{"id":1415,"date":"2005-07-21T00:00:00","date_gmt":"2005-07-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2005\/07\/21\/a-hierarquia-continua\/"},"modified":"2005-07-21T00:00:00","modified_gmt":"2005-07-21T03:00:00","slug":"a-hierarquia-continua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/","title":{"rendered":"A hierarquia continua"},"content":{"rendered":"<p>Autor de mais de uma dezena de livros, entre eles &ldquo;Para ingl\u00eas ver: identidade e pol\u00edtica na cultura brasileira&rdquo; e &ldquo;O que \u00e9 Homossexualidade&rdquo;, o antrop\u00f3logo ingl\u00eas Peter Fry, do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Antropologia (ABA), lembra que, quando chegou ao Brasil, h\u00e1 35 anos, pensar em paradas de orgulho gay era algo fora de discuss\u00e3o. &ldquo;Quase tudo era a portas fechadas&rdquo;, diz ele, at\u00e9 o in\u00edcio do movimento homossexual, na d\u00e9cada de 1970. &ldquo;Nesta \u00e9poca, &lsquo;assumir&rsquo; era palavra de ordem das mais importantes&rdquo;.<BR> <BR> Nesta entrevista, o antrop\u00f3logo, que acaba de participar da 57\u00aa Reuni\u00e3o Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), em Fortaleza, na qual proferiu a confer\u00eancia &ldquo;Homossexualidade e Sociedade: mudan\u00e7as e continuidades&rdquo;, fala dos avan\u00e7os alcan\u00e7ados pelo movimento GLBT no cen\u00e1rio brasileiro e o que precisa avan\u00e7ar. Segundo ele, a &ldquo;velha obsess\u00e3o&rdquo; pelos dois paradigmas (ativo\/passivo) continua a dominar o imagin\u00e1rio er\u00f3tico do mundo gay, o que ele j\u00e1 tinha observado h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas. &ldquo;A hierarquia persiste no imagin\u00e1rio e na performance&rdquo;.<BR> <BR> <B>&#8211; O Sr. \u00e9 autor do livro &ldquo;O que \u00e9 homossexualidade&rdquo;. Como definir homossexualidade? O termo ainda faz sentido frente a essa explos\u00e3o de identidades dentro do movimento homossexual?<\/B><BR> <BR> O termo homossexualidade vale para descrever rela\u00e7\u00f5es sexuais e er\u00f3ticas entre pessoas do mesmo sexo. Mas voc\u00ea tem toda raz\u00e3o. As identidades proliferam cada vez mais e obedecem \u00e0 l\u00f3gica pol\u00edtica e cultural local. Mas sempre foi assim. Houve e h\u00e1 rapazes que transam por dinheiro com pessoas do mesmo sexo, mas n\u00e3o se consideram homossexuais nem gays. S\u00e3o rapazes apenas. Regina Facchini descreve o recente processo de prolifera\u00e7\u00e3o de identidades e siglas no seu livro &ldquo;Sopa de Letrinhas&rdquo;. \u00c0s vezes penso que essas identidades s\u00e3o, no fundo, varia\u00e7\u00f5es sobre o tema da rela\u00e7\u00e3o entre masculinidade e feminilidade no imagin\u00e1rio mais geral e no imagin\u00e1rio mais particular do grupo GLBT.<BR> <BR> <B>&#8211; Na sua vis\u00e3o, como est\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o homossexualidade x sociedade no Brasil? Quais as mudan\u00e7as e os avan\u00e7os alcan\u00e7ados, j\u00e1 que hoje temos homossexuais nas novelas, vencendo o Big Brother etc <\/B><BR> <BR> Trinta e cinco anos atr\u00e1s quando cheguei ao Brasil, pensar em paradas enormes e vencedores de Big Brother era imposs\u00edvel. Na d\u00e9cada de 50 e 60, quase tudo era a portas fechadas. Na d\u00e9cada de 1970 come\u00e7ou o movimento homossexual, j\u00e1 p\u00fablico e &ldquo;assumido&rdquo;. Ali\u00e1s, &ldquo;assumir&rdquo; era palavra de ordem das mais importantes. A vit\u00f3ria de Jean no BBB significa um passo enorme para a mudan\u00e7a de preconceitos na sociedade. A \u00fanica maneira de eliminar o sofrimento das tais &ldquo;minorias&rdquo; \u00e9 atacar os estere\u00f3tipos, transformando as representa\u00e7\u00f5es. Mesmo assim, continua dif\u00edcil fazer mudar a legisla\u00e7\u00e3o, sobretudo por causa da oposi\u00e7\u00e3o das igrejas em geral. Marcelo Natividade est\u00e1 documentando os mitos e atos das igrejas protestantes, determinadas a &ldquo;curar&rdquo; a homossexualidade. Apesar da medicina n\u00e3o mais tratar a homossexualidade como doen\u00e7a ou desvio, certas igrejas ainda pensam assim. E, creio, \u00e9 assim que continua pensando grande parte da popula\u00e7\u00e3o (apesar de votar em Jean no BBB). Afinal, as pesquisas do CLAM e da Datafolha mostram que a grande maioria dos que v\u00e3o \u00e0s paradas s\u00e3o certa elite cultural e econ\u00f4mica!<BR> <BR> <B>&#8211; Como o Sr. enxerga essa visibilidade atual?<\/B><BR> <BR> A visibilidade sempre foi uma op\u00e7\u00e3o para as pessoas com vontade de manter rela\u00e7\u00f5es homossexuais. No passado os &ldquo;veados&rdquo; e &ldquo;bichas&rdquo; se fizeram muito vis\u00edveis, inclusive para poder achar parceiros. A sociedade reservou territ\u00f3rios onde essa visibilidade era marcada: carnaval, candombl\u00e9, sal\u00f5es de beleza, o mundo da moda etc.<BR> <BR> Na d\u00e9cada de 1970, o movimento homossexual nasceu com vontade de tornar a homossexualidade mais vis\u00edvel para a sociedade e mais aceit\u00e1vel para os homens e mulheres em quest\u00e3o.<BR> <BR> A AIDS veio para aumentar ainda mais a visibilidade. Os homossexuais eram vistos como &ldquo;grupo de risco&rdquo;. Come\u00e7ou uma ind\u00fastria de pesquisas, uma vontade de saber, que foi escrutinando a privacidade da homossexualidade, escancarando todo um mundo de prazeres conhecido antes apenas pelos participantes. A campanha contra a AIDS fomentou tamb\u00e9m os grupos organizados em Ongs. Gl\u00e1ucia Almeida na sua recente tese de doutorado defendida no IMS\/UERJ, demonstra como a campanha contra AIDS foi importante para a consolida\u00e7\u00e3o de Ongs l\u00e9sbicas.<BR> <BR> Com as paradas gay a visibilidade aumentou ainda mais. A visibilidade positiva da homossexualidade ajuda muitas pessoas (inclusive aquelas que n\u00e3o se distinguem na sua performance de quaisquer outras pessoas) a se sentirem confort\u00e1veis com a sua homossexualidade. Isso \u00e9 bom para o bem estar das pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo, bem como para a sociedade como todo. Menos neurose para todos! Mais criatividade e mais presen\u00e7a.<BR> <BR> <B>&#8211; O que mudou e avan\u00e7ou em todos esses anos? <\/B><BR> <BR> O que mudou \u00e9 a visibilidade, a &ldquo;normaliza\u00e7\u00e3o&rdquo; da homossexualidade. Tamb\u00e9m a prolifera\u00e7\u00e3o de identidades e gostos. A internet revolucionou a vida dos gays tamb\u00e9m. Pesquisa de Julio Sim\u00f5es em S\u00e3o Paulo mostra como mudou radicalmente a vida dos mais velhos, n\u00e3o mais acuados, mas presentes no mundo p\u00fablico. Isso aponta para mais uma mudan\u00e7a de enorme import\u00e2ncia: o crescimento do mercado para gays, l\u00e9sbicas, bissexuais e transg\u00eaneros. Bares, saunas, restaurantes, boates, hot\u00e9is, turismo, etc. Foi a alian\u00e7a entre uma parte do movimento homossexual e o com\u00e9rcio que fez poss\u00edveis as paradas. E n\u00e3o devemos esquecer o Estado. Por mais que a legisla\u00e7\u00e3o avance lentamente, os governos federais, estaduais e municipais ap\u00f3iam eventos como as paradas. Parece bom neg\u00f3cio para eles!<BR> <BR> A AIDS tamb\u00e9m teve um efeito ainda dif\u00edcil de avaliar. No inicio estimulou uni\u00f5es mais est\u00e1veis. Estimulou tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o de Ongs GLBT. Fortaleceu identidades e a sociedade dita civil. Que ironia! O estado financia a sociedade civil!!!.<BR> <BR> <B>&#8211; E o que continuou ou ainda n\u00e3o foi tocado? O que ainda precisa avan\u00e7ar? <\/B><BR> <BR> Bem, acho que a velha obsess\u00e3o com &ldquo;ativos&rdquo; e &ldquo;passivos&rdquo; continua a dominar o imagin\u00e1rio er\u00f3tico do &ldquo;mundo gay&rdquo;. E por mais que a homossexualidade ganhe aceita\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um preconceito que continua contra os mais efeminados. H\u00e1 uma celebra\u00e7\u00e3o dos valores da masculinidade, sobretudo na performance social. S\u00e9rgio Carrara tem escrito sobre isso com base em pesquisas feitas nas paradas gay.<BR> <BR> As pesquisas de Luiz Mott mostram que a extrema viol\u00eancia continua a permear as rela\u00e7\u00f5es homossexuais e mais de metade dos participantes das paradas gay de S\u00e3o Paulo e Porto Alegre afirmam ter sofrido agress\u00f5es. Luis Mott tem raz\u00e3o quando afirma que a homofobia \u00e9 a mais acirrada das minoriafobias.<BR> <BR> <B>&#8211; Em seu artigo \u00abDa hierarquia \u00e0 igualdade\u00bb o Sr. organiza as pr\u00e1ticas homossexuais no Brasil segundo dois modelos: o tradicional (hier\u00e1rquico) e o modelo moderno (igualit\u00e1rio). Ainda \u00e9 v\u00e1lida essa classifica\u00e7\u00e3o, essa leitura sobre o mundo homossexual no Brasil?<\/B><BR> <BR> Sim, acho que sim. Quando escrevi esse artigo n\u00e3o fiz muito al\u00e9m de enxergar o princ\u00edpio sociol\u00f3gico geral (bastante desvendado pelos antrop\u00f3logos do Museu Nacional da \u00e9poca) na sociabilidade homossexual. O que vi na d\u00e9cada de 1970 era a emerg\u00eancia da import\u00e2ncia do individuo como valor, uma rejei\u00e7\u00e3o das velhas hierarquias entre os g\u00eaneros e as orienta\u00e7\u00f5es sexuais e entre a categoriza\u00e7\u00e3o entre &ldquo;ativos&rdquo; e &ldquo;passivos&rdquo;. O que identifiquei como o modelo igualit\u00e1rio adquiriu for\u00e7a e visibilidade. Na luta para os direitos h\u00e1 todo um esfor\u00e7o de reduzir os empecilhos hier\u00e1rquicos. Ao mesmo tempo, como falei acima, a hierarquia continua no imagin\u00e1rio e na performance. Os dois paradigmas continuam presentes, permitindo a produ\u00e7\u00e3o de identidades h\u00edbridas; identidades essas que convivem nas paradas gay.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O antrop\u00f3logo Peter Fry lembra que, h\u00e1 30 anos, pensar em paradas de orgulho gay no Brasil era imposs\u00edvel. Nesta entrevista, ele fala de mudan\u00e7as e continuidades na abordagem ao tema da homossexualidade, na persist\u00eancia do modelo tradicional hier\u00e1rquico no imagin\u00e1rio er\u00f3tico do mundo gay.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1415","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A hierarquia continua - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A hierarquia continua - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O antrop\u00f3logo Peter Fry lembra que, h\u00e1 30 anos, pensar em paradas de orgulho gay no Brasil era imposs\u00edvel. Nesta entrevista, ele fala de mudan\u00e7as e continuidades na abordagem ao tema da homossexualidade, na persist\u00eancia do modelo tradicional hier\u00e1rquico no imagin\u00e1rio er\u00f3tico do mundo gay.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2005-07-21T03:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/\",\"name\":\"A hierarquia continua - CLAM - ES\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\"},\"datePublished\":\"2005-07-21T03:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A hierarquia continua\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\",\"name\":\"CLAM - ES\",\"description\":\"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/clam.fw2web.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A hierarquia continua - CLAM - ES","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"A hierarquia continua - CLAM - ES","og_description":"O antrop\u00f3logo Peter Fry lembra que, h\u00e1 30 anos, pensar em paradas de orgulho gay no Brasil era imposs\u00edvel. Nesta entrevista, ele fala de mudan\u00e7as e continuidades na abordagem ao tema da homossexualidade, na persist\u00eancia do modelo tradicional hier\u00e1rquico no imagin\u00e1rio er\u00f3tico do mundo gay.","og_url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/","og_site_name":"CLAM - ES","article_published_time":"2005-07-21T03:00:00+00:00","author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Tiempo de lectura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/","name":"A hierarquia continua - CLAM - ES","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website"},"datePublished":"2005-07-21T03:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/a-hierarquia-continua\/1415\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clam.org.br\/es\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A hierarquia continua"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/","name":"CLAM - ES","description":"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"sameAs":["https:\/\/clam.fw2web.com.br"],"url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1415"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1415\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}