{"id":1303,"date":"2011-04-27T00:00:00","date_gmt":"2011-04-27T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2011\/04\/27\/sexualidad-en-la-cultura-norteamericana\/"},"modified":"2011-04-27T00:00:00","modified_gmt":"2011-04-27T03:00:00","slug":"sexualidad-en-la-cultura-norteamericana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/sexualidad-en-la-cultura-norteamericana\/1303\/","title":{"rendered":"Sexualidad en la cultura norteamericana"},"content":{"rendered":"<p>O livro <I>Gays, l\u00e9sbicas, <I>transgenders<\/I>: o caminho do arco-\u00edris na cultura norte-americana<\/I>, lan\u00e7ado pelo CLAM e pela EdUERJ, \u00e9 uma obra interdisciplinar: ele atravessa d\u00e9cadas de produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria <I>queer<\/I> contempor\u00e2nea, mapeando a hist\u00f3ria desse g\u00eanero nos Estados Unidos e sinalizando o percurso te\u00f3rico seguido pela autora Eliane Berutti.<BR>  <P>Professora de literatura e cultura norte-americana do Instituto de Letras da UERJ, Eliane Berutti seguiu os passos da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria <I>queer<\/I> nos Estados Unidos do final dos anos 1970 at\u00e9 os anos 2000. O trajeto dessas d\u00e9cadas abriu novos caminhos de pesquisa e viv\u00eancia para a autora do livro, que mudou o seu pr\u00f3prio rumo de pesquisa durante o projeto. &ldquo;Minha pesquisa sobre contos gays e l\u00e9sbicos teve in\u00edcio ap\u00f3s o meu doutorado, cujo foco envolveu romances norte-americanos da d\u00e9cada de 1960, uma \u00e9poca de revoltas, como a contracultura, o movimento pelos direitos civis, a Guerra do Vietn\u00e3. Hist\u00f3ria e Literatura sempre me acompanharam&rdquo;, afirma a autora.<BR>  <P>Durante a pesquisa de doutorado, lembra a autora, estavam sendo lan\u00e7adas nos Estados Unidos algumas antologias de contos gays e l\u00e9sbicos. &ldquo;Foi uma identifica\u00e7\u00e3o muito forte. Eu achei muito interessante essa vertente liter\u00e1ria e a elegi como objeto de estudo&rdquo;, recorda Eliane Berutti, que tamb\u00e9m conta no livro sua experi\u00eancia de conv\u00edvio e a relev\u00e2ncia da ativista <I>transgender<\/I> Sylvia Rivera, falecida em 2002, e que \u00e9 considerada um mito para o movimento <I>transgender<\/I>.<BR>  <P>Em entrevista ao CLAM, Eliane Berutti fala tamb\u00e9m sobre o panorama dos estudos sobre homocultura no Brasil.<BR>  <P><B>O que a levou a focar a literatura gay e l\u00e9sbica norte-americana como objeto de pesquisa?<\/B>  <P>Eu comecei a fazer essa pesquisa sobre contos gays e l\u00e9sbicos depois do doutorado em Hist\u00f3ria, no qual me debrucei sobre romances dos anos 1960 nos Estados Unidos, uma \u00e9poca de muitas revoltas: contracultura, movimento pelos direitos civis, Guerra do Vietn\u00e3. Fiz um trabalho interdisciplinar entre Literatura e Hist\u00f3ria.<BR>  <P>Quando eu estava nos Estados Unidos fazendo minha pesquisa de doutorado, sa\u00edram v\u00e1rias antologias de contos gays e l\u00e9sbicos. Eu achei muito interessante, me apaixonei por esses contos, e elegi como objeto de estudo essa tend\u00eancia da literatura norte-americana, que cada vez cresce mais.<BR>  <P><B>Como o estudo evoluiu e interferiu na sua trajet\u00f3ria de pesquisa?<\/B>  <P>Enquanto eu estudava esses contos, percebi que n\u00e3o dava para aplicar nenhuma teoria que eu j\u00e1 conhecia anteriormente. Eu deveria usar a teoria <I>queer<\/I>, que seria mais adequada para analisar essa produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria contempor\u00e2nea. Comecei a trabalhar ent\u00e3o com quest\u00f5es de teoria <I>queer<\/I> e depois, no meu p\u00f3s-doutorado, eu fui para os Estados Unidos. Fiquei um ano na New York University fazendo pesquisa sobre estudos <I>queer<\/I>. L\u00e1 eu conheci a Sylvia Rivera, falecida em 2002, e considerada a m\u00e3e do movimento <I>transgender<\/I>, a quem eu dedico meu livro. Ela mudou o percurso da minha pesquisa.<BR>  <P><B>Por qu\u00ea? Fale um pouco mais sobre a Sylvia Rivera.<\/B>  <P>Sylvia \u00e9 uma lenda, um mito. Eu tive muita sorte de conhec\u00ea-la. Ela morou na rua durante muito tempo e, cinco anos antes de falecer, foi morar numa casa no Brooklin, a Transy House, cuja propriet\u00e1ria era uma mulher transexual. Essa casa destinava-se basicamente a pessoas <I>transgender<\/I>. A Sylvia foi uma das fundadoras da organiza\u00e7\u00e3o STAR (Street Transvestite Action Revolutionaries). O objetivo delas era acolher os <I>transgenders<\/I> que viviam na rua. A situa\u00e7\u00e3o deles \u00e9 muito parecida com a das travestis aqui no Brasil. S\u00e3o pessoas expulsas pela fam\u00edlia e pela escola. A escola (primeiro e segundo grau), por exemplo, n\u00e3o aceita uma pessoa que transita entre os dois g\u00eaneros. Tornam-se semi-analfabetos, sem instru\u00e7\u00e3o. A Sylvia passou por isso, foi viver na rua e se prostituiu, passando por todos os problemas que a prostitui\u00e7\u00e3o implica. Viver na rua com um inverno como o dos Estados Unidos \u00e9 uma experi\u00eancia dolorosa. Ela fez um movimento para tentar retirar algumas dessas pessoas das ruas. Na \u00e9poca em que ela faleceu, eu visitei uma casa onde elas davam abrigo e comida de gra\u00e7a. Era um trabalho social fant\u00e1stico.<BR>  <P>Ela foi veterana da revolta de Stonewall, que foi o grande marco hist\u00f3rico no movimento pol\u00edtico de direitos de gays e l\u00e9sbicas. Eu assisti a uma palestra da Sylvia na NYU em 2001. Primeiramente, ela se considerava um homem gay. Depois se descobriu uma mulher e se tornou uma <I>drag queen<\/I>, como ela se intitulava. Quando eu a conheci, depois de um certo tempo de conversa, eu perguntei se ela tinha planos de fazer a cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o. E ela disse: &ldquo;em hip\u00f3tese nenhuma, ningu\u00e9m toca no meu p\u00eanis&rdquo;.<BR>  <P><B>Voltando aos contos gays, as obras analisadas s\u00e3o meramente ficcionais ou englobam motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas? Quais os temas mais frequentes nesses textos?<\/B>  <P>Em primeiro lugar, n\u00f3s, pesquisadores de literatura, separamos uma obra liter\u00e1ria de manifesto pol\u00edtico. S\u00e3o g\u00eaneros distintos. Nesses contos, h\u00e1 muito protesto social e pol\u00edtico. Por exemplo, os contos dos anos 1980 concentraram-se basicamente na tem\u00e1tica da AIDS, textos lindos, escritos principalmente por gays. Existe uma literatura em torno disso. Eu diria que o tema mais importante, nos EUA, \u00e9 o do <I>coming out<\/I>, ou seja, o drama pelo qual a pessoa passa para decidir se vai ou n\u00e3o sair do arm\u00e1rio, e depois decidir para quem vai contar (fam\u00edlia, amigos, colegas de trabalho).<BR>  <P>Muitos contos focam tamb\u00e9m a crise na adolesc\u00eancia. Outro tema frequente \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de gays e l\u00e9sbicas com suas fam\u00edlias. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o sempre muito tensa. Outros assuntos tamb\u00e9m se repetem: a descoberta do homoerotismo na adolesc\u00eancia e como o adolescente lida com isso; o comportamento do gay em rela\u00e7\u00e3o ao casamento heterossexual imposto pela sociedade e ao casamento gay; a rela\u00e7\u00e3o familiar problem\u00e1tica por causa da sexualidade, considerada desviante.<BR>  <P><B>E em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o ficcional l\u00e9sbica? <\/B> <P>Eu diria que um dos temas mais recorrentes nesta produ\u00e7\u00e3o \u00e9 o erotismo l\u00e9sbico e a quest\u00e3o <I>butch-femme<\/I>, um casal de l\u00e9sbicas. A <I>butch<\/I> expressa seu g\u00eanero de forma masculina e a <I>femme<\/I>, de forma feminina. Os textos tratam do relacionamento, da paquera, dos encontros, dos bares l\u00e9sbicos que frequentam. Muitas vezes esse relacionamento \u00e9 tratado de forma c\u00f4mica, como, por exemplo, em quadrinhos. E h\u00e1 a vertente do SM, o sadomasoquismo, que \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o em que esses dois adultos brincam com jogos e representam pap\u00e9is.<BR>  <P><B>Voc\u00ea mencionou a teoria <I>queer<\/I> como um recurso utilizado para desenvolver seu estudo. De que forma ela est\u00e1 articulada ao seu m\u00e9todo de pesquisa?<\/B>  <P>A teoria <I>queer<\/I> \u00e9 recente, foi fundada nos Estados Unidos nos anos 1980, na academia. Os fundadores resolveram adotar um termo que \u00e9 extremamente pejorativo para designar um gay ou uma l\u00e9sbica. Eles resolveram se apropriar desse termo para chocar e chamar a aten\u00e7\u00e3o para a homofobia.<BR>  <P>A teoria \u00e9 considerada um guarda-chuva sob o qual est\u00e3o abrigadas v\u00e1rias tend\u00eancias, orienta\u00e7\u00f5es sexuais, identidades de g\u00eanero e sexuais. Os <I>trangenders<\/I> se enquadram nessa teoria, que \u00e9 diferente de uma teoria gay ou l\u00e9sbica, que, por exemplo, n\u00e3o aceita a participa\u00e7\u00e3o de estudos bissexuais. J\u00e1 a teoria <I>queer<\/I> aceita, o que foi fundamental para minha pesquisa. A grande diferen\u00e7a da teoria <I>queer<\/I> \u00e9 a inclus\u00e3o da bissexualidade, dos <I>trangenders<\/I> e tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o de heterossexuais fazendo pesquisa nesse campo.<BR>  <P>Os te\u00f3ricos alegam que tal teoria n\u00e3o trata apenas de sexualidade, ela tem tamb\u00e9m um vi\u00e9s pol\u00edtico que \u00e9 muito importante: questionar a norma, o heterocentrismo. A teoria estaria tratando de identidades que se cruzam, como por exemplo, estudar uma bissexual judia.<BR>  <P><B>Qual o panorama dos estudos sobre homocultura no Brasil?<\/B>  <P>O panorama \u00e9 positivo. Em 1998, no Congresso da Abralic (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Literatura Comparada), havia oito pesquisadores que estudavam literatura gay e l\u00e9sbica em universidades diferentes no Brasil. Ent\u00e3o, n\u00f3s decidimos nos reunir para discutir nossas pesquisas e, no ano seguinte, o Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense (UFF) promoveu o semin\u00e1rio &ldquo;Literatura e Homoerotismo&rdquo;. J\u00e1 eram quase 30 pesquisadores. Em 2001, n\u00f3s criamos a <U><a href=\"http:\/\/www.fafich.ufmg.br\/~abeh\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ABEH<\/A><\/U>. A ABEH est\u00e1 crescendo, assim como o n\u00famero de professores e orientandos. Ent\u00e3o, podemos dizer que \u00e9 um movimento que atingiu a academia h\u00e1 mais de dez anos, n\u00e3o ficando apenas nas ruas. <\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El libro <I>Gays, l\u00e9sbicas, <I>transgenders<\/I>: o caminho do arco-\u00edris na cultura norte-americana<\/I>,&nbsp;lanzado&nbsp;por el CLAM y la EdUERJ, traza un perfil de una vertiente ficcional que narra la vida cotidiana y los dilemas de las comunidades gay, l\u00e9sbica y <I>transgender<\/I> en los Estados Unidos. <I>(Texto en portugu\u00e9s)<\/I><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1303","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Sexualidad en la cultura norteamericana - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/sexualidad-en-la-cultura-norteamericana\/1303\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Sexualidad en la cultura norteamericana - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"El libro Gays, l\u00e9sbicas, transgenders: o caminho do arco-\u00edris na cultura norte-americana,&nbsp;lanzado&nbsp;por el CLAM y la EdUERJ, traza un perfil de una vertiente ficcional que narra la vida cotidiana y los dilemas de las comunidades gay, l\u00e9sbica y transgender en los Estados Unidos. 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