{"id":1527,"date":"2015-04-07T00:00:00","date_gmt":"2015-04-07T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2015\/04\/07\/estigma-y-discriminacion-empeoraron-la-epidemia-del-sida\/"},"modified":"2015-04-07T00:00:00","modified_gmt":"2015-04-07T03:00:00","slug":"estigma-y-discriminacion-empeoraron-la-epidemia-del-sida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/estigma-y-discriminacion-empeoraron-la-epidemia-del-sida\/1527\/","title":{"rendered":"\u201cEstigma y discriminaci\u00f3n empeoraron la epidemia del Sida\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/www6.ensp.fiocruz.br\/radis\/revista-radis\/151\/reportagens\/entrevista-richard-parker\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Publicado originalmente na Revista Radis &ndash; Comunica&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de<\/a><\/p>\n<p>O termo at&eacute; ent&atilde;o desconhecido virou tema de dezenas de reportagens a partir do final de fevereiro, alardeando a exist&ecirc;ncia de grupos de soropositivos que trocariam &ldquo;t&aacute;ticas&rdquo; para transmitir intencionalmente o v&iacute;rus HIV. &ldquo;Carimbar&rdquo; seria o mesmo que contaminar algu&eacute;m, por meio do sexo sem camisinha, tamb&eacute;m conhecido como bareback. As not&iacute;cias provocaram, de um lado, alarme na sociedade e, de outro, repulsa de organiza&ccedil;&otilde;es e redes de pessoas vivendo com HIV\/Aids. &ldquo;Sensacionalistas&rdquo;, classificou em nota o Programa Conjunto das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre HIV\/Aids (Unaids), alertando que as den&uacute;ncias veiculadas nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o tiveram como base informa&ccedil;&otilde;es contidas em fontes de credibilidade question&aacute;vel. Segundo o texto, as mat&eacute;rias s&atilde;o equivocadas, criminalizantes, baseadas em estigmas e discrimina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) tamb&eacute;m se manifestou, afirmando que a imprensa criou clima de p&acirc;nico moral e falhou ao ignorar pesquisas, informa&ccedil;&otilde;es qualitativas e diversas t&eacute;cnicas de preven&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis no Brasil e no mundo. Em entrevista &agrave; Radis, o diretor-presidente da Abia, o antrop&oacute;logo americano Richard Parker, refor&ccedil;a que afastar, estigmatizar e criminalizar as pessoas n&atilde;o vai parar a epidemia de Aids, mas pior&aacute;-la. Para o professor da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, h&aacute; novas ferramentas dispon&iacute;veis que permitem controlar a expans&atilde;o da doen&ccedil;a, mas os fantasmas do conservadorismo e da discrimina&ccedil;&atilde;o aumentam os riscos.<\/p>\n<p><b>Como avalia a divulga&ccedil;&atilde;o dos chamados clubes do carimbo, em que homens soropositivos praticam sexo bareback (sem camisinha) supostamente com a inten&ccedil;&atilde;o de transmitir o v&iacute;rus HIV?<\/b><\/p>\n<p>&Eacute; muito importante recuperar a hist&oacute;ria para descontruir a ideia de que esses comportamentos s&atilde;o novos, que surgiram agora. Na primeira d&eacute;cada da epidemia, nos anos de 1980, quando ainda n&atilde;o havia tratamento e nenhuma resposta eficaz em termos biom&eacute;dicos, as comunidades afetadas &mdash; sobretudo a gay &mdash; j&aacute; tinham criado uma resposta: adotaram o uso da camisinha. O v&iacute;rus HIV ainda n&atilde;o havia sido identificado mas elas j&aacute; desconfiavam que a infec&ccedil;&atilde;o era transmitida via sangue, sexo e drogas e, por isso, estabeleceram formas de se fazer sexo dentro de uma epidemia. O &ldquo;sexo seguro&rdquo; surgiu como uma s&eacute;rie de t&eacute;cnicas para se evitar o risco. Uma maneira de se reduzir danos &mdash; apesar de essa express&atilde;o ser mais usada quando se fala em drogas &mdash; e manter uma vida sexual prazerosa, satisfat&oacute;ria, livre da opress&atilde;o da sociedade.<\/p>\n<p><b>O sexo seguro surgiu, ent&atilde;o, por iniciativa da pr&oacute;pria comunidade.<\/b><\/p>\n<p>Os especialistas ficaram fora dessa primeira d&eacute;cada de epidemia. O sexo seguro era uma pr&aacute;tica comunit&aacute;ria. Naquela &eacute;poca, n&atilde;o vinha de uma inten&ccedil;&atilde;o egoc&ecirc;ntrica &mdash; &ldquo;eu vou me proteger&rdquo; &mdash; mas de uma inten&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria &mdash; &ldquo;como eu vou proteger os meus parceiros&rdquo;. No final dos anos 1980, come&ccedil;aram a se formar os programas nacionais de aids, incluindo o do Brasil. Entre 1987 e 1990, 129 pa&iacute;ses criaram seus programas. S&oacute; ent&atilde;o os especialistas come&ccedil;aram a entrar na jogada. Eles transformaram a l&oacute;gica do sexo seguro, que passou a ser uma &ldquo;pr&aacute;tica saud&aacute;vel&rdquo;, centrada na prote&ccedil;&atilde;o individual. Em meados dos anos de 1990, finalmente surgiu um tratamento eficaz, com a terapia combinada de v&aacute;rios antirretrovirais. Onde havia sistema de sa&uacute;de adequado para oferecer acesso universal aos medicamentos, se abriu a possibilidade de o HIV n&atilde;o ser mais uma doen&ccedil;a inevitavelmente fatal, com morte terr&iacute;vel, e sim uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica control&aacute;vel. Foi justamente nessa &eacute;poca em que, em uma escala pequena, em alguns setores da comunidade gay, mas tamb&eacute;m entre heterossexuais, come&ccedil;ou a haver os questionamentos: &ldquo;ser&aacute; que vale a pena usar camisinha se a aids n&atilde;o &eacute; t&atilde;o terr&iacute;vel quanto era? eu preciso sacrificar meu prazer sexual por isso?&rdquo;.<\/p>\n<p><b>Que &eacute; o chamado bareback&hellip;<\/b><\/p>\n<p>Foi a&iacute; que surgiu a pr&aacute;tica do bareback, por uma parcela de pessoas que haviam adotado o uso do preservativo, mas n&atilde;o lidavam bem com ele. No barebacking, a inten&ccedil;&atilde;o de transar sem a camisinha &eacute; fundamental. N&atilde;o &eacute; uma categoria em que devem ser inclu&iacute;das pessoas que de repente transam sem prote&ccedil;&atilde;o, por uma circunst&acirc;ncia; &eacute; usada para descrever pessoas que transam intencionalmente sem preservativo.<\/p>\n<p><b>E qual a diferen&ccedil;a entre barebacking e clube do carimbo?<\/b><\/p>\n<p>Em compara&ccedil;&atilde;o com o clube do carimbo, a diferen&ccedil;a do barebacking &eacute; que n&atilde;o h&aacute; inten&ccedil;&atilde;o de infectar nem ser infectado. Ao contr&aacute;rio: h&aacute; v&aacute;rias estrat&eacute;gias de redu&ccedil;&atilde;o de danos. Por exemplo, o serosorting, quando se escolhe fazer sexo com uma pessoa sabidamente da mesma sorologia (positiva ou negativa). Quando os parceiros t&ecirc;m a mesma sorologia, a necessidade de se usar o preservativo n&atilde;o &eacute; t&atilde;o grande. &Eacute; claro que h&aacute; um risco, porque eventualmente um que acredita ser negativo pode ter sido infectado depois de passar pelo teste. Outra estrat&eacute;gia &eacute; chamada de negotiated safety, muito comum em casais homo e heterossexuais, que decidem n&atilde;o usar preservativo dentro da rela&ccedil;&atilde;o &mdash; caso um deles transe com uma terceira pessoa, usa camisinha para n&atilde;o trazer risco para o casal. Obviamente, todo mundo que escolhe transar sem preservativo sabe que n&atilde;o &eacute; uma pr&aacute;tica 100% sem risco &mdash; mas a camisinha tamb&eacute;m n&atilde;o oferece 100% de prote&ccedil;&atilde;o. O barebacking acaba sendo uma escolha para pessoas que n&atilde;o procuram se infectar nem infectar os outros mas que, avaliando suas circunst&acirc;ncias, decidem correr certo risco. Assim como um skatista que n&atilde;o usa capacete ou um motorista que dirige sem cinto de seguran&ccedil;a. Cada um de n&oacute;s avalia e decide o grau de risco que pode assumir em suas vidas, a partir de circunst&acirc;ncias particulares. O que me preocupa quando surgem tantas not&iacute;cias sobre o clube do carimbo, &eacute; essa confus&atilde;o que trata o barebacking como uma inten&ccedil;&atilde;o de infectar os outros ou de ser infectado, o que n&atilde;o &eacute; verdade.<\/p>\n<p><b>Mas como se deve entender essa pr&aacute;tica de carimbar?<\/b><\/p>\n<p>Para todos que valorizamos o cuidado, &eacute; dif&iacute;cil de compreender. &Eacute; a ant&iacute;tese da inten&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria dos anos 1980 de proteger os parceiros. Mas tamb&eacute;m me preocupa essa tend&ecirc;ncia de julgar sem entender, de fazer uma leitura moral que leva diretamente &agrave; criminaliza&ccedil;&atilde;o. O estigma e a discrimina&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as vari&aacute;veis mais consistentes ao longo de 35 anos de epidemia de aids, o que mais tem dificultado o enfrentamento da epidemia. &Eacute; por causa de estigma que governos n&atilde;o querem fazer campanhas, foi por causa de estigma que levou tanto tempo at&eacute; serem criados os programas de aids, &eacute; por causa de estigma que as pessoas com HIV ainda hoje s&atilde;o marginalizadas em todos os setores. Tem sido mais f&aacute;cil mudar o comportamento das pessoas do que mudar o estigma. Vendo isso reproduzido na discuss&atilde;o do clube do carimbo, fico muito preocupado.<\/p>\n<p><b>Por que o estigma permanece?<\/b><\/p>\n<p>O que faz com que o estigma e a discrimina&ccedil;&atilde;o sejam t&atilde;o dif&iacute;ceis de se enfrentar &eacute; o fato de terem diversas ra&iacute;zes. Desigualdades de g&ecirc;nero, sexual, de ra&ccedil;a e etnia, econ&ocirc;mica&hellip; A epidemia caminha justamente onde esses diversos eixos de desigualdade se cruzam. Um dos pioneiros no ativismo LGBT no Brasil, Herbert Daniel, tinha an&aacute;lise brilhante da aids: ele dizia que a aids caminhava pelas fissuras, pelas rupturas da sociedade. Onde a sinergia de desigualdades &eacute; maior, a vulnerabilidade &eacute; maior e o estigma &eacute; mais devastador. O estigma n&atilde;o &eacute; t&atilde;o forte com um homem gay branco de classe m&eacute;dia. Mas a travesti negra da favela sofre com a desigualdade de g&ecirc;nero, da opress&atilde;o sexual, do racismo, da pobreza&hellip; Tudo isso se junta e por a&iacute; a epidemia vai. As pessoas n&atilde;o nascem discriminando, elas s&atilde;o ensinadas a discriminar. O estigma tem que ser reproduzido em cada gera&ccedil;&atilde;o, para manter as rela&ccedil;&otilde;es de poder distribu&iacute;das em uma sociedade. Usa-se o estigma para afastar e excluir as pessoas que est&atilde;o &agrave; margem. Nesse entendimento, o estigma refor&ccedil;a as estruturas desiguais da sociedade. Sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; efetivamente justificar a desigualdade. Transforma o que podia ser simplesmente diferen&ccedil;a em desigualdade. Acredito que uma das coisas que levantou essa poeira toda com as reportagens do clube do carimbo foi a oportunidade de o estigma &mdash; mais ou menos existente, mas n&atilde;o barulhento &mdash; vir &agrave; tona.<\/p>\n<p><b>A sociedade tem dificuldade de lidar com a diversidade sexual?<\/b><\/p>\n<p>O problema continua sendo a sexualidade. Quando se trata da sexualidade, surgem todos os fantasmas. Em termos gerais, penso que o Brasil, historicamente em compara&ccedil;&atilde;o com outras sociedades, tem caminhado relativamente bem. Conseguiu abrir um debate p&uacute;blico razoavelmente respeitoso sobre quest&otilde;es da sexualidade. Mas, nas beiradas, sempre tem preconceito, medo, fobia, terror, todos esses fantasmas psicol&oacute;gicos que o tema traz &agrave; tona. Da&iacute; surgiram hist&oacute;rias de que pessoas estavam botando sangue infectado no catchup e tantas outras de uns supostamente tentando infectar outros. Essas hist&oacute;rias voltam. E o estigma afasta as pessoas, as leva para longe do sistema de sa&uacute;de, para longe dos centros de apoio. Algu&eacute;m que se identifica como soropositivo pode perder o trabalho, ser hostilizado na rua. Parece &oacute;bvio que essa pessoa n&atilde;o vai querer mostrar a cara, nem fazer a testagem com medo de ser positivo e ficar sujeito a discrimina&ccedil;&atilde;o. Os direitos humanos s&atilde;o t&atilde;o importantes na hist&oacute;ria da aids n&atilde;o s&oacute; porque &eacute; o correto eticamente mas tamb&eacute;m porque s&atilde;o eficazes em termos de sa&uacute;de p&uacute;blica.<\/p>\n<p><b>Em que sentido?<\/b><\/p>\n<p>Se voc&ecirc; evita que a pessoa sofra as consequ&ecirc;ncias da discrimina&ccedil;&atilde;o e do estigma, voc&ecirc; a traz para dentro do sistema de apoio, faz a testagem, oferece medicamentos, transforma a infec&ccedil;&atilde;o em uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, abaixa a carga viral, diminui as chances de ela infectar outros&hellip; Por uma s&eacute;rie de raz&otilde;es, quando as pessoas s&atilde;o acolhidas, s&atilde;o protegidas, se reduz a probabilidade de a epidemia avan&ccedil;ar. Por isso, podemos estar muito preocupados com um pequeno clube em que supostamente as pessoas t&ecirc;m inten&ccedil;&atilde;o de infectar outras, mas temos que entender o que est&aacute; acontecendo a partir da perspectiva delas e n&atilde;o transform&aacute;-las em alvo para criminaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><b>A Pol&iacute;cia Civil de S&atilde;o Paulo se mostrou disposta a abrir inqu&eacute;rito para investigar os clubes do carimbo.<\/b><\/p>\n<p>No come&ccedil;o da epidemia, em v&aacute;rias partes do mundo, houve uma grande discuss&atilde;o sobre as saunas gays. Os mais moralistas pediam o fechamento das saunas alegando que eram antros de infec&ccedil;&atilde;o, onde as pessoas transavam adoidadamente. No outro lado desse debate, os ativistas falavam que as saunas podiam ser locais de interven&ccedil;&atilde;o para se reduzir o risco de transmiss&atilde;o, oferecendo camisinha, gel, interven&ccedil;&otilde;es educativas. Se voc&ecirc; fecha a sauna, os frequentadores v&atilde;o procurar outro lugar para transar e se perde a oportunidade de fazer promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de naquele contexto. No caso do clube do carimbo, o argumento &eacute; o mesmo. Afastar, estigmatizar e criminalizar n&atilde;o vai parar a epidemia, mas pior&aacute;-la.<\/p>\n<p><b>Campanhas que tratam da diversidade sexual t&ecirc;m sido censuradas no Brasil. Isso se deve a um crescente conservadorismo, especialmente no Congresso?<\/b><\/p>\n<p>Nos anos 1990, o Brasil conseguiu se construir como uma grande lideran&ccedil;a no enfrentamento da epidemia de aids em escala internacional, por seu programa de acesso universal aos antirretrovirais mas tamb&eacute;m por sua ousadia em lidar com a sexualidade com certa abertura e franqueza. Mas, na &uacute;ltima d&eacute;cada, isso tem ficado cada vez mais dif&iacute;cil. O conservadorismo na sociedade brasileira vem se manifestando mais claramente via conservadorismo religioso &mdash; que n&atilde;o &eacute; exclusivo dos evang&eacute;licos. O resultado &eacute; que o Congresso tem bancadas que defendem valores conservadores e fica cada vez mais dif&iacute;cil trabalhar a sexualidade da maneira ousada como j&aacute; se fez. A sexualidade vai sumindo da preven&ccedil;&atilde;o da aids, sendo marginalizada. A discuss&atilde;o sobre preven&ccedil;&atilde;o acontece quase que independente da discuss&atilde;o sobre sexualidade. Alguns acham que repetir o mantra &ldquo;use camisinha&rdquo; &eacute; discutir a sexualidade. N&atilde;o &eacute;. &Eacute; simplesmente uma ordem. Com a elei&ccedil;&atilde;o da presidenta Dilma Rousseff, sendo talvez menos h&aacute;bil politicamente e por isso muito mais sujeita a press&otilde;es de diversos tipos, o conservadorismo religioso tomou conta. E n&atilde;o s&oacute; na &aacute;rea da sa&uacute;de, com a censura de campanha de carnaval, mas tamb&eacute;m em outras &aacute;reas, vide a censura &agrave; campanha contra homofobia na escola. Materiais mais dirigidos a subgrupos, como os transexuais ou os jovens de homens que fazem sexo com homens, foram tirados de circula&ccedil;&atilde;o. Isso j&aacute; &eacute; um ato de discrimina&ccedil;&atilde;o. Quando isso acontece, as pessoas a quem s&atilde;o negadas essas informa&ccedil;&otilde;es j&aacute; entendem que est&atilde;o sendo discriminadas. Se o pa&iacute;s quer criminalizar alguma coisa, que seja a bancada conservadora. Quantas pessoas morrem porque essas campanhas s&atilde;o tiradas do ar? Eu acredito que mais que pelo clube do carimbo. S&atilde;o pessoas que n&atilde;o medem as consequ&ecirc;ncias de suas posturas pol&iacute;ticas. Desde o come&ccedil;o, o que de fato mais apoia a epidemia &eacute; o conservadorismo, seja do governo Reagan nos Estados Unidos, do governo Mbeki na &Aacute;frica do Sul, ou o governo Dilma no Brasil. S&atilde;o exemplos de como a pol&iacute;tica eleitoral pode reverter ganhos do campo da sa&uacute;de. &Eacute; importante dizer que a culpa n&atilde;o &eacute; dos t&eacute;cnicos da &aacute;rea, mas das for&ccedil;as pol&iacute;ticas que impedem que fa&ccedil;am bem seu trabalho. Devemos falar em criminaliza&ccedil;&atilde;o de deputados que querem combater os direitos sexuais e que impossibilitam que a sexualidade seja tratada de maneira positiva. &Eacute; um desservi&ccedil;o para o pa&iacute;s.<\/p>\n<p><b>Um dos avan&ccedil;os recentes na preven&ccedil;&atilde;o da aids internacionalmente foi a profilaxia pr&eacute;-exposi&ccedil;&atilde;o (PrEP, que consiste no uso de rem&eacute;dios antirretrovirais, por pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m HIV, como forma de evitar a infec&ccedil;&atilde;o), mas o Brasil ainda n&atilde;o a incorporou ao SUS.<\/b><\/p>\n<p>O Brasil tem demorado, sim, a adotar a profilaxia pr&eacute;-exposi&ccedil;&atilde;o e outras tecnologias novas. Hoje, h&aacute; muitas op&ccedil;&otilde;es para se trabalhar com preven&ccedil;&atilde;o, mas ainda estamos congelados no tempo. A preven&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o (uso de medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da aids logo ap&oacute;s uma situa&ccedil;&atilde;o de risco), por exemplo, est&aacute; dispon&iacute;vel no SUS, mas muitas pessoas n&atilde;o sabem disso &mdash; e provavelmente o Estado n&atilde;o divulga porque &eacute; caro. O Brasil ainda n&atilde;o incorporou a preven&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-exposi&ccedil;&atilde;o, do tipo Truvada, n&atilde;o sei por que raz&otilde;es. Provavelmente porque &eacute; caro, mas j&aacute; h&aacute; testes de um PrEP injet&aacute;vel que protege por seis meses. Os Estados Unidos adotaram esse tipo de preven&ccedil;&atilde;o, como carro-chefe de sua campanha nacional e tamb&eacute;m em n&iacute;vel estadual, como em Nova Iorque. Temos que come&ccedil;ar a pensar a preven&ccedil;&atilde;o como uma caixa de ferramentas. Existem v&aacute;rias ferramentas que podem ser usadas, por diferentes pessoas em diferentes situa&ccedil;&otilde;es de risco. Cada uma vai avaliar a sua situa&ccedil;&atilde;o de risco e saber quais s&atilde;o as metodologias melhores para ela. Isso nos obriga a ter um grau de informa&ccedil;&atilde;o sobre essas ferramentas e a conscientizar as pessoas sobre como avaliar sua situa&ccedil;&atilde;o de risco. Sem abandonar o preservativo como ferramenta central, precisamos reconhecer que n&atilde;o s&atilde;o todos que conseguem usar, por diversas raz&otilde;es. Em vez de adotar uma postura de avestruz, enfiar a cabe&ccedil;a na areia para n&atilde;o ver, devemos reconhecer a realidade, parar de planejar em cima de fantasmas e fantasias. Trazer a preven&ccedil;&atilde;o para o s&eacute;culo 21, para a realidade, e n&atilde;o para o conto de fadas. Assim, podemos voltar a vencer a epidemia. Enquanto isso, com certeza a epidemia vai continuar vencendo, com o aumento da infec&ccedil;&atilde;o em popula&ccedil;&otilde;es-chave, como os jovens gays e a popula&ccedil;&atilde;o trans. Uma epidemia fora de controle quando h&aacute; armas capazes de control&aacute;-la.<\/p>\n<p>Fonte: Radis\/Ensp\/Fiocruz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luego de reportajes sobre la pr\u00e1ctica del <i>bareback<\/i> en Brasil, en que individuos seropositivos buscar\u00edan transmitir intencionalmente el virus del VIH, el antrop\u00f3logo Richard Parker (IMS\/UERJ) afirma que es importante comprender lo que est\u00e1 detr\u00e1s del fen\u00f3meno, evitar medidas criminalizantes y excluyentes y privilegiar los derechos humanos para lidiar con la epidemia. <i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1528,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1527","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cEstigma y discriminaci\u00f3n empeoraron la epidemia del Sida\u201d - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/entrevistas\/estigma-y-discriminacion-empeoraron-la-epidemia-del-sida\/1527\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u201cEstigma y discriminaci\u00f3n empeoraron la epidemia del Sida\u201d - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Luego de reportajes sobre la pr\u00e1ctica del bareback en Brasil, en que individuos seropositivos buscar\u00edan transmitir intencionalmente el virus del VIH, el antrop\u00f3logo Richard Parker (IMS\/UERJ) afirma que es importante comprender lo que est\u00e1 detr\u00e1s del fen\u00f3meno, evitar medidas criminalizantes y excluyentes y privilegiar los derechos humanos para lidiar con la epidemia. 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