{"id":501,"date":"2010-01-06T00:00:00","date_gmt":"2010-01-06T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2010\/01\/06\/salud-de-los-hombres-cuestiones-y-desafios\/"},"modified":"2010-01-06T00:00:00","modified_gmt":"2010-01-06T02:00:00","slug":"salud-de-los-hombres-cuestiones-y-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-de-los-hombres-cuestiones-y-desafios\/501\/","title":{"rendered":"Salud de los Hombres: cuestiones y desaf\u00edos"},"content":{"rendered":"<p><P>Em 2009, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade&nbsp;lan\u00e7ou a&nbsp;Pol\u00edtica Nacional de Promo\u00e7\u00e3o e Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade do Homem. O objetivo da nova pol\u00edtica, segundo o ministro Jos\u00e9 Gomes Tempor\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 apenas aumentar a expectativa de vida da popula\u00e7\u00e3o masculina, mas sobretudo promover uma mudan\u00e7a mais profunda na maneira como os homens se relacionam com sua pr\u00f3pria sa\u00fade. A id\u00e9ia \u00e9 fazer com que homens entre 20 e 59 anos procurem preventivamente um m\u00e9dico ao menos uma vez por ano.<\/P> <P>Em entrevista concedida ao jornal carioca O Globo (ed. 27\/08\/2009), o secret\u00e1rio de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do MS, Alberto Beltrame, deu a medida das dificuldades enfrentadas pela iniciativa. &ldquo;Os homens s\u00e3o mais resistentes a procurar ajuda. Primeiro, porque t\u00eam medo de descobrir a doen\u00e7a, por serem provedores da fam\u00edlia. E, depois, t\u00eam o pensamento de que nunca v\u00e3o adoecer.&rdquo; E enfatizou: &ldquo;Eles foram educados para n\u00e3o chorar e para manter a coura\u00e7a de que s\u00e3o machos&rdquo;. A\u00ed o desafio: mudar os h\u00e1bitos de uma popula\u00e7\u00e3o inteira, ou pelo menos de boa parte dela, n\u00e3o \u00e9 tarefa das mais f\u00e1ceis. Mas \u00e9 exatamente o que o governo parece decidido a fazer. At\u00e9 2011, ser\u00e3o investidos mais de R$ 600 milh\u00f5es na nova pol\u00edtica.<BR>  <P>Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 68% das mortes registradas entre 20 e 59 anos no Brasil s\u00e3o de indiv\u00edduos do sexo masculino &ndash; ou seja, a cada tr\u00eas \u00f3bitos de pessoas em idade adulta, aproximadamente dois s\u00e3o de homens (incluindo a\u00ed as mortes por causas externas, como as causadas pela viol\u00eancia). Al\u00e9m disso, estat\u00edsticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostram que a expectativa de vida dos homens (69,8 anos em m\u00e9dia) \u00e9 7,6 anos menor do que a das mulheres.<\/P> <P>Pesquisas preliminares apontaram que cerca de 75% das enfermidades que atingem homens adultos concentram-se em cinco grandes \u00e1reas da medicina: cardiologia, urologia, sa\u00fade mental, gastroenterologia e pneumologia. Por esta raz\u00e3o, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade realizou em 2008 uma s\u00e9rie de semin\u00e1rios com as Sociedades M\u00e9dicas representativas destas \u00e1reas, especialistas, pesquisadores acad\u00eamicos e profissionais de sa\u00fade, a fim de estabelecer um consenso sobre quais as medidas mais importantes a serem implementadas.<\/P> <P>Embora os argumentos principais na cria\u00e7\u00e3o da nova pol\u00edtica sejam as taxas de morbimortalidade masculina e o fato de os homens pouco procurarem os servi\u00e7os de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, o pesquisador Romeu Gomes, doutor em Sa\u00fade P\u00fablica, professor de Antropologia e Sa\u00fade e Pesquisa Qualitativa em Sa\u00fade do Instituto Fernandes Figueira (IFF\/Fiocruz), faz algumas cr\u00edticas sobre a pouca \u00eanfase dada \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero. &ldquo;A sa\u00fade do homem deve ser destacada n\u00e3o s\u00f3 para se desenhar o perfil epidemiol\u00f3gico da morbimortalidade masculina, mas tamb\u00e9m para que se percebam os aspectos culturais que comprometem sua sa\u00fade. O predom\u00ednio \u00e9 a an\u00e1lise do homem como uma vari\u00e1vel de sexo, em perfis epidemiol\u00f3gicos. Certos quadros de agravos \u00e0 sa\u00fade masculina podem ser melhor compreendidos a partir da forma como homens s\u00e3o socializados e do entendimento como s\u00e3o estabelecidas as rela\u00e7\u00f5es entre os g\u00eaneros estruturadas por modelos culturais&rdquo;, avalia.<BR>  <P>Segundo ele, os homens pouco procuram os servi\u00e7os de sa\u00fade por v\u00e1rios motivos: &ldquo;Os cuidados em geral s\u00e3o percebidos como femininos, e n\u00e3o masculinos; os homens costumam ser vistos como fortes e invenc\u00edveis e, por isso, s\u00f3 buscam ajuda quando os problemas se agravam, quando n\u00e3o conseguem trabalhar; os servi\u00e7os de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica costumam ser vistos como lugar de crian\u00e7as, mulheres e idosos; e as a\u00e7\u00f5es de aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica voltadas para os segmentos masculinos ainda s\u00e3o t\u00edmidas&rdquo;, destaca.<BR>  <P>Para alguns autores, a discuss\u00e3o sobre impot\u00eancia sexual &ndash; a transforma\u00e7\u00e3o da impot\u00eancia em disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til &ndash; e a atua\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) foram pe\u00e7as fundamentais na constru\u00e7\u00e3o da nova pol\u00edtica de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do homem. Em julho de 2008, a SBU lan\u00e7ou uma campanha cujo foco era a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til. Como justificativa, alegou que a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til seria uma porta de entrada privilegiada para a discuss\u00e3o sobre a sa\u00fade do homem, porque esta freq\u00fcentemente encontra-se associada a outras patologias, e citou dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que sugerem o descaso dos homens em rela\u00e7\u00e3o a sua pr\u00f3pria sa\u00fade. A import\u00e2ncia da sexualidade na constru\u00e7\u00e3o da nova pol\u00edtica se espelha tamb\u00e9m no fato de que a coordena\u00e7\u00e3o da \u00c1rea T\u00e9cnica de Sa\u00fade do Homem, criada em mar\u00e7o daquele ano, seria dada&nbsp;inicialmente ao sex\u00f3logo Ricardo Cavalcanti, um dos fundadores da moderna sexologia brasileira.<BR>  <P>De acordo com a pesquisadora Fab\u00edola Rohden (IMS\/UERJ), \u00e9 preciso observar a exist\u00eancia de dois processos paralelos ao longo do desenvolvimento da nova pol\u00edtica. Trata-se, diz ela, &ldquo;de uma conjun\u00e7\u00e3o entre o esfor\u00e7o no sentido de integrar a popula\u00e7\u00e3o masculina ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), atrav\u00e9s da conscientiza\u00e7\u00e3o e da melhoria da qualidade nos atendimentos, e a constru\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico de disfun\u00e7\u00e3o sexual, centrada sobretudo na id\u00e9ia de disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til. &ldquo;At\u00e9 os anos 80, a categoria que se usava era a de impot\u00eancia, categoria esta que viria a ser substitu\u00edda pela de &lsquo;disfun\u00e7\u00e3o sexual&rsquo;. A categoria &lsquo;impot\u00eancia&rsquo; assinalava um estigma, como um carimbo que mutila a identidade do homem, ao passo que a categoria &lsquo;disfun\u00e7\u00e3o sexual&rsquo; reflete uma condi\u00e7\u00e3o passageira, que qualquer homem poderia ter em algum momento de sua vida, e depois super\u00e1-la. Se, por um lado, esta mudan\u00e7a tem um aspecto positivo, pois permite que os homens falem mais abertamente sobre os entraves \u00e0 sua sexualidade, por outro, favorece o aumento do consumo de medicamentos, muitas vezes sem a indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica adequada&rdquo;, assinala Fab\u00edola.<\/P> <P>No artigo &ldquo;A pol\u00edtica de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do homem no Brasil: os paradoxos da medicaliza\u00e7\u00e3o do corpo masculino&rdquo;, publicado na revista Physis (Volume 19, n\u00famero 3\/2009), os pesquisadores S\u00e9rgio Carrara, Jane Russo e Livi Faro examinam&nbsp;a estrat\u00e9gia de se utilizar a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til como via privilegiada para a discuss\u00e3o da sa\u00fade do homem, conforme proposto na campanha da SBU. Segundo eles, esta estrat\u00e9gia&nbsp;joga com uma ambig\u00fcidade, ou um paradoxo: deve persuadir os homens de que eles s\u00e3o afinal fr\u00e1geis &ndash; ou seja, deve veicular a id\u00e9ia de uma masculinidade vulner\u00e1vel &ndash; para convenc\u00ea-los a procurar assist\u00eancia m\u00e9dica que,&nbsp;centrada na pot\u00eancia er\u00e9til, acaba por&nbsp;reafirmar a&nbsp;concep\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica de masculinidade. Neste sentido, os autores assinalam que, &ldquo;ao centrar a felicidade do homem na pot\u00eancia sexual, vista como capacidade de obter uma ere\u00e7\u00e3o, a campanha acaba refor\u00e7ando a centralidade dos valores que ela supostamente pretende combater&rdquo;. Isto porque a id\u00e9ia de virilidade \u00e9 um dos fundamentos da masculinidade hegem\u00f4nica, e se esta id\u00e9ia est\u00e1 no cerne da campanha, ent\u00e3o a longo prazo ela acabar\u00e1 sendo fortalecida. Assim, na an\u00e1lise dos pesquisadores, no \u00e2mbito dessa estr\u00e9gia o &ldquo;desempoderamento&rdquo; moment\u00e2neo da condi\u00e7\u00e3o masculina n\u00e3o ajuda a solapar a concep\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica de masculinidade, muito ao contr\u00e1rio, s\u00f3 faz refor\u00e7\u00e1-la.<BR>  <P>De qualquer forma, \u00e9 preciso ter em mente que, como assinala Jorge Lyra, pesquisador do Instituto Papai, a escolha dos homens como sujeitos de uma pol\u00edtica p\u00fablica voltada \u00e0 sa\u00fade significa um &ldquo;desdobramento e um avan\u00e7o a partir das conquistas hist\u00f3ricas dos movimentos feminista, gay e l\u00e9sbico, e das in\u00fameras li\u00e7\u00f5es aprendidas&rdquo;. Ainda assim, segundo ele, h\u00e1 muito trabalho a ser feito. &ldquo;Se analisarmos as proposi\u00e7\u00f5es no documento [da Pol\u00edtica Nacional de Promo\u00e7\u00e3o e Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade do Homem], veremos que h\u00e1 um destaque nas quest\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e a\u00e7\u00f5es que visam as transforma\u00e7\u00f5es culturais, mas quando observamos as propostas sendo implementadas h\u00e1 uma clara reifica\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de valores que n\u00e3o questionam o machismo e o patriarcado vigente em nossa sociedade. Essa abordagem pode ser verificada exatamente na id\u00e9ia dessa conex\u00e3o entre pot\u00eancia sexual, as quest\u00f5es de sa\u00fade e o caminho da medicaliza\u00e7\u00e3o dos corpos masculinos semelhante ao que fizeram com as mulheres&rdquo;.<BR>  <P>Lyra nota que, no caso dos homens, n\u00e3o h\u00e1 nenhum movimento social ou organiza\u00e7\u00e3o que consiga efetivamente opor resist\u00eancia ao poder e influ\u00eancia do lobby das ind\u00fastrias farmac\u00eauticas. E isso, segundo ele, \u00e9 algo com o qual n\u00f3s dever\u00edamos nos preocupar, pois &ldquo;questionar os valores que sustentam o machismo e o patriarcado \u00e9 fundamental para abrir possibilidades para uma efetiva transforma\u00e7\u00e3o social&rdquo;, salienta.<BR> <\/P> <P>Para a pesquisadora da USP Lilia Schraiber, a sa\u00fade sexual tem sido negligenciada como problema que deva ser seriamente enfrentado em articula\u00e7\u00e3o com problemas mais reconhecidos pelas pr\u00e1ticas m\u00e9dica ou sanit\u00e1ria como do campo da sa\u00fade, tais como as doen\u00e7as cardiovasculares, os c\u00e2nceres e as doen\u00e7as do aparelho digestivo e urin\u00e1rio. &ldquo;O mais importante \u00e9 tomar-se o cuidado de, ao se introduzir uma quest\u00e3o como a da sa\u00fade sexual, que ela se articule com as demais quest\u00f5es de sa\u00fade e das doen\u00e7as, que se tente efetivamente uma abordagem integral, seja no plano cl\u00ednico, seja no plano das preven\u00e7\u00f5es e promo\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, e n\u00e3o uma abordagem cindida em especializa\u00e7\u00f5es que isolem ou fragmentem demandas por sa\u00fade&rdquo;, ressalta a pesquisadora.<BR>  <P><B><EM>A quest\u00e3o da sa\u00fade do homem na Regi\u00e3o<\/EM><\/B>  <P>Situa\u00e7\u00e3o semelhante a do Brasil pode ser verificada em pa\u00edses como a Col\u00f4mbia e o Peru. Na Col\u00f4mbia, n\u00e3o h\u00e1 not\u00edcia de um programa oficial do governo em rela\u00e7\u00e3o a sa\u00fade do homem, excetuando eventuais campanhas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 AIDS &ndash; o que vem merecendo a aten\u00e7\u00e3o de pesquisadores como Mara Viveros e Franklin Gil. No artigo &ldquo;De las desigualdades sociales a las diferencias culturales. G\u00e9nero, &ldquo;raza&rdquo; y etnicidad en la salud sexual y reproductiva en Colombia&ldquo;, eles afirmam que apesar de o motivo principal da consulta deste n\u00famero cada vez maior de homens esteja relacionado a problemas de impot\u00eancia ou ao desempenho sexual &ndash; o que refor\u00e7a as conven\u00e7\u00f5es de g\u00eanero &ndash;, a crescente aflu\u00eancia de homens aos servi\u00e7os de Sa\u00fade Sexual e Reprodutiva constitui um avan\u00e7o em si mesmo (embora as mulheres continuem sendo suas principais usu\u00e1rias). Sua presen\u00e7a em servi\u00e7os de sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 um indicador de maior relev\u00e2ncia em pr\u00e1ticas que busquem diminuir as disparidades de g\u00eanero existentes em mat\u00e9ria de SSR, sen\u00e3o outra evid\u00eancia da perpetua\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is de g\u00eanero.<BR>  <P>No Peru, o quadro se repete: quase n\u00e3o h\u00e1 pol\u00edticas p\u00fablicas destinadas \u00e0 sa\u00fade do homem. As campanhas existentes s\u00e3o feitas basicamente por ONGs, e tamb\u00e9m t\u00eam como foco a preven\u00e7\u00e3o da AIDS e o planejamento familiar. Desde 2007, o Instituto Peruano de Paternidade Respons\u00e1vel (INPPARES) desenvolve um programa com \u00eanfase na sa\u00fade sexual e reprodutiva do homem. Segundo o psic\u00f3logo Fernando Cisneros D\u00e1vila, do INPPARES, o paradigma de masculinidade peruano n\u00e3o promove nos homens o cuidado com sua pr\u00f3pria sa\u00fade: tamb\u00e9m l\u00e1 eles foram socializados de modo a acreditarem que s\u00e3o fortes por natureza. &ldquo;Eles preferem chegar a um estado de mal estar extremo antes de procurar ajuda m\u00e9dica, e no que diz respeito \u00e0 sa\u00fade sexual e reprodutiva, o imperativo que sentem em demonstrar permanentemente sua masculinidade os leva a adotar pr\u00e1ticas sexuais que aumentam o risco de contrair infec\u00e7\u00f5es de transmiss\u00e3o sexual e AIDS, problemas que tamb\u00e9m acabam afetando suas parceiras&rdquo;, afirma o pesquisador.<BR>  <P>Cisneros tamb\u00e9m destaca a necessidade das pol\u00edticas p\u00fablicas de adotarem um posicionamento distinto do que se v\u00ea atualmente, de modo a enxergar os homens como seres humanos ao mesmo tempo fortes e fr\u00e1geis, com necessidades espec\u00edficas: &ldquo;Isto implica levar em conta a forma atrav\u00e9s da qual os homens constru\u00edram sua masculinidade, e lhes dar oportunidade para questionar e remover estere\u00f3tipos que limitam sua liberdade de expressar livremente seus afetos, de revelar suas inseguran\u00e7as e temores e de cuidar de sua pr\u00f3pria sa\u00fade, desenvolvendo pr\u00e1ticas preventivas sem a interfer\u00eancia de um falso sentido de invulnerabilidade&rdquo;.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas analizan la Pol\u00edtica Nacional de Promoci\u00f3n y Atenci\u00f3n a la Salud de los Hombres, lanzada por el Ministerio de Salud en el Brasil, en septiembre de 2009, con el objetivo de aumentar la expectativa de vida de la poblaci\u00f3n masculina y promover cambios profundos en la forma como los hombres se relacionan con su propia salud. <I>(Texto en portugu\u00e9s)<\/I><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-501","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Salud de los Hombres: cuestiones y desaf\u00edos - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-de-los-hombres-cuestiones-y-desafios\/501\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Salud de los Hombres: cuestiones y desaf\u00edos - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Especialistas analizan la Pol\u00edtica Nacional de Promoci\u00f3n y Atenci\u00f3n a la Salud de los Hombres, lanzada por el Ministerio de Salud en el Brasil, en septiembre de 2009, con el objetivo de aumentar la expectativa de vida de la poblaci\u00f3n masculina y promover cambios profundos en la forma como los hombres se relacionan con su propia salud. 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