{"id":207,"date":"2006-05-16T00:00:00","date_gmt":"2006-05-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2006\/05\/16\/as-interpretacoes-do-desejo\/"},"modified":"2006-05-16T00:00:00","modified_gmt":"2006-05-16T03:00:00","slug":"as-interpretacoes-do-desejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/as-interpretacoes-do-desejo\/207\/","title":{"rendered":"As interpreta\u00e7\u00f5es do desejo"},"content":{"rendered":"<p>Em breve passagem pelo Rio de Janeiro, o soci\u00f3logo norte-americano John Gagnon autografou o livro <I>Uma interpreta\u00e7\u00e3o do desejo: ensaios sobre o estudo da sexualidade <\/I>(CLAM\/Editora Garamond), e fez duas confer\u00eancias: a primeira, no Museu da Rep\u00fablica, na noite de quarta-feira, 26, na qual falou sobre sua obra, em mesa-redonda composta pela antrop\u00f3loga Maria Luiza Heilborn, coordenadora do CLAM, e do psico-soci\u00f3logo Alain Giami, diretor de pesquisas no Institut Nacional de Sant\u00e9 et Recherches M\u00e9dicales, em Paris. A segunda apresenta\u00e7\u00e3o de Gagnon aconteceu na quinta-feira, 27, organizada em parceria com o Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais (PPCIS), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), onde falou sobre sexualidade, desejo e risco em tempos de Aids.<BR>  <P>Para o soci\u00f3logo, comportamento sexual descreve o conjunto de pr\u00e1ticas corporais desempenhadas por humanos e n\u00e3o-humanos, enquanto conduta sexual seria o significado que estas pr\u00e1ticas t\u00eam para o indiv\u00edduo que as realiza e para as culturas e sociedades a que eles pertencem. &ldquo;A conduta sexual \u00e9 um comportamento avaliado e compreendido pelos atores em situa\u00e7\u00f5es sociais, definido pela hist\u00f3ria e pela cultura&rdquo;, disse ele.<BR>  <P>O que tornou a obra de John Gagnon inovadora, no final dos anos 60, foi o fato de o soci\u00f3logo chamar a aten\u00e7\u00e3o para o que n\u00e3o \u00e9 sexual na determina\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o de condutas sexuais. &ldquo;A vida social \u00e9 puramente artificial. Somos respons\u00e1veis pela maneira como vivemos e isto n\u00e3o \u00e9 culpa da natureza&rdquo;, disse ele, em cr\u00edtica \u00e0 id\u00e9ia de que a natureza pode explicar pr\u00e1ticas e condutas sociais e sexuais. &ldquo;As pessoas tendem a dar muita import\u00e2ncia \u00e0 sexualidade, mas ela n\u00e3o \u00e9 algo especial. \u00c9 como conseguir um emprego&rdquo;, afirmou.<BR>  <P>Maria Luiza chamou a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da obra de Gagnon no estudo da sexualidade. &ldquo;A id\u00e9ia que ele apresenta nos artigos que comp\u00f5em <I>Uma interpreta\u00e7\u00e3o do desejo<\/I> \u00e9 justamente a de se afastar do enfoque de comportamento sexual no que ele tem de mais natural, isto \u00e9, se afastar da hip\u00f3tese de que esse comportamento seria algo que todos os seres humanos compartilhariam da mesma maneira. Por isso, ele desconstr\u00f3i a id\u00e9ia de comportamento e aposta na id\u00e9ia de conduta&rdquo;, lembrou a antrop\u00f3loga. &ldquo;Gagnon compreende a vida social como um artif\u00edcio, produto de rela\u00e7\u00f5es humanas e, nesse sentido, a sexualidade tamb\u00e9m o \u00e9&rdquo;, explicou ela.<BR>  <P>Especialista na obra de Gagnon, Alain Giami lembrou ao p\u00fablico que, na concep\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica da sexualidade de John Gagnon, a natureza n\u00e3o existe. &ldquo;Para Gagnon, a natureza \u00e9 constru\u00e7\u00e3o social&rdquo;, disse o pesquisador franc\u00eas. O livro <I>Uma interpreta\u00e7\u00e3o do desejo<\/I>, que est\u00e1 sendo lan\u00e7ado pelo CLAM e pela Editora Garamond, re\u00fane artigos escritos a partir de 1973 at\u00e9 o ano 2000, e mostra como o soci\u00f3logo criou sua &ldquo;sociologia da sexualidade&rdquo;, termo pelo qual sua proposta te\u00f3rica ficou conhecida.<BR>  <P>Na contram\u00e3o dos discursos &ldquo;naturalistas&rdquo; ou &ldquo;biologizantes&rdquo;, a id\u00e9ia fundamental na obra de Gagnon \u00e9 que a sexualidade n\u00e3o \u00e9 impulsiva e sim socialmente constru\u00edda. &ldquo;A cultura n\u00e3o est\u00e1 em conflito com a natureza na esfera da sexualidade&rdquo;, observou ele. &ldquo;A cultura permite explicitar quem somos. J\u00e1 a sexualidade n\u00e3o \u00e9 impulsiva, ao contr\u00e1rio do que se convencionou pensar. Ela \u00e9 adquirida. Esses impulsos s\u00e3o, na verdade, uma linguagem teatral, n\u00e3o a verdade sobre a sexualidade&rdquo;, explicou.<BR>  <P>Gagnon lembrou que acabar com a id\u00e9ia de uma biologia que explicasse a conduta humana era justamente seu projeto ao lan\u00e7ar em 1973 o livro <I>Sexual Conduct<\/I>, escrito em parceria com o colega e tamb\u00e9m soci\u00f3logo William Simon. &ldquo;Falar, nos Estados Unidos dos anos 60, de uma natureza biol\u00f3gica de mulheres ou de homossexuais era uma maneira de torn\u00e1-los diferentes, como se fosse algo imut\u00e1vel e natural. Nossa id\u00e9ia era eliminar a import\u00e2ncia da biologia&rdquo;, disse.<BR>  <P><B>Foucault e Freud<\/B>  <P>Muitos estudiosos questionam hoje em dia se o construcionismo social em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade foi inventado pelo franc\u00eas Michel Foucault ou pelo americano John Gagnon &ndash; ambas as id\u00e9ias apareceram quase ao mesmo tempo em meados dos anos 60 na Fran\u00e7a e nos Estados Unidos. As diferen\u00e7as entre os dois foram apontadas por Giami: &ldquo;Foucault trabalhou sobre o s\u00e9culo XIX e Gagnon se deteve no s\u00e9culo XX. Foucault trabalhou mais os desvios sexuais e Gagnon a sexualidade em geral, a sexualidade de todo mundo. Seu prop\u00f3sito era compreender a sexualidade considerada como algo banal, e tamb\u00e9m mostrar que ela n\u00e3o \u00e9 inscrita na natureza&rdquo;, disse.<BR>  <P>Gagnon descartou as semelhan\u00e7as: &ldquo;Foucault dedicou seu tempo a estudar os desviantes sexuais. Em meu trabalho tento desconstruir a id\u00e9ia de desviantes sexuais. Meu projeto era fazer com que as pessoas esquecessem a linguagem do s\u00e9culo XIX e n\u00e3o mais tratassem pessoas com uma sexualidade n\u00e3o convencional como seres especiais. Nesse sentido minha id\u00e9ia era &ldquo;normalizar&rdquo; a sexualidade, e n\u00e3o explic\u00e1-la na linguagem moral ou baseada na Psicologia&rdquo;, afirmou.<BR>  <P>O soci\u00f3logo norte-americano tamb\u00e9m explicou a raz\u00e3o pelo desapego \u00e0s id\u00e9ias de Freud. &ldquo;Eu nuca aceitei a explica\u00e7\u00e3o freudiana sobre a homossexualidade. Da\u00ed vem minha absoluta falta de apego emocional ao Freud. Para mim, a homossexualidade \u00e9 um gosto adquirido&rdquo;.<BR>  <P>Gagnon acredita, entretanto, que a concep\u00e7\u00e3o de desviantes sexuais vai continuar a existir, a despeito das diferentes abordagens surgidas. &ldquo;Qualquer psic\u00f3logo ou psiquiatra que considere a homossexualidade como doen\u00e7a ou pecado continuar\u00e1 a pensar desta maneira, apesar dos livros que escrevi. N\u00e3o importa se um soci\u00f3logo americano diga que n\u00e3o \u00e9 bem assim&rdquo;, finalizou.<BR>  <P><B>Sexualidade, desejo e risco em tempos de Aids<\/B>  <P>Este foi o tema da confer\u00eancia ministrada por Gagnon, promovida pelo CLAM em parceria com o Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais (PPCIS), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para um p\u00fablico composto majoritariamente por estudantes, em boa parte alunos de gradua\u00e7\u00e3o de cursos de Medicina de diversas universidades. O soci\u00f3logo correlacionou sua carreira com a abordagem da tem\u00e1tica da Aids nos estudos da sexualidade. Ele lembrou que, em 1981, ano do in\u00edcio da epidemia da doen\u00e7a, passou a integrar comit\u00eas de pesquisa em HIV\/Aids. &ldquo;Ainda n\u00e3o sab\u00edamos muito sobre sexualidade. A pergunta era: Qual seria a situa\u00e7\u00e3o sexual nos Estados Unidos da \u00e9poca?&rdquo;, disse.<BR>  <P>Gagnon chamou a aten\u00e7\u00e3o para a dimens\u00e3o pol\u00edtica da epidemia &ndash; 1981 era tamb\u00e9m o ano da elei\u00e7\u00e3o de Ronald Reagan para presidente e do surgimento dos movimentos sociais (feminismo, movimento gay, e movimento pelos direitos reprodutivos e pr\u00f3-aborto) no pa\u00eds.<BR>  <P>&ldquo;A epidemia foi muito mais um fen\u00f4meno pol\u00edtico do que de sa\u00fade&rdquo;, observou o soci\u00f3logo, lembrando serem tr\u00eas os grupos de risco de ent\u00e3o: os homens homossexuais, os usu\u00e1rios de drogas injet\u00e1veis (e suas parceiras e crian\u00e7as) e as pessoas que recebiam sangue atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00e3o. &ldquo;A pol\u00edtica americana para a Aids passou a combater n\u00e3o a droga, mas os usu\u00e1rios de drogas, em sua maioria, latinos. A Campanha anti-drogas logo se transformou numa campanha anti-minorias&rdquo;.<BR>  <P>Nesse cen\u00e1rio, lembrou Gagnon, ficou claro que, com o in\u00edcio da epidemia, o pa\u00eds precisava de pesquisas em sexualidade. &ldquo;A pesquisa em sexualidade, no in\u00edcio da epidemia da Aids, voltada para combater a doen\u00e7a, tinha uma vis\u00e3o muito estreita. N\u00e3o falava em masturba\u00e7\u00e3o, por exemplo, j\u00e1 que a pr\u00e1tica n\u00e3o oferecia riscos de contamina\u00e7\u00e3o&rdquo;, disse. &ldquo;Logo percebemos que, para entender a Aids, era necess\u00e1rio entender a sexualidade e fazer ver que a maneira de entender a sexualidade tem a ver com sa\u00fade, prazer e cidadania, a despeito da vis\u00e3o moralista e conservadora de enxerg\u00e1-la. Afinal, a epidemia era um problema de sa\u00fade ou de moral?&rdquo;, questionou.<BR>  <P>A rela\u00e7\u00e3o entre sexo e risco, enfocada pelas pesquisas de ent\u00e3o, era centrada numa psicologia individual que tentava explicar o comportamento do indiv\u00edduo, atrav\u00e9s de perguntas do tipo <I>Voc\u00ea est\u00e1 ou n\u00e3o diminuindo o comportamento de risco?<\/I> &ldquo;A rela\u00e7\u00e3o sexo e risco \u00e9 muito mais complexa do que evitar comportamentos de risco&rdquo;.<BR>  <P>Para Gagnon, o risco est\u00e1 associado a uma conduta individual. &ldquo;As pessoas correm riscos, ele est\u00e1 associado \u00e0 atividade sexual e sua dimens\u00e3o \u00e9 t\u00e3o forte quanto a sensa\u00e7\u00e3o de um motorista que dirige em alta velocidade. Ele sabe que aquilo \u00e9 arriscado e perigoso, mas lhe d\u00e1 prazer&rdquo;, comparou.<BR>  <P>Segundo ele, essa concep\u00e7\u00e3o de individualidade do ser humano se reflete na maneira de prevenir a Aids. &ldquo;Nada mais errado do que pensar que existe apenas uma epidemia de Aids. A Aids n\u00e3o \u00e9 uma \u00fanica epidemia&rdquo;, afirmou, em cr\u00edtica \u00e0 pol\u00edtica de preven\u00e7\u00e3o norte-americana.<BR>  <P>&ldquo;N\u00e3o \u00e9 uma pol\u00edtica geral que vai resolver o problema&rdquo;, disse, lembrando que, dos anos 80 para c\u00e1, as pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o mais eficazes foram aquelas formuladas por grupos comunit\u00e1rios, comunidades gays, por exemplo. &ldquo;Trata-se, antes de mais nada, de conhecer as especificidades locais&rdquo;.<BR>  <P>Gagnon observou que a vis\u00e3o da Aids como um problema moral e n\u00e3o de sa\u00fade deixou de prevalecer apenas no cen\u00e1rio americano e foi transportada para o mundo. Segundo ele, essa &ldquo;exporta\u00e7\u00e3o&rdquo;, do ponto de vista norte-americano, tem gerado problemas.<BR>  <P>Um exemplo \u00e9 o caso brasileiro. Em 2005, a Ag\u00eancia Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) entrou em choque com o governo brasileiro ao tentar pressionar o Brasil a adotar uma pol\u00edtica de preven\u00e7\u00e3o ao HIV\/Aids com foco na abstin\u00eancia. Atrav\u00e9s de um documento, a USAID justificava o or\u00e7amento de a\u00e7\u00f5es referentes ao HIV\/Aids para 2005\/2006, onde se previa a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o para adolescentes com foco na pol\u00edtica do ABC (abstin\u00eancia, fidelidade e uso de preservativo), pol\u00edtica contr\u00e1ria \u00e0s premissas adotadas pelo Brasil, centrada principalmente no uso de preservativos. No mesmo ano, o governo brasileiro se recusou a receber US$ 48 milh\u00f5es dos Estados Unidos para financiamento de projetos de preven\u00e7\u00e3o ao HIV\/Aids, em rea\u00e7\u00e3o \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o da USAID de que ONGs brasileiras s\u00f3 receberiam os recursos caso se opusessem ao trabalho sexual.<BR>  <P>&ldquo;\u00c9 perigoso pensar que a solu\u00e7\u00e3o vir\u00e1 dos Estados Unidos ou da Europa, onde se concentra o maior n\u00famero de Pr\u00eamios Nobel e mais tecnologia. \u00c9 no 3\u00ba mundo que est\u00e3o as pessoas que morrem da doen\u00e7a. A Aids \u00e9 um dos elementos da globaliza\u00e7\u00e3o&rdquo;, afirmou Gagnon. Para ele, os pa\u00edses mais bem-sucedidos no combate \u00e0 doen\u00e7a s\u00e3o aqueles que recusaram a ajuda do primeiro mundo e apostaram em solu\u00e7\u00f5es locais.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em breve passagem pelo Rio, o soci\u00f3logo John Gagnon lan\u00e7ou o livro <I>Uma interpreta\u00e7\u00e3o do desejo<\/I> e fez confer\u00eancia na Uerj, onde falou sobre sexualidade e Aids, e criticou&nbsp;a pol\u00edtica norte-americana de preven\u00e7\u00e3o. &ldquo;Uma pol\u00edtica geral n\u00e3o&nbsp;vai resolver o problema.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-207","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - 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