{"id":1364,"date":"2007-08-01T00:00:00","date_gmt":"2007-08-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2007\/08\/01\/urbanizacion-y-derechos\/"},"modified":"2007-08-01T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-01T03:00:00","slug":"urbanizacion-y-derechos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/urbanizacion-y-derechos\/1364\/","title":{"rendered":"Urbanizaci\u00f3n y derechos"},"content":{"rendered":"<p>O relat\u00f3rio Situa\u00e7\u00e3o da Popula\u00e7\u00e3o Mundial 2007: Desencadeando o potencial do crescimento urbano, lan\u00e7ado pelo Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (UNFPA) no final de junho, adverte que, a partir de 2008, mais da metade dos atuais 6,6 bilh\u00f5es de habitantes do planeta viver\u00e1 em cidades. At\u00e9 2030, a popula\u00e7\u00e3o urbana aumentar\u00e1 para quase 5 bilh\u00f5es, ou 60% do total. Embora o crescimento maior ocorra na \u00c1frica e na \u00c1sia, diversos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, justamente os mais pobres, tamb\u00e9m v\u00e3o ter acr\u00e9scimos importantes. Na discuss\u00e3o do processo de urbaniza\u00e7\u00e3o, o relat\u00f3rio trata da quest\u00e3o do direito \u00e0 cidade e suas implica\u00e7\u00f5es para outros direitos.<BR>  <P>Autor principal do relat\u00f3rio, o dem\u00f3grafo George Martine ressalta a necessidade de uma melhoria na governan\u00e7a para fazer frente a esse crescimento massivo e inevit\u00e1vel. &ldquo;Pol\u00edticos e administradores frequentemente procuram impedir o crescimento urbano, inibindo a migra\u00e7\u00e3o para as cidades ou deixando que elas se tornem inabit\u00e1veis &ndash; com a esperan\u00e7a de que isso v\u00e1 desestimular o crescimento adicional. Na realidade, o principal fator que alimenta o aumento populacional nas cidades \u00e9 o crescimento vegetativo&rdquo;, aponta Martine. Nesse ponto, o relat\u00f3rio toca tamb\u00e9m na quest\u00e3o dos direitos na \u00e1rea de sa\u00fade reprodutiva e de eq\u00fcidade de g\u00eanero.<BR>  <P>De origem canadense, George Martine \u00e9 atualmente presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP). Foi diretor da Equipe de Apoio T\u00e9cnico do UNFPA para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe, pesquisador s\u00eanior no Centro de Popula\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Universidade de Harvard, presidente da ONG Instituto Sociedade, Popula\u00e7\u00e3o e Natureza e coordenador de projetos de assist\u00eancia t\u00e9cnica das Na\u00e7\u00f5es Unidas ao governo brasileiro na \u00e1rea de desenvolvimento social. Nesta entrevista, o dem\u00f3grafo fala da rela\u00e7\u00e3o entre a urbaniza\u00e7\u00e3o e os direitos reprodutivos, explica que iniciativas relativas ao empoderamento das mulheres, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade poderiam ser incentivadas e afirma que, como pesquisador e cidad\u00e3o, acha correta e coerente a postura do ministro da Sa\u00fade do Brasil, Jos\u00e9 Gomes Tempor\u00e3o, de defesa do direito ao planejamento familiar n\u00e3o coercitivo, de controle das doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis e do tratamento do aborto como uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica e n\u00e3o de pol\u00edcia.<BR>  <P><B>O que significa &ldquo;o direito \u00e0 cidade&rdquo; e como est\u00e1 sendo usurpado?<\/B>  <P>O relat\u00f3rio privilegia o &ldquo;direito \u00e0 cidade&rdquo; &ndash; conceito muito interessante desenvolvido por um Grupo Tarefa sobre as Metas do Mil\u00eanio. As cidades oferecem, em princ\u00edpio, melhores condi\u00e7\u00f5es para resolver os problemas sociais e econ\u00f4micos da popula\u00e7\u00e3o mais pobre. Mas, medidas de v\u00e1rios tipos &ndash; coercitivas, burocr\u00e1ticas, ou omissivas &#8211; impedem que os pobres desfrutem de tudo aquilo que a cidade tem a oferecer. A principal iniciativa dentro dessas medidas de exclus\u00e3o \u00e9 tentar impedir a migra\u00e7\u00e3o. O relat\u00f3rio afirma que isto \u00e9 uma medida ineficaz, contraproducente e contr\u00e1ria ao &ldquo;direito \u00e0 cidade.&rdquo; O relat\u00f3rio procura incentivar mudan\u00e7as de atitudes e pol\u00edticas, de modo a aproveitar melhor as vantagens inerentes \u00e0s cidades.<BR>  <P><B>De que maneira o &ldquo;direito \u00e0 cidade&rdquo; est\u00e1 ligado aos direitos reprodutivos?<\/B>  <P>Nos pa\u00edses marcados pelo crescimento urbano r\u00e1pido e desordenado, \u00e9 comum observar atitudes pol\u00edticas que refletem um desconhecimento de aspectos demogr\u00e1ficos e sociais b\u00e1sicos. Isto gera uma s\u00e9rie de pol\u00edticas inadequadas, inclusive a tentativa de evitar o crescimento da cidade via o controle da migra\u00e7\u00e3o. Ora, na maioria dos pa\u00edses, o fator principal que gera o aumento acelerado da popula\u00e7\u00e3o urbana \u00e9, cada vez mais, o crescimento vegetativo. Portanto, mesmo que os controles migrat\u00f3rios funcionassem &ndash; e raramente funcionam por muito tempo &ndash; as cidades continuariam crescendo. Parte do crescimento vegetativo, especialmente nos pa\u00edses mais pobres, se deriva das dificuldades que a popula\u00e7\u00e3o encontra para exercer seus direitos b\u00e1sicos na \u00e1rea de sa\u00fade reprodutiva. Ou seja, muitas pessoas ainda n\u00e3o t\u00eam acesso a informa\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de qualidade que lhes permitiriam planejar suas fam\u00edlias de acordo com suas prefer\u00eancias.<BR>  <P><B>Quais s\u00e3o as medidas sugeridas no Relat\u00f3rio para reduzir a taxa de crescimento urbano? Como isto pode ser feito sem ferir os princ\u00edpios relativos aos direitos sexuais e reprodutivos j\u00e1 conquistados (em Cairo e Pequim)?<\/B>  <P>\u00c9 importante entender que a principal iniciativa que est\u00e1 sendo sugerida n\u00e3o \u00e9 de reduzir taxas de crescimento urbano, e sim de tomar atitudes pr\u00f3-ativas para conviver com o crescimento &ndash; o qual \u00e9 mais ou menos inevit\u00e1vel. As vantagens de escala e proximidade, numa localidade urbana, deveriam permitir maior acesso a todos os servi\u00e7os sociais. Entretanto, muitos dos \u00edndices de sa\u00fade e bem-estar nos bairros mais pobres s\u00e3o similares aos de \u00e1reas rurais pobres. Essa discrep\u00e2ncia entre o potencial e a realidade das cidades mostra claramente um problema de governan\u00e7a. Caso o ritmo de crescimento urbano seja considerado um obst\u00e1culo real, o relat\u00f3rio sugere, seguindo o Programa de A\u00e7\u00e3o do Cairo, que isto ressalta ainda mais o valor de avan\u00e7os sociais, do empoderamento das mulheres e da melhoria dos servi\u00e7os de sa\u00fade reprodutiva. O que o relat\u00f3rio sugere, portanto, \u00e9 que cumprir com os direitos da pessoa &#8212; nas \u00e1reas de eq\u00fcidade social, de eq\u00fcidade de g\u00eanero e de sa\u00fade reprodutiva &#8212; \u00e9 uma forma melhor de abordar a quest\u00e3o, do que tentar privar as pessoas do seu direito de ir e vir, ou do seu &ldquo;direito \u00e0 cidade&rdquo;.<BR>  <P><B>O relat\u00f3rio afirma que a urbaniza\u00e7\u00e3o por si s\u00f3 \u00e9 um fator poderoso de redu\u00e7\u00e3o da fecundidade. Por qu\u00ea?<\/B>  <P>Historicamente, a urbaniza\u00e7\u00e3o oferece poucos incentivos para uma fam\u00edlia numerosa. Ao contr\u00e1rio, as novas aspira\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas, conjugada \u00e0s dificuldades pr\u00e1ticas da vida urbana, terminam desestimulando a fecundidade elevada. Por isso, em qualquer parte do mundo, a fecundidade urbana tende a ser bastante mais baixa que a rural. No Brasil mesmo, parte importante da queda acelerada da fecundidade observada nas \u00faltimas d\u00e9cadas pode ser atribu\u00edda ao processo de r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o experimentado pelo pa\u00eds. Entretanto, a falta de apoio no exerc\u00edcio dos direitos reprodutivos da popula\u00e7\u00e3o fez com que essa r\u00e1pida queda da fecundidade fosse realizada atrav\u00e9s de m\u00e9todos &ldquo;radicais&rdquo; como o aborto em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e a esteriliza\u00e7\u00e3o. O custo real destas &ldquo;solu\u00e7\u00f5es&rdquo; para a sa\u00fade das mulheres brasileiras \u00e9 incalcul\u00e1vel.<BR>  <P><B>Que tipos de iniciativas relativas ao empoderamento das mulheres, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o &mdash;particularmente das mulheres e meninas &mdash; e \u00e0 sa\u00fade, incluindo servi\u00e7os de sa\u00fade reprodutiva e de planejamento familiar, poderiam ser incentivadas?<\/B>  <P>A urbaniza\u00e7\u00e3o abre muito mais oportunidades de participa\u00e7\u00e3o social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica das mulheres. A conviv\u00eancia urbana inevitavelmente traz mais oportunidades de contato com uma maior diversidade de informa\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es sociais. O pr\u00f3prio fato de trabalhar fora de casa d\u00e1 maior autonomia e mais poder de voz \u00e0 mulher no \u00e2mbito familiar. Por outro lado, as mulheres s\u00e3o mais sujeitas a diversos tipos de viol\u00eancia na cidade. Tamb\u00e9m s\u00e3o fortemente concentradas em ocupa\u00e7\u00f5es do setor informal, continuam ganhando menos do que os homens pelos mesmos trabalhos e continuam muitas vezes sem um poder pol\u00edtico efetivo. Muitas vezes, elas n\u00e3o t\u00eam efetivamente acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, ou a servi\u00e7os com qualidade, inclusive no terreno de sa\u00fade sexual e reprodutiva. As iniciativas preconizadas, portanto, s\u00e3o aquelas que continuam a ser patrocinadas pelos movimentos de mulheres e por outros movimentos sociais. O que se acrescenta no relat\u00f3rio \u00e9 a insist\u00eancia na melhoria da governan\u00e7a para cumprir com o potencial urbano.<BR>  <P><B>O sr. acha que a pol\u00edtica recentemente implementada no Brasil, pelo ministro da Sa\u00fade, Jos\u00e9 Gomes Tempor\u00e3o, ao lan\u00e7ar o <A href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/publique\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?UserActiveTemplate=%5FBR&amp;from%5Finfo%5Findex=21&amp;infoid=2694&amp;query=simple&amp;search%5Fby%5Fauthorname=all&amp;search%5Fby%5Ffield=tax&amp;search%5Fby%5Fheadline=false&amp;search%5Fby%5Fkeywords=any&amp;search%5Fby%5Fpriority=all&amp;search%5Fby%5Fsection=all&amp;search%5Fby%5Fstate=all&amp;search%5Ftext%5Foptions=all&amp;sid=7&amp;text=jos%E9+gomes+tempor%E3o\">Plano de Planejamento Familiar<\/A>, pode ser um exemplo de melhoria (ou tentativa de melhoria) da &ldquo;governan\u00e7a&rdquo;?<\/B>  <P>O relat\u00f3rio evidentemente n\u00e3o trata das posturas pol\u00edticas de governos ou autoridades espec\u00edficas. Entretanto, a n\u00edvel pessoal, como pesquisador e cidad\u00e3o, acho as posturas do ministro Tempor\u00e3o corretas e coerentes com os princ\u00edpios estabelecidos na Confer\u00eancia Internacional sobre Popula\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento, do Cairo, em 1994, e na IV Confer\u00eancia Internacional de Mulheres, de Beijing, em 1995. Estes princ\u00edpios tamb\u00e9m j\u00e1 foram definidos na Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira e na Lei do Planejamento Familiar. Pelo que entendo, o ministro defende o direito ao planejamento familiar n\u00e3o coercitivo, como parte integrante do conjunto de a\u00e7\u00f5es de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher e ao homem, dentro de uma vis\u00e3o de atendimento global e integral \u00e0 sa\u00fade. Isto exige, entre outras coisas, que pessoas de todas as camadas sociais, e n\u00e3o apenas aquelas de maiores recursos, tenham acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es e aos meios necess\u00e1rios para formar livremente suas fam\u00edlias. Defende tamb\u00e9m coisas que me parecem absolutamente essenciais numa sociedade eq\u00fcitativa, como o controle das doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis e o tratamento do aborto como uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica e n\u00e3o de pol\u00edcia. Pessoalmente, considero que qualquer retrocesso nessas quest\u00f5es seria realmente lament\u00e1vel.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El dem\u00f3grafo George Martine destaca lo positivo de la urbanizaci\u00f3n, a\u00fan en los pa\u00edses m\u00e1s pobres. Pero para que este potencial urbano se realice, es preciso aceptar &ldquo;el derecho a la ciudad&rdquo; y garantizar el acceso a otros derechos, inclusive&nbsp;en salud reproductiva.<EM>(Texto en portugu\u00e9s)<\/EM><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1364","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Urbanizaci\u00f3n y derechos - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/urbanizacion-y-derechos\/1364\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Urbanizaci\u00f3n y derechos - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"El dem\u00f3grafo George Martine destaca lo positivo de la urbanizaci\u00f3n, a\u00fan en los pa\u00edses m\u00e1s pobres. 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