{"id":1482,"date":"2013-10-10T00:00:00","date_gmt":"2013-10-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2013\/10\/10\/el-dinero-en-el-amor\/"},"modified":"2013-10-10T00:00:00","modified_gmt":"2013-10-10T03:00:00","slug":"el-dinero-en-el-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/el-dinero-en-el-amor\/1482\/","title":{"rendered":"El dinero en el amor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right; \"><em>Por Washington Castilhos<\/em><\/p>\n<p>Em seu artigo&nbsp;<i><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0104-83332009000100005&amp;script=sci_arttext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dinheiro, poder e sexo<\/a><\/i>, a soci&oacute;loga Viviana Zelizer, professora de Sociologia da Universidade de Princeton, aponta que a cren&ccedil;a generalizada de que o dinheiro corrompe a intimidade bloqueia nossa capacidade de descrever e explicar como dinheiro, poder, e sexo, de fato, interagem. Segundo ela, a cren&ccedil;a oposta &ndash; de que o sexo funciona como uma mercadoria como qualquer outra &ndash; n&atilde;o seria melhor para ajudar descri&ccedil;&otilde;es e explica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Para o antrop&oacute;logo Thaddeus Blanchette, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), rela&ccedil;&otilde;es emocionais interpessoais e transa&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas s&atilde;o insepar&aacute;veis. &ldquo;Mesmo na prostitui&ccedil;&atilde;o, onde ambas as partes tendem a fazer tudo para evitar o amor, nada &eacute; mais comum do que uma prostituta se apaixonar pelo cliente ou vice versa. E nada &eacute; mais comum no matrim&ocirc;nio do que algu&eacute;m ficar com seu parceiro ou parceira por raz&otilde;es econ&ocirc;micas&rdquo;, afirma ele, nesta entrevista concedida ao CLAM.<\/p>\n<p>Por mais de cinco anos, Thaddeus desenvolveu, juntamente com a pesquisadora Ana Paula da Silva, uma pesquisa antropol&oacute;gica envolvendo prostitutas e clientes da regi&atilde;o sul-sudeste do Brasil. A etnografia incluiu desde pontos de prostitui&ccedil;&atilde;o na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, a clubes noturnos de S&atilde;o Paulo. Foram investigadas diversas modalidades da atividade, como os pontos de rua, casas de massagem, bares, praias, servi&ccedil;os de call girls, escorts e ag&ecirc;ncias, al&eacute;m da chamada &quot;girlfriend experience&quot;.<\/p>\n<p><b>O prazer do sexo sem amor seria a raz&atilde;o da exist&ecirc;ncia do p&acirc;nico moral em torno da prostitui&ccedil;&atilde;o e da ideia de vulnerabilidade das pessoas que se prostituem?<\/b><\/p>\n<p>Bom, n&atilde;o sei, n&atilde;o, porque ao homem quase sempre foi permitido fazer sexo por prazer. O problema tem mais a ver com a id&eacute;ia da mulher ser a pr&oacute;pria dona de sua capacidade sexual\/reprodutiva. As\/os abolicionistas e proibicionistas falam muito sobre como a prostitui&ccedil;&atilde;o &eacute; &quot;escravid&atilde;o&quot;. Sem d&uacute;vida alguma, acontecem grossos abusos dos direitos das trabalhadoras sexuais dentro do mercado de sexo comercial, assim como acontecem grossos abusos dos direitos dos trabalhadores em geral. &Eacute; interessante que, para essas pessoas, a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre a interven&ccedil;&atilde;o do estado, tipicamente atrav&eacute;s da pol&iacute;cia ou do aparato da assist&ecirc;ncia social, para &quot;resgatar&quot; essas mulheres &#8211; tal resgate sendo a pris&atilde;o ou a deten&ccedil;&atilde;o e a sujei&ccedil;&atilde;o delas a regimes especiais de controle. Ent&atilde;o, para essas pessoas, &eacute; preciso que a sexualidade da mulher tenha algum controlador, algum &quot;dono&quot;. Muitos pensam que essa sexualidade deve ser sujeita ao controle familiar. Outros afirmam que &eacute; o estado que tem que garantir que a mulher n&atilde;o aja inadequadamente em termos sexuais.<\/p>\n<p>Digo &quot;mulher&quot;, porque os\/as abolicionistas e proibicionistas quase nunca falam em prostitui&ccedil;&atilde;o masculina ou trans. Mas de qualquer maneira, quase nunca h&aacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o sobre o gozo do homem. Ao homem, sempre foi permitido o sexo sem amor. Essa proibi&ccedil;&atilde;o do sexo sem amor &eacute; quase s&oacute; e unicamente direcionada &agrave; mulher. E &eacute; not&aacute;vel que determinadas feministas e os grupos religiosos mais conservadores t&ecirc;m chegado a um consenso sobre esse ponto. Isto tem muito a ver com o pensamento kantiano sobre sexo e prostitui&ccedil;&atilde;o. Kant conseguiu secularizar e naturalizar uma determinada vis&atilde;o, essencialmente crist&atilde;, sobre sexo e prostitui&ccedil;&atilde;o, que passou adiante por Simmel e da&iacute; para boa parte das ci&ecirc;ncias sociais (particularmente as oriundas da Escola de Chicago) e, atrav&eacute;s do feminismo norte-americano da segunda onda, para uma ampla gama de tend&ecirc;ncias feministas.<\/p>\n<p>A vis&atilde;o de Kant sobre o sexo &eacute; a seguinte: ao se dar, a mulher entrega-se inteira e completamente ao seu parceiro, transformando-se, portanto, em sua escrava. A &uacute;nica defesa, para ela, seria o casamento monog&acirc;mico, pois isto colocaria o homem sob o poder da mulher e a&iacute; os dois se transformam em escravos um do outro &#8211; uma esp&eacute;cie de escravid&atilde;o rec&iacute;proca. Pensadoras feministas norte-americanas como Dworkin e McKinnon avan&ccedil;aram nessa hip&oacute;tese ainda mais, criticando (a meu ver, justamente) a institui&ccedil;&atilde;o do casamento monog&acirc;mico em condi&ccedil;&otilde;es patriarcais como algo que poderia &quot;salvar&quot; a mulher da escravid&atilde;o. Mas Dworkin e McKinnon mantiveram a tese essencial de Kant que, no c&acirc;mbio sexual, a mulher se coloca em perigo n&atilde;o s&oacute; f&iacute;sica, mas existencialmente.<\/p>\n<p>Portanto, na base do pensamento ocidental moderno (particularmente em algumas de suas vertentes feministas, cient&iacute;fico-sociais e biom&eacute;dicas), h&aacute; uma forte tend&ecirc;ncia de se enxergar o sexo sem casamento como algo particularmente nocivo &agrave; mulher. Devemos lembrar que na consolida&ccedil;&atilde;o do mito rom&acirc;ntico da fam&iacute;lia burguesa no final do s&eacute;culo XIX, o &quot;casamento&quot; vira quase sin&ocirc;nimo de &quot;amor&quot; na ideologia hegem&ocirc;nica sobre esses assuntos.<\/p>\n<p>O feminismo americano das d&eacute;cadas de 1970 e 1980 (que forma a base das ideologias de grupos como a Marcha Mundial das Mulheres) detonou a ideia do casamento como institui&ccedil;&atilde;o salvadora, mas n&atilde;o questionou a vis&atilde;o kantiana\/crist&atilde; do sexo como algo especificamente perigoso para a mulher. Continua com a vis&atilde;o &quot;dram&aacute;tica&quot; e essencialmente nociva do ato sexual, enquanto praticada por mulheres com homens. Para essas mulheres, sexo heterossexual era, em si, algo extremamente perigoso para as mulheres sob as condi&ccedil;&otilde;es atuais de patriarquia. Chegam &agrave; beira de qualificar o sexo heterossexual como equivalente ao estupro. S&oacute; no mundo idealizado do futuro, &quot;p&oacute;s-revolu&ccedil;&atilde;o&quot;, &eacute; que poder&iacute;amos nos engajar em rela&ccedil;&otilde;es heterossexuais que n&atilde;o seriam, por ess&ecirc;ncia, violentas e opressivas. Ou seja, esse tipo de feminismo vai al&eacute;m do cristianismo em sua idealiza&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o sexual. Se para Kant e os crist&atilde;os o casamento poderia &quot;domesticar&quot; o sexo, fazendo-o &quot;seguro para as mo&ccedil;as&quot;, para Dworkin e McKinnon s&oacute; a implementa&ccedil;&atilde;o de uma utopia radical poderia recuperar aquilo que convencionamos chamar de &quot;sexo heterossexual&quot;.<\/p>\n<p>Em suma: as duas tend&ecirc;ncias contempor&acirc;neas ideol&oacute;gicas mais poderosas (eu diria hegem&ocirc;nicas, no sentido Gramsciano) no campo da filosofia sexual &ndash; o cristianismo e o feminismo &ndash; t&ecirc;m grandes investimentos na ideia do sexo heterossexual como algo extremamente perigoso para a mulher. Existem outros feminismos que desafiam essa vis&atilde;o, &eacute; claro, mas esses n&atilde;o t&ecirc;m o poder daquilo que eu chamo de &quot;feminismo pornof&oacute;bico&quot;, particularmente em termos de sua inser&ccedil;&atilde;o no campo das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas referentes ao sexo. A &uacute;nica grande tend&ecirc;ncia filos&oacute;fica que eu vejo como &quot;desafiadora&quot; desse consenso hegem&ocirc;nico &ndash; segundo o qual a sexualidade feminina deve ser controlada (para seu pr&oacute;prio bem) &ndash; &eacute; aquilo que convencionamos chamar de &quot;pensamento&nbsp;<i>queer<\/i>&quot;. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa, ent&atilde;o, que existe uma certa alian&ccedil;a entre essa tend&ecirc;ncia, o feminismo anti-pornof&ocirc;bico e os grupos que lutam pelos direitos das trabalhadoras sexuais.<\/p>\n<p>E, &eacute; claro, se a base de sua vis&atilde;o filos&oacute;fica sobre o sexo &eacute; que a mulher &eacute; &ndash; por natureza (Kant e os crist&atilde;os) ou por conjuntura hist&oacute;rica (as feministas pornof&ocirc;bicas) &ndash; singularmente vulnerabilizada por atos sexuais heterossexuais, ent&atilde;o faz total sentido entender as mulheres que n&atilde;o s&atilde;o sujeitas ao controle masculino ou do Estado &#8211; as prostitutas &#8211; como eternas escravas, traficadas, v&iacute;timas etc. Nessa vis&atilde;o de mundo, mulher que &eacute; heterossexualmente ativa tem que ter um dono. Da&iacute; vem a f&eacute; infinita das\/os proibicionistas e abolicionistas que toda prostituta tem que ter um cafet&atilde;o. E, &eacute; claro, existem algumas que t&ecirc;m. Mas na minha experi&ecirc;ncia, s&atilde;o a minoria absoluta, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, se por &quot;cafet&atilde;o&quot; queremos dizer algu&eacute;m que escraviza a prostituta e &eacute; &quot;dono&quot; de sua capacidade reprodutiva\/sexual.<\/p>\n<p><b>H&aacute; uma cren&ccedil;a comum de que a mercantiliza&ccedil;&atilde;o corrompe a intimidade sexual e esses dois dom&iacute;nios pertenceriam a duas esferas separadas: assim, uma atividade econ&ocirc;mica como a prostitui&ccedil;&atilde;o estaria ligada &agrave; racionalidade mercantilista, enquanto o amor estaria ligado a uma outra esfera, a do sentimento. &Eacute; poss&iacute;vel essas esferas interagirem?<\/b><\/p>\n<p>Essas esferas n&atilde;o s&oacute; interagem, mas &#8211; como os trabalhos recentes de Jos&eacute; Miguel Nieto e Adriana Piscitelli demonstram &#8211; elas s&atilde;o absolutamente insepar&aacute;veis. E mais: sempre foram insepar&aacute;veis. Essa confus&atilde;o das esferas de sexo e mercantiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; algo criado pelo capitalismo ou mesmo intensificado pelo capitalismo. Ali&aacute;s, pode-se argumentar que &eacute; o nascimento do capitalismo que cria a id&eacute;ia da &quot;esfera &iacute;ntima&quot; como algo sagrado e posto &agrave; parte das considera&ccedil;&otilde;es vis e mundanas de dinheiro, economia etc. Eu diria que as pessoas que acham que essas duas esferas s&atilde;o separadas ou est&atilde;o se &quot;contaminando&quot; gra&ccedil;as ao capitalismo precisam mergulhar mais profundamente na arqueologia da fam&iacute;lia, do casamento e do casal.<\/p>\n<p>Ouve-se muito a afirma&ccedil;&atilde;o que o capitalismo estaria &quot;intensificando a explora&ccedil;&atilde;o da sexualidade&quot;. Talvez, se levarmos em considera&ccedil;&atilde;o que o capitalismo intensifica a explora&ccedil;&atilde;o de tudo. Mas, como muitos antrop&oacute;logos t&ecirc;m demonstrado &ndash; como Lev&iacute;-Strauss, Sherri Ortner e David Graeber &ndash;, a capacidade sexual\/reprodutiva foi sempre um bem de troca. Talvez o primeiro deles. Sempre trocou-se pessoas, particularmente mulheres, na constru&ccedil;&atilde;o de casais reprodutivos, e essas trocas eram quase sempre mediadas por profundos interesses econ&ocirc;micos. Uma coisa que estou estudando ultimamente &eacute; quantos rituais comerciais, em v&aacute;rias culturas humanas, necessariamente envolviam trocas sexuais, atrav&eacute;s da troca de mulheres em forma de esposas ou atrav&eacute;s da simples trepada. Quando voc&ecirc; come&ccedil;a a mergulhar nas etnografias cl&aacute;ssicas inglesas e americanas dos s&eacute;culos XIX e do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, esses tipos de trocas aparecem em todo lugar. Sexo sempre fazia parte dos bens trocados entre seres humanos e essa &quot;comercializa&ccedil;&atilde;o&quot; do sexo existe muito antes do capitalismo e muito antes at&eacute; do estabelecimento da agricultura, do patriarcado etc. Para a grande maioria dos seres humanos, amor, sexo e intimidade n&atilde;o s&atilde;o separados e nunca foram.<\/p>\n<p><b>O amor pode ent&atilde;o coexistir com o sexo por dinheiro? Rela&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas podem coexistir com transa&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas?<\/b><\/p>\n<p>Rela&ccedil;&otilde;es emocionais e rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas s&atilde;o insepar&aacute;veis. Mesmo na prostitui&ccedil;&atilde;o, onde ambas as partes tendem a fazer tudo para evitar o amor, nada &eacute; mais comum do que uma prostituta se apaixonar pelo cliente ou vice versa. E nada &eacute; mais comum no matrim&ocirc;nio do que algu&eacute;m ficar com seu parceiro ou parceira por raz&otilde;es econ&ocirc;micas.<\/p>\n<p>O amor se constr&oacute;i nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e na troca de subst&acirc;ncias. Amor &eacute;, essencialmente, uma rela&ccedil;&atilde;o social, independente de suas viv&ecirc;ncias interpessoais e subjetivas. Dessa maneira, o &quot;amor&quot; &eacute; constitu&iacute;do por uma s&eacute;rie de comprometimentos, aproxima&ccedil;&otilde;es e negocia&ccedil;&otilde;es, muitas vezes econ&ocirc;micas. O pai de fam&iacute;lia tradicional leva seu cheque para casa e paga o aluguel e a cesta da fam&iacute;lia porque ama sua mulher e filhos. A mulher turista estrangeira que namora um capoeirista na Praia de Iracema o &quot;ajuda&quot;, comprando-lhe uma prancha de surf. O cliente de prostituta no Rio de Janeiro, descobrindo que sua prostituta favorita est&aacute; com o filho doente em casa, passa um adicional para ela &quot;por compaix&atilde;o&quot;. At&eacute; nos namoros mais banais e corriqueiros, uma pessoa indica seu interesse sexual\/afetivo por outra pessoa, oferecendo-lhe um drinque. Se por &ldquo;prostitutos\/as&rdquo; queremos dizer &quot;pessoas interesseiras que combinam sexo e trocas econ&ocirc;micas&quot;, ent&atilde;o, enfim, somos todos &quot;prostitutos\/as&quot;.<\/p>\n<p>Ou, como eu gosto cada vez mais de dizer, prostituta n&atilde;o existe: &eacute; um termo &ecirc;mico, n&atilde;o &eacute;tico, ou melhor ainda, uma acusa&ccedil;&atilde;o. Existem pessoas &#8211; quase a totalidade dos seres humanos sexualmente ativos &#8211; que combinam afeto e sexo com considera&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas; que constroem o afeto atrav&eacute;s de trocas econ&ocirc;micas e sexuais, que usam as trocas econ&ocirc;micas e sexuais como comprovantes do amor e afeto. E, desse mar de gente, fazemos uma sele&ccedil;&atilde;o e confirmamos que essas s&atilde;o &quot;putas&quot; porque n&atilde;o fazem uma performance que consideramos moralmente adequada, referente &agrave; mistura de afeto e interesse. A&iacute;, o Estado entra nesse jogo e, com seu poder, reifica a categoria &quot;prostituta&quot;, usando-a como justificativa para aplicar um regime especial de (bio)poder em cima de determinadas pessoas e grupos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abRelaciones emocionales y transacciones econ\u00f3micas son inseparables. 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