{"id":516,"date":"2010-03-03T00:00:00","date_gmt":"2010-03-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2010\/03\/03\/violencia-precoz\/"},"modified":"2010-03-03T00:00:00","modified_gmt":"2010-03-03T03:00:00","slug":"violencia-precoz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/violencia-precoz\/516\/","title":{"rendered":"Violencia precoz"},"content":{"rendered":"<p>A viol\u00eancia entre casais no Brasil est\u00e1 mais precoce, menos unidirecional e assume tamb\u00e9m, nos dias atuais, um car\u00e1ter mais virtual. Pesquisa recente, realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz em 10 capitais de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, revelou que nove em cada 10 jovens na faixa et\u00e1ria entre 15 e 19 anos sofrem ou praticam variadas formas de viol\u00eancia &ndash; dentre as quais a exposi\u00e7\u00e3o de fotos \u00edntimas na internet como forma de humilha\u00e7\u00e3o.<BR>  <P>Os dados coletados com 3,2 mil adolescentes exp\u00f5em um elemento que se choca com o senso comum de que os homens s\u00e3o, geralmente, os agressores. Agress\u00f5es verbais, como provoca\u00e7\u00f5es, cenas de ci\u00fames e tom hostil, e investidas sexuais &ndash; como for\u00e7ar o beijo ou tocar sexualmente o parceiro sem que este queira &ndash; fazem parte do arsenal de viol\u00eancia utilizado por ambos os sexos.<BR>  <P>A pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Viol\u00eancia e Sa\u00fade Jorge Careli (CLAVES\/Fiocruz) Kathie Njaine, que coordenou a pesquisa &ldquo;Viol\u00eancia entre namorados adolescentes: um estudo em dez capitais brasileiras&rdquo;, destaca que o panorama deve ser refletido a partir de m\u00faltiplas causas. &ldquo;A viol\u00eancia pode vir da fam\u00edlia, da comunidade em que o jovem vive e da escola&rdquo;, afirma.<BR>  <P>Segundo o estudo, as garotas s\u00e3o, ao mesmo tempo, as maiores agressoras e v\u00edtimas de viol\u00eancia verbal. Por outro lado, em termos de viol\u00eancia sexual, os rapazes encabe\u00e7am as estat\u00edsticas como os maiores agressores. Enquanto 49% dos homens relatam praticar esse tipo de agress\u00e3o, 32,8% das mo\u00e7as admitem o mesmo comportamento.<BR>  <P>Na categoria das agress\u00f5es f\u00edsicas, que inclui tapa, pux\u00e3o de cabelo, empurr\u00e3o, soco e chute, os relatos revelam que os homens s\u00e3o mais v\u00edtimas do que as mulheres &ndash; 28,5% delas informam que agridem fisicamente o parceiro, enquanto 16,8% dos homens relataram o mesmo.<BR>  <P>A viol\u00eancia manifestada em tom de amea\u00e7a &ndash; como provocar medo; amea\u00e7ar machucar; ou destruir algo de valor &ndash; j\u00e1 vitimou 24,2% de jovens, ao passo que 29,2% admitiram ter perpetrado este tipo de agress\u00e3o. De acordo com os n\u00fameros, 33,3% das meninas assumem que amea\u00e7am mais seus parceiros, e 22,6% destes confessam cometer o mesmo tipo de viol\u00eancia.<BR>  <P>Uma das raz\u00f5es apontadas para a eclos\u00e3o da viol\u00eancia entre os jovens casais \u00e9 o machismo. A coordenadora da pesquisa afirma que nenhuma pessoa nasce machista, mas pode aprender e assumir esse papel dentro de um contexto cultural.<BR>  <P>Ressaltando que o estudo teve como finalidade fazer um diagn\u00f3stico, e n\u00e3o buscar as causas, Kathie Njaine argumenta que a agress\u00e3o cometida pelas meninas pode ser compreendida como uma maneira de reproduzir um modelo de comportamento que est\u00e1 no g\u00eanero masculino. &ldquo;Em muitos momentos da pesquisa, havia meninas que falavam &lsquo;se ele pode fazer, eu tamb\u00e9m posso&rsquo;&rdquo;, exemplifica, acrescentando que as agress\u00f5es, neste caso, tornam-se uma moeda de revide.<BR>  <P>A soci\u00f3loga B\u00e1rbara Soares, pesquisadora do Centro de Estudos de Seguran\u00e7a e Cidadania (CESeC\/UCAM) e ex-subsecret\u00e1ria de Seguran\u00e7a da Mulher do governo do Estado Rio de Janeiro, elogia o vi\u00e9s da pesquisa de jogar luz sobre a viol\u00eancia praticada por mulheres e por descartar o modelo esquem\u00e1tico que vilaniza apenas os homens e vitimiza as mulheres. Em geral, ela afirma, as pesquisas t\u00eam o h\u00e1bito de ouvir muito pouco as pessoas que vivem e praticam viol\u00eancia. &ldquo;Os t\u00e9cnicos e ide\u00f3logos definem o que \u00e9 a viol\u00eancia e, a partir da\u00ed, imprimem esse discurso no outro que n\u00e3o \u00e9 ouvido. A viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o na vida de quem sofre ou pratica. Ela \u00e9 situada, significada, tem um sentido. Eu acho que \u00e9 a\u00ed que voc\u00ea pode desconstru\u00ed-la&rdquo;, diz a especialista.<BR>  <P>De acordo com a pesquisadora do CESeC, \u00e9 comum o pressuposto de que somente as mulheres apanham, mesmo que, pelas pesquisas nacionais e internacionais, elas sejam v\u00edtimas das viol\u00eancias mais graves. &ldquo;N\u00e3o quero dizer que n\u00e3o exista um componente de domina\u00e7\u00e3o. Ele existe, mas n\u00e3o \u00e9 uma domina\u00e7\u00e3o do homem contra a mulher, \u00e9 uma sociedade de domina\u00e7\u00e3o machista em que os homens tamb\u00e9m s\u00e3o dominados por essa l\u00f3gica&rdquo;, argumenta.<BR>  <P><B>Viol\u00eancia virtual<\/B>  <P>A eclos\u00e3o precoce de viol\u00eancia entre os casais adolescentes revela que, desde cedo, as agress\u00f5es ocupam papel importante no ambiente das rela\u00e7\u00f5es afetivas. Nos dias atuais, \u00e9 ponto pac\u00edfico que o aprimoramento das t\u00e9cnicas e dos meios de circula\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es contribua decisivamente para a emerg\u00eancia de novos tipos de viol\u00eancia. A internet, nestas circunst\u00e2ncias, adquire relev\u00e2ncia e torna-se uma arma virtual nas rela\u00e7\u00f5es entre os jovens.<BR>  <P>Fatos e comportamentos que aconteceriam no mundo real, no dia-a-dia, acompanham essa tend\u00eancia e s\u00e3o transportados para a rede virtual. Exposi\u00e7\u00e3o de fotos e v\u00eddeos \u00edntimos e publica\u00e7\u00e3o de hostilidades em sites e redes de relacionamento &ndash; como o orkut &ndash; s\u00e3o alguns dos m\u00e9todos que comp\u00f5em o quadro de viol\u00eancia existente na internet. Em conseq\u00fc\u00eancia, os jovens tornam-se vulner\u00e1veis socialmente, uma vez que, por exemplo, sua rela\u00e7\u00e3o com amigos ou a procura por empregos podem ser afetadas.<BR>  <P>Kathie Njaine enfatiza que o relacionamento via tecnologia de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma constante na vida dos jovens, o que potencializa o risco de agress\u00f5es. &ldquo;Na medida em que voc\u00ea publica uma not\u00edcia na internet, isso tem uma capacidade de se disseminar amplamente. O impacto de uma humilha\u00e7\u00e3o ou de uma fofoca \u00e9 muito grande. O grau de exposi\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o \u00e9 alto, n\u00e3o s\u00f3 em palavras como em imagens tamb\u00e9m&rdquo;, afirma.<BR>  <P>Para B\u00e1rbara Soares, isso exige novas respostas em termos de preven\u00e7\u00e3o. &ldquo;Todos os problemas v\u00e3o se transformando na medida em que os meios de comunica\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es interpessoais se transformam. Atualmente, muitos problemas se transferiram para a dimens\u00e3o do espet\u00e1culo, da visibilidade, da exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica do crime mais banal at\u00e9 as rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas. Ent\u00e3o, acho que \u00e9 preciso repensar em primeiro lugar a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o do que seja viol\u00eancia, atualizando o repert\u00f3rio que faz parte do nosso cat\u00e1logo, e come\u00e7ar a refletir formas espec\u00edficas de prevenir mais este tipo de viol\u00eancia&rdquo;, explica a soci\u00f3loga.<BR>  <P>De acordo com ela, a exposi\u00e7\u00e3o de imagens \u00edntimas afeta mais as mulheres, porque envolve uma cultura de privacidade, pudor e do uso da pessoa como um objeto do prazer. Para os homens, em contraposi\u00e7\u00e3o, predomina a valoriza\u00e7\u00e3o de sua pot\u00eancia sexual, vista como um trof\u00e9u a ser exibido.<BR>  <P>&ldquo;O telefone celular e a internet s\u00e3o tecnologias que est\u00e3o mudando a nossa sociabilidade, nossos comportamentos e pensamentos. H\u00e1 uma no\u00e7\u00e3o de que voc\u00ea s\u00f3 existe se, de alguma forma, for vis\u00edvel. No entanto, h\u00e1 risco de que essa visibilidade seja mais um elemento de viol\u00eancia&rdquo;, acrescenta B\u00e1rbara, refor\u00e7ando que as campanhas de preven\u00e7\u00e3o precisam ter um olhar mais amplo, menos manique\u00edsta e menos esquem\u00e1tico e que considerem a viol\u00eancia e suas m\u00faltiplas causas e linguagens.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudio de la&nbsp;Fundaci\u00f3n Oswaldo Cruz&nbsp;revela que la violencia entre parejas de adolescentes es un fen\u00f3meno difundido. Seg\u00fan la investigaci\u00f3n, las j\u00f3venes son al mismo tiempo las mayores agresoras y v\u00edctimas de violencia verbal, mientras en t\u00e9rminos de violencia sexual, los j\u00f3venes lideran las estad\u00edsticas como los mayores agresores. <I>(Texto en portugu\u00e9s)<\/I><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-516","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Violencia precoz - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/violencia-precoz\/516\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Violencia precoz - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Estudio de la&nbsp;Fundaci\u00f3n Oswaldo Cruz&nbsp;revela que la violencia entre parejas de adolescentes es un fen\u00f3meno difundido. 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