{"id":489,"date":"2009-11-04T00:00:00","date_gmt":"2009-11-04T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2009\/11\/04\/indice-relativo\/"},"modified":"2009-11-04T00:00:00","modified_gmt":"2009-11-04T02:00:00","slug":"indice-relativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/indice-relativo\/489\/","title":{"rendered":"\u00cdndice relativo"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 preciso ter cautela ao se julgar a 82\u00aa posi\u00e7\u00e3o do Brasil no ranking da desigualdade entre homens e mulheres elaborado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (FEM), alerta o dem\u00f3grafo Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves, professor titular da Escola Nacional de Ci\u00eancias Estat\u00edsticas (ENCE\/IBGE). O \u00edndice, apresentado no relat\u00f3rio &ldquo;Desigualdade Global de G\u00eanero&rdquo; (Global Gender Gap Index &ndash; GGGI, na sigla em ingl\u00eas.) no dia 27 de outubro, causou uma certa perplexidade entre especialistas ao colocar o Brasil atr\u00e1s de pa\u00edses como Gana (81\u00ba) e Tanz\u00e2nia (73\u00ba), depois de faz\u00ea-lo cair da 73\u00aa posi\u00e7\u00e3o para a 80\u00aa. A Isl\u00e2ndia aparece como o pa\u00eds com menor desigualdade de g\u00eanero do mundo &ndash; passou do quarto para o primeiro lugar do ranking, superando a Finl\u00e2ndia (2\u00ba lugar) e a Noruega, que era a primeira em 2008 e agora ocupa a terceira posi\u00e7\u00e3o.<BR>  <P>O relat\u00f3rio leva em conta quatro crit\u00e9rios: diferen\u00e7as salariais e participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho; acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o educacional; acesso \u00e1 sa\u00fade e queda de \u00edndices de mortalidade; e participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e posi\u00e7\u00e3o em cargos de poder pol\u00edtico. Neste \u00faltimo quesito, o mais not\u00e1vel no relat\u00f3rio atual foi o avan\u00e7o da \u00c1frica do Sul, que passou de 22\u00ba em 2008 para o sexto lugar da lista.<BR>  <P>&ldquo;O GGGI \u00e9 um \u00edndice relativo que mede o hiato de g\u00eanero &ndash; algo como a equidade relativa de g\u00eanero &ndash; e n\u00e3o o empoderamento das mulheres ou o grau de desenvolvimento humano de homens e mulheres. Neste sentido, pode parecer estranho que a \u00c1frica do Sul esteja \u00e0 frente n\u00e3o s\u00f3 do Brasil, mas tamb\u00e9m dos Estados Unidos e da Fran\u00e7a, por exemplo&rdquo;, avalia Jos\u00e9 Eust\u00e1quio.<BR>  <P>Segundo o dem\u00f3grafo, a \u00c1frica do Sul est\u00e1 em 3\u00ba lugar na participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica no mundo (com 44,5% de deputadas). Para o calculo do GGGI divide-se o n\u00famero de mulheres no parlamento pelo n\u00famero de homens, no caso da \u00c1frica do Sul 44,5 por 55,5, o que d\u00e1 um \u00edndice de 0,80. Nos Estados Unidos existem 16,8% de mulheres deputadas, ent\u00e3o dividindo-se 16,8 por 83,2 (homens deputados) chega-se a 0,20. No Brasil, existem 9% de deputadas, ent\u00e3o 9 divido por 91 \u00e9 igual a 0,09.<BR>  <P>&ldquo;Portanto, a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica parlamentar contribui para o GGGI de 0,80 na \u00c1frica do Sul, 0,20 nos Estados Unidos e de 0,09 no Brasil. A participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres tem um peso importante no GGGI e explica em grande parte a dianteira da \u00c1frica do Sul em rela\u00e7\u00e3o a muitos paises com melhores indicadores de desenvolvimento humano. O pa\u00eds, no processo de elei\u00e7\u00e3o de Jacob Zuma, elevou o n\u00famero de mulheres no parlamento e nos minist\u00e9rios. Isto fez grande diferen\u00e7a, enquanto o Brasil est\u00e1 parado na participa\u00e7\u00e3o parlamentar. O numero de ministras caiu de 5 (j\u00e1 foram Dilma Rousseff, Nilcea Freire, Marta Suplicy, Marina Silva e Benedita da Silva) para 2 (Dilma Rousseff e Nilcea Freire) atualmente&rdquo;, lembra o pesquisador.<BR>  <P>Segundo a pesquisadora Sonia Correa, co-coordenadora do <a href=\"http:\/\/www.sxpolitics.org\/?cat=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Observat\u00f3rio de Sexualidade e Pol\u00edtica (SPW)<\/A>, tudo indica que no caso do \u00edndice do FEM o peso dos indicadores de participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em cargos de decis\u00e3o seja maior que dos outros indicadores, j\u00e1 que neste crit\u00e9rio o Brasil perde mesmo para \u00c1frica do Sul, em raz\u00e3o das pol\u00edticas de cotas e a\u00e7\u00f5es afirmativas que est\u00e3o sendo implementadas naquele pa\u00eds desde 1994. &ldquo;Se n\u00e3o estou enganada o gabinete do Zuma tem 80% de mulheres. Foi at\u00e9 mesmo comemorado por setores do movimento negro no Brasil. O paradoxo fatal \u00e9 que Zuma estuprou uma mulher jovem HIV positiva e foi a julgamento, quando justificou seu ato por ser ele um homem zulu e por ela estar &#8216;mostrando as pernas\u00bb&rdquo;, lembra ela.<BR>  <P>O caso&nbsp;tomou repercuss\u00e3o mundial, pois, ao ser perguntado no julgamento sobre o HIV, o presidente disse que <EM>&ldquo;tinha tomado uma ducha&rdquo;<\/EM>. Por isso, n\u00e3o fosse pelo real incremento na participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica e nas esferas de poder daquele pa\u00eds, a um primeiro olhar seria mesmo dif\u00edcil crer na sua posi\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada no ranking do FEM, devido aos casos de estupro &ndash; como o perpetrado por Zuma &ndash;, ao HIV e ao apartheid ainda existente por l\u00e1. Possivelmente, se o FEM usasse dados de viol\u00eancia de g\u00eanero para fazer o \u00edndice, a \u00c1frica do Sul estaria em posi\u00e7\u00e3o abaixo do Brasil no quesito. No entanto, Sonia ressalta que n\u00e3o existem estat\u00edsticas que permitam comparabilidade internacional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero.<BR>  <P>&ldquo;Nem no Brasil temos dados consistentes sobre viol\u00eancia de g\u00eanero, nem mesmo sobre estupro. \u00c9 preciso dizer que n\u00e3o est\u00e1 claro, do ponto de vista da evidencia estat\u00edstica, se a viol\u00eancia sexual aumentou de fato na \u00c1frica do Sul p\u00f3s apartheid, ou se atualmente existam mais dados e evid\u00eancias sobre essa trag\u00e9dia, inclusive por que tanto aqui como l\u00e1 dados sobre viol\u00eancia sexual eram e continuam muito prec\u00e1rios. Al\u00e9m disso, algumas autoras sugerem que houve uma invers\u00e3o racial na percep\u00e7\u00e3o do estupro, ou seja, se antes de 1994 era mais vis\u00edvel e denunciado o estupro cometido por homens brancos, agora a visibilidade cabe aos homens negros&rdquo;, salienta.<BR>  <P>Ela afirma que o problema \u00e9 que os indicadores (em especial sint\u00e9ticos) est\u00e3o cada vez mais despolitizados. &ldquo;Para medir coisas como Mr. Zuma e sua ducha, as an\u00e1lises de desenvolvimento humano deveriam incorporar elementos qualitativos sobre democracia, direitos humanos, cultura, corrup\u00e7\u00e3o etc&rdquo;, diz ela.<BR>  <P><B><I>&ldquo;A participa\u00e7\u00e3o feminina nas elei\u00e7\u00f5es 2010 no Brasil \u00e9 muito importante&rdquo;<\/B><\/I>  <P>A participa\u00e7\u00e3o de mulheres na pol\u00edtica explica tamb\u00e9m a lideran\u00e7a da Isl\u00e2ndia, que al\u00e9m de ter 42,9% de mulheres deputadas, elegeu uma mulher para a presid\u00eancia da rep\u00fablica. Para o dem\u00f3grafo Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz, o Brasil caiu no ranking do GGGI de 2008 para 2009 por dois motivos:<BR>  <P>&ldquo;O primeiro deles \u00e9 que diversos paises avan\u00e7aram em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres, enquanto o Brasil est\u00e1 estacionado na \u00faltima d\u00e9cada. O segundo motivo de nossa coloca\u00e7\u00e3o \u00e9 que foram inclu\u00eddos mais 4 paises na cobertura, que passou de 130 para 134 paises (2 deles na frente do Brasil)&rdquo;, analisa o especialista.<BR>  <P>Segundo ele, por tudo isto, a participa\u00e7\u00e3o feminina nas elei\u00e7\u00f5es gerais de 2010 \u00e9 muito importante. &ldquo;Para que o Brasil possa melhorar a sua posi\u00e7\u00e3o relativa na equidade de g\u00eanero, j\u00e1 que em termos de empoderamento, as mulheres brasileiras est\u00e3o em posi\u00e7\u00e3o bem melhor&rdquo;.<BR>  <P>Para Sonia Correa, no entanto, h\u00e1 um certo otimismo em se achar que o Brasil est\u00e1 melhor no que diz respeito ao empoderamento das mulheres. &ldquo;De acordo com o Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano 2009, estamos na 70\u00aa posi\u00e7\u00e3o no \u00edndice de desenvolvimento humano (IDH) e na 60\u00aa posi\u00e7\u00e3o no IDH ajustado a g\u00eanero (IDH Gen), \u00edndice que mede a esperan\u00e7a de vida, educa\u00e7\u00e3o e renda. Ou seja, estamos melhores em g\u00eanero do que em IDH, em raz\u00e3o do aumento na expectativa de vida e melhorias na educa\u00e7\u00e3o. Mas na medida de empoderamento de g\u00eanero (MEG) &ndash; que mede o percentual combinado de mulheres parlamentares, gerentes, executivas e aquelas em fun\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas no mercado de trabalho &ndash; nossa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 a 70\u00aa , ou seja, igual a do IDH. A Argentina, por exemplo,&nbsp;est\u00e1 na 17\u00aa posi\u00e7\u00e3o na MEG&rdquo;, compara.<BR>  <P><B><I>Mercado de trabalho<\/B><\/I>  <P>Quanto ao aumento da discrep\u00e2ncia salarial de g\u00eanero sugerida na atual posi\u00e7\u00e3o do Brasil no GGGI, Jos\u00e9 Eust\u00e1quio afirma desconhecer de onde v\u00eam os dados que embasaram o relat\u00f3rio. &ldquo;Todos os estudos que eu conhe\u00e7o mostram que as diferen\u00e7as salariais entre homens e mulheres no Brasil est\u00e3o diminuindo e tem diminu\u00eddo tamb\u00e9m o n\u00famero de mulheres na pobreza&rdquo;, afirma.<BR>  <P>Ou seja, para o dem\u00f3grafo, o Brasil pode estar ficando para tr\u00e1s na participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica, mas n\u00e3o em termos de desigualdades de g\u00eanero no mercado de trabalho. &ldquo;Em v\u00e1rias frentes as mulheres est\u00e3o melhores do que os homens, como na educa\u00e7\u00e3o, na sa\u00fade (esperan\u00e7a de vida) e na previd\u00eancia&rdquo;, argumenta.<BR>  <P>O pesquisador reconhece que as taxas de atividades das mulheres s\u00e3o ainda menores do que a dos homens e os sal\u00e1rios e os rendimentos das mulheres s\u00e3o tamb\u00e9m ainda menores do que os dos homens, embora elas representem mais de 40% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa do pa\u00eds. Segundo dados do IBGE, 49% da popula\u00e7\u00e3o feminina ocupada recebe at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo e a taxa de atividade das mulheres permanece inferior \u00e0 dos homens &ndash; 44,4% contra 67,8%. &ldquo;S\u00f3 que tais diferen\u00e7as v\u00eam diminuindo ao longo das d\u00e9cadas e, especialmente, dos \u00faltimos anos. Por isto n\u00e3o entendi porque o Brasil piorou no GGGI neste quesito&rdquo;, afirma o professor da ENCE.<BR>  <P>Sobre o tema, Jos\u00e9 Eust\u00e1quio sugere a leitura do <I>paper<\/I> <a href=\"http:\/\/paa2009.princeton.edu\/sessionViewer.aspx?sessionId=559\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&ldquo;Trends in the relative distribution of wages by gender and cohorts in Brazil (1981-2005)&rdquo;<\/A>, (OLIVEIRA, A.M.H.C., GUIMAR\u00c3ES, R.R.M), apresentado no Encontro Anual da Population Association of America (PAA), ocorrido em Detroit (EUA), entre abril e maio deste ano. <\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para el dem\u00f3grafo Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Diniz Alves (ENCE\/IBGE), la posici\u00f3n del Brasil en el informe &ldquo;Desigualdad Global de G\u00e9nero&rdquo; merece un cuidadoso an\u00e1lisis, pues no mide el empoderamiento de las mujeres ni el grado de desarrollo humano de hombres y mujeres. 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