{"id":1403,"date":"2006-03-14T00:00:00","date_gmt":"2006-03-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2006\/03\/14\/educacao-sexual-em-avaliacao\/"},"modified":"2006-03-14T00:00:00","modified_gmt":"2006-03-14T03:00:00","slug":"educacao-sexual-em-avaliacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/educacao-sexual-em-avaliacao\/1403\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o sexual em avalia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Com o rein\u00edcio do ano letivo nas escolas do ensino fundamental e m\u00e9dio ressurge o debate sobre o papel da escola na constru\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes. Para a educadora e professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Helena Altmann, a escola influencia &ndash; em muito &ndash; o comportamento sexual dos jovens e, exatamente por isto, \u00e9 importante que ela seja um espa\u00e7o de conversas e aprendizagem sobre temas como gravidez, Aids e doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis (DSTs), assuntos normalmente n\u00e3o discutidos pelas fam\u00edlias.<BR>  <P>&ldquo;Quando conversamos com adolescentes sobre com quem e onde obtiveram informa\u00e7\u00f5es sobre temas ligados \u00e0 sexualidade, \u00e0 gravidez, \u00e0 DST e Aids, os principais lugares e pessoas citados, al\u00e9m da escola, s\u00e3o a fam\u00edlia, a televis\u00e3o e amigos&rdquo;, diz a educadora, que em sua tese de doutorado em Educa\u00e7\u00e3o na PUC-Rio, intitulada &ldquo;Verdades e pedagogias sobre educa\u00e7\u00e3o sexual em uma escola\u00bb, analisou como a escola tem lidado com a educa\u00e7\u00e3o sexual de jovens.<BR>  <P>O resultado do trabalho mostra a escola como uma inst\u00e2ncia &ldquo;normalizadora&rdquo; de comportamentos sexuais. \u00c9 assim em rela\u00e7\u00e3o a temas como gravidez na adolesc\u00eancia.<BR>  <P>&ldquo;A escola atua no sentido de que suas alunas n\u00e3o engravidem, uma vez que, hoje em dia, esse per\u00edodo da vida n\u00e3o \u00e9 socialmente considerado adequado para a maternidade. Ao inv\u00e9s disso, a adolescente deveria investir nos estudos. \u00c9 nesse sentido que, tendo engravidado, a escola deveria buscar condi\u00e7\u00f5es para que ela n\u00e3o abandone, mas que d\u00ea continuidade aos seus estudos&rdquo;, observa Helena.<BR>  <P>Segundo ela, a escola atua tamb\u00e9m como agente &ldquo;normalizador&rdquo; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade sexual. Em grande parte dos casos, o relacionamento sexual \u00e9 pensado dentro de uma rela\u00e7\u00e3o heterossexual. &ldquo;A sexualidade na escola \u00e9 sempre introduzida a partir do conte\u00fado reprodu\u00e7\u00e3o. No entanto, ao restringir a sexualidade a essa perspectiva, homossexuais, transexuais, entre outros, s\u00e3o deixados de fora. Acaba-se fazendo refer\u00eancia \u00e0 homossexualidade apenas quando se fala sobre camisinha, DST e Aids&rdquo;.<BR>  <P>Durante o doutorado, iniciado em 2001, Helena foi aluna do curso de Metodologia de Pesquisa em G\u00eanero, Sexualidade e Sa\u00fade Reprodutiva, do Instituto de Medicina Social (IMS) da Uerj. Nesta entrevista, ela comenta os resultados de sua investiga\u00e7\u00e3o, realizada em uma escola municipal do Rio de Janeiro com um N\u00facleo de Adolescentes Multiplicadores (NAM), iniciativa que pretende ir de encontro \u00e0 determina\u00e7\u00e3o dos Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (PCN) do governo brasileiro, de fazer da educa\u00e7\u00e3o sexual um tema transversal nas escolas.<BR>  <P><B>A sra. realizou um trabalho de pesquisa sobre como a escola tem lidado com a educa\u00e7\u00e3o sexual de jovens. Em sua opini\u00e3o, qual a import\u00e2ncia da escola na constru\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes e at\u00e9 que ponto essa disciplina faz falta? <\/B> <P>A escola tem um lugar importante na vida de crian\u00e7as e adolescentes em v\u00e1rios sentidos, dentre eles, no que se refere \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sexual. Quando conversamos com adolescentes sobre com quem e onde obtiveram informa\u00e7\u00f5es sobre temas ligados \u00e0 sexualidade, \u00e0 gravidez, \u00e0 DST e Aids, os principais lugares e pessoas citados, al\u00e9m da escola, s\u00e3o a fam\u00edlia, a televis\u00e3o e amigos(as). No entanto, seria um engano acreditar que exista conversa em todas as fam\u00edlias. Al\u00e9m disso, quando entram em detalhes sobre essas conversas, constata-se que, para muitos, elas se reduzem a conselhos, como &ldquo;use camisinha&rdquo;, &ldquo;olha a barriga&rdquo; etc. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s amizades, comentam que nem sempre sabem se aquilo que o(a) amigo(a) conta \u00e9 verdade ou n\u00e3o. Nesse sentido, minha pesquisa identificou que, muitos utilizam o que aprendem na escola como &ldquo;crit\u00e9rios de verdade&rdquo; para compreender e avaliar seus saberes sobre sexualidade. Em outras palavras, o que aprendem ali lhes ajuda a saber se \u00e9 poss\u00edvel engravidar na primeira rela\u00e7\u00e3o sexual, se masturba\u00e7\u00e3o d\u00e1 espinhas etc. Para v\u00e1rios deles, a escola tamb\u00e9m \u00e9 o \u00fanico local onde tem a oportunidade de conversar sobre esses temas, de ter suas d\u00favidas respondidas, de ouvir explica\u00e7\u00f5es, trocar id\u00e9ias.<BR>  <P><B>Que aspectos positivos e negativos a sra. p\u00f4de levantar a partir de sua pesquisa? <\/B> <P>Um dos aspectos positivos \u00e9 o fato de que criar na escola um espa\u00e7o de conversa e aprendizagem sobre esses temas &ndash; que n\u00e3o seja apenas dar conselhos &ndash; pode contribuir positivamente na maneira como adolescentes vivem sua sexualidade. No entanto, \u00e9 um desafio fazer isso sem ser normativo ou prescritivo.<BR>  <P>O que me parece negativo \u00e9 que, na nossa sociedade a sexualidade ainda est\u00e1 muito vinculada \u00e0s ci\u00eancias biol\u00f3gicas e isso ocorre tamb\u00e9m na escola. Acredito que compreend\u00ea-la sob um perspectiva mais ampla, incluindo saberes das ci\u00eancias humanas, seria positivo para todos.<BR>  <P>Outra quest\u00e3o \u00e9 que o trabalho de educa\u00e7\u00e3o sexual ainda lida mal com a diversidade sexual. Um exemplo s\u00e3o os livros did\u00e1ticos. Geralmente s\u00e3o eles que acabam introduzindo esse tema na escola a partir do conte\u00fado reprodu\u00e7\u00e3o. No entanto, ao restringir a sexualidade \u00e0 essa perspectiva, homossexuais, transexuais, entre outros, s\u00e3o deixados de fora. Acaba-se fazendo refer\u00eancia a homossexualidade apenas quando se fala sobre camisinha, DST e Aids.<BR>  <P><B>Sendo desenvolvida basicamente a partir do tema reprodu\u00e7\u00e3o, a disciplina n\u00e3o acaba por vincular a rela\u00e7\u00e3o sexual (e principalmente o corpo feminino) exclusivamente \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o ao prazer?<BR> <BR> <\/B>Sim. Uma primeira quest\u00e3o \u00e9 que o que legitima o trabalho de educa\u00e7\u00e3o sexual na escola \u00e9 o seu car\u00e1ter preventivo, tanto no que se refere \u00e0 gravidez, quanto \u00e0 DST e Aids. \u00c8 isso que motiva pol\u00edticas p\u00fablicas nessa \u00e1rea. Em termos pol\u00edtico-institucionais, o prazer n\u00e3o tem legitimado a educa\u00e7\u00e3o sexual na escola. Tamb\u00e9m perante muitas fam\u00edlias esse enfoque seria delicado.Um dos motivadores da educa\u00e7\u00e3o sexual na escola s\u00e3o as pesquisas mostrando altos \u00edndices de casos de gravidez na adolesc\u00eancia. No entanto, parece haver um paradoxo no trabalho realizado pela escola: na medida em que a educa\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 desenvolvida a partir do tema reprodu\u00e7\u00e3o, essa acaba sendo enfatizada, quando \u00e9 justamente a ocorr\u00eancia dela entre adolescentes que diversas pol\u00edticas educacionais querem evitar.Al\u00e9m disso, grande parte das rela\u00e7\u00f5es sexuais entre adolescentes n\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o reprodutiva. Nesse sentido, vale a pena conversar sob esse tema tamb\u00e9m sob outras perspectivas, entre elas, a do prazer.<BR>  <P><B>Nesta perspectiva, n\u00e3o estaria a escola tamb\u00e9m ajudando a consolidar ainda mais os padr\u00f5es de &ldquo;normalidade&rdquo; tidos como hegem\u00f4nicos, os quais definem certas identidades como &ldquo;normais&rdquo;, em detrimento de outras, consideradas fora do padr\u00e3o? A sra. acha que, ao tratar da sexualidade desta forma, a escola acaba por influenciar e modelar determinados comportamentos?<\/B>  <P>Nossa sociedade se organiza de tal forma que os comportamentos, sejam eles sexuais ou n\u00e3o, s\u00e3o constantemente classificados, direta ou indiretamente, como normais ou anormais. Nesse sentido, a escola aparece como mais uma inst\u00e2ncia normalizadora de comportamentos sexuais. H\u00e1 v\u00e1rios comportamentos a serem normalizados e v\u00e1rias formas de faz\u00ea-lo. A escola n\u00e3o atua sozinha. Cito um exemplo: a t\u00e3o falada &ldquo;gravidez na adolesc\u00eancia&rdquo;. Ao falar sobre ela, normaliza-se a idade em que se deve ter filhos(as). O uso da express\u00e3o &ldquo;gravidez precoce&rdquo; demonstra isso. A express\u00e3o indica que a gravidez estaria ocorrendo precocemente na vida da mulher. Ora, isso \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social, que est\u00e1 relacionada \u00e0s demandas econ\u00f4micas e sociais do momento hist\u00f3rico que vivemos. Lembrem que muitas das nossas av\u00f3s engravidaram com a mesma idade e n\u00e3o tiveram sua gesta\u00e7\u00e3o nomeada dessa maneira. Isso aparece recorrentemente na televis\u00e3o, por exemplo, que produz reportagens mostrando os malef\u00edcios da gravidez nessa faixa et\u00e1ria. Ano passado, o Fant\u00e1stico veiculou uma s\u00e9rie de reportagens, com inten\u00e7\u00e3o educativa, sobre isso, produzido por Dr\u00e1uzio Varela. De modo semelhante, a escola, atua no sentido de que suas alunas n\u00e3o engravidem, uma vez que, hoje em dia, esse per\u00edodo da vida n\u00e3o \u00e9 socialmente considerado adequado para a maternidade. Ao inv\u00e9s disso, a adolescente deveria investir nos estudos. \u00c9 nesse sentido que, tendo engravidado, a escola deveria buscar condi\u00e7\u00f5es para que ela n\u00e3o abandone, mas a d\u00ea continuidade aos seus estudos.<BR>  <P><B>Como o assunto anticoncep\u00e7\u00e3o \u00e9 passado aos adolescentes? Que trabalho, em sua opini\u00e3o, deve ser desenvolvido pela escola?<\/B>  <P>A escola \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o educativa, que deve educar dialogando, transmitindo informa\u00e7\u00f5es, propiciando experi\u00eancias diversas. Outra quest\u00e3o \u00e9 que h\u00e1 livros did\u00e1ticos que vinculam a anticoncep\u00e7\u00e3o ao planejamento familiar entre casais. Ela seria utilizada para programar o momento e a quantidade de filhos que se deseja ter. Ora, esse n\u00e3o \u00e9 o caso de muitos(as) adolescentes. N\u00e3o se reconhecer nesse discurso acaba afastando-os dos m\u00e9todos anticoncepcionais. \u00c9 preciso trabalhar com essa quest\u00e3o mais perto da sua realidade, como refletindo e conversando sobre a anticoncep\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00f5es de namoro, de ficar etc., sobre qual m\u00e9todo utilizar, sobre como utiliz\u00e1-lo perante as m\u00e3es e os pais, entre outros temas.<BR>  <P><B>Al\u00e9m da gravidez, a sra. observou que entre as principais preocupa\u00e7\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o sexual est\u00e1 a Aids. De que forma estes temas foram abordados nas aulas que a sra. freq\u00fcentou? <\/B> <P>O assunto de DST e da Aids ainda \u00e9 muito focado a partir da perspectiva do &ldquo;choque&rdquo;. Mostra-se, por exemplo, imagens de casos avan\u00e7ados de s\u00edfilis, herpes genital, condiloma etc. No entanto, pesquisas na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade tem demonstrado que campanhas preventivas de cunho &ldquo;terrorista&rdquo; t\u00eam sido ineficientes. A outra quest\u00e3o \u00e9 que algu\u00e9m que tenha, por exemplo, condiloma em um est\u00e1gio inicial, n\u00e3o ir\u00e1 reconhecer a doen\u00e7a a partir de imagens da mesma doen\u00e7a em estado avan\u00e7ado &ndash; conforme visto na escola. Ele teria de esperar a doen\u00e7a evoluir para conseguir diagnostic\u00e1-la.<BR>  <P><B>Voltando a falar em diversidade sexual. Uma vez que as rela\u00e7\u00f5es homossexuais s\u00e3o praticamente ignorados nessas aulas, conforme a sra. constatou, de que forma a educa\u00e7\u00e3o sexual, a partir da discuss\u00e3o das identidades exclu\u00eddas, poderia atuar como mecanismo de minimiza\u00e7\u00e3o das desigualdades sexuais e de g\u00eanero? <\/B> <P>Acredito que isso deva ser feito n\u00e3o s\u00f3 pela educa\u00e7\u00e3o sexual, mas pela escola, como um todo. H\u00e1 de se estar atendo aos v\u00e1rios mecanismos de exclus\u00e3o presentes na escola, que s\u00e3o por vezes sutis e quase invis\u00edveis &ndash; como atrav\u00e9s de piadas &#8211;, noutras expl\u00edcitos, como por exemplo, suspens\u00f5es ou at\u00e9 expuls\u00f5es de alunos homossexuais. Falando especificamente sobre a educa\u00e7\u00e3o sexual, penso ser importante mostrar aos jovens o quanto e como as identidades sexuais e de g\u00eanero s\u00e3o hist\u00f3rica e culturalmente constru\u00eddas. Al\u00e9m disso, por que falar sobre homossexualidade e bissexualidade apenas quando se fala sobre DST e Aids? Por que n\u00e3o falar tamb\u00e9m de modo positivo da diversidade sexual? Por que a homossexualidade de artistas, escritores, m\u00fasicos s\u00f3 \u00e9 lembrada entre aqueles que faleceram v\u00edtimas da Aids? Porque n\u00e3o vincular a homossexualidade \u00e0 beleza das suas obras?<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o rein\u00edcio do ano letivo no ensino fundamental e m\u00e9dio ressurge o debate sobre o papel da escola na constru\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes. 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