{"id":1559,"date":"2005-03-05T00:00:00","date_gmt":"2005-03-05T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.fw2web.com.br\/es\/2005\/03\/05\/o-ultra-som-de-uma-tragedia-nacional\/"},"modified":"2005-03-05T00:00:00","modified_gmt":"2005-03-05T03:00:00","slug":"o-ultra-som-de-uma-tragedia-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/articulos-y-resenas\/embarazo-en-la-adolescencia\/o-ultra-som-de-uma-tragedia-nacional\/1559\/","title":{"rendered":"O ultra-som de uma &#8216;trag\u00e9dia nacional&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><STRONG>Resultado: a gravidez precoce n\u00e3o \u00e9 o drama que se noticia<BR> <BR> Maria Luiza Heilborn*<\/STRONG><BR> <BR> Existe um consenso entre profissionais de diversas forma\u00e7\u00f5es &#8211; m\u00e9dicos, psic\u00f3logos, jornalistas, l\u00edderes religiosos e pol\u00edticos &#8211; de que a gravidez na adolesc\u00eancia \u00e9 um mal de grandes propor\u00e7\u00f5es. Segundo esse pensamento, seria irresponsabilidade &ldquo;permitir&rdquo; que adolescentes se envolvam com a maternidade t\u00e3o cedo. No entanto, ao contr\u00e1rio do que prega a opini\u00e3o p\u00fablica, nem h\u00e1 um quadro de caos e desordem nem tampouco a gravidez na adolesc\u00eancia \u00e9 uma grande trag\u00e9dia nacional. A pesquisa Gravidez na adolesc\u00eancia: estudo multic\u00eantrico sobre jovens, sexualidade e reprodu\u00e7\u00e3o no Brasil (Gravad), realizada pelas universidades do Estado do Rio de Janeiro, Federal do Rio Grande do Sul e Federal da Bahia entrevistou 4.634 jovens de ambos os sexos, entre 18 e 24 anos, numa pesquisa domiciliar realizada nas tr\u00eas capitais destes Estados. Do conjunto de 2.435 mulheres, a propor\u00e7\u00e3o das que estiveram gr\u00e1vidas uma vez antes dos 20 anos era de 29,5%. Na maioria das vezes a jovem que engravida j\u00e1 saiu da escola e fica gr\u00e1vida do seu primeiro parceiro, que tem cerca de cinco anos a mais do que ela &#8211; uma caracter\u00edstica das uni\u00f5es no Pa\u00eds. O futuro beb\u00ea \u00e9 muito bem recebido pelas fam\u00edlias, e o casal tende a se manter junto, ainda que n\u00e3o por muito tempo, mas nada que seja muito diferente do padr\u00e3o geral da popula\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, onde de cada tr\u00eas casamentos um termina em div\u00f3rcio.<BR> <BR> Ao mesmo tempo que a gravidez na adolesc\u00eancia \u00e9 considerada indesejada, indicador de pobreza e &ldquo;subdesenvolvimento&rdquo;, s\u00e3o fechadas as portas de acesso a m\u00e9todos contraceptivos. A criminaliza\u00e7\u00e3o do aborto e a proibi\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o da p\u00edlula do dia seguinte &#8211; cancelada no Rio de Janeiro apesar de autorizada pelo governo federal &#8211; s\u00e3o sinais de que, embora haja na opini\u00e3o p\u00fablica ampla censura contra a gravidez na adolesc\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 o mesmo consenso em permitir o uso do \u00fanico m\u00e9todo que serve para quando a mulher imagina estar correndo o risco de engravidar por uma rela\u00e7\u00e3o sexual desprotegida. Num pa\u00eds em que aborto \u00e9 permitido em duas circunst\u00e2ncias &#8211; estupro e risco de vida para a m\u00e3e -, a gravidez indesejada s\u00f3 pode dar lugar a duas sa\u00eddas: recorrer \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o clandestina ou encarar o nascimento de uma crian\u00e7a. Cabe ainda lembrar um fen\u00f4meno invis\u00edvel no debate sobre a gravidez na adolesc\u00eancia: o n\u00famero n\u00e3o declarado de abortos. A propor\u00e7\u00e3o encontrada foi de 24,9% entre as jovens.<BR> <BR> Na defesa do acesso a m\u00e9todos contraceptivos, \u00e9 relevante considerar que a Pesquisa Gravad tamb\u00e9m registrou que n\u00e3o h\u00e1 necessariamente desconhecimento sobre as formas de prote\u00e7\u00e3o diante do sexo. H\u00e1 uso de preservativos em 70% dos casos na primeira rela\u00e7\u00e3o sexual. O ideal seria haver uma taxa maior j\u00e1 nessa primeira ocasi\u00e3o. Contudo, quando o relacionamento entre jovens se estabiliza ocorre o abandono da contracep\u00e7\u00e3o, o que certamente conduz \u00e0 gravidez porque a camisinha n\u00e3o \u00e9 necessariamente substitu\u00edda por outro m\u00e9todo. Esse &ldquo;abandono&rdquo; \u00e9 indicativo de &ldquo;confian\u00e7a&rdquo; entre parceiros diante do HIV\/Aids, mas demonstra principalmente que faltam campanhas sistem\u00e1ticas de esclarecimento sobre contracep\u00e7\u00e3o a ponto de possibilitar que jovens adquiram um conhecimento consistente e s\u00f3lido o suficiente para ser posto em pr\u00e1tica em todas as rela\u00e7\u00f5es sexuais.<BR> <BR> Os costumes sexuais se modificaram nos \u00faltimos 40 anos, e hoje a virgindade de uma mulher j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais um valor central. No entanto, o cen\u00e1rio \u00e9 paradoxal: o clima de interdi\u00e7\u00e3o nas conversas sobre sexualidade dentro da fam\u00edlia \u00e9 praticamente o mesmo. H\u00e1 pouco debate aberto e promovedor de reflex\u00e3o sobre a sexualidade. O ambiente social de discuss\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o se modificou: faltam di\u00e1logos sem hipocrisia e sem as tentativas de intromiss\u00e3o das igrejas sobre o seu conte\u00fado. Nas escolas, n\u00e3o se trata abertamente o tema da contracep\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o sexual ainda n\u00e3o \u00e9 prioridade &#8211; e esse seria importante meio de prevenir a gravidez na adolesc\u00eancia. N\u00e3o discutir contracep\u00e7\u00e3o \u00e9 permanecer cego diante do fato de que as rela\u00e7\u00f5es sexuais de jovens e adolescentes s\u00e3o leg\u00edtimas e constituem um direito. A adolesc\u00eancia \u00e9 um per\u00edodo da vida em que colegas e pares passam a ganhar mais import\u00e2ncia, e isso faz parte do processo de constru\u00e7\u00e3o da autonomia dos jovens diante da fam\u00edlia, na busca de suas singularidades.<BR> <BR> Pesquisas sobre comportamento sexual no Brasil assinalam uma maior aproxima\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio de inicia\u00e7\u00e3o sexual, o que \u00e9 um bom indicador dessa mudan\u00e7a de mentalidade. A inicia\u00e7\u00e3o sexual passou a se dar entre namorados, e s\u00f3 uma pequena minoria de rapazes tem suas primeiras rela\u00e7\u00f5es com profissionais do sexo. S\u00e3o transforma\u00e7\u00f5es importantes que dizem respeito aos costumes sexuais. O exerc\u00edcio da sexualidade fora dos limites de uma uni\u00e3o tornou-se amplamente aceit\u00e1vel, em que pese a insist\u00eancia das doutrinas religiosas em pregar a abstin\u00eancia antes do matrim\u00f4nio. Pelo menos nos grandes centros urbanos, uma mo\u00e7a n\u00e3o \u00e9 mais v\u00edtima de opr\u00f3brio por n\u00e3o ser mais virgem como alguns anos atr\u00e1s. Vale lembrar que o clima de reprova\u00e7\u00e3o social ignora que at\u00e9 poucas d\u00e9cadas atr\u00e1s mo\u00e7as nas mesmas faixas et\u00e1rias daquelas que hoje s\u00e3o consideradas adolescentes tinham filhos, o que era normal. Ou seja, houve uma mudan\u00e7a no entendimento social sobre a juventude &#8211; h\u00e1 uma expectativa de prolongamento do tempo de estudo, do retardamento do in\u00edcio da vida reprodutiva e uma aceita\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio da sexualidade na adolesc\u00eancia.<BR> <BR> O que parece quase natural para fam\u00edlias de menor poder aquisitivo \u00e9 estranho para as classes m\u00e9dia e alta. Entre as primeiras, a reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 muito bem recebida, j\u00e1 que existe uma grande valoriza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia na sociedade brasileira, sobretudo em grupos populares. Mesmo n\u00e3o prevista, a gravidez d\u00e1 lugar a uma conversa entre os parceiros e n\u00e3o necessariamente os rapazes fogem \u00e0 responsabilidade. Nas camadas populares, \u00e9 motivo para uni\u00e3o e conta com o apoio das fam\u00edlias.<BR> <BR> O quadro, portanto, n\u00e3o \u00e9 de anomia. Nem os n\u00fameros s\u00e3o assim t\u00e3o assustadores: a Pesquisa Gravad identificou que, entre as jovens de 18 a 24 anos, 16,6% tiveram filhos antes dos 18 anos. O porcentual das que tiveram filhos antes dos 15 anos \u00e9 de apenas 1,6%. Quando se trata de homens, os porcentuais caem para 21,4% antes dos 20 anos, 8,9% antes dos 18 anos e insignificante 0,6% antes dos 15 anos.<BR> <BR> <B>* Este artigo foi originalmente publicado no jornal Estado de S\u00e3o Paulo em fevereiro de 2005. Maria Luiza Heilborn \u00e9 antrop\u00f3loga, professora do Instituto de Medicina Social (IMS\/Uerj) e coordenadora do Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos<\/B><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maria Luiza Heilborn. 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