{"id":1345,"date":"2012-02-29T00:00:00","date_gmt":"2012-02-29T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2012\/02\/29\/rompiendo-el-silencio\/"},"modified":"2012-02-29T00:00:00","modified_gmt":"2012-02-29T03:00:00","slug":"rompiendo-el-silencio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/rompiendo-el-silencio\/1345\/","title":{"rendered":"Rompiendo el silencio"},"content":{"rendered":"<p>A viol\u00eancia contra alunos homossexuais em institui\u00e7\u00f5es de ensino foi objeto de estudo da tese de doutorado &ldquo;O sil\u00eancio est\u00e1 gritando: a homofobia no ambiente escolar&rdquo;, defendida recentemente pelo presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de L\u00e9sbicas, Gays, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, na Universidad de la Empresa, de Montevid\u00e9u, no Uruguai, baseada em uma pesquisa qualitativa em quatro escolas de Curitiba. Al\u00e9m de buscar identificar as causas que obstacularizam a efetiva\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas existentes no Brasil voltadas \u00e0 cidadania LGBT e ao combate da homofobia nas escolas, a tese procurou identificar que a\u00e7\u00f5es deveriam ser realizadas para a efetiva\u00e7\u00e3o destas pol\u00edticas e propor elementos de mudan\u00e7a para o trabalho da tem\u00e1tica da diversidade sexual nas escolas, levando em considera\u00e7\u00e3o as recomenda\u00e7\u00f5es de profissionais de educa\u00e7\u00e3o e estudantes para reduzir ou eliminar a homofobia no ambiente escolar.<BR>  <P>O bullying homof\u00f3bico tem se tornado cada vez mais foco de preocupa\u00e7\u00e3o, depois que casos que culminaram em mortes passaram a estampar as manchetes policiais. O mais recente foi o do menino Roliver de Jesus, de 10 anos, que na sexta-feira (17\/2), v\u00e9spera do Carnaval, enforcou-se com o cinto da m\u00e3e, depois de voltar da escola, onde estava sendo sistematicamente alvo de piadas e humilha\u00e7\u00e3o verbal de outras crian\u00e7as e adolescentes. O caso aconteceu em Vit\u00f3ria, capital do estado do Esp\u00edrito Santo.<BR>  <P>A pesquisa de Toni Reis vem se somar aos outros estudos j\u00e1 realizados no Brasil sobre o tema, como a da organiza\u00e7\u00e3o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/publique\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?UserActiveTemplate=_BR&amp;from_info_index=11&amp;infoid=7330&amp;query=simple&amp;search_by_authorname=all&amp;search_by_field=tax&amp;search_by_headline=false&amp;search_by_keywords=any&amp;search_by_priority=all&amp;search_by_section=all&amp;search_by_state=all&amp;search_text_options=all&amp;sid=7&amp;text=Unesco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reprolatina &ndash; &ldquo;Homofobia na Comunidade Escolar&rdquo; <\/A>&ndash;, de 2010, e a da Unesco &ndash; &ldquo;Juventude e Sexualidade&rdquo; &ndash;, de 2004, que abrangeu diferentes aspectos da vida sexual dos jovens, incluindo a discrimina\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos homossexuais no ambiente escolar. Ambas as investiga\u00e7\u00f5es mostram a forte presen\u00e7a da homofobia na escola, embora ela seja negada. No caso do levantamento da Unesco, mesmo que um grande n\u00famero dos alunos tenha afirmado posi\u00e7\u00f5es libert\u00e1rias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 homossexualidade na escola, cerca de um quarto dos estudantes entrevistados afirmou que n\u00e3o gostaria de ter um colega homossexual. Na pesquisa da Reprolatina, que ouviu 1400 participantes &ndash; dos quais 385 estudantes e 410 professores de 4 escolas de 11 capitais brasileiras &ndash;, foram recorrentes relatos do tipo <I>&ldquo;Tem que se respeitar o lugar onde voc\u00ea est\u00e1. Se ele (aluno homossexual) n\u00e3o se mostra, n\u00e3o ser\u00e1 agredido&rdquo;<\/I>, dito por uma autoridade escolar entrevistada. Ou <I>&rdquo;N\u00e3o gosto do desmunhecar quando \u00e9 apelativo. Atrapalha a aula&rdquo;<\/I>, relato de um aluno.<BR>  <P>Na entrevista a seguir, Reis fala sobre os elementos que podem vir a mudar a situa\u00e7\u00e3o vivenciada por jovens homossexuais na escola e fazer o pa\u00eds avan\u00e7ar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o, e sobre as perspectivas do movimento LGBT brasileiro &ndash; cuja principal bandeira \u00e9 a criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia &ndash; frente ao panorama atual de conservadorismo em n\u00edvel governamental.<BR>  <P><B><EM>Sua tese foca sobre o problema da homofobia no ambiente escolar, buscando determinar as causas que obstacularizam a efetiva\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas existentes no Brasil voltadas&nbsp;\u00e0 cidadania LGBT e ao combate&nbsp;\u00e0 homofobia nas escolas. Quais s\u00e3o esses obst\u00e1culos? <\/EM><\/B> <P>Os obst\u00e1culos que identifiquei incluem a predomin\u00e2ncia de atitudes heteronormativas, machistas e religiosas que desqualificam as pessoas LGBT; a falta de diretrizes claras nas Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o e nas escolas para a implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas existentes; a falta de materiais did\u00e1ticos de apoio e a inexist\u00eancia de capacita\u00e7\u00e3o inicial e continuada sistem\u00e1tica dos\/das profissionais de educa\u00e7\u00e3o para lidar com o tema. Procurei tamb\u00e9m identificar que a\u00e7\u00f5es deveriam ser realizadas para a efetiva\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de combate \u00e0 homofobia no ambiente escolar, como a inclus\u00e3o da tem\u00e1tica no curr\u00edculo pedag\u00f3gico das escolas, para que ela seja abordada de maneira permanente.<BR>  <P><B><EM>Como o campo da Educa\u00e7\u00e3o poderia contribuir melhor na consolida\u00e7\u00e3o do respeito \u00e0 diversidade sexual? <\/EM><\/B> <P>\u00c9 preciso mudar o enfoque dado \u00e0 homossexualidade na Educa\u00e7\u00e3o, da \u00e1rea da sexualidade\/sa\u00fade para o campo da cidadania\/direitos; ter materiais educativos espec\u00edficos de apoio e capacita\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica inicial e continuada dos\/das profissionais de educa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de mecanismos nas Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o de supervis\u00e3o, monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o destas a\u00e7\u00f5es. E, acima de tudo, garantir a abordagem laica nas escolas.<BR>  <P><B><EM>Por falar em laicidade, o governo tem sido acusado pelos movimentos sociais de fazer muitas concess\u00f5es \u00e0 chamada &ldquo;bancada evang\u00e9lica&rdquo; da C\u00e2mara dos Deputados, como no caso do material did\u00e1tico pedag\u00f3gico Escola sem Homofobia, desenvolvido pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e suspenso a pedido da presidente Dilma Rousseff ap\u00f3s press\u00f5es dos setores conservadores. Recuos deste tipo n\u00e3o poderiam vir a atrapalhar quaisquer estrat\u00e9gias de interven\u00e7\u00e3o para o enfrentamento da homofobia n\u00e3o s\u00f3 no ambiente escolar, como em toda a sociedade? <\/EM><\/B> <P>O crescimento do fundamentalismo religioso que avan\u00e7a sobre a laicidade do Estado \u00e9 um fen\u00f4meno que considero preocupante para a democracia, ao pressionar governos e partidos e incidir adversamente na elabora\u00e7\u00e3o legislativa e nas pol\u00edticas p\u00fablicas. Neste sentido, creio que a bancada fundamentalista tem tido uma for\u00e7a consider\u00e1vel junto ao governo Dilma Rousseff. Por outro lado, o governo federal tem anunciado publicamente seu compromisso com os direitos humanos da popula\u00e7\u00e3o LGBT e assim esperamos que se passar no Congresso Nacional a lei a que criminaliza a homofobia, a mesma n\u00e3o seja vetada pela presidenta.<BR>  <P><B><EM>O formato do projeto que prop\u00f5e a criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia, que deveria ter sido votado em dezembro, foi modificado para conciliar e mitigar as cr\u00edticas dos seus advers\u00e1rios. O projeto original tendia a coibir qualquer manifesta\u00e7\u00e3o de pensamento contr\u00e1rio \u00e0 homossexualidade. Nesse sentido, no texto atual tenta-se excluir do crime de homofobia o que se chama de \u00abmanifesta\u00e7\u00e3o pac\u00edfica de pensamento decorrente da f\u00e9 e da moral\u00bb. Transparece, nessa f\u00f3rmula, um salvo-conduto que se pretende conceder a l\u00edderes religiosos. Como v\u00ea isso? Acredita que o adiamento da vota\u00e7\u00e3o propicie a oportunidade para mais ajustes ou acha que todas as concess\u00f5es poss\u00edveis j\u00e1 foram feitas? <\/EM><\/B> <P>Sobre a criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia, o movimento LGBT amadureceu e decidiu-se ser necess\u00e1rio reivindicar uma lei que n\u00e3o hierarquize as viol\u00eancias ou as discrimina\u00e7\u00f5es. Assim foi aprovada uma proposta que equipararia a homofobia ao racismo e a qualquer outra forma de discrimina\u00e7\u00e3o ou viol\u00eancia. Penso que na pol\u00edtica deve haver di\u00e1logos e se buscar consensos dentro do limite da \u00e9tica e n\u00e3o da submiss\u00e3o. Na tentativa de di\u00e1logo com os v\u00e1rios setores do Senado, conseguimos ampliar o leque de alian\u00e7as, mas n\u00e3o podemos ceder em tudo. Agora que o movimento est\u00e1 com o ac\u00famulo de for\u00e7a da II Confer\u00eancia, vamos voltar a discutir a quest\u00e3o de forma mais madura.<BR>  <P><B><EM>Al\u00e9m da bandeira da criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia, o que se faz premente em termos de pol\u00edticas p\u00fablicas e leis para esta popula\u00e7\u00e3o? <\/EM><\/B> <P>O que se observa \u00e9 que h\u00e1 uma falta de or\u00e7amento para pol\u00edticas LGBT. O projeto do Plano Plurianual enviado pelo governo federal para o Congresso Nacional n\u00e3o prev\u00ea o programa espec\u00edfico &ldquo;Promo\u00e7\u00e3o da Cidadania LGBT&rdquo;. O projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual para 2012 do governo federal prev\u00ea recursos insignificantes para pol\u00edticas LGBT. Na Secretaria de Direitos Humanos s\u00e3o apenas R$1.1 milh\u00e3o, com pouqu\u00edssimos recursos para ONGs na \u00e1rea de direitos humanos das pessoas LGBT. Assim, o novo Plano Nacional LGBT deve ser institucionalizado por meio de decreto presidencial, com recursos or\u00e7ament\u00e1rios claramente definidos, com metas claras, meios de verifica\u00e7\u00e3o, comit\u00ea gestor interministerial e cronograma das a\u00e7\u00f5es priorizadas. Como parte desse processo, deve haver editais p\u00fablicos para ONGs para o trabalho com a comunidade LGBT. Outras prioridades incluem a realiza\u00e7\u00e3o de campanhas nacionais, estaduais e locais de combate \u00e0 homofobia, promo\u00e7\u00e3o da cidadania LGBT e respeito \u00e0 diversidade sexual, principalmente nas m\u00eddias eletr\u00f4nicas (r\u00e1dio e TV), mas tamb\u00e9m na internet, redes sociais, jornais impressos etc. Com rela\u00e7\u00e3o a Trabalho, Assist\u00eancia Social e Previd\u00eancia, deve haver pol\u00edticas de gera\u00e7\u00e3o de emprego, qualifica\u00e7\u00e3o profissional e intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra e inclus\u00e3o previdenci\u00e1ria voltadas \u00e0s pessoas LGBT, sobretudo travestis e transexuais, bem como a amplia\u00e7\u00e3o da inser\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica LGBT nas pol\u00edticas de assist\u00eancia social, no Brasil sem Mis\u00e9ria, nos Centros de Refer\u00eancia e Centros de Refer\u00eancia Especializados de Assist\u00eancia Social. O movimento tem as parcerias com o Conselho Federal de Psicologia, com o Conselho Federal de Servi\u00e7o Social e com a Ordem dos Advogados do Brasil para aprovarmos o Estatuto da Diversidade Sexual e as Propostas de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o especificamente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o LGBT. Prioridades para a seguran\u00e7a p\u00fablica incluem a cria\u00e7\u00e3o da metodologia nacional e unificada de registro de assassinatos homof\u00f3bicos, crimes de \u00f3dio e viol\u00eancia homof\u00f3bica no geral, assim como a capacita\u00e7\u00e3o dos operadores de seguran\u00e7a p\u00fablica em direitos humanos LGBT, com a participa\u00e7\u00e3o do movimento social organizado e a academia.<BR>  <P><B><EM>Que balan\u00e7o faz da II Confer\u00eancia Nacional LGBT, realizada em dezembro? <\/EM><\/B> <P>Diferentemente da I Confer\u00eancia, na segunda j\u00e1 t\u00ednhamos propostas para avaliar e discutir o que j\u00e1 tinha sido executado ou n\u00e3o. Segundo relato recebido dos Minist\u00e9rios envolvidos, 60% das a\u00e7\u00f5es do Plano Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT foram cumpridas. Infelizmente n\u00e3o pudemos fazer uma avalia\u00e7\u00e3o mais criteriosa tendo em vista que o Plano n\u00e3o tem indicadores e nem meios de verifica\u00e7\u00e3o claros. Creio que esta foi uma falha que n\u00e3o deve se repetir no segundo Plano, que dever\u00e1 sair a partir das delibera\u00e7\u00f5es da II Confer\u00eancia. Vejo como saldo positivo a metodologia definida pelo Conselho Nacional LGBT no seu papel de Comiss\u00e3o Organizadora, de que a Confer\u00eancia deveria tirar apenas dez diretrizes principais para a elabora\u00e7\u00e3o do segundo Plano, porque na primeira ficou tudo muito solto e houve mais de 600 propostas, dificultando a hierarquiza\u00e7\u00e3o. As propostas mais significantes foram da \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o, que foi considerada prioridade. Espera-se que o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o possa dar respostas concretas.<BR>  <P>Tamb\u00e9m vejo como positivo o aumento e a diversifica\u00e7\u00e3o das alian\u00e7as do movimento LGBT, bem como a participa\u00e7\u00e3o da academia, dos sindicatos, dos movimentos populares e dos conselhos profissionais das \u00e1reas da psicologia, servi\u00e7o social e advogados, por exemplo.<BR>  <P><B><EM>Concretamente, que propostas da I Confer\u00eancia j\u00e1 foram realizadas? <\/EM><\/B> <P>Como disse anteriormente, em torno de 60% das a\u00e7\u00f5es foram realizadas. Neste sentido, nos tr\u00eas anos entre a I e a II Confer\u00eancias houve diversos avan\u00e7os no contexto nacional e na garantia de bases de consolida\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para a popula\u00e7\u00e3o LGBT. Foi criada a Coordena\u00e7\u00e3o-Geral Nacional de Pol\u00edticas LGBT, dentro da estrutura da Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, al\u00e9m de instaurado o Conselho Nacional de Combate \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o e Promo\u00e7\u00e3o de Direitos Humanos LGBT. A SDH tamb\u00e9m lan\u00e7ou o m\u00f3dulo LGBT do Disque 100, demonstrando que 12% do total das den\u00fancias recebidas dizem respeito \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o de pessoas LGBT. Outra a\u00e7\u00e3o da Secretaria foi a assinatura do Pacto Federativo contra a Homofobia, com 12 secretarias estaduais de seguran\u00e7a p\u00fablica e com mais nove em processo de assinatura. V\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os do governo federal tamb\u00e9m reconheceram as uni\u00f5es homossexuais, como o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e o Minist\u00e9rio da Defesa, inclusive para fins de imposto de renda. O ex-presidente Lula decretou o17 de Maio como Dia Nacional de Combate \u00e0 Homofobia. Na \u00e1rea da Sa\u00fade, houve a atua\u00e7\u00e3o do Grupo de Trabalho de Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o LGBT, com a aprova\u00e7\u00e3o do Plano Operativo da Pol\u00edtica Nacional de Sa\u00fade Integral de LGBT, que inclui o processo transexualizador, al\u00e9m do apoio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a a\u00e7\u00f5es educativas e preventivas nas Paradas LGBT. Outro avan\u00e7o foi o reconhecimento do nome social de pessoas trans em 19 estados. E n\u00e3o podemos deixar de mencionar a decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal pela equipara\u00e7\u00e3o das uni\u00f5es est\u00e1veis heterossexuais com as homossexuais, garantindo o acesso aos mesmos direitos de ambas as uni\u00f5es.<BR>  <P><B><EM>A decis\u00e3o do STF em maio de 2011 significou um marco hist\u00f3rico para a popula\u00e7\u00e3o LGBT, e agora j\u00e1 se fala em casamento civil. Como v\u00ea a possibilidade de aprova\u00e7\u00e3o desta proposta, j\u00e1 aprovada pela vizinha Argentina, tendo em vista a atual correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as na C\u00e2mara Federal brasileira? <\/EM><\/B> <P>Creio que a C\u00e2mara Federal brasileira deveria simplesmente seguir o exemplo e aprovar. J\u00e1 existem dez pa\u00edses no mundo onde \u00e9 o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo \u00e9 permitido, e mais 24 com diversas formas de uni\u00e3o est\u00e1vel homossexual aprovada. <\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Es necesario cambiar el enfoque dado a la homosexualidad en la Educaci\u00f3n, del \u00e1rea de la sexualidad\/salud al campo de la ciudadan\u00eda\/derechos&rdquo;, se\u00f1ala Toni Reis, presidente de la ABGLT y autor de la tesis de doctorado &ldquo;El silencio est\u00e1 gritando: homofobia en el \u00e1mbito escolar&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1345","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - 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