{"id":1448,"date":"2013-04-03T00:00:00","date_gmt":"2013-04-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2013\/04\/03\/envejecer-para-donde\/"},"modified":"2013-04-03T00:00:00","modified_gmt":"2013-04-03T03:00:00","slug":"envejecer-para-donde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/envejecer-para-donde\/1448\/","title":{"rendered":"\u00bfEnvejecer para d\u00f3nde?"},"content":{"rendered":"<p>O envelhecimento tem passado por um processo de ressignifica&ccedil;&atilde;o no Brasil, ganhando novos sentidos ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Dentre os operadores dessa mudan&ccedil;a, a gerontologia e a sexologia v&ecirc;m buscando apresentar a experi&ecirc;ncia sexual como elemento central para um envelhecimento bem sucedido, colidindo com concep&ccedil;&otilde;es estereotipadas e negativas a respeito do avan&ccedil;o da idade. O processo, no entanto, n&atilde;o tem se dado de maneira linear e homog&ecirc;nea: pesquisando sobre as imbrica&ccedil;&otilde;es entre envelhecimento e sexualidade em sua trajet&oacute;ria acad&ecirc;mica, o antrop&oacute;logo e pesquisador Mauro Brigeiro (Unicamp) tem observado que as reflex&otilde;es e proposi&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas sobre a tem&aacute;tica n&atilde;o est&atilde;o desapegadas de representa&ccedil;&otilde;es tradicionais. O saber sobre envelhecimento tem se constru&iacute;do de modo que o novo n&atilde;o surge como ruptura radical, embora certas configura&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero sejam modificadas nesses discursos.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m da esfera cient&iacute;fica, a articula&ccedil;&atilde;o entre envelhecimento e sexualidade tem adquirido contornos menos formais, no fluxo do cotidiano. Para Mauro Brigeiro, &eacute; importante refletir como os discursos de ordem acad&ecirc;mica s&atilde;o apropriados pelos idosos. Estariam os idosos assimilando integralmente a l&oacute;gica desse novo envelhecimento? Que tipos de representa&ccedil;&otilde;es podem ser identificadas na interface entre ci&ecirc;ncia e indiv&iacute;duos? At&eacute; que ponto tal interface est&aacute; perpassada por pressupostos de g&ecirc;nero?<\/p>\n<p>As novas problem&aacute;ticas trazidas pelas constru&ccedil;&otilde;es sociais do envelhecimento, segundo Mauro Brigeiro, expressam um car&aacute;ter multidisciplinar, sendo divulgadas tamb&eacute;m por espa&ccedil;os como a m&iacute;dia. Em entrevista ao CLAM, o pesquisador analisa esse processo, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que os efeitos desses arranjos discursivos ainda est&atilde;o por ser mais bem estudados e compreendidos.<\/p>\n<p><b>Em que medida a afirma&ccedil;&atilde;o da sexualidade como uma dimens&atilde;o positiva do envelhecimento significa uma tentativa de reformula&ccedil;&atilde;o de concep&ccedil;&otilde;es negativas sobre o avan&ccedil;o da idade?<\/b><\/p>\n<p>Conforme temos verificado na literatura especializada nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, h&aacute; um not&aacute;vel esfor&ccedil;o empreendido por geront&oacute;logos, sex&oacute;logos e outros profissionais por ressignificar o que vem a ser a sexualidade na velhice. Em tempos de cren&ccedil;a generalizada na sexualidade como elemento imprescind&iacute;vel do bem-estar e da sa&uacute;de, assim como da defesa da ideia do prazer sexual no marco dos direitos, tal qual assistimos atualmente, o sexo vem sendo arrolado com frequ&ecirc;ncia no discurso sobre o envelhecimento bem sucedido.<\/p>\n<p>De acordo como os entusiastas da sexualidade na velhice, a pr&aacute;tica sexual parece ser tanto um reflexo da boa velhice, como um &ldquo;recurso&rdquo; para envelhecer melhor, tornando-se curiosamente um ideal. No entanto, os efeitos dessa produ&ccedil;&atilde;o discursiva podem ser bastante vari&aacute;veis e ainda est&atilde;o por ser mais bem estudados e compreendidos. Se nos ativermos &agrave; m&iacute;dia, por exemplo, encontramos a&iacute; uma forte aliada para a repercuss&atilde;o dessa perspectiva sobre a sexualidade na velhice. Vejamos no caso dos pr&oacute;prios velhos: no&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/rbcsoc\/v27n80\/v27n80a03.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo que publicamos<\/a>&nbsp;recentemente na RBCS, com a professora Guita Debert, buscamos precisamente refletir se, e como, o ide&aacute;rio dos especialistas encontrava eco entre grupos e redes de sociabilidade de idosos. Para isso, fizemos uma revis&atilde;o de uma s&eacute;rie de etnografias realizadas no contexto brasileiro nos &uacute;ltimos anos. O que encontramos foi que os velhos e as velhas estudados parecem menos afeitos &agrave;s prescri&ccedil;&otilde;es e tecnologias dos especialistas no que tange ao sexo. A velhice e a sexualidade s&atilde;o dramatizadas segundo preocupa&ccedil;&otilde;es e l&oacute;gicas de g&ecirc;nero que n&atilde;o correspondem propriamente &agrave;quelas apontadas na produ&ccedil;&atilde;o bibliogr&aacute;fica especializada.<\/p>\n<p>Passando a outra esfera, h&aacute; ainda muito o que estudar sobre os efeitos desse ide&aacute;rio sobre os pr&oacute;prios profissionais que atuam em servi&ccedil;os cl&iacute;nicos ou de assist&ecirc;ncia social dirigidos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o idosa, ou seja, at&eacute; que ponto suas pr&aacute;ticas de aten&ccedil;&atilde;o expressam os elementos que definem tal ide&aacute;rio.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; simples precisar em que medida o discurso de afirma&ccedil;&atilde;o da sexualidade na velhice gera mudan&ccedil;as nas representa&ccedil;&otilde;es negativas sobre o avan&ccedil;o da idade. Correndo o risco implicado em toda simplifica&ccedil;&atilde;o, eu diria que a proposta de uma revaloriza&ccedil;&atilde;o do envelhecimento que inclui a atividade sexual como um de seus suportes, efetivamente, reconfigura, ou ao menos busca desestabilizar, certo sistema de valores e de imagens, afirmando que a conjuga&ccedil;&atilde;o de &ldquo;velhice&rdquo; e &ldquo;sexo&rdquo; seja plaus&iacute;vel. Por outro lado, essa mesma l&oacute;gica corrobora que para a dissocia&ccedil;&atilde;o entre esses significados seja percebida como inadequada, negativa, indesejada.<\/p>\n<p><b>&Eacute; poss&iacute;vel falar em uma sexualidade transgressora para aqueles que est&atilde;o envelhecendo? O envelhecimento permanece atrelado a concep&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero?<\/b><\/p>\n<p>Posso afirmar apenas que o ponto de vista assumido por muitos geront&oacute;logos e sex&oacute;logos sobre o tema pressup&otilde;e, sim, a necessidade de uma reformula&ccedil;&atilde;o de no&ccedil;&otilde;es acerca do sexo e de determinadas configura&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero. &Eacute; muito interessante notar que para esses especialistas a velhice instaura uma nova etapa do curso da vida sexual, instaura uma nova sexualidade, mais intensa e at&eacute; melhor, e que para ser bem vivida exigiria um exerc&iacute;cio de ressignifica&ccedil;&atilde;o por parte dos sujeitos. O que me parece mais interessante nesse assunto &eacute; analisar quais os elementos da imbrica&ccedil;&atilde;o sexo e g&ecirc;nero s&atilde;o destacados no discurso dos especialistas e que esp&eacute;cie de gest&atilde;o da velhice, dos corpos e dos prazeres est&aacute; sendo apresentada.<\/p>\n<p>Obviamente, h&aacute; normas e demarca&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero que s&atilde;o postas em quest&atilde;o nessa literatura especializada. Mas h&aacute; de se colocar a aten&ccedil;&atilde;o nos problemas evocados pelos especialistas, os argumentos que empregam para question&aacute;-los e nas tecnologias de interven&ccedil;&atilde;o e ordenamento formuladas para manter determinado exerc&iacute;cio sexual na velhice. Seguramente, a produ&ccedil;&atilde;o etnogr&aacute;fica sobre velhice e g&ecirc;nero ajuda bastante a pensar que tanto a proposta dos especialistas pode ser pensada como &ldquo;transgressora&rdquo;.<\/p>\n<p><b>H&aacute; espa&ccedil;o, no discurso da gerontologia, para identidades, pr&aacute;ticas e subjetividades n&atilde;o convencionais? At&eacute; que ponto a modeliza&ccedil;&atilde;o do envelhecimento, pode ser encarada como emancipat&oacute;ria?<\/b><\/p>\n<p>Na bibliografia que temos analisado, seja ela internacional ou nacional, a sexualidade na velhice exaltada &eacute; a que corresponde &agrave; gram&aacute;tica heterossexual. E mesmo ao interior desse marco, ela &eacute; bem espec&iacute;fica, circunscrevendo-se geralmente a intera&ccedil;&otilde;es de tipo conjugal.<\/p>\n<p>A sexualidade dos velhos apresentadas em relat&oacute;rios, decodificada em tabelas, delimitada nas descri&ccedil;&otilde;es sobre a fisiologia dos corpos e nas abstra&ccedil;&otilde;es sobre o aparato ps&iacute;quico, est&aacute; absolutamente subordinada &agrave; normatividade heterossexual. E desta modalidade, n&atilde;o s&atilde;o mencionadas express&otilde;es er&oacute;ticas e sexuais muito variadas. De certa forma, esse aspecto refor&ccedil;a a tend&ecirc;ncia apontada por muitos autores de que a sexualidade dita &ldquo;normal&rdquo;, heterossexual e vivida pelo par conjugal, &eacute; a que vem progressivamente recebendo aten&ccedil;&atilde;o pelos especialistas, sendo cooptada de forma privilegiada para o escopo de sua interven&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Sobre a segunda parte da pergunta, ainda que eu tenda a reconhecer o importante papel dos saberes sexol&oacute;gicos, e de alguns de seus representantes, em destacados processos hist&oacute;ricos de pol&iacute;tica e de emancipa&ccedil;&atilde;o sexual, tenho restri&ccedil;&otilde;es em interpretar a proposta de erotiza&ccedil;&atilde;o da velhice empreendida conjuntamente por geront&oacute;logos e sex&oacute;logos como algo emancipat&oacute;rio. Sem ignorar que a legitima&ccedil;&atilde;o social de uma velhice sexualizada abre novas possibilidades para os sujeitos concretos, n&atilde;o estou ainda seguro se as transforma&ccedil;&otilde;es operadas por esse processo, os efeitos por ele gerados, primam mais por seu car&aacute;ter libert&aacute;rio ou por colonizar e enclausurar outras racionalidades e formas de experimenta&ccedil;&atilde;o dos corpos.<\/p>\n<p><b>Nas suas reflex&otilde;es, voc&ecirc; tem observado uma abordagem mais matizada e plural e menos determinista das articula&ccedil;&otilde;es entre envelhecer e sexualidade. O que significa essa caracter&iacute;stica do discurso da gerontologia?<\/b><\/p>\n<p>O car&aacute;ter multidisciplinar da gerontologia est&aacute; associado a uma abordagem da sexualidade de tipo holista, n&atilde;o reduzida a aspectos biol&oacute;gicos. Tal conforma&ccedil;&atilde;o multidisciplinar e essa perspectiva holista da sexualidade nos levaram a pensar sobre a conflu&ecirc;ncia da gerontologia com o saber sexol&oacute;gico.<\/p>\n<p>Temos observado que o surgimento de novas problem&aacute;ticas no discurso especializado deriva tamb&eacute;m das aproxima&ccedil;&otilde;es e nexos entre diferentes campos de conhecimento e das conven&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o legitimando socialmente. A caracteriza&ccedil;&atilde;o proposta pela equipe coordenada pela professora Jane Russo, em seu&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/noticias-clam\/conteudo.asp?cod=8004\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estudo sobre a conforma&ccedil;&atilde;o do campo sexol&oacute;gico no Brasil<\/a>, &eacute; um importante eixo de reflex&atilde;o. A partir desse referencial, tal campo pode ser considerado como organizado em duas frentes, a educa&ccedil;&atilde;o sexual e a sexologia cl&iacute;nica. Ao interior desta &uacute;ltima, estariam a medicina sexual e a sexologia cl&iacute;nica. O estudo aponta a&iacute; a exist&ecirc;ncia de certa tens&atilde;o, sendo a medicina sexual mais restrita a concep&ccedil;&atilde;o biom&eacute;dica e a sexologia cl&iacute;nica orientada por uma perspectiva mais holista da sexualidade.<\/p>\n<p>O que notamos &eacute; que a medicina sexual &eacute; o ramo da sexologia com que a gerontologia estabelece menor di&aacute;logo. Para n&oacute;s, esta &eacute; uma observa&ccedil;&atilde;o interessante, pois nos ajuda a identificar quais as diverg&ecirc;ncias estariam implicadas na formula&ccedil;&atilde;o desses novos conhecimentos; al&eacute;m de refor&ccedil;ar o argumento de que as vis&otilde;es controversas sobre um tema cient&iacute;fico ou tecnol&oacute;gico s&atilde;o indissoci&aacute;veis &agrave;s subdivis&otilde;es dos campos disciplin&aacute;rios ou &agrave;s alian&ccedil;as entre certos profissionais, ou &agrave;s jun&ccedil;&otilde;es entre certos conceitos e teorias.<\/p>\n<p>Diante dos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, a reprodu&ccedil;&atilde;o tem sido uma possibilidade real para pessoas idosas. De que maneira essa nova realidade est&aacute; imbricada com o envelhecer? E com os padr&otilde;es de g&ecirc;nero?<\/p>\n<p>No que se refere &agrave; literatura gerontol&oacute;gica, ou se estendermos mais, &agrave; bibliografia de diferentes &aacute;reas do conhecimento dedicadas &agrave; sexualidade na velhice, o tema da reprodu&ccedil;&atilde;o em face &agrave;s novas tecnologias reprodutivas est&aacute; ausente. Desviando um pouco a sua pergunta, o que sim parece ter se incrementado paralelamente &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o desse processo que chamamos de erotiza&ccedil;&atilde;o da velhice &ndash; e que provavelmente pode ser inclu&iacute;do como mais um de seus elementos agenciadores &ndash; &eacute; a problematiza&ccedil;&atilde;o da Aids entre idosos.<\/p>\n<p>&Eacute; interessante acompanhar o que passa a ser considerado vi&aacute;vel de ser pensado ou intelig&iacute;vel a partir dessa erotiza&ccedil;&atilde;o da velhice. A associa&ccedil;&atilde;o entre &ldquo;velhice&rdquo;, &ldquo;sexo&rdquo; e &ldquo;Aids&rdquo; n&atilde;o &eacute; plaus&iacute;vel somente porque h&aacute; mais casos cl&iacute;nicos nas unidades de sa&uacute;de que s&atilde;o quantificados e concretizados em relat&oacute;rios epidemiol&oacute;gicos; essa associa&ccedil;&atilde;o &eacute; decorrente da consolida&ccedil;&atilde;o mesma da ideia que os velhos fazem sexo. &Eacute; curioso tamb&eacute;m observar nesses novos discursos como se interpreta a vulnerabilidade espec&iacute;fica dos velhos &agrave; Aids: por um lado, diz-se que os velhos agora fazem mais sexo, em parte apoiado por toda a tecnologia biom&eacute;dica criada nos &uacute;ltimos anos; por outro, devido a particularidades geracionais, a popula&ccedil;&atilde;o mais velha seria menos propensa ao uso do preservativo.<\/p>\n<p>Outros fatores s&atilde;o mencionados, como a fragilidade org&acirc;nica, fisiol&oacute;gica, do corpo velho que os tornaria mais expostos a qualquer tipo de infec&ccedil;&atilde;o; mas o que mais me chama a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; a re-atualiza&ccedil;&atilde;o de alguns discursos como o da preven&ccedil;&atilde;o da Aids e o do uso dos rem&eacute;dios como o Viagra, inclusive da ideia de que o uso do preservativo &eacute; um h&aacute;bito dif&iacute;cil de disseminar, enquanto que o uso das drogas pr&oacute;-sex n&atilde;o requer maior esfor&ccedil;o e &eacute; descontrolado.<\/p>\n<p>&Eacute; interessante mencionar tamb&eacute;m o que insistentemente continua ausente, a despeito de todo esse burburinho sobre a sexualidade do velhos. Fala-se muito em atividade sexual ao longo da vida, fala-se muito das frequ&ecirc;ncias e das intensidades da pr&aacute;tica e dos prazeres sexuais na velhice, fala-se em derrubar concep&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero que limitariam a experimenta&ccedil;&atilde;o do prazer sexual dos velhos, fala-se em descobrimentos de zonas er&oacute;genas, especialmente para os homens velhos, em libera&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica da repress&atilde;o sexual, especialmente para as mulheres velhas. No entanto, chama a aten&ccedil;&atilde;o que de tantos esfor&ccedil;os de desconstru&ccedil;&atilde;o para tornar vi&aacute;vel e plaus&iacute;vel o sexo na velhice, esteja ausente qualquer esfor&ccedil;o em tratar a imagem dos velhos como atraente sexualmente. N&atilde;o se encontra na literatura que temos revisado nenhuma tentativa de propor questionamentos sobre os padr&otilde;es est&eacute;ticos para avaliar o corpo envelhecido, ver nele atratividade sexual, tom&aacute;-lo como intelig&iacute;vel do ponto de vista er&oacute;tico. Esses parecem ser alguns dos limites dessa empreitada em ampliar as fronteiras da sexualidade nos discursos especializados contempor&acirc;neos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El antrop\u00f3logo e investigador Mauro Brigeiro (Unicamp) estudi\u00f3 los nuevos sentidos del proceso de envejecimiento configurados por discursos especializados como la gerontolog\u00eda y la sexolog\u00eda. 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