E dentro do Brasil, pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais, n\u00e3o \u00e9 diferente: a epidemia apresenta diferentes din\u00e2micas nas v\u00e1rias regi\u00f5es. Vamos considerar por um instante as vias de transmiss\u00e3o do HIV: rela\u00e7\u00f5es sexuais sem prote\u00e7\u00e3o, material perfuro-cortante n\u00e3o esterilizado, transfus\u00e3o de sangue infectado, e a transmiss\u00e3o vertical (de m\u00e3e para filho, quando a crian\u00e7a \u00e9 infectada pelo v\u00edrus durante a gesta\u00e7\u00e3o). A din\u00e2mica da epidemia depende de algumas formas espec\u00edficas de contato entre pessoas, do acesso que as pessoas t\u00eam aos servi\u00e7os de sa\u00fade e \u00e0 sua qualidade, do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e a informa\u00e7\u00f5es, entre outros fatores. Regi\u00f5es do pa\u00eds que s\u00e3o mais urbanizadas, mais densamente povoadas, que t\u00eam mais servi\u00e7os, portanto, t\u00eam caracter\u00edsticas diferentes no que diz respeito \u00e0 AIDS. Nesse sentido, percebe-se que n\u00e3o \u00e9 por acaso que a epidemia de AIDS no Brasil ainda se concentra nas regi\u00f5es Sul e Sudeste. Assim como n\u00e3o \u00e9 por acaso que regi\u00f5es de fronteira e cidades portu\u00e1rias, por onde historicamente circulam pessoas e bens (simb\u00f3licos e materiais &ndash; l\u00edcitos ou il\u00edcitos), concentram casos de HIV\/AIDS.<BR>  <P>Especificamente no caso das rela\u00e7\u00f5es sexuais, penso que nunca \u00e9 demais dizer que essas s\u00e3o uma forma de rela\u00e7\u00e3o social &ndash; uma rela\u00e7\u00e3o que envolve (pelo menos) duas pessoas. Sendo assim, as rela\u00e7\u00f5es sexuais tamb\u00e9m podem envolver rela\u00e7\u00f5es de poder, identidades sociais, estigmas e preconceitos. As rela\u00e7\u00f5es sociais &ndash; e portanto as rela\u00e7\u00f5es sexuais &ndash; podem envolver muitas desigualdades e diferen\u00e7as entre as pessoas. Tais desigualdades se traduzem em habilidades e capacidades diferenciadas quando se trata de decidir sobre o uso da camisinha, por exemplo. Nem todos\/as conseguem tomar decis\u00f5es da mesma forma a esse respeito. Nem todos\/as t\u00eam as informa\u00e7\u00f5es sobre o preservativo e como us\u00e1-lo. E nem todos\/as t\u00eam acesso ao insumo em si, isto \u00e9, ao pr\u00f3prio preservativo (masculino ou feminino).<BR>  <P>Conforme demonstrado pelo estudo GRAVAD &ndash; pesquisa realizada nas cidades do Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre &ndash; a idade de inicia\u00e7\u00e3o sexual de homens e mulheres v\u00eam se aproximando, mas os homens ainda se iniciam mais cedo do que as mulheres. A dist\u00e2ncia entre homens e mulheres quanto \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 menor em Porto Alegre do que em Salvador. Quer dizer: o modelo tradicional, em que os homens s\u00e3o identificados com o sexo enquanto as mulheres devem se &ldquo;resguardar&rdquo;, est\u00e1 mudando aos poucos no Brasil. Outro exemplo: h\u00e1 apenas algumas d\u00e9cadas, a mulher &ldquo;desquitada&rdquo;, bem como a &ldquo;concubina&rdquo;, eram estigmatizadas. Hoje, depois da institui\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do div\u00f3rcio, muitos segmentos da sociedade v\u00eam percebendo que o casamento pode n\u00e3o dar certo; a mulher &ldquo;desquitada&rdquo; virou divorciada. Desde a constitui\u00e7\u00e3o de 1988, a mulher que vive junto, sem ser casada, passou a estar numa &ldquo;uni\u00e3o est\u00e1vel&rdquo; e n\u00e3o mais ser uma mulher que &ldquo;vive em concubinato&rdquo;.<BR>  <P>Em termos de comportamento sexual, observa-se ent\u00e3o que as mulheres podem come\u00e7ar a ter rela\u00e7\u00f5es sexuais mais cedo, n\u00e3o necessariamente apenas quando casam, e podem ter mais de um parceiro sexual ao longo de suas vidas. Talvez essa seja uma das explica\u00e7\u00f5es para uma epidemia que vem se &ldquo;heterossexualizando&rdquo;. No in\u00edcio da epidemia no Brasil, os casos notificados de AIDS eram majoritariamente de homens. Atualmente, a propor\u00e7\u00e3o de casos notificados de AIDS \u00e9, em algumas partes, como o Rio Grande de Sul, de 1:1, isto \u00e9, para cada um homem existe uma mulher.<BR>  <P>Paradoxalmente, talvez outra explica\u00e7\u00e3o para a &ldquo;heterossexualiza\u00e7\u00e3o&rdquo; seja justamente o contr\u00e1rio: as desigualdades que persistem entre homens e mulheres, que fazem com que as mulheres tenham menos ou nenhum poder quando se trata de exigir o uso do preservativo numa rela\u00e7\u00e3o sexual, que as mulheres sejam as principais v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica, que as mulheres continuem a ser pensadas e tratadas nos servi\u00e7os de sa\u00fade exclusivamente como &ldquo;m\u00e3es em potencial&rdquo; e por isso mesmo s\u00f3 recebem orienta\u00e7\u00e3o e insumos relativos \u00e0 contracep\u00e7\u00e3o.<BR>  <P><B>Os dados mais recentes da OMS indicam que, em todo o mundo, a contamina\u00e7\u00e3o por HIV diminuiu 17% em oito anos e que, entre os anos de 2007 e 2008, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que tiveram acesso a tratamento passou de 7% para 42%. Isso pode ser lido como um avan\u00e7o?<\/B>  <P>Certamente, a diminui\u00e7\u00e3o de casos, por um lado, e a amplia\u00e7\u00e3o ao acesso no tratamento, por outro, s\u00e3o avan\u00e7os globais. No Brasil, observamos justamente que os epidemiologistas apontam para uma &ldquo;estabiliza\u00e7\u00e3o&rdquo; da epidemia, e somos um modelo mundial no que diz respeito ao tratamento. Os avan\u00e7os s\u00e3o fr\u00e1geis, entretanto. Para cada indiv\u00edduo que conhece seu status sorol\u00f3gico &ndash; sabe se tem HIV+ &ndash; estima-se que pelo menos outros dois o desconhe\u00e7am. Da\u00ed vem a preocupa\u00e7\u00e3o no Brasil com campanhas como a Fique Sabendo, promovida pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, incentivando a testagem. Quanto antes eu souber, mais posso me cuidar e mais cedo posso ingressar no sistema de sa\u00fade.<BR>  <P>Cortes or\u00e7ament\u00e1rios e modelos econ\u00f4micos adotados em \u00e2mbito nacional que pregam diminui\u00e7\u00e3o de gastos p\u00fablicos em campos sociais, como a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o, podem significar retrocessos.<BR>  <P>Ainda dois coment\u00e1rios sobre a diminui\u00e7\u00e3o na contamina\u00e7\u00e3o por HIV. Primeiro, deve-se salientar que de modo geral os epidemiologistas trabalham com uma estimativa do n\u00famero de pessoas vivendo com HIV. A maioria dos pa\u00edses, e isso inclui o Brasil, t\u00eam dados sobre casos notificados de AIDS. O tempo que transcorre em m\u00e9dia entre a soroconvers\u00e3o e o desenvolvimento da doen\u00e7a, num indiv\u00edduo sem acesso a tratamento, \u00e9 de sete anos. A diminui\u00e7\u00e3o de casos notificados portanto pode estar relacionada tanto a uma diminui\u00e7\u00e3o na transmiss\u00e3o do HIV que ocorreu h\u00e1 quase uma d\u00e9cada quanto pode estar relacionada a um maior ingresso de pessoas no sistema de sa\u00fade, fazendo testagem e tendo acesso aos medicamentos. O que me leva ao segundo coment\u00e1rio: para que possamos atribuir a diminui\u00e7\u00e3o de casos de AIDS a um conjunto de causas e, especialmente, a um modelo espec\u00edfico de preven\u00e7\u00e3o e tratamento, faz-se necess\u00e1rio que haja maior n\u00famero de pesquisas cient\u00edficas no campo do monitoramento e da avalia\u00e7\u00e3o.<BR>  <P><B>Mas ao mesmo tempo que existem avan\u00e7os, h\u00e1 retrocessos. Em Uganda, por exemplo, um projeto prop\u00f5e pena de morte para o que chamam de \u00abcrime de homossexualismo agravado\u00bb &#8211; quando um indiv\u00edduo soropositivo contamina outro atrav\u00e9s de rela\u00e7\u00f5es homossexuais. Como pensar tal situa\u00e7\u00e3o?<\/B>  <P>Modelos de preven\u00e7\u00e3o e de tratamento devem ser melhor analisados e avaliados. O modelo adotado em Uganda, com amplo apoio t\u00e9cnico, humano, material e financeiro de ag\u00eancias dos EUA, foi a pol\u00edtica do ABC: Abstinence, Be faithful, Condoms. Ou seja: em primeiro lugar, pregar a abstin\u00eancia sexual como forma de preven\u00e7\u00e3o ao HIV; em segundo, a monogamia; e, se tudo o mais falhar, use camisinha. \u00c9 um modelo baseado em valores bastante conservadores. E em Uganda observou-se uma redu\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica de casos de AIDS, o que foi evidentemente atribu\u00eddo ao modelo ABC. A estigmatiza\u00e7\u00e3o da homossexualidade em sua forma mais radical &ndash; criminaliza\u00e7\u00e3o e pena de morte &ndash; deve ser entendida no \u00e2mbito de um conjunto mais amplo de valores sociais e dentro de um modelo de sa\u00fade extremamente conservador. O modelo brasileiro de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentado com freq\u00fc\u00eancia como a ant\u00edtese de Uganda: um modelo pautado pela defesa dos direitos humanos, especialmente de direitos sexuais e de direitos reprodutivos.<BR>  <P><B>Qual sua opini\u00e3o acerca das campanhas de preven\u00e7\u00e3o\/conscientiza\u00e7\u00e3o feitas no Brasil?<\/B>  <P>Campanhas embasadas em direitos sexuais e direitos reprodutivos, que valorizam os direitos humanos, como as campanhas brasileiras, s\u00e3o extremamente positivas. A pol\u00edtica nacional de DST\/AIDS \u00e9, nos \u00faltimos vinte anos, est\u00e1vel e coerente de modo geral. \u00c9 uma pol\u00edtica que vem integrando de forma consistente sa\u00fade e direitos humanos. Pautam-se as a\u00e7\u00f5es pela inclus\u00e3o e pela n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o. Cada vez mais, a pol\u00edtica brasileira vem tamb\u00e9m buscando integrar sa\u00fade e desenvolvimento, o que \u00e9 positivo.<BR>  <P><B.PODEMOS b jovens?< mais os entre sobretudo transmiss\u00edveis, sexualmente doen\u00e7as de preservativos) uso o (como preven\u00e7\u00e3o h\u00e1bitos &ldquo;relaxar&rdquo; ajudando est\u00e1 soropositivos, aos maior sobrevida uma garantem que HIV, ao combate no eficientes drogas descoberta afirmar a> <P>Alguns pesquisadores sustentam a hip\u00f3tese de que, no in\u00edcio, a AIDS era vista como uma terr\u00edvel doen\u00e7a, uma senten\u00e7a de morte, e que, com o advento da terapia anti-retroviral, a AIDS teria passado a ser vista como uma doen\u00e7a cr\u00f4nica. Sendo percebida como &ldquo;menos grave&rdquo;, haveria um relaxamento no que diz respeito \u00e0 preven\u00e7\u00e3o. Talvez essa seja a explica\u00e7\u00e3o para uma parcela das pessoas. J\u00e1 li em sites de not\u00edcias que jovens HIV- de pa\u00edses como a Austr\u00e1lia estavam tomando ARV um pouco depois de rela\u00e7\u00f5es desprotegidas, como uma esp\u00e9cie de &ldquo;p\u00edlula do dia seguinte&rdquo; para AIDS.<BR>  <P>Mas a verdade \u00e9 que muitos dos estudos de que dispomos no Brasil sobre o uso do preservativo mostram que, a m\u00e9dio e longo prazo, o n\u00famero de pessoas que faz uso da camisinha desde a sua inicia\u00e7\u00e3o sexual &ndash; jovens &ndash;vem aumentando. A popula\u00e7\u00e3o que tem hoje mais de 60 anos, que em sua esmagadora maioria n\u00e3o usou preservativo no princ\u00edpio de sua vida sexual, \u00e9 onde hoje encontramos grande dificuldade e at\u00e9 resist\u00eancia nos h\u00e1bitos de preven\u00e7\u00e3o.<BR>  <P><B>Quais os desafios encontrados no que diz respeito \u00e0 medicaliza\u00e7\u00e3o de portadores do HIV? Mais ainda, quais as barreiras a serem superadas para que possamos ter pol\u00edticas p\u00fablicas mais eficazes no tratamento da AIDS no Brasil?<\/B>  <P>Enquanto n\u00e3o existe cura definitiva para a AIDS, temos de continuar investindo nas duas frentes: preven\u00e7\u00e3o e tratamento universal. Um desafio no \u00e2mbito do tratamento diz respeito ao debate sobre a propriedade intelectual &ndash; especificamente, a patente de medicamentos. Outro desafio importante diz respeito \u00e0 integra\u00e7\u00e3o de diferentes servi\u00e7os e programas, inclusive no que diz respeito ao tratamento: muitas vezes, as mesmas pessoas que s\u00e3o portadoras do HIV, s\u00e3o tamb\u00e9m pacientes de hepatites ou de tuberculose. A integra\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito de servi\u00e7os tamb\u00e9m deve ser aprofundada no que diz respeito \u00e0 preven\u00e7\u00e3o: a discuss\u00e3o sobre redu\u00e7\u00e3o de danos quanto ao uso de drogas e servi\u00e7os de sa\u00fade que d\u00eaem conta do consumo abusivo de \u00e1lcool e drogas, por exemplo, deve ser ampliada; a integra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade nos casos de viol\u00eancia sexual, com oferta de testagem para HIV, profilaxia e abortamento legal \u00e9 outro desafio importante. <\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La antrop\u00f3loga Andr\u00e9a Fachel Leal, participante del seminario \u00abEstudios e Investigaciones en ETS\/VIH\/SIDA: Determinantes Epidemiol\u00f3gicos y Sociocomportamentales\u00bb, que se realizar\u00e1 entre el 14 y 16 de diciembre en Porto Alegre, discute&nbsp;las caracter\u00edsticas del&nbsp;contexto del SIDA en el Brasil. <EM>(Texto en portugu\u00e9s)<\/EM><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1235","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Panorama del Sida en el Brasil - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Panorama del Sida en el Brasil - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"La antrop\u00f3loga Andr\u00e9a Fachel Leal, participante del seminario &quot;Estudios e Investigaciones en ETS\/VIH\/SIDA: Determinantes Epidemiol\u00f3gicos y Sociocomportamentales&quot;, que se realizar\u00e1 entre el 14 y 16 de diciembre en Porto Alegre, discute&nbsp;las caracter\u00edsticas del&nbsp;contexto del SIDA en el Brasil. (Texto en portugu\u00e9s)\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2009-12-09T02:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/\",\"name\":\"Panorama del Sida en el Brasil - CLAM - ES\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\"},\"datePublished\":\"2009-12-09T02:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Panorama del Sida en el Brasil\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\",\"name\":\"CLAM - ES\",\"description\":\"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/clam.fw2web.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Panorama del Sida en el Brasil - CLAM - ES","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"Panorama del Sida en el Brasil - CLAM - ES","og_description":"La antrop\u00f3loga Andr\u00e9a Fachel Leal, participante del seminario \"Estudios e Investigaciones en ETS\/VIH\/SIDA: Determinantes Epidemiol\u00f3gicos y Sociocomportamentales\", que se realizar\u00e1 entre el 14 y 16 de diciembre en Porto Alegre, discute&nbsp;las caracter\u00edsticas del&nbsp;contexto del SIDA en el Brasil. (Texto en portugu\u00e9s)","og_url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/","og_site_name":"CLAM - ES","article_published_time":"2009-12-09T02:00:00+00:00","author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Tiempo de lectura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/","name":"Panorama del Sida en el Brasil - CLAM - ES","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website"},"datePublished":"2009-12-09T02:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/panorama-del-sida-en-el-brasil\/1235\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clam.org.br\/es\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Panorama del Sida en el Brasil"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/","name":"CLAM - ES","description":"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"sameAs":["https:\/\/clam.fw2web.com.br"],"url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1235"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1235\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}