{"id":1428,"date":"2012-06-06T00:00:00","date_gmt":"2012-06-06T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2012\/06\/06\/numeros-estrategicos\/"},"modified":"2012-06-06T00:00:00","modified_gmt":"2012-06-06T03:00:00","slug":"numeros-estrategicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/numeros-estrategicos\/1428\/","title":{"rendered":"N\u00fameros estrat\u00e9gicos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Por F&aacute;bio Grotz<\/em><\/p>\n<p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de brasileiro divulgou no final de maio pesquisa que apontava uma redu&ccedil;&atilde;o de 21% na mortalidade materna de 2010 para 2011. De acordo com os dados, de janeiro a setembro de 2010, houve 1.317 &oacute;bitos, enquanto que no mesmo per&iacute;odo de 2011 foram registradas 1.038 mortes.<\/p>\n<p>Os n&uacute;meros foram apresentados em reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Intersetorial da Sa&uacute;de da Mulher (Cismu\/Conselho Nacional de Sa&uacute;de) pelo ministro Alexandre Padilha.  Segundo o ministro, a marca &eacute; um fato hist&oacute;rico e deve ser creditada ao Programa Rede Cegonha, lan&ccedil;ado ano passado e cujo alvo &eacute; a sa&uacute;de materno-infantil. De acordo com o minist&eacute;rio, a Rede Cegonha atende atualmente a 36% das gestantes atendidas pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), e no ano passado, 1,7 milh&atilde;o de mulheres realizaram pelo menos 7 consultas de pr&eacute;-natal.<\/p>\n<p>A mortalidade materna no Brasil tem apresentado queda nos &uacute;ltimos anos, diante da crescente atua&ccedil;&atilde;o do Estado, que expandiu os servi&ccedil;os de atendimento &agrave; gestante.   No ano 2000, o Brasil comprometeu-se com as metas do mil&ecirc;nio propostas pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU). A iniciativa estabelece que, at&eacute; 2015, o Brasil reduza para 35 mortes de parturientes para cada 100 mil nascidos vivos.  De 1990 a 2010, o pa&iacute;s experimentou redu&ccedil;&atilde;o de 120 para 56 &oacute;bitos para cada 100 mil nascidos vivos, conforme <a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/vidae,mortalidade-materna-no-brasil-caiu-pela-metade-em-dez-anos-diz-oms,874603,0.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">relat&oacute;rio da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS)<\/a>.<\/p>\n<p>No entanto, a pesquisa divulgada pelo Minist&eacute;rio, apesar da pol&iacute;tica de enfrentamento da morte materna, deve ser vista com reservas, segundo a m&eacute;dica e dem&oacute;grafa Sandra Valongueiro, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPe). &ldquo;&Eacute; uma redu&ccedil;&atilde;o muito alta para t&atilde;o pouco tempo. Parece estar antes de tudo ligada a uma estrat&eacute;gia pol&iacute;tica do governo federal&rdquo;, critica Valongueiro, que integra o Comit&ecirc; Estadual de Mortalidade Materna de Pernambuco.<\/p>\n<p>Em entrevista ao CLAM, Sandra Valongueiro chama a aten&ccedil;&atilde;o para os problemas existentes no gerenciamento de informa&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos e para o modelo de sa&uacute;de da mulher idealizado e promovido pelo governo federal.<\/p>\n<p><b>O que os dados do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de dizem?<\/b><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, os dados referem-se a n&uacute;meros absolutos cotejados entre 2010 e 2011. S&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es quantitativas que n&atilde;o nos permitem tirar conclus&otilde;es consistentes. O que os n&uacute;meros dizem &eacute; uma queda no n&uacute;mero absoluto de &oacute;bitos, n&atilde;o uma queda no indicador de mortalidade materna.<\/p>\n<p><b>Ent&atilde;o, a comemora&ccedil;&atilde;o do governo deve ser vista com reserva?<\/b><\/p>\n<p>Sim, n&atilde;o podemos tomar estes n&uacute;meros da maneira que nos foi apresentada. Parece que h&aacute; uma estrat&eacute;gia pol&iacute;tica do governo, que, de forma ufanista, tem tentado atrelar &iacute;ndices &agrave;s suas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Antes de comemorar, &eacute; preciso olhar mais atentamente a realidade para ver o que realmente acontece com as mulheres pelo pa&iacute;s.<\/p>\n<p><b>E o que acontece?<\/b><\/p>\n<p>Temos um modelo de gerenciamento dos dados e das investiga&ccedil;&otilde;es sobre morte materna deficiente. Nos &uacute;ltimos anos, melhoramos a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o, mas a administra&ccedil;&atilde;o do fluxo dos registros &eacute; lenta. Quando morre uma mulher, de acordo com a <a href=\"http:\/\/www.saude.mt.gov.br\/upload\/legislacao\/1119-%5B2863-120110-SES-MT%5D.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">portaria 1.119\/28<\/a>, o hospital deve informar o &oacute;bito &agrave; secretaria municipal de sa&uacute;de, que ent&atilde;o repassa ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, em at&eacute; 48 horas. No entanto, n&atilde;o vemos isso acontecer plenamente.<\/p>\n<p><b>H&aacute;, ent&atilde;o, um problema de registro das mortes na ponta do sistema?<\/b><\/p>\n<p>Sim, embora a abrang&ecirc;ncia do sistema de acompanhamento dos &oacute;bitos tenha melhorado. Penso que o problema principal &eacute; a lentid&atilde;o como tais dados s&atilde;o repassados ao Minist&eacute;rio. Em munic&iacute;pios menores, muitas vezes tais dados nem chegam a ser transmitidos. Isso &eacute; um problema grave, que compromete o mapeamento da mortalidade materna. Os dados v&ecirc;m, sobretudo, de munic&iacute;pios maiores. E os menores? O Brasil n&atilde;o &eacute; feito apenas de centros urbanos. H&aacute; milhares de cidades que ficam &agrave; margem do sistema de registro dos &oacute;bitos maternos. Portanto, comemorar redu&ccedil;&atilde;o de mortalidade materna no Brasil &eacute; uma quest&atilde;o delicada, pois n&atilde;o h&aacute; um acompanhamento pleno sobre o que ocorre na imensid&atilde;o do pa&iacute;s.<\/p>\n<p><b>O governo federal tem privilegiado suas a&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da sa&uacute;de da mulher atrav&eacute;s da Rede Cegonha. Inclusive, o ministro associou a queda de 21% ao programa. &Eacute; uma explica&ccedil;&atilde;o razo&aacute;vel?<\/b><\/p>\n<p>No entendimento do ministro, faz sentido tal associa&ccedil;&atilde;o, se levarmos em conta que o governo tem na Rede Cegonha o carro-chefe para a quest&atilde;o da sa&uacute;de da mulher. Mas, na  minha opini&atilde;o, &eacute; uma explica&ccedil;&atilde;o imprecisa, pois a Rede Cegonha ainda n&atilde;o est&aacute; presente em muitos munic&iacute;pios no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>A mortalidade materna no Brasil tem ca&iacute;do nos &uacute;ltimos anos. &Eacute; um processo lento e, sobretudo, conforme vai caindo, torna-se ainda mais dif&iacute;cil reduzi-la. Os investimentos t&ecirc;m aumentado ao longo dos anos, assim como a abrang&ecirc;ncia dos servi&ccedil;os de pr&eacute;-natal. A diminui&ccedil;&atilde;o da fecundidade tamb&eacute;m &eacute; um fator importante, pois quanto menos gravidezes, menos exposi&ccedil;&atilde;o das mulheres aos riscos. Mas temos alguns problemas no modelo de sa&uacute;de voltado &agrave; mulher que colocam em d&uacute;vida o ufanismo do governo federal.<\/p>\n<p><b>Que tipo de problemas?<\/b> <\/p>\n<p> Nosso modelo de assist&ecirc;ncia obst&eacute;trica est&aacute; centrado no m&eacute;dico. E, como &eacute; de conhecimento p&uacute;blico, n&atilde;o apenas faltam m&eacute;dicos como eles est&atilde;o distribu&iacute;dos irregularmente no pa&iacute;s. Eles est&atilde;o concentrados nos centros urbanos, o que prejudica a qualidade do atendimento nas cidades menores. A mulher do interior muitas vezes precisa ir para a cidade grande para parir. &Eacute; uma trajet&oacute;ria complicada que aumenta os riscos de morte materna.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, o fato de apenas o m&eacute;dico ser a figura respons&aacute;vel pelo parto &eacute; uma quest&atilde;o para reflex&atilde;o. Dever&iacute;amos ampliar o pessoal apto para o parto, como as enfermeiras. E, mais do que isso, nosso modelo de assist&ecirc;ncia ao parto est&aacute; centrado no hospital, o que &eacute; uma quest&atilde;o problem&aacute;tica. Temos muitos problemas para tanta comemora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><b>O governo federal tem apostado na maternidade como o elemento central da sa&uacute;de da mulher, o que tem gerado muitas cr&iacute;ticas do movimento feminista quanto &agrave; neglig&ecirc;ncia a outros eventos da vida sexual e reprodutiva da mulher. Como tal orienta&ccedil;&atilde;o do governo reflete-se na vida das brasileiras?<\/b><\/p>\n<p>&Eacute; uma maneira reducionista de encarar a quest&atilde;o da sa&uacute;de reprodutiva que torna ainda mais vulner&aacute;vel a situa&ccedil;&atilde;o das mulheres. O ministro Alexandre Padilha tem continuamente batido na tecla da redu&ccedil;&atilde;o da morte materna face &agrave;s metas do mil&ecirc;nio.  Para reduzirmos os &iacute;ndices atuais, que est&atilde;o longe das metas, o governo precisa se esfor&ccedil;ar mais. Tenho certeza de que uma redu&ccedil;&atilde;o consistente da mortalidade materna passa antes pelo resgate da vis&atilde;o integral da sa&uacute;de da mulher do que pela comemora&ccedil;&atilde;o de n&uacute;meros. A vida de uma mulher n&atilde;o se reduz ao papel de m&atilde;e. Como fica a quest&atilde;o do aborto para o governo?<\/p>\n<p><b>&Eacute; um tema que o governo tem evitado, n&atilde;o?<\/b><\/p>\n<p>Sim, e faz parte desta estrat&eacute;gia do governo de focar a sa&uacute;de da mulher na quest&atilde;o da maternidade. &Eacute; uma orienta&ccedil;&atilde;o conservadora. N&atilde;o sou contra o governo incrementar os servi&ccedil;os de sa&uacute;de materno-infantil. Mas n&atilde;o podemos ficar apenas nisso. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, &eacute; preciso reconhecer, tem dado aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de feminina. O foco, entanto, precisa ser ampliado. Do contr&aacute;rio, penso que enfrentaremos muitas dificuldades e uma longa trajet&oacute;ria na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La investigaci\u00f3n divulgada por el Ministerio de Salud que indica una reducci\u00f3n del 21% en la mortalidad materna despierta cr\u00edticas. De acuerdo con la m\u00e9dica y dem\u00f3grafa Sandra Valongueiro (UFPe), los datos deben ser vistos con cautela, pues se refieren a n\u00fameros absolutos y contrastan con diversos problemas en los servicios de salud dirigidos a la mujer. <i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1429,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1428","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>N\u00fameros estrat\u00e9gicos - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/numeros-estrategicos\/1428\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"N\u00fameros estrat\u00e9gicos - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"La investigaci\u00f3n divulgada por el Ministerio de Salud que indica una reducci\u00f3n del 21% en la mortalidad materna despierta cr\u00edticas. 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