{"id":195,"date":"2006-06-12T00:00:00","date_gmt":"2006-06-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2006\/06\/12\/discriminacao-nas-palavras\/"},"modified":"2006-06-12T00:00:00","modified_gmt":"2006-06-12T03:00:00","slug":"discriminacao-nas-palavras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/discriminacao-nas-palavras\/195\/","title":{"rendered":"Discrimina\u00e7\u00e3o nas palavras"},"content":{"rendered":"<p>Passados quase trinta anos da primeira edi\u00e7\u00e3o do livro &ldquo;O estigma do passivo sexual&rdquo;, do soci\u00f3logo Michel Misse, professor do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS\/UFRJ, continua a existir a estigmatiza\u00e7\u00e3o de mulheres e homossexuais, impl\u00edcita em g\u00edrias e express\u00f5es de uso cotidiano da l\u00edngua portuguesa. No livro, ele chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a linguagem cotidiana, atrav\u00e9s de suas express\u00f5es ling\u00fc\u00edsticas, pode expressar e reproduzir l\u00f3gicas de domina\u00e7\u00e3o, submiss\u00e3o e de viol\u00eancia dom\u00e9stica e homof\u00f3bica.<BR>  <P>O livro \u00e9 um estudo sociol\u00f3gico, realizado na d\u00e9cada de 70, de figuras de ret\u00f3rica encontradas em g\u00edrias e palavr\u00f5es que remetem a uma estigmatiza\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is sexuais que, no Brasil, s\u00e3o chamados de &ldquo;passivos&rdquo;, tornando-se um trabalho de refer\u00eancia nos estudos de g\u00eanero e sexualidade no Brasil. Nele, Misse analisou a fun\u00e7\u00e3o da linguagem como instrumento de discrimina\u00e7\u00e3o da mulher e do homossexual dito passivo. A obra, editada pela <a href=\"http:\/\/www.booklink.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BOOKLINK<\/A>, em parceria com o N\u00facleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Viol\u00eancia Urbana (NECVU\/IFCS\/UFRJ) e o Laborat\u00f3rio de Etnografia Metropolitana (LeMetro) est\u00e1 em sua terceira edi\u00e7\u00e3o &ndash; a primeira saiu em 1979 e a segunda, em 1981. Para o autor, as figuras de ret\u00f3rica ainda remetem a uma estigmatiza\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is sexuais e de g\u00eanero de mulheres e homossexuais, mesmo depois de duas d\u00e9cadas de avan\u00e7os dos movimentos feminista e homossexual.<BR>  <P>&ldquo;Muita coisa mudou desde 1979. Surgiam nessa \u00e9poca no Brasil as primeiras organiza\u00e7\u00f5es gays e muitas quest\u00f5es antes tratadas em pequenos grupos ganharam a m\u00eddia e o interesse p\u00fablico. Mas o estigma continua a existir, menos nos ambientes cosmopolitas urbanos, mas ainda em grande parte da sociedade brasileira&rdquo;, afirma o soci\u00f3logo.<BR>  <P>Misse lembra que a maior parte das express\u00f5es de g\u00edria e de palavr\u00f5es que analisou j\u00e1 eram antigas quando o livro foi escrito e continuam a ser muito usadas ainda hoje.<BR>  <P>&ldquo;Quem as usa quase sempre n\u00e3o percebe que elas veiculam o preconceito e o estigma, pois tais express\u00f5es ganharam autonomia frente aos contextos em que nasceram e surgiram. S\u00e3o indicadores ambivalentes, cuja perman\u00eancia ultrapassa muitas vezes a inten\u00e7\u00e3o subjetiva de quem as usa. Outras express\u00f5es novas, surgidas desde que saiu a primeira edi\u00e7\u00e3o, indicam no entanto que os contextos sociais que as produziram continuam a reproduzir a mesma matriz de produ\u00e7\u00e3o de sentido estigmatizador das express\u00f5es antigas que analisei&rdquo;, diz ele.<BR>  <P>O soci\u00f3logo encontrou, na l\u00edngua portuguesa, o estigmatizado e o estigmatizador. N\u00e3o deixou de observar, por exemplo, que na g\u00edria, a palavra &ldquo;homem&rdquo; s\u00f3 expressa id\u00e9ias de domina\u00e7\u00e3o e poder &ndash; o termo pode significar, no uso cotidiano, a &ldquo;pol\u00edcia&rdquo; ou o &ldquo;policial&rdquo; (&ldquo;os homens est\u00e3o chegando&rdquo;). Por outro lado, a palavra &ldquo;mulher&rdquo; \u00e9 freq\u00fcentemente usada de forma pejorativa. Exemplo: um menino fraco, ou que n\u00e3o quer ou n\u00e3o consegue fazer o que os outros meninos fazem, \u00e9 chamado de &ldquo;mulherzinha&rdquo;, termo que remete a uma id\u00e9ia de fraqueza ou homossexualidade.<BR>  <P>No livro, Misse tamb\u00e9m analisa o duplo significado de verbos como &ldquo;comer&rdquo; e &ldquo;dar&rdquo;, que podem expressar tanto prest\u00edgio quanto estigma &ndash; o homem &ldquo;come&rdquo;, enquanto a mulher ou o homossexual &ldquo;d\u00e1&rdquo;. Entretanto, alguns desses verbos, lembra o autor, t\u00eam sentido amb\u00edguo, podendo significar tanto prest\u00edgio quanto estigma. Al\u00e9m da id\u00e9ia de passividade (situa\u00e7\u00e3o estigmatizadora), o verbo &ldquo;dar&rdquo;, em outros contextos, pode expressar prest\u00edgio, como nas express\u00f5es &ldquo;dar duro&rdquo; (trabalhar muito), &ldquo;dar duro em&rdquo; (perseguir), &ldquo;dar em cima de&rdquo; (procurar conquistar).<BR>  <P>Segundo ele, essa estigmatiza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da linguagem se perpetua devido ao surgimento cont\u00ednuo de novas figuras de linguagem: &ldquo;A perman\u00eancia do estigma na linguagem pode ser aferida pelo aparecimento de novas figuras de ret\u00f3rica que remetem ao mesmo sistema anal\u00f3gico atrav\u00e9s do qual equiparam-se pap\u00e9is sexuais e s\u00edmbolos de estigma ou de prest\u00edgio&rdquo;.<BR>  <P>O soci\u00f3logo acredita, por\u00e9m, que de todos os estere\u00f3tipos e preconceitos machistas que persistem na linguagem cotidiana, a homofobia \u00e9 o pior deles.<BR>  <P>&ldquo;A viol\u00eancia homof\u00f3bica que ainda continua a existir \u00e9 a ponta mais cruel desse iceberg de preconceitos que continua atuando, apesar de todas as mudan\u00e7as que ocorreram&rdquo;, observa. &ldquo;Assim, express\u00f5es como &ldquo;meter o pau&rdquo;, al\u00e9m de seu sentido sexual e er\u00f3tico, podem ter um sentido perigoso, violento&rdquo;.<BR>  <P>A preocupa\u00e7\u00e3o central do soci\u00f3logo \u00e9 abordar a viol\u00eancia de qualquer natureza &ndash; seja ela homof\u00f3bica ou contra as mulheres, tendo em vista sua \u00e1rea de interesse e atua\u00e7\u00e3o. Misse \u00e9 atualmente um dos principais especialistas na tem\u00e1tica da viol\u00eancia no pa\u00eds. Ao escrever &ldquo;O estigma do passivo sexual&rdquo;, o autor discutiu a viol\u00eancia simb\u00f3lica no campo da sexualidade.<BR>  <P>&ldquo;Na verdade, minha incurs\u00e3o no tema do passivo sexual na d\u00e9cada de 1970 vinculava-se j\u00e1 aos meus estudos de viol\u00eancia urbana, como fica patente no \u00faltimo par\u00e1grafo do pref\u00e1cio \u00e0 primeira edi\u00e7\u00e3o. Os s\u00edmbolos de estigma participam da viol\u00eancia simb\u00f3lica quando ofendem moralmente o outro e produzem efeitos de longo alcance nos conflitos sociais. A viol\u00eancia dom\u00e9stica, a viol\u00eancia conjugal, a viol\u00eancia contra minorias \u00e9tnicas e a viol\u00eancia contra os homossexuais s\u00e3o exemplo disso&rdquo;, diz ele.<BR>  <P>Misse \u00e9 professor do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS\/UFRJ), mais precisamente no N\u00facleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Viol\u00eancia Urbana (NECVU). \u00c9 co-autor do primeiro estudo sociol\u00f3gico brasileiro sobre delinq\u00fc\u00eancia juvenil, publicado pelo Tribunal de Justi\u00e7a do ent\u00e3o Estado da Guanabara, em 1973. Em 1979, al\u00e9m de &ldquo;O estigma do passivo sexual&rdquo;, lan\u00e7ou &ldquo;Crime: o social pela culatra&rdquo;, um ensaio sobre o crescimento da criminalidade no Brasil. Pela editora Lumen Juris, acaba de lan\u00e7ar seu novo livro, &ldquo;Crime e viol\u00eancia no Brasil contempor\u00e2neo&rdquo;, reunindo os ensaios e pesquisas que realizou nos \u00faltimos dez anos sobre o tema da viol\u00eancia.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passados quase trinta anos da primeira edi\u00e7\u00e3o do livro &ldquo;O estigma do passivo sexual&rdquo;, do soci\u00f3logo Michel Misse, continua a existir a estigmatiza\u00e7\u00e3o de mulheres e homossexuais, impl\u00edcita em g\u00edrias e express\u00f5es de uso cotidiano da l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-195","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - 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