{"id":1404,"date":"2006-01-29T00:00:00","date_gmt":"2006-01-29T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2006\/01\/29\/corporeidade-transgressora\/"},"modified":"2006-01-29T00:00:00","modified_gmt":"2006-01-29T02:00:00","slug":"corporeidade-transgressora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/corporeidade-transgressora\/1404\/","title":{"rendered":"Corporeidade transgressora"},"content":{"rendered":"<p>A educadora Nilma Lino Gomes acha que pensar a rela\u00e7\u00e3o entre g\u00eanero, corpo, identidade negra e sexualidade pode ajudar a aprofundar e dar outras interpreta\u00e7\u00f5es a quest\u00f5es como a dos direitos reprodutivos e contracep\u00e7\u00e3o versus religiosidade.<BR>  <P>Em junho de 2002, Nilma defendeu sua tese no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia Social da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), a qual apresentava uma etnografia em sal\u00f5es \u00e9tnicos na cidade de Belo Horizonte, espa\u00e7os, segundo ela, onde corpo e cabelo s\u00e3o tomados como express\u00f5es da identidade negra. A pesquisa destacava o importante papel desempenhado pela dupla cabelo e cor de pele na constru\u00e7\u00e3o dessa identidade e na maneira como o negro se v\u00ea e \u00e9 visto pelos outros.<BR>  <P>&ldquo;Penso que o cabelo do negro \u00e9 um dado da corporeidade que nos ajuda a compreender o conflito racial vivido por negros e brancos no Brasil. A express\u00e3o &lsquo;cabelo ruim&rsquo;, &lsquo;cabelo bom&rsquo; t\u00e3o usada em nossa sociedade \u00e9 um dos exemplos de como o cabelo crespo expressa a tens\u00e3o estrutural das rela\u00e7\u00f5es raciais no Brasil&rdquo;, diz ela. Algumas reflex\u00f5es decorrentes da tese est\u00e3o no artigo &ldquo;Sal\u00f5es \u00e9tnicos como espa\u00e7os est\u00e9ticos e pol\u00edticos de identidade negra&rdquo;, integrante da colet\u00e2nea <I>Movimentos Sociais, Educa\u00e7\u00e3o e Sexualidades<\/I> (CLAM \/ Editora Garamond), lan\u00e7ada recentemente em Florian\u00f3polis.<BR>  <P>Nilma \u00e9 coordenadora do programa <I>A\u00e7\u00f5es Afirmativas<\/I> na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo a pesquisadora, &ldquo;a import\u00e2ncia do programa \u00e9 o fato de comprovar que \u00e9 necess\u00e1rio e poss\u00edvel o investimento na perman\u00eancia bem sucedida de alunos negros na universidade. N\u00e3o d\u00e1 para pensar que a assist\u00eancia estudantil oferecida pela universidade atinge a todos os alunos da mesma forma e nem d\u00e1 para reduzir a quest\u00e3o do negro no ensino superior \u00e0 id\u00e9ia de assist\u00eancia&rdquo;, afirma nesta entrevista.<BR>  <P><B>Em sua tese, a sra. define os sal\u00f5es \u00e9tnicos como espa\u00e7os est\u00e9ticos e pol\u00edticos de identidade negra, lugares em que corpo e cabelo s\u00e3o tomados como express\u00e3o da identidade negra. Qual a import\u00e2ncia desses dois \u00edcones identit\u00e1rios?<\/B>  <P>No que se refere \u00e0 quest\u00e3o do negro, destaco que para se entender o corpo e o cabelo como s\u00edmbolos identit\u00e1rios \u00e9 preciso compreend\u00ea-los no contexto da cultura, ou seja, a forma como ambos s\u00e3o vistos por n\u00f3s, dizem respeito a uma constru\u00e7\u00e3o cultural. Ambos ganham simbolismo nos contextos hist\u00f3ricos, sociais e pol\u00edticos que se inserem. No processo de classifica\u00e7\u00e3o dos grupos \u00e9tnico-raciais, a materialidade do corpo recebe uma leitura cultural e, no caso dos negros brasileiros, essa leitura \u00e9 atravessada pela forma como as rela\u00e7\u00f5es raciais se constru\u00edram no Brasil, ou seja, num contexto marcado pela escravid\u00e3o, pelo racismo amb\u00edguo, pelo mito da democracia racial e pela desigualdade social e racial. Ao mesmo tempo, o corpo e o cabelo s\u00e3o marcados tamb\u00e9m por uma hist\u00f3ria de luta, de transgress\u00e3o, de busca de express\u00e3o e de constru\u00e7\u00e3o da identidade advinda dos pr\u00f3prios negros. Esses fatores todos est\u00e3o presentes na sociedade quando lidamos, classificamos, interagimos e vivenciamos o &ldquo;ser negro&rdquo; na sociedade brasileira. Por isso a dupla cabelo e cor da pele pode ser entendida como um dos fatores primordiais para se compreender a maneira como o negro se v\u00ea e \u00e9 visto pelo outro. N\u00e3o se pode pensar a corporeidade negra dissociada desses fatores.<BR> Penso que o cabelo do negro \u00e9 um dado da corporeidade que nos ajuda a compreender o conflito racial vivido por negros e brancos no Brasil. A express\u00e3o &ldquo;cabelo ruim&rdquo;, &ldquo;cabelo bom&rdquo; t\u00e3o usada em nossa sociedade \u00e9 um dos exemplos de como o cabelo crespo expressa a tens\u00e3o estrutural das rela\u00e7\u00f5es raciais no Brasil, a qual tem sido alvo de rea\u00e7\u00f5es, transgress\u00f5es e ressignfica\u00e7\u00f5es oriundas dos pr\u00f3prios negros organizados em movimentos sociais ou por meio de diversas pr\u00e1ticas culturais e est\u00e9ticas. O cabelo do negro, visto como &ldquo;ruim&rdquo;, \u00e9 express\u00e3o do racismo e da desigualdade racial que recai sobre esse sujeito. Por isso, \u00e9 importante compreender melhor a rela\u00e7\u00e3o do negro com o corpo e com o cabelo. A mudan\u00e7a do cabelo pode significar v\u00e1rias e m\u00faltiplas viv\u00eancias, situa\u00e7\u00f5es sociais e processos identit\u00e1rios. O cabelo crespo na sociedade brasileira \u00e9 uma linguagem e, enquanto tal, ele comunica e informa sobre as rela\u00e7\u00f5es raciais.<BR>  <P><B>Em seu trabalho, a sra. analisa a rela\u00e7\u00e3o entre identidade negra, corpo, g\u00eanero e sexualidade. Como articular esses temas?<\/B>  <P>Essa \u00e9 uma articula\u00e7\u00e3o complexa e h\u00e1 muito que se estudar sobre ela. A corporeidade est\u00e1 profundamente relacionada com as identidades que constru\u00edmos em sociedade e na cultura. Ela est\u00e1 relacionada com a constru\u00e7\u00e3o do masculino e do feminino, com as hierarquias de poder, com a diversidade \u00e9tnico-racial, com as leituras, viv\u00eancias e interpreta\u00e7\u00f5es sobre a sexualidade. Acho que o mais importante \u00e9 pensar a rela\u00e7\u00e3o entre identidade negra, corpo, g\u00eanero e sexualidade para al\u00e9m da leitura sobre &ldquo;a sexualidade da mulher negra e do homem negro&rdquo; no contexto do racismo e das rela\u00e7\u00f5es de poder. Esses fatores s\u00e3o importantes e n\u00e3o se pode desconsider\u00e1-los quando estudamos as rela\u00e7\u00f5es raciais, por\u00e9m, h\u00e1 tamb\u00e9m um outro lado: aquele que se refere ao negro e \u00e0 negra como sujeitos, que lidam com sua corporeidade e sua sexualidade e fazem escolhas. Essas escolhas s\u00e3o tamb\u00e9m pol\u00edticas e \u00e9 importante entendermos como o corpo negro pode ser considerado historicamente n\u00e3o como um corpo submisso mas, sim, um corpo transgressor diante do processo de domina\u00e7\u00e3o, dos padr\u00f5es morais e sociais impostos. Pensar a rela\u00e7\u00e3o entre g\u00eanero, corpo, identidade negra e sexualidade pode nos ajudar a aprofundar e dar outras interpreta\u00e7\u00f5es a quest\u00f5es como: direitos reprodutivos, contracep\u00e7\u00e3o versus religiosidade, a esfera dos afetos, sexo, corpo e poder, corpo e trabalho, posturas masculinas e femininas, considerando que estes t\u00eam implica\u00e7\u00f5es diferentes na vida dos sujeitos quando articulamos g\u00eanero, ra\u00e7a, idade e classe.<BR>  <P><B>Em seu artigo, a sra. assinala que o processo de constru\u00e7\u00e3o da identidade\/corporeidade negra no pa\u00eds &ndash; processo de tornar-se negro &ndash; se d\u00e1 por meio de um movimento dial\u00e9tico de rejei\u00e7\u00e3o\/aceita\u00e7\u00e3o e nega\u00e7\u00e3o\/afirma\u00e7\u00e3o do corpo. Esse processo \u00e9 o mesmo para todas as pessoas negras?<\/B>  <P>Eu diria que h\u00e1 uma probabilidade muito grande de que muitas pessoas negras vivenciem o processo de constru\u00e7\u00e3o da identidade negra dessa maneira. Tal situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 impregnada &ldquo;nas pessoas&rdquo;, mas precisa ser entendida no contexto do racismo e das rela\u00e7\u00f5es raciais constru\u00eddas no Brasil. As pesquisas j\u00e1 realizadas sobre a constru\u00e7\u00e3o da identidade negra apontam nessa dire\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, observo que as an\u00e1lises realizadas tendem a privilegiar o movimento de &ldquo;rejei\u00e7\u00e3o\/aceita\u00e7\u00e3o&rdquo; do ser negro. Eu mesma no in\u00edcio das minhas pesquisas me voltava mais para esse aspecto. No entanto, o contato com os sal\u00f5es \u00e9tnicos me fez compreender o movimento de &ldquo;ressignifica\u00e7\u00e3o&rdquo; do ser negro e este \u00e9 o que eu considero atualmente como o mais importante e pouco explorado pelo campo de estudos sobre rela\u00e7\u00f5es raciais e identidade negra no Brasil. Essa ressignifica\u00e7\u00e3o vai depender da forma como o sujeito lida com a sua identidade e com a sua corporeidade, da sua inser\u00e7\u00e3o em diferentes espa\u00e7os sociais e das leituras e interpreta\u00e7\u00f5es sociais e individuais sobre o &ldquo;ser negro&rdquo; no Brasil. Por isso, a ressignifica\u00e7\u00e3o da identidade negra \u00e9 coletiva, mesmo que se anuncie individual. Eu diria que, at\u00e9 o momento, esse \u00e9 o entendimento que a pesquisa me possibilitou sobre o complexo processo de constru\u00e7\u00e3o da identidade negra no Brasil mas, tenho certeza, de que h\u00e1 mais coisas que ainda n\u00e3o descobrimos. E \u00e9 esse &ldquo;a mais&rdquo; que estou empenhada a pesquisar.<BR>  <P><B>Por que boa parte de homens e mulheres negras lidam com a corporeidade (cabelo, corpo etc) de forma t\u00e3o conflituosa e o que isso nos mostra?<\/B>  <P>Acho que nos mostra como o corpo foi transformado pela cultura num s\u00edmbolo identit\u00e1rio, independentemente do sexo, idade, cor, nacionalidade etc. Estamos diante de um significado social do corpo que permeia todos os povos. Nesse processo, o contexto hist\u00f3rico e pol\u00edtico vivido pelos homens e mulheres imprimem marcas e especificidades a esse corpo. Eu diria que o simbolismo do corpo assume uma tal import\u00e2ncia na cultura que, atrav\u00e9s do estudo dos corpos, podemos compreender v\u00e1rios aspectos da vida social e da individualidade das pessoas.<BR> O cabelo ganha import\u00e2ncia na constitui\u00e7\u00e3o da corporeidade nas diversas culturas por ser um ve\u00edculo capaz de transmitir diferentes mensagens, por isso possibilita as mais diferentes leituras e interpreta\u00e7\u00f5es. Desse modo, para muitos, o cabelo \u00e9 a moldura do rosto e um dos primeiros sinais a serem observados no corpo humano.<BR> A manipula\u00e7\u00e3o do cabelo se faz presente nos mais diversos povos. A meu ver, essa situa\u00e7\u00e3o apresenta algo mais complexo: para se compreender o sentido social do cabelo e do corpo nas diversas culturas, precisamos aprofundar um pouco mais o estudo sobre as t\u00e9cnicas corporais e sua rela\u00e7\u00e3o com os fatores fisio-psico-sociol\u00f3gicos que as acompanham, conforme nos ensinou Marcel Mauss. Isso nos ajudar\u00e1 a entender os conflitos em torno da corporeidade.<BR>  <P><B>Como a sra. analisa as refer\u00eancias ancestrais africanas recriadas no Brasil?<\/B>  <P>Acho que o mais importante \u00e9 conhecer melhor a \u00c1frica, sua hist\u00f3ria, sua cultura e seus povos. Vivemos, no Brasil, uma total ignor\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a esses aspectos. Essa ignor\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 constru\u00edda no vazio, mas \u00e9 fruto do racismo, do mito da democracia racial, de uma imagem distorcida e\/ou mitificada sobre a \u00c1frica que aprendemos a construir em sociedade. Mudar essa vis\u00e3o \u00e9 desencadear um processo educativo na sociedade brasileira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s nossas refer\u00eancias ancestrais africanas, n\u00e3o para cultu\u00e1-las e cristaliz\u00e1-las, mas para conhec\u00ea-las, compreend\u00ea-las e valoriz\u00e1-las como formadoras da nossa sociedade. Poderemos, ent\u00e3o, ter uma outra compreens\u00e3o sobre a escravid\u00e3o e a hist\u00f3ria de domina\u00e7\u00e3o colonial dos pa\u00edses africanos, da riqueza das culturas e reinos africanos, as guerras, os conflitos, a arte, a metalurgia, a est\u00e9tica.<BR> Penso que ao conhecermos mais as nossas refer\u00eancias ancestrais africanas conheceremos um pouco mais a forma como a sociedade brasileira se construiu e entenderemos o que alguns autores chamam de &ldquo;africanidades brasileiras&rdquo;. N\u00e3o h\u00e1 aqui nenhuma leitura essencialista sobre a \u00c1frica mas o reconhecimento de que sabemos pouco sobre uma das matrizes da constru\u00e7\u00e3o da nossa sociedade e sobre a di\u00e1spora africana. Por\u00e9m, esse conhecimento n\u00e3o pode ficar restrito \u00e0s refer\u00eancias ancestrais vendo-as apenas na perspectiva do passado. Ele tem que se articular com o que \u00e9 a \u00c1frica, hoje, seus dilemas, conflitos, etnias, hist\u00f3ria e inser\u00e7\u00e3o internacional.<BR> Atualmente, h\u00e1 tentativas de inserir esse processo educativo desde a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Temos, hoje, a lei 10.639\/03 e as diretrizes curriculares nacionais dela advindas. Por meio destas, o estudo da hist\u00f3ria da \u00c1frica e das culturas afro-brasileiras tornou-se obrigat\u00f3rio nas escolas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica p\u00fablicas e privadas. H\u00e1 um processo longo a ser realizado para que a lei se transforme efetivamente em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas. Espero que esse movimento feito na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica traga luzes e estimule a discuss\u00e3o nos cursos superiores. <\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta entrevista, a educadora Nilma Lino Gomes explica porque \u00e9 importante pensar a rela\u00e7\u00e3o entre g\u00eanero, corpo, identidade negra e sexualidade e como essa reflex\u00e3o pode ajudar a aprofundar e dar outras interpreta\u00e7\u00f5es a quest\u00f5es como a dos direitos reprodutivos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1404","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - 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