{"id":1412,"date":"2005-09-07T00:00:00","date_gmt":"2005-09-07T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2005\/09\/07\/a-reinvencao-do-corpo\/"},"modified":"2005-09-07T00:00:00","modified_gmt":"2005-09-07T03:00:00","slug":"a-reinvencao-do-corpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/","title":{"rendered":"A reinven\u00e7\u00e3o do corpo"},"content":{"rendered":"<p>A primeira vez que a palavra \u00abtransexual\u00bb apareceu na literatura m\u00e9dica foi em 1949, sob o signo de uma doen\u00e7a mental. At\u00e9 hoje a transexualidade figura como transtorno mental na classifica\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (CID-10) e na Psiquiatria (DSM). Para a soci\u00f3loga Berenice Bento, pesquisadora do Departamento de Sociologia da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), n\u00e3o se trata de uma patologia mas de uma experi\u00eancia de conflito com as normas de g\u00eanero. Em sua tese de doutorado, &ldquo;A reinven\u00e7\u00e3o do corpo: sexualidade e g\u00eanero na experi\u00eancia transexual&rdquo;, defendida na UnB em 2003 e que ser\u00e1 publicada pelo CLAM e editora Garamond em mar\u00e7o de 2006, ela analisa a experi\u00eancia transexual a partir de uma perspectiva te\u00f3rica divergente.<BR> <BR> &ldquo;Tento encontrar nas rela\u00e7\u00f5es sociais os mecanismos mediante aos&nbsp;quais a sociedade constr\u00f3i os corpos-homem e corpos-mulher&rdquo;, diz a pesquisadora, cujo artigo &ldquo;Da transexualidade oficial \u00e0s transexualidades&rdquo; integra o livro Sexualidade e Saberes: Conven\u00e7\u00f5es e Fronteiras, publicado em 2004 pelo CLAM e editora Garamond, resultante de um semin\u00e1rio organizado em parceria com o N\u00facleo de Estudos de G\u00eanero PAGU (Universidade Estadual de Campinas) em 2003.<BR> <BR> No \u00e2mbito dos direitos humanos, embora defenda o direito \u00e0 cirurgia de mudan\u00e7a de sexo, Berenice acha importante levar em conta outras reivindica\u00e7\u00f5es dos\/as transexuais, tais como uma pol\u00edtica de inclus\u00e3o no mercado de trabalho, um modelo educacional n\u00e3o transf\u00f3bico e a possibilidade da altera\u00e7\u00e3o de documentos de identidade sem a necessidade da transgenitaliza\u00e7\u00e3o. &ldquo;Os sofrimentos derivados da desconformidade entre o corpo-sexuado e a identidade de g\u00eanero s\u00e3o enormes e os constrangimentos a que tais pessoas s\u00e3o submetidas, inimagin\u00e1veis&rdquo;, diz ela.<BR> <BR> Nesta entrevista, a soci\u00f3loga fala dessas e outras quest\u00f5es em torno do tema.<BR> <BR> <B><BR> Em sua abordagem, a sra. prop\u00f5e a necessidade de se interpretar a identidade de g\u00eanero, a sexualidade, a subjetividade e o corpo como modalidades relativamente independentes. A sra. pode explicar um pouco mais isto?<\/B><BR> <BR> As normas de g\u00eanero definem que o homem\/mulher de verdade tem p\u00eanis\/vagina, dever\u00e3o comportar-se ativamente\/passivamente e ser\u00e1 a heterossexualidade que dar\u00e1 sentido \u00e0s diferen\u00e7as anat\u00f4micas. H\u00e1 uma amarra\u00e7\u00e3o, uma costura, ditada pelas normas, no sentido de que o corpo reflete o sexo, e o g\u00eanero s\u00f3 pode ser entendido, s\u00f3 adquire vida, quando referido a essa rela\u00e7\u00e3o. As performatividades de g\u00eanero que se articulam fora dessa amarra\u00e7\u00e3o s\u00e3o postas \u00e0 margem, pois s\u00e3o analisadas como identidades &ldquo;transtornadas&rdquo;.<BR> <BR> A experi\u00eancia transexual p\u00f5e como palco de disputa um outro campo, n\u00e3o mais a sexualidade e o g\u00eanero, mas o pr\u00f3prio corpo constru\u00eddo como naturalmente dim\u00f3rfico. O dispositivo da transexualidade nos faz crer que as pessoas que vivem os conflitos entre corpo, g\u00eanero e sexualidade reivindicam a cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o para terem rela\u00e7\u00f5es sexuais normais, com os \u00f3rg\u00e3os sexuais apropriados. Penso que n\u00e3o \u00e9 a busca da heterossexualidade que os\/as motivam \u00e0 demandarem as cirurgias. O racioc\u00ednio l\u00f3gico, norteado pelas normas de g\u00eanero, \u00e9 mais ou menos assim: \u00abOra, se todo mulher\/homem tem vagina\/p\u00eanis e se todo mulher\/homem \u00e9 heterossexual, logo um\/a transexual de verdade quer uma vagina\/p\u00eanis para ser heterossexual\u00bb. Isso significa que todo transexual deseja a cirurgia? Que n\u00e3o existe homossexualidade entre os\/as transexuais? N\u00e3o \u00e9 verdade. S\u00e3o afirma\u00e7\u00f5es falsas. Um racioc\u00ednio retil\u00edneo como esse desfaz-se diante da pluralidade de articula\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias internas \u00e0 experi\u00eancia transexual. Quando afirmo: \u00absou mulher\u00bb, n\u00e3o revelei nada sobre minha sexualidade, n\u00e3o \u00e9 verdade? Outra afirma\u00e7\u00e3o: \u00absou mulher e sou l\u00e9sbica\u00bb. Nesse caso, a minha sexualidade est\u00e1 em descontinuidade com as normas de g\u00eanero. Agora: \u00abSou uma transexual\u00bb. Se eu parto do pressuposto te\u00f3rico de que os sujeitos estruturam suas posi\u00e7\u00f5es no mundo de formas m\u00faltiplas, n\u00e3o posso derivar dessa informa\u00e7\u00e3o que ser transexual \u00e9 igual a ser heterossexual, tampouco que implique o desejo de realizar a cirurgia. O sinal de igualdade me d\u00e1 poucas pistas, da\u00ed a necessidade de pensar as modalidades constitutivas das posi\u00e7\u00f5es dos sujeitos independente de referentes dados e naturalizados.<BR> <BR> <B><BR> Em sua tese, s\u00e3o apresentadas as abordagens de Stoller e a de Benjamim, que prop\u00f5em teorias para explicar a transexualidade e apontam os &ldquo;tratamentos&rdquo; adequados. Benjamim aponta a cirurgia como \u00fanica alternativa terap\u00eautica poss\u00edvel enquanto profissionais da Psiquiatria &ndash; \u00e1rea de Stoller &ndash; defendem o tratamento psicanal\u00edtico da transexualidade. Que outro olhar ou leitura, fora dos marcos patologizantes e normatizadores do campo m\u00e9dico, podem ser propostos para interpretar as experi\u00eancias dos transexuais e dos intersexos?<\/B><BR> <BR> Na minha tese analiso a experi\u00eancia transexual a partir de uma perspectiva te\u00f3rica divergente a essas: tento encontrar nas rela\u00e7\u00f5es sociais os mecanismos mediante os quais a sociedade constr\u00f3i os corpos-homem e os corpos-mulher. Vejamos: antes do corpo ver a luz da vida, h\u00e1 um conjunto de expectativas e suposi\u00e7\u00f5es sobre os comportamentos que ir\u00e1 desempenhar. E como s\u00e3o estruturadas essas expectativas? A partir da informa\u00e7\u00e3o contida na genit\u00e1lia. As energias do futuro papai e mam\u00e3e s\u00e3o mobilizadas para saber qual o sexo da crian\u00e7a. Se menina: muito rosa, bonecas, vestidinhos, roupinha delicadas; se menino: azul, bola, rev\u00f3lveres, carros.<BR> <BR> A heterossexualidade funcionaria como uma matriz que confere sentido \u00e0s diferen\u00e7as anat\u00f4micas. Ora, o problema \u00e9 que h\u00e1 corpos que escapam, que fogem do controle social total. A experi\u00eancia transexual \u00e9 povoada por corpos que escapam, que n\u00e3o conseguem encontrar sentido existencial nas cartografias disponibilizadas e aceitas socialmente. Conforme afirmei, quando a crian\u00e7a nasce j\u00e1 encontra um mundo genereficado. J\u00e1 nascemos todos cirurgiados.<BR> <BR> Quando um pessoa afirma &ldquo;quero reconstruir meu corpo, quero uma cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o&rdquo;, est\u00e1 afirmando implicitamente que a primeira &ldquo;cirurgia&rdquo;, a que definiu o g\u00eanero a partir da genit\u00e1lia, n\u00e3o foi exitosa. Dessa forma, quando localizo nas institui\u00e7\u00f5es sociais e nas rela\u00e7\u00f5es sociais delas decorrentes a explica\u00e7\u00e3o para a g\u00eanese da experi\u00eancia transexual, inverto a l\u00f3gica: s\u00e3o as normas de g\u00eanero que possibilitam a emerg\u00eancia de conflitos identit\u00e1rios com essas mesmas normas. Esta abordagem est\u00e1 ancorada em estudos das Ci\u00eancias Sociais que interpretam as identidades e sexualidades fora dos marcos patologizantes.<BR> <BR> <B><BR> No Brasil h\u00e1 uma exig\u00eancia para as pessoas que desejam fazer a transgenitaliza\u00e7\u00e3o: submeter-se a um per\u00edodo de terapia de dois anos, antes da realiza\u00e7\u00e3o da cirurgia. Os terapeutas esperam que este tempo possa demover o candidato da id\u00e9ia e\/ou necessidade da cirurgia. Qual o seu ponto de vista em rela\u00e7\u00e3o a uma pessoa que queira mudar de sexo? Este tempo realmente \u00e9 necess\u00e1rio?<\/B><BR> <BR> Defendo a absoluta legitimidade da reivindica\u00e7\u00e3o do sujeito que quer reconstruir seu corpo. Os sofrimentos derivados da desconformidade entre o corpo-sexuado e a identidade de g\u00eanero s\u00e3o enormes e os constrangimentos a que os sujeitos s\u00e3o submetidos, inimagin\u00e1veis. De forma geral, as pessoas transexuais come\u00e7am o processo transexualizador antes de fazer parte de um programa em um hospital e j\u00e1 desenvolvem caracter\u00edsticas corporais e perform\u00e1ticas do g\u00eanero identificado. Agora, quanto tempo a pessoa transexual deve fazer terapia para que possa fazer a cirurgia? Quando tempo deve freq\u00fcentar o hospital? A pergunta deve ser outra: Por qu\u00ea fazer terapia? As pessoas transexuais, de forma geral, chegam aos hospitais com a certeza de que querem fazer a cirurgia. Mas essa certeza \u00e9 posta em d\u00favida o tempo todo pela equipe m\u00e9dica. Ou seja, a d\u00favida n\u00e3o est\u00e1 com o demandante, mas com a equipe que precisa rastrear indicadores que fundamentem um parecer final. Quais os indicadores? Aqueles disponibilizados socialmente para se classificar algu\u00e9m como mulher ou homem. Al\u00e9m das quest\u00f5es referentes \u00e0 identidade de g\u00eanero, far-se-\u00e1 uma observa\u00e7\u00e3o minuciosa e silenciosa da forma como os\/as demandantes se vestem, caminham, cruzam as pernas. Ser\u00e1 que o tempo de terapia \u00e9 realmente necess\u00e1rio? Qualquer estudante de psicologia sabe que o sucesso de qualquer terapia est\u00e1 diretamente ligado ao desejo do paciente de dar sentido a regi\u00f5es nebulosas de sua vida. Ora, como impor uma terapia?<BR> <BR> <B><BR> E quanto \u00e0 necessidade imposta pelo Estado de, primeiro, ser diagnosticado que o candidato \u00e0 cirurgia sofre de um transtorno mental, para ent\u00e3o, poder realiz\u00e1-la, numa forma de justificar o procedimento? <\/B><BR> <BR> Devemos ter cuidado com os argumentos para justificar as cirurgias e o pagamento da seguridade social para o processo transexualizador. J\u00e1 ouvi muitas pessoas transexuais argumentarem que para o Estado pagar as cirurgias deve-se continuar a considerar a transexualidade como uma doen\u00e7a, um transtorno. N\u00e3o concordo. \u00c9 uma t\u00e1tica perigosa. Penso a transexualidade como experi\u00eancia de conflito com as normas de g\u00eanero. Para muitos transexuais a cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a possibilidade concreta de ascenderem \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana, e o Estado deve custear o processo transexualizador. N\u00e3o vejo nenhuma contradi\u00e7\u00e3o em seguirmos lutando pela despatologiza\u00e7\u00e3o (consequentemente, a retirada da transexualidade do c\u00f3digo internacional de doen\u00e7as) e, ao mesmo tempo, lutarmos pelos direitos humanos das pessoas transexuais. \u00c9 a\u00ed onde localizo a quest\u00e3o das cirurgias, no \u00e2mbito dos direitos humanos, mas n\u00e3o me limito a ela. H\u00e1 um conjunto de reivindica\u00e7\u00f5es: pol\u00edticas de inclus\u00e3o no mercado de trabalho, um modelo educacional n\u00e3o transf\u00f3bico, o direito a mudarem os documentos de identidade sem terem realizado a cirurgia. Esse \u00faltimo ponto \u00e9 essencial. Da mesmo forma que para muitas pessoas transexuais a cirurgia \u00e9 fundamental, para outras, as mudan\u00e7as do nome e do sexo nos documentos s\u00e3o priorit\u00e1rias.<BR> <BR> <B><BR> No \u00e2mbito dos direitos humanos, qual a import\u00e2ncia dessas reivindica\u00e7\u00f5es? <\/B><BR> <BR> Significa primeiramente apontar a diversidade dos g\u00eaneros e deslocar o g\u00eanero de qualquer refer\u00eancia biol\u00f3gica; reconhecer-lhes a condi\u00e7\u00e3o de sujeitos, com capacidade de elaborar significados para seus sofrimentos, al\u00e9m de serem sujeitos de direitos, demandantes de pol\u00edticas p\u00fablicas inclusivas. H\u00e1 um profundo e inc\u00f4modo sil\u00eancio nas sociedades latino-americanas sobre os direitos humanos dos transg\u00eaneros. Devemos desconfiar desse sil\u00eancio. Ao mesmo tempo recebemos not\u00edcias do elevado n\u00edvel de viol\u00eancia contra os transg\u00eaneros. Viol\u00eancia freq\u00fcentemente institucionalizada: policiais matam, mutilam, prendem. Quando realizam tais atos, est\u00e3o respaldados pela legitimidade que as normas de g\u00eanero conferem a seus atos, normas que s\u00f3 atribuem humanidade aos corpos coerentes. Toda vez que uma travesti \u00e9 agredida, um <I>gay<\/I> \u00e9 insultado, um\/a transexual humilhado\/a, estamos diante da lei de g\u00eanero operando seu poder normatizador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A soci\u00f3loga Berenice Bento (UnB) interpreta a transexualidade fora dos marcos patologizantes. Para a pesquisadora, esta \u00e9 uma experi\u00eancia de conflito com as normas de g\u00eanero, usadas socialmente para classificar algu\u00e9m como homem ou mulher.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1412","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A reinven\u00e7\u00e3o do corpo - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A reinven\u00e7\u00e3o do corpo - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"A soci\u00f3loga Berenice Bento (UnB) interpreta a transexualidade fora dos marcos patologizantes. Para a pesquisadora, esta \u00e9 uma experi\u00eancia de conflito com as normas de g\u00eanero, usadas socialmente para classificar algu\u00e9m como homem ou mulher.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2005-09-07T03:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/\",\"name\":\"A reinven\u00e7\u00e3o do corpo - CLAM - ES\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\"},\"datePublished\":\"2005-09-07T03:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A reinven\u00e7\u00e3o do corpo\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\",\"name\":\"CLAM - ES\",\"description\":\"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/clam.fw2web.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A reinven\u00e7\u00e3o do corpo - CLAM - ES","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"A reinven\u00e7\u00e3o do corpo - CLAM - ES","og_description":"A soci\u00f3loga Berenice Bento (UnB) interpreta a transexualidade fora dos marcos patologizantes. Para a pesquisadora, esta \u00e9 uma experi\u00eancia de conflito com as normas de g\u00eanero, usadas socialmente para classificar algu\u00e9m como homem ou mulher.","og_url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/","og_site_name":"CLAM - ES","article_published_time":"2005-09-07T03:00:00+00:00","author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Tiempo de lectura":"9 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/","name":"A reinven\u00e7\u00e3o do corpo - CLAM - ES","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website"},"datePublished":"2005-09-07T03:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-reinvencao-do-corpo\/1412\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clam.org.br\/es\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A reinven\u00e7\u00e3o do corpo"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/","name":"CLAM - ES","description":"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"sameAs":["https:\/\/clam.fw2web.com.br"],"url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1412","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1412"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1412\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}