{"id":331,"date":"2008-01-15T00:00:00","date_gmt":"2008-01-15T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2008\/01\/15\/transformaciones-familiares\/"},"modified":"2008-01-15T00:00:00","modified_gmt":"2008-01-15T02:00:00","slug":"transformaciones-familiares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/transformaciones-familiares\/331\/","title":{"rendered":"Transformaciones familiares"},"content":{"rendered":"<p>No semin\u00e1rio <I>Fam\u00edlia Contempor\u00e2nea<\/I>, promovido pelo Grupo de Estudos sobre a Fam\u00edlia Contempor\u00e2nea (GREFAC) em dezembro, na UERJ, as soci\u00f3logas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) Ana L\u00facia Sab\u00f3ia, Lilibeth Maria Ferreira e Rosa Maria Ribeiro apresentaram os \u00faltimos resultados relativos \u00e0s quest\u00f5es familiares dos Indicadores Sociais e da Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares\/POF. A base de dados utilizada foi a Pesquisa Nacional de Amostra por Domic\u00edlios, a PNAD &ndash; uma amostra de quase 150 mil domic\u00edlios. &ldquo;Um panorama das estruturas, situa\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia brasileira nos permite entender as transforma\u00e7\u00f5es dos padr\u00f5es familiares&rdquo;, avaliou a pesquisadora Clarice Ehlers Peixoto, professora do Programa P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPCIS\/UERJ) e uma das coordenadoras do GREFAC, ao lado de Maria Luiza Heilborn (CLAM\/IMS\/UERJ) e Myriam Lins de Barros (ESS\/UFRJ).<BR>  <P>A apresenta\u00e7\u00e3o privilegiou alguns dos temas que s\u00e3o abordados na pesquisa, como educa\u00e7\u00e3o, mulher, domic\u00edlio, fam\u00edlia e cor\/ra\u00e7a. &ldquo;A taxa de analfabetismo continua muito alta, em cerca de 15 milh\u00f5es. Nos centros urbanos diminuiu bastante, mas a rural est\u00e1 na base de 25%. De acordo com a UNESCO, o Brasil est\u00e1 no grupo de pa\u00edses alarmantes &ndash; os que t\u00eam mais de 10 milh\u00f5es de pessoas analfabetas em n\u00fameros absolutos &ndash; que s\u00f3 \u00e9 superado pelo grupo de pa\u00edses que tem 50%, ou mais, da popula\u00e7\u00e3o de analfabetos.O analfabetismo est\u00e1 mais presente nas classes mais baixas, entre pretos e pardos e pessoas idosas&rdquo;, relatou Ana L\u00facia Sab\u00f3ia.<BR>  <P>Segundo Ana L\u00facia, o indicador familiar \u00e9 importante porque mostra a rela\u00e7\u00e3o de moradores e o grau de parentesco entre eles, revelando o padr\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia brasileira. &ldquo;No per\u00edodo de 10 anos, a transforma\u00e7\u00e3o mais significativa foi o aumento do n\u00famero de lares unipessoais, o que se traduz na n\u00e3o coabita\u00e7\u00e3o de parentes idosos com as fam\u00edlias nucleares e o aumento da expectativa de vida. Ou seja, as mulheres vivem cada vez mais, ficam vi\u00favas e se tornam uma unidade unipessoal. H\u00e1 um aumento tamb\u00e9m de casais sem filhos e de mulheres sem c\u00f4njuges com filhos. Outros arranjos familiares e coabita\u00e7\u00e3o sem parentesco ainda t\u00eam \u00edndices muito baixos no Brasil&rdquo;, afirmou a pesquisadora.<BR>  <P>De acordo com os dados da pesquisa do IBGE apresentados no Semin\u00e1rio, os homens ainda t\u00eam uma maior taxa de ocupa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Entre as unidades dom\u00e9sticas com os dois c\u00f4njuges presentes, apenas 38% dos casais t\u00eam os dois c\u00f4njuges ocupados.<BR>  <P>&ldquo;O objetivo maior de nossa pesquisa sempre foi criar subs\u00eddios para entender a cesta b\u00e1sica dos domic\u00edlios brasileiros, para compor o \u00edndice de pre\u00e7o ao consumidor. A diferen\u00e7a principal da POF e da PNAD \u00e9 que a primeira trabalha com o conceito de unidade de consumo, enquanto a segunda com a unidade de refer\u00eancia, pessoa e fam\u00edlia. A distin\u00e7\u00e3o que pode ser percebida entre os dois conceitos \u00e9 uma eventual diferen\u00e7a entre a aquisi\u00e7\u00e3o e a prepara\u00e7\u00e3o dos alimentos dentro do mesmo domic\u00edlio, existindo assim duas unidades de consumo dentro do mesmo &ldquo;lar&rdquo;. Por\u00e9m, os resultados podem ser apresentados como n\u00fameros de fam\u00edlias porque existem pouqu\u00edssimos domic\u00edlios com mais de uma unidade de consumo quando nele se estabelece um arranjo familiar, tanto que seus resultados n\u00e3o se mostraram t\u00e3o distantes dos resultados da PNAD&rdquo;, explicou Lilibeth Maria Ferreira.<BR>  <P>Para ela, o car\u00e1ter inovador da pesquisa \u00e9 descobrir se o perfil de despesas da fam\u00edlia muda conforme a sua composi\u00e7\u00e3o. &ldquo;O estudo introduz para o IBGE um conceito important\u00edssimo, principalmente para os estudos de pobreza, que \u00e9 o de aquisi\u00e7\u00e3o n\u00e3o monet\u00e1ria. Ou seja, alterou-se o conceito de despesa para o de aquisi\u00e7\u00e3o e, no caso de fam\u00edlias sem rendimentos, passou a ser poss\u00edvel mapear como estas adquirem produtos. \u00c9 poss\u00edvel saber de onde veio essa aquisi\u00e7\u00e3o, se de produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, de troca ou de doa\u00e7\u00e3o&rdquo;, disse Lilibeth.<BR>  <P>Os resultados da POF revelam que as fam\u00edlias chefiadas por mulheres vivem com mais dificuldades. As maiores despesas s\u00e3o com moradia, alimenta\u00e7\u00e3o e transporte, o que significa que as despesas com educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade s\u00e3o m\u00ednimas. O total de destina\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia brasileira para educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega a 4% e para a sa\u00fade 3%. Nas \u00e1reas urbanas, a destina\u00e7\u00e3o total para assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade \u00e9 7,1%, alimenta\u00e7\u00e3o 36%, habita\u00e7\u00e3o19% e transporte 18%. &ldquo;Com a inclus\u00e3o de um filho, cresce um pouco o \u00edndice para alimenta\u00e7\u00e3o e aumenta um pouco mais o vestu\u00e1rio, transporte e educa\u00e7\u00e3o. O que acontece \u00e9 que as pessoas privilegiam alguns itens de despesa quando t\u00eam um filho. No caso de um domic\u00edlio unipessoal, aumenta o \u00edndice de divers\u00e3o, mas os outros \u00edndices de despesa permanecem quase inalterados, com exce\u00e7\u00e3o do tipo de alimenta\u00e7\u00e3o&rdquo;, assinalou a soci\u00f3loga.<BR>  <P>A apresenta\u00e7\u00e3o de Rosa Maria Ribeiro versou sobre os conceitos utilizados pelas pesquisas do IBGE \u00e0 luz das recomenda\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) a respeito do tema e de procedimentos adotados por alguns pa\u00edses, como os Estados Unidos, a Fran\u00e7a, a Espanha e o sistema europeu.<BR>  <P>&ldquo;A revis\u00e3o conceitual se debru\u00e7a, at\u00e9 o momento, apenas sobre os conceitos atuais, que s\u00e3o a defini\u00e7\u00e3o da unidade dom\u00e9stica da fam\u00edlia; as nomenclaturas chefe da fam\u00edlia, pessoa de refer\u00eancia e respons\u00e1vel (pessoa a qual todos os demais membros da fam\u00edlia est\u00e3o ligados); as categorias utilizadas para identificar os membros da fam\u00edlia; e a quest\u00e3o do informante, ou seja, quem responde ao question\u00e1rio, que \u00e9 uma quest\u00e3o que perpassa todas as outras&rdquo;, analisou Rosa Maria.<BR>  <P><B><I>Unidade dom\u00e9stica e fam\u00edlia<\/B><\/I>  <P>Segundo a pesquisadora, o IBGE qualifica como fam\u00edlia a pessoa ou o conjunto de pessoas que vivem no mesmo domic\u00edlio, independentemente de existir parentesco entre essas pessoas, por ado\u00e7\u00e3o ou consang\u00fcinidade. &ldquo;\u00c9 um conceito amplo que n\u00e3o se refere exatamente \u00e0 fam\u00edlia tal como \u00e9 entendida na sociologia, na antropologia e mesmo no senso comum. Essa conceitua\u00e7\u00e3o do IBGE responde \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es da ONU, que indica tr\u00eas inst\u00e2ncias de aproxima\u00e7\u00e3o dessas pessoas dentro do mesmo domic\u00edlio: o domic\u00edlio (local f\u00edsico), a unidade dom\u00e9stica &ndash; que envolve todas as pessoas que residem no mesmo domic\u00edlio &ndash; e o parentesco. Nesse sentido, o IBGE ainda foge um pouco dessas recomenda\u00e7\u00f5es quando oferece outras duas alternativas de defini\u00e7\u00e3o; uma no \u00e2mbito da unidade dom\u00e9stica e outra se remete apenas ao fato de dividir a mesma resid\u00eancia. Na verdade, o que ocorre \u00e9 uma aproxima\u00e7\u00e3o e um afastamento das recomenda\u00e7\u00f5es da ONU concomitantemente. O afastamento seria mais ligado \u00e0 primeira alternativa apresentada. A aproxima\u00e7\u00e3o se d\u00e1 atrav\u00e9s da segunda&rdquo;, explicou.<BR>  <P>A soci\u00f3loga assinalou que uma problem\u00e1tica que est\u00e1 sendo discutida, ainda embrionariamente, \u00e9 o uso de dois conceitos distintos para a aplica\u00e7\u00e3o das pesquisas em domic\u00edlios, um da PNAD e o outro da POF. &ldquo;O que se prop\u00f5e \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de um conceito \u00fanico, que possibilitaria um melhor aproveitamento no cruzamento dessas duas pesquisas, bem como de outras realizadas pelo IBGE&rdquo;, observou.<BR>  <P>Rosa Maria lembrou que, assim como aconteceu com o conceito de fam\u00edlia, o conceito de chefe, ao longo do tempo, perdeu sua precis\u00e3o explicativa. &ldquo;Para o IBGE todas as tr\u00eas nomenclaturas &ndash; chefe da fam\u00edlia, pessoa de refer\u00eancia e respons\u00e1vel &ndash; correspondem \u00e0 pessoa respons\u00e1vel pelo domic\u00edlio. O problema \u00e9 que este conceito permite um duplo vi\u00e9s, o do informante (perguntado) e o de quem interpreta o dado. H\u00e1, ent\u00e3o, a necessidade de que se tenha um conceito pr\u00e9-definido, que depende de uma pesquisa preliminar para a cria\u00e7\u00e3o de uma nomenclatura mais corrente&rdquo;, disse ela.<BR>  <P>A pesquisadora ressaltou o crescimento no n\u00famero de fam\u00edlias onde o respons\u00e1vel do casal \u00e9 a mulher, principalmente nas cidades de Fortaleza, Bel\u00e9m e Salvador. &ldquo;E se n\u00e3o existe um consenso de como se definir o porqu\u00ea da escolha dessas mulheres como pessoa de refer\u00eancia da unidade dom\u00e9stica e do casal, n\u00e3o h\u00e1 como interpretar esse dado. Ao cruzar os dados, percebemos caracter\u00edsticas que podem explicar esta defini\u00e7\u00e3o. A maior escolaridade do c\u00f4njuge mulher foi a principal, a segunda foi estar ocupada no mercado de trabalho. No caso dos homens, o maior rendimento e a maior idade s\u00e3o as caracter\u00edsticas mais citadas&rdquo;, analisou.<BR>  <P>Ainda de acordo com a pesquisa, h\u00e1 um n\u00famero maior de coabita\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias com seus parentes mais velhos por causa de pens\u00f5es e aposentadorias, o que explica um n\u00famero significativo de idosos identificados como pessoa respons\u00e1vel pelo domic\u00edlio.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>En el seminario Familia Contempor\u00e1nea, que tuvo lugar en la UERJ, investigadoras del Instituto Brasile\u00f1o de Geograf\u00eda y Estad\u00edstica (IBGE) reportaron&nbsp;el crecimiento del n\u00famero de mujeres jefas de familia y de mujeres sin c\u00f3nyuge pero con hijos. <I>(Texto en portugu\u00e9s)<\/I><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-331","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Transformaciones familiares - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/transformaciones-familiares\/331\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Transformaciones familiares - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"En el seminario Familia Contempor\u00e1nea, que tuvo lugar en la UERJ, investigadoras del Instituto Brasile\u00f1o de Geograf\u00eda y Estad\u00edstica (IBGE) reportaron&nbsp;el crecimiento del n\u00famero de mujeres jefas de familia y de mujeres sin c\u00f3nyuge pero con hijos. 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