{"id":1368,"date":"2007-08-14T00:00:00","date_gmt":"2007-08-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2007\/08\/14\/el-aprendizaje-de-la-maternidad\/"},"modified":"2007-08-14T00:00:00","modified_gmt":"2007-08-14T03:00:00","slug":"el-aprendizaje-de-la-maternidad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/el-aprendizaje-de-la-maternidad\/1368\/","title":{"rendered":"El aprendizaje de la maternidad"},"content":{"rendered":"<p>Em recente visita ao Brasil, a soci\u00f3loga Filomena Gerardo falou sobre sua pesquisa de tese de doutorado &ndash; &ldquo;A constru\u00e7\u00e3o da identidade das m\u00e3es na adolesc\u00eancia: estudo comparativo em Portugal e em Fran\u00e7a&rdquo;-, defendida em junho na Universidade de Sorbonne (Paris), sob orienta\u00e7\u00e3o de Fran\u00e7ois de Singly, cujo objetivo era compreender a constru\u00e7\u00e3o da identidade de jovens m\u00e3es na adolesc\u00eancia nestes dois pa\u00edses. &ldquo;Se a adolesc\u00eancia \u00e9 o momento da crise de identidade, quando os (as) jovens procuram criar a sua pr\u00f3pria autonomia, o que significa um evento como a gravidez neste per\u00edodo? Eu queria perceber, do ponto de vista da jovem, como ela encarava a maternidade numa sociedade que exige um percurso escolar cada vez mais longo e uma forma\u00e7\u00e3o profissional mais exigente devido a um mercado de trabalho cada vez mais competitivo&rdquo;, relata a pesquisadora, nesta entrevista.<BR>  <P>De acordo com o estudo empreendido por Filomena, 19 em cada mil nascimentos em Portugal s\u00e3o de m\u00e3es com menos de 19 anos, fato visto como desviante face \u00e0 idade m\u00e9dia da mulher portuguesa no momento de ter seu primeiro filho, que \u00e9 de 27,8 anos. No caso franc\u00eas, o n\u00famero de m\u00e3es na adolesc\u00eancia \u00e9 de 7 em cada mil nascimentos, e a idade m\u00e9dia da mulher francesa quando tem o primeiro filho \u00e9 de 28,2 anos.<BR>  <P>Filomena entrevistou, em ambos os pa\u00edses, em Lisboa e Paris, 46 jovens de 13 a 21 anos descendentes de outras nacionalidades, com predomin\u00e2ncia para jovens de origem africana. &ldquo;Estas jovens encontram-se divididas entre um modelo cultural tradicionalista defendido pela fam\u00edlia, e a sociedade de acolhimento que defende um modelo moderno, de emancipa\u00e7\u00e3o para a mulher&rdquo;, observa ela.<BR>  <P>Segundo a soci\u00f3loga, &ldquo;a gravidez na adolesc\u00eancia \u00e9 vista como um problema social em Portugal, muito mais do que na Fran\u00e7a. Apesar de haver um empenho do Estado nos dois pa\u00edses, h\u00e1 uma maior interven\u00e7\u00e3o estatal na Fran\u00e7a do que em Portugal&rdquo;, avalia Filomena, lembrando que uma das surpresas ao longo do estudo foi saber da exist\u00eancia de institui\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o a m\u00e3es adolescentes nos dois pa\u00edses, as quais influenciam de forma significativa o modo como as jovens v\u00e3o hierarquizar sua constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria.<BR>  <P><B>Um dos dados de sua pesquisa mostra que, tanto no caso franc\u00eas, como no portugu\u00eas, as institui\u00e7\u00f5es de acolhimento e o contexto residencial da m\u00e3e adolescente influenciam o modo como estas jovens constr\u00f3em a sua identidade pessoal. Qual o papel das institui\u00e7\u00f5es de apoio e da fam\u00edlia nesse processo? <\/B> <P>O que a maternidade vem permitir \u00e9 um reconhecimento familiar do seu papel social feminino e do seu papel social de m\u00e3e na sociedade. Elas t\u00eam que demonstrar compet\u00eancias maternais, seja no contexto portugu\u00eas ou no franc\u00eas, e provar \u00e0 sociedade que s\u00e3o capazes de ser m\u00e3es, porque, cronologicamente, o que se espera dessas jovens \u00e9 que tenham um percurso escolar longo, integrem o mercado de trabalho, saiam da casa dos pais e tenham autonomia e independ\u00eancia residencial para, ent\u00e3o, entrarem no papel de m\u00e3es. A quest\u00e3o \u00e9 que elas adquirem uma fun\u00e7\u00e3o social que normalmente \u00e9 atribu\u00edda aos adultos enquanto ainda est\u00e3o cronologicamente no grupo de idades dos adolescentes.<BR>  <P>Nesse sentido, a maternidade na adolesc\u00eancia nos casos em que as jovens s\u00e3o acolhidas por institui\u00e7\u00f5es vem permitir que elas adquiram compet\u00eancias pessoais e sociais. Ent\u00e3o verificamos um duplo fen\u00f4meno de reconhecimento pessoal e social: por um lado, a sociedade valoriza o seu papel de &ldquo;m\u00e3e de&rdquo; e por isso as ap\u00f3ia visando a proteger a crian\u00e7a; e por outro, a fam\u00edlia as encara como bem-sucedidas ap\u00f3s se beneficiarem das ajudas estatais que as institui\u00e7\u00f5es oferecem.<BR>  <P><B>Em linhas gerais, como este apoio por parte do Estado \u00e0s m\u00e3es adolescentes est\u00e1 organizado em cada um dos dois pa\u00edses, Portugal e Fran\u00e7a? <\/B> <P>N\u00e3o existem politicas dirigidas especificamente para m\u00e3es adolescentes, o que existe \u00e9 uma conscientiza\u00e7\u00e3o da necessidade de proteger suas crian\u00e7as. Elas obt\u00eam ajudas financeiras, sobretudo as m\u00e3es que vivem s\u00f3s, porque tamb\u00e9m muitas das m\u00e3es adolescentes constituem familias monoparentais. No contexto franc\u00eas, elas se beneficiam do &ldquo;L&rsquo;Allocation Parent Isol\u00e9- API&rdquo;, e no contexto portugu\u00eas, elas t\u00eam direito ao &ldquo;Abono de fam\u00edlia&rdquo;. No caso das mo\u00e7as institucionalizadas, existem recursos financeiros e sociais que s\u00e3o geridos pela institui\u00e7\u00e3o, que acabam por benefici\u00e1-las com a matr\u00edcula da crian\u00e7a em creche para que a jovem continue a estudar ou adquira uma forma\u00e7\u00e3o profissional. No caso das jovens africanas ilegais em Portugal, a institui\u00e7\u00e3o trata da sua regulariza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Como o Estado Provid\u00eancia \u00e9 mais forte na Fran\u00e7a do que em Portugal, as ajudas monet\u00e1rias s\u00e3o superiores \u00e0s de Portugal. Estas m\u00e3es adolescentes acabam por contar com apoios que s\u00e3o atribu\u00eddos \u00e0s m\u00e3es adultas, o que lhes permites um reconhecimento social face \u00e0 fam\u00edlia e ao exterior. Do mesmo modo, o trabalho desenvolvido pelas institui\u00e7\u00f5es de apoio ao prolongamento dos estudos e \u00e0 inser\u00e7\u00e3o profissional as ajuda, j\u00e1 que se transformam em capitais escolares e profissionais que, no contexto social familiar desfavorecido, as mo\u00e7as dificilmente adquiririam. S\u00e3o estas ajudas simb\u00f3licas que se transformam em capitais sociais e pessoais que, sem a maternidade na adolesc\u00eancia, no caso das adolescentes oriundas de contextos familiares desfavorecidos, elas n\u00e3o conseguiriam obter.<BR>  <P><B>Como se d\u00e1 o trabalho das institui\u00e7\u00f5es junto a essas jovens? <\/B> <P>Nas institui\u00e7\u00f5es elas t\u00eam que demonstrar que s\u00e3o capazes de cumprir suas fun\u00e7\u00f5es como m\u00e3es, a exemplo de saber identificar o choro das crian\u00e7as e aliment\u00e1-las. Em Portugal, elas moram nas institui\u00e7\u00f5es e v\u00e3o para casa nos finais de semana. O que acontece \u00e9 que as m\u00e3es adolescentes que moram com pais que trabalham fora, muitas vezes, t\u00eam que abandonar os estudos para cuidar das crian\u00e7as, enquanto as que est\u00e3o em institui\u00e7\u00f5es acabam por ter apoios sociais. As institui\u00e7\u00f5es t\u00eam parcerias e contatos que permitem que essas jovens mantenham seu percurso escolar.<BR>  <P>O contexto franc\u00eas \u00e9 mais normativo. A jovem entra para uma dessas institui\u00e7\u00f5es e tem que assinar uma esp\u00e9cie de contrato, o qual estabelece que ela permane\u00e7a por no m\u00e1ximo tr\u00eas anos e o que ela tem que fazer ao longo desse per\u00edodo. Nos primeiros seis meses ela vai aprender a criar um la\u00e7o afetivo com a crian\u00e7a, depois integrar um curso de forma\u00e7\u00e3o profissional e por \u00faltimo conseguir um emprego. A desvantagem das institui\u00e7\u00f5es \u00e9 que estas v\u00e3o padronizar o que se espera de uma m\u00e3e e de uma fun\u00e7\u00e3o parental, e essas jovens t\u00eam que priorizar o seu papel de m\u00e3e em detrimento do de adolescente. Normalmente as jovens que est\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o, de alguma forma, obrigadas a serem primeiramente m\u00e3es para depois serem adolescentes. \u00c9 em fun\u00e7\u00e3o destas diferentes dimens\u00f5es que chegamos \u00e0 tipologia de m\u00e3es na adolesc\u00eancia que se dividem em &ldquo;m\u00e3es-adolescentes&rdquo;, &ldquo;adolescentes-m\u00e3es&rdquo; e &ldquo;m\u00e3es-amigas&rdquo;.<BR>  <P><B>E quais as diferen\u00e7as entre essas tipologias? <\/B> <P>As &ldquo;adolescentes m\u00e3es&rdquo; s\u00e3o as m\u00e3es mais jovens, entre os 13 e os 14 anos, que vivem na casa dos pais e quem vai assumir o exerc\u00edcio da parentalidade ser\u00e1 a av\u00f3. Em certos contextos, j\u00e1 n\u00e3o existe a rela\u00e7\u00e3o afetiva com o pai da crian\u00e7a, j\u00e1 que a gravidez foi resultado da primeira rela\u00e7\u00e3o sexual. O que acontece \u00e9 que, na maioria dos casos, a gravidez foi descoberta aos seis meses, quando j\u00e1 n\u00e3o era poss\u00edvel fazer mais nada. A maior parte das adolescentes m\u00e3es freq\u00fcenta somente o sistema escolar. J\u00e1 as &ldquo;m\u00e3es adolescentes&rdquo; s\u00e3o jovens que, na grande maioria dos casos, est\u00e3o institucionalizadas e que muitas vezes t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o afetiva com o pai da crian\u00e7a e este exerce a parentalidade ou pelo menos est\u00e1 presente. Em alguns casos, estas j\u00e1 trabalham, ou seja, acumulam outras dimens\u00f5es da idade adulta &ndash; trabalham e vivem em outro domic\u00edlio com o pai da crian\u00e7a, portanto h\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia de origem. Elas, no entanto, continuam sendo adolescentes pelo olhar social que os outros t\u00eam sobre elas porque foram m\u00e3es entre os 15 e os 19 anos e s\u00e3o vistas como jovens. Quem aponta essa dimens\u00e3o de identidade \u00e9 a sociedade em si.<BR>  <P>As &ldquo;m\u00e3es-amigas&rdquo; cuidam da crian\u00e7a n\u00e3o com o intuito parental, de pensar em estrat\u00e9gias educativas, mas sim transformam a rela\u00e7\u00e3o com a crian\u00e7a em uma rela\u00e7\u00e3o de igual para igual e\/ou atribuiem v\u00e1rios papeis como um (a) irm\u00e3o (\u00e3), marido, amigo (a), ou seja, constroem outra rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e filho\/filha difernte daquela esperada socialmente. As &ldquo;adolescentes-m\u00e3es&rdquo; n\u00e3o t\u00eam o sentimento de responsabilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a e sentem que o cuidar da crian\u00e7a \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o imposta pelo exterior. Elas n\u00e3o t\u00eam ainda um sentimento materno interiorizado. Essas s\u00e3o jovens adolescentes m\u00e3es que quando chegam aos 23 ou 24 anos, devido \u00e0 proximidade de idade com a da crian\u00e7a, elas a transformaram na amiga ou amigo que elas n\u00e3o t\u00eam. N\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is de m\u00e3e e filho, ou de responsabilidade. Esta tipologia n\u00e3o \u00e9 estanque e uma &ldquo;adolescente-m\u00e3e&rdquo; pode transformar-se numa &ldquo;m\u00e3e-amiga&rdquo;, ou uma m\u00e3e-amiga ap\u00f3s um trabalho de acompanhamento isntitucional pode passar a ser uma &ldquo;m\u00e3e-adolescente&rdquo;, assim como as &ldquo;adolescentes-m\u00e3es&rdquo; acolhidas em institui\u00e7\u00f5es podem passar por processos de transi\u00e7\u00e3o para &ldquo;m\u00e3es-adolescentes&rdquo;, j\u00e1 que as institui\u00e7\u00f5es ogrigam a hierarquizar a identidade materna \u00e0 frente da identidade de adolescente.<BR>  <P><B>Qual o papel do pai da crian\u00e7a nos dois contextos? <\/B> <P>Nas institui\u00e7\u00f5es francesas, as jovens podem receber com regularidade a visita do pai da crian\u00e7a, quando existe um elo de liga\u00e7\u00e3o. Quando n\u00e3o existe, h\u00e1 um trabalho do psic\u00f3logo da institui\u00e7\u00e3o e de educadores especializados junto ao pai da crian\u00e7a que permite, de alguma forma, tentar reatar os la\u00e7os de paternidade, para que o pai exer\u00e7a sua fun\u00e7\u00e3o parental &#8211; mais do que paterna &#8211; mesmo n\u00e3o reatando os la\u00e7os afetivos com as jovens m\u00e3es. A m\u00e9dia de idade em que as jovens entram na sexualidade na Fran\u00e7a e em Portugal \u00e9 de 17 anos. A diferen\u00e7a entre os dois pa\u00edses \u00e9 que, na Fran\u00e7a, as mo\u00e7as s\u00e3o extremamente informadas sobre contracep\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma cultura institucional de promo\u00e7\u00e3o da p\u00edlula. As m\u00e3es das mo\u00e7as explicam como se usa o m\u00e9todo quando estas relatam sua primeira experi\u00eancia sexual. Em Portugal isso n\u00e3o acontece. Enquanto a sexualidade na Fran\u00e7a \u00e9 autorizada e legitimada pelos adultos e por toda a sociedade, em Portugal sabe-se que a contracep\u00e7\u00e3o existe, mas os adultos tentam fazer de conta que n\u00e3o v\u00eaem. Isto acontece at\u00e9 mesmo entre profissionais de sa\u00fade.<BR>  <P><B>Quais foram as principais conclus\u00f5es? <\/B> <P>Eu n\u00e3o quis defender o que \u00e9 bom ou ruim, e sim perceber como as jovens vivenciavam a experi\u00eancia de ser m\u00e3e. Para algumas jovens existe um sentimento de perda da sua adolesc\u00eancia, uma vez que o surgimento da maternidade obriga-as a optar pelo papel de m\u00e3e, ou a fam\u00edlia ou sociedade encarrega-se de faz\u00ea-lo. Algumas diziam que ser jovem para elas n\u00e3o significava mais nada, porque ser jovem \u00e9 ir ao cinema e sair com as amigas. Como a maioria das jovens que entrevistei eram descendentes de culturas mais tradicionalistas, como a mu\u00e7ulmana, percebi tamb\u00e9m que estas se deparam com dois modelos face ao papel da mulher: o primeiro, um papel tradicional, em que a mulher \u00e9 relegada a pap\u00e9is de m\u00e3e e esposa; e outro de uma mulher emancipada, que pode gerir seu pr\u00f3prio corpo, que trabalha e tem acesso a m\u00e9todos contraceptivos, principalmente no contexto franc\u00eas. Algumas das jovens francesas j\u00e1 tinham passado por abortos e conheciam a p\u00edlula do dia seguinte. <\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>En su reciente visita a Brasil, la soci\u00f3loga Filomena Gerardo expuso su tesis de doctorado, defendida en junio en la Sorbona, cuyo objetivo es comprender la construcci\u00f3n de la identidad de j\u00f3venes madres en la adolescencia en Portugal y Francia.<EM> (Texto en portugu\u00e9s)<\/EM><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1368","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>El aprendizaje de la maternidad - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/el-aprendizaje-de-la-maternidad\/1368\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"El aprendizaje de la maternidad - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"En su reciente visita a Brasil, la soci\u00f3loga Filomena Gerardo expuso su tesis de doctorado, defendida en junio en la Sorbona, cuyo objetivo es comprender la construcci\u00f3n de la identidad de j\u00f3venes madres en la adolescencia en Portugal y Francia. 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