{"id":1244,"date":"2010-03-08T00:00:00","date_gmt":"2010-03-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2010\/03\/08\/resistir-por-los-derechos\/"},"modified":"2010-03-08T00:00:00","modified_gmt":"2010-03-08T03:00:00","slug":"resistir-por-los-derechos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/resistir-por-los-derechos\/1244\/","title":{"rendered":"Resistir por los derechos"},"content":{"rendered":"<p>Em 1910 ficou decidido, durante a II Confer\u00eancia Internacional das Mulheres Socialistas, na Dinamarca, que o 8 de mar\u00e7o passaria a ser o \u00abDia Internacional da Mulher\u00bb, em homenagem \u00e0s mulheres que morreram em uma f\u00e1brica de tecidos de Nova Iorque em 1857, ao reivindicarem por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. J\u00e1 entrado o s\u00e9culo 21, as mulheres passaram a ter uma presen\u00e7a maci\u00e7a no mercado de trabalho &ndash; embora ainda com diferen\u00e7as salariais e de oportunidades em rela\u00e7\u00e3o aos homens &ndash;, ganharam direito ao voto e, em v\u00e1rios pa\u00edses, foram eleitas presidente. O Brasil, por exemplo, pode vir a eleger este ano a primeira mulher presidente &ndash; h\u00e1 duas candidatas com reais possibilidades de vit\u00f3ria &ndash; um marco no centen\u00e1rio da data.<BR>  <P>Por outro lado, para muitas feministas brasileiras, esta d\u00e9cada ser\u00e1 marcada tamb\u00e9m pela palavra &ldquo;resist\u00eancia&rdquo;. &ldquo;Temos sofrido muitas derrotas de destitui\u00e7\u00e3o de direitos. Temos que resistir para n\u00e3o perder o que j\u00e1 conquistamos&rdquo;, diz Silvia Camur\u00e7a, integrante da organiza\u00e7\u00e3o SOS Corpo e da Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras. Na entrevista a seguir, ela fala da nova agenda do feminismo brasileiro, dos desafios que se imp\u00f5em \u00e0s mulheres nesta nova d\u00e9cada, e do marco das candidaturas de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) \u00e0 presid\u00eancia do Brasil.<BR>  <P><B>Como avalia o caminho tra\u00e7ado pelo movimento feminista no momento em que se comemora o centen\u00e1rio do Dia Internacional da Mulher? <\/B> <P>Nesses 100 anos, o movimento feminista se tornou uma proposta irrevers\u00edvel no mundo, enquanto proposi\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o de luta. Uma organiza\u00e7\u00e3o que se espalhou pelo mundo, se enraizou entre todas as camadas da popula\u00e7\u00e3o e setores de organiza\u00e7\u00e3o de mulheres. Termos diferentes express\u00f5es do feminismo &ndash; feminismo acad\u00eamico, movimentos de mulheres jovens, negras, ind\u00edgenas, trabalhadoras rurais, l\u00e9sbicas etc. Os grupos de base cresceram de maneira inimagin\u00e1vel. O que garante a perman\u00eancia do feminismo no mundo \u00e9 seu enorme enraizamento.<BR>  <P><B>Qual a agenda do movimento para o s\u00e9culo 21? Que desafios ainda se apresentam?<\/B>  <P>H\u00e1 um ponto novo e os outros s\u00e3o atualiza\u00e7\u00f5es. Para o s\u00e9culo 21, persiste a agenda contra a viol\u00eancia, pela autonomia do corpo e os direitos reprodutivos, e pela paridade na pol\u00edtica. Na Am\u00e9rica Latina persiste com muita for\u00e7a a luta feminista nas pol\u00edticas p\u00fablicas. As mulheres das classes populares precisam do Estado para garantir seus direitos. No entanto, de dez anos para c\u00e1 tem se colocado uma agenda nova, que \u00e9 a crise do modelo de produ\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da economia. O modelo atual de produ\u00e7\u00e3o e consumo, al\u00e9m de injusto (o que j\u00e1 se sabia h\u00e1 cem anos), tem se mostrado insustent\u00e1vel, que \u00e9 uma consci\u00eancia nova assumida recentemente. N\u00f3s, mulheres, temos que enfrentar o debate sobre a necessidade no modelo de produ\u00e7\u00e3o e consumo. Ao mesmo tempo em que a sociedade consumista n\u00e3o garante o direito ao consumo de forma igualit\u00e1ria, ela estimula o consumismo por parte dos setores de maior poder aquisitivo, o que acaba por excluir a maioria das pessoas do consumo. Isso chegou a um limite eticamente inaceit\u00e1vel e se apresenta como um desafio para o feminismo porque essa sociedade se assenta sobre a explora\u00e7\u00e3o das pessoas e da natureza. N\u00e3o \u00e0 toa que os grandes movimentos no s\u00e9culo 21 ser\u00e3o o de povos ind\u00edgenas e da popula\u00e7\u00e3o negra. A consci\u00eancia social sobre esta problem\u00e1tica traz para o feminismo uma nova agenda, que \u00e9 o repensar do padr\u00e3o civilizat\u00f3rio das pessoas com a natureza. A economia do cuidado \u00e9 uma nova proposi\u00e7\u00e3o feminista neste campo.<BR>  <P><B>Falando em velhas bandeiras, falta ainda muito para falarmos em iguais direitos?<\/B>  <P>Falta para as mulheres alcan\u00e7arem os direitos que n\u00e3o temos na pr\u00e1tica. H\u00e1 uma consci\u00eancia social de que \u00e9 legitimo as mulheres terem direitos iguais aos dos homens, mas todos sabemos que na pr\u00e1tica as mulheres n\u00e3o t\u00eam a maioria desses direitos &#8211; nem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moradia, nem ao emprego, nem \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Seguimos discriminadas no ambiente de trabalho, seguimos como uma minoria nos espa\u00e7os de poder, seguimos sendo acusadas de criminosas quando praticamos aborto. Setores conservadores resistem \u00e0s conquistas do movimento e voltam a colocar a maternidade como imposi\u00e7\u00e3o, negando-nos a possibilidade de termos projetos de vida que n\u00e3o incluam a maternidade.<BR>  <P>Temos sofrido muitas derrotas de destitui\u00e7\u00e3o de direitos. Os servi\u00e7os de Aborto Legal em caso de estupro e risco de vida come\u00e7am a ser fechados; a Igreja aumenta seu poder na \u00e1rea de pol\u00edticas p\u00fablicas e estas come\u00e7am a retroceder, tanto no Brasil como em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. Temos que resistir para n\u00e3o perder o que j\u00e1 conquistamos. Quando falamos na viv\u00eancia dos direitos na pr\u00e1tica social cotidiana das mulheres, estamos longe da igualdade de direitos. A resist\u00eancia do Judici\u00e1rio \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha demonstra uma n\u00e3o compreens\u00e3o da gravidade do problema e uma dificuldade em aceitar o problema como uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica. Fazer valer os direitos na pr\u00e1tica \u00e9 um novo campo de luta que se instala. \u00c0s vezes ganhamos o debate na sociedade &ndash; hoje em dia, por exemplo, sabe-se que bater em mulher \u00e9 crime &ndash;, mas isto n\u00e3o se traduz na efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos, porque a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as entre o movimento e os poderes constitu\u00eddos esbarra nesta problem\u00e1tica. Outro exemplo: qualquer pessoa vai dizer que as mulheres s\u00e3o capazes de governar o Brasil. Entretanto, temos uma lei de cotas que n\u00e3o \u00e9 cumprida pelos partidos e nossos pol\u00edticos n\u00e3o aprovaram que os partidos pol\u00edticos fossem punidos por desrespeitarem tal lei ao n\u00e3o garantirem os 30% de representa\u00e7\u00e3o reservado \u00e0s mulheres.<BR>  <P><B>Por outro lado, pela primeira vez o pa\u00eds tem duas candidatas concorrendo \u00e0 presid\u00eancia, e com chances reais de vit\u00f3ria. Essas candidaturas femininas sinalizam um avan\u00e7o, n\u00e3o?<\/B>  <P>Certamente n\u00e3o deixa de ser um marco o fato de termos duas candidatas com possibilidades reais de serem bem sucedidas. Principalmente por serem duas candidatas que chegaram \u00e0 pol\u00edtica por milit\u00e2ncia pr\u00f3pria, n\u00e3o por serem filhas, esposas ou parentes de pol\u00edticos homens. As formas pelas quais elas chegaram \u00e0 pol\u00edtica s\u00e3o fatos novos: Dilma Rousseff \u00e9 uma ex-guerrilheira e Marina Silva \u00e9 uma ativista ambiental.<BR>  <P><B>Depois de aprovar o 3\u00ba Plano Nacional de Direitos Humanos, ao se ver pressionado por entidades religiosas e outros setores conservadores, o governo recuou publicamente, prometendo mudan\u00e7as na parte do texto referente ao aborto. Isso tem causado uma mobiliza\u00e7\u00e3o no movimento de mulheres. Como avalia este impasse?<\/B>  <P>N\u00e3o vejo isto como um impasse. Queremos o Plano inteiro, n\u00e3o pela metade. O Plano \u00e9 fruto de 50 Confer\u00eancias e, por isso, estamos do lado de c\u00e1 pressionando e defendendo a sua legitimidade. Em nosso pa\u00eds, a elite ainda n\u00e3o suporta a id\u00e9ia de democracia participativa. Tentam desqualificar o Plano, dizendo se tratar de uma estrat\u00e9gia eleitoreira. O Plano n\u00e3o tem nada a ver com elei\u00e7\u00f5es, ficou seis meses dispon\u00edvel para consulta p\u00fablica no site do governo. Estamos, sim, defendendo o Plano em sua integralidade.<BR>  <P><B>Ainda em rela\u00e7\u00e3o ao aborto, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir este ano a a\u00e7\u00e3o que solicita a descriminaliza\u00e7\u00e3o da interrup\u00e7\u00e3o da gravidez em caso de fetos anenc\u00e9falos. E o Projeto de Lei 1.135\/1991, depois de sepultado nas comiss\u00f5es de Seguridade Social e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a da C\u00e2mara dos Deputados, deve ser levado ao plen\u00e1rio. Acredita em algum avan\u00e7o nestes debates, sendo este um ano de elei\u00e7\u00f5es?<\/B>  <P>O fato de o Plano Nacional de Direitos Humanos contemplar a quest\u00e3o do aborto j\u00e1 \u00e9 um avan\u00e7o. Por\u00e9m, eu n\u00e3o acredito que na atual legislatura esta discuss\u00e3o v\u00e1 adiante. A composi\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional \u00e9 extremamente conservadora em rela\u00e7\u00e3o aos direitos sexuais e reprodutivos. N\u00e3o creio em nenhuma luta por direitos atrav\u00e9s de um Congresso que j\u00e1 realizou a CPI do aborto, uma CPI contra as ONGs e outra contra o MST. Pode ser que a partir de 2011 a discuss\u00e3o do aborto avance. No momento, nossas lutas s\u00e3o de resist\u00eancia, para n\u00e3o perdermos os direitos que j\u00e1 conquistamos. <\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La feminista Silvia Camur\u00e7a (SOS Corpo) habla sobre las conquistas y desaf\u00edos de las mujeres en 100 a\u00f1os de celebraci\u00f3n del 8 de marzo, y destaca el hecho de que el Brasil tiene, por la primera vez, dos mujeres con oportunidades reales de llegar a la presidencia del pa\u00eds. Para ella, es notable la forma aut\u00f3noma e independiente en que Marina Silva (foto) y Dilma Rousseff surgieron en la pol\u00edtica.<I>(Texto en portugu\u00e9s)<\/I><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Resistir por los derechos - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/resistir-por-los-derechos\/1244\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Resistir por los derechos - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"La feminista Silvia Camur\u00e7a (SOS Corpo) habla sobre las conquistas y desaf\u00edos de las mujeres en 100 a\u00f1os de celebraci\u00f3n del 8 de marzo, y destaca el hecho de que el Brasil tiene, por la primera vez, dos mujeres con oportunidades reales de llegar a la presidencia del pa\u00eds. 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