{"id":553,"date":"2010-07-29T00:00:00","date_gmt":"2010-07-29T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2010\/07\/29\/en-pos-de-la-igualdad\/"},"modified":"2010-07-29T00:00:00","modified_gmt":"2010-07-29T03:00:00","slug":"en-pos-de-la-igualdad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/en-pos-de-la-igualdad\/553\/","title":{"rendered":"En pos de la igualdad"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 significativa e amplamente conhecida a dist\u00e2ncia que impede a integra\u00e7\u00e3o mais efetiva e justa das mulheres \u00e0s diversas inst\u00e2ncias do cotidiano. Historicamente, os homens sempre mantiveram e ainda preservam oportunidades privilegiadas. Em mat\u00e9ria de g\u00eanero, o fosso que divide homens e mulheres \u00e9 corroborado por pesquisas que indicam postos de trabalho e sal\u00e1rios melhores para eles, por exemplo. A esse quadro atual de desigualdades, soma-se outro aspecto que projeta um cen\u00e1rio de profundas injusti\u00e7as forjadas hist\u00f3rica e socialmente: a pele negra, que at\u00e9 1888 (aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o no Brasil, atrav\u00e9s da Lei \u00c1urea) constituiu um passaporte para a explora\u00e7\u00e3o e a mis\u00e9ria, ainda carrega a heran\u00e7a que prejudica especialmente as mulheres negras. O dia 25 de julho marca no calend\u00e1rio o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e serve como s\u00edmbolo de resist\u00eancia e fortalecimento das demandas dessas mulheres.<BR>  <P>A pesquisadora colaboradora do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) para a \u00e1rea de Igualdade Racial Maria In\u00eas Barbosa afirma que a data comemorativa possui relev\u00e2ncia hist\u00f3rica por conta do papel que essas mulheres negras desempenharam ao longo dos s\u00e9culos. &ldquo;\u00c9 uma data criada pelo pr\u00f3prio grupo, mostra que n\u00f3s constru\u00edmos essas na\u00e7\u00f5es, apesar dos relatos hist\u00f3ricos que omitem esse fato. Damos visibilidade a esse processo e mostramos que vivemos em democracias inconclusas, porque nem todos os grupos est\u00e3o inseridos. H\u00e1 grupos alijados e n\u00e3o s\u00e3o parcelas pequenas. N\u00e3o h\u00e1 reconhecimento do papel do negro nem de sua capacidade&rdquo;, diz e completa que esse n\u00e3o reconhecimento n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3rio, est\u00e1 inserido num processo de invisibilizar, dominar, tirar e omitir a capacidade dos negros. &ldquo;\u00c9 preciso dar visibilidade, protagonismo. N\u00e3o somos mais objetos de estudo, somos objetos falantes&rdquo;, salienta a Doutora em Sa\u00fade P\u00fablica pela USP.<BR>  <P>A visibilidade, segundo a pesquisadora, \u00e9 um primeiro passo para a supera\u00e7\u00e3o de problemas sociais e estruturais seculares. A atua\u00e7\u00e3o do governo, nas circunst\u00e2ncias brasileiras, adquire papel essencial para desenvolver estrat\u00e9gias de combate \u00e0s desigualdades enraizadas no pa\u00eds. &ldquo;O governo tem que desenvolver pol\u00edticas para super\u00e1-las. \u00c9 necess\u00e1rio desenvolver para dentro das pol\u00edticas universais &#8211; como a educa\u00e7\u00e3o &#8211; um olhar que permita estabelecer estrat\u00e9gias de supera\u00e7\u00e3o dessas desigualdades. N\u00f3s j\u00e1 temos, por exemplo, conhecimento cient\u00edfico que o risco da mulher negra morrer por morte materna \u00e9 maior que o da mulher branca por fatores de racismo, como a qualidade da assist\u00eancia, por exemplo. Dessa maneira, eu n\u00e3o posso, enquanto Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, estabelecer uma meta que seja mediana. Porque a mediana vai esconder os extremos. Se eu tenho diferen\u00e7a, a meta para cada caso tem que ser diferente&rdquo;, compara Maria In\u00eas, que j\u00e1 atuou como coordenadora do Fundo de Desenvolvimento das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Mulher (Unifem).<BR>  <P>Atento \u00e0 tem\u00e1tica, o Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM\/IMS\/UERJ) est\u00e1 desenvolvendo o <I><U><a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/publique\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?UserActiveTemplate=%5FBR&amp;infoid=7037&amp;sid=7\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Curso de Atualiza\u00e7\u00e3o e Especializa\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o de Pol\u00edticas P\u00fablicas em G\u00eanero e Ra\u00e7a (GPPGeR)<\/A><\/U><\/I>, em conjunto com a Secretaria de Pol\u00edticas P\u00fablicas para as Mulheres (SPM), a Secretaria de Pol\u00edticas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial (SEPPIR), o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e o Fundo de Desenvolvimento das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Mulher (UNIFEM). A iniciativa constitui-se em uma a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica para se pensar e executar pol\u00edticas no \u00e2mbito g\u00eanero e ra\u00e7a em nosso pa\u00eds.<BR>  <P>Para Maria In\u00eas Barbosa, que participou das articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para concretizar o GPPGeR, o projeto desenvolvido pelo CLAM ter\u00e1 como desafio cumprir esse papel. &ldquo;Ele surge com lideran\u00e7as de mulheres negras. E o fato de o curso estar inserido no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o lhe d\u00e1 um alcance maior, j\u00e1 que ser\u00e1 oferecido por universidades p\u00fablicas&rdquo;, argumenta. No total, 18 universidades ir\u00e3o promover o curso.<BR>  <P>O foco s\u00e3o profissionais envolvidos com pol\u00edticas de igualdade racial e de g\u00eanero, mas Maria In\u00eas Barbosa lembra que ele tamb\u00e9m est\u00e1 aberto a outras pessoas que eventualmente tenham rela\u00e7\u00e3o com a \u00e1rea. &ldquo;O Brasil \u00e9 uma refer\u00eancia mundial porque colocou esses temas sob a a\u00e7\u00e3o do Estado. Historicamente, n\u00e3o temos pessoas habilitadas para essa quest\u00e3o de pol\u00edticas de g\u00eanero e ra\u00e7a, para pens\u00e1-las de maneira transversal a outras \u00e1reas de a\u00e7\u00e3o governamental. Temos que conhecer o porqu\u00ea da necessidade de se ter pol\u00edtica para lidar com as diferen\u00e7as entre homens e mulheres e aquelas que envolvem os negros&rdquo;, afirma.<BR>  <P>O pa\u00eds, de acordo a pesquisadora do Ipea, convive com uma realidade de racismo em um contexto hist\u00f3rico que nega isso. A forma\u00e7\u00e3o e a consolida\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, explica, foram regidas a partir de desigualdades de classe econ\u00f4mica, de g\u00eanero e de ra\u00e7a que se perpetuaram at\u00e9 os dias atuais. Os reflexos s\u00e3o sentidos em v\u00e1rias inst\u00e2ncias do dia-a-dia e rotinizam situa\u00e7\u00f5es de desrespeito e injusti\u00e7a em \u00e1reas como a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade, a habita\u00e7\u00e3o, o mercado de trabalho, o saneamento, dentre outras. Por outro lado, apesar das evid\u00eancias vis\u00edveis em todo canto, um dos discursos recorrentes \u00e9 o da naturaliza\u00e7\u00e3o dessas desigualdades, segundo os quais a clivagem racial seria um fato inevit\u00e1vel e aceit\u00e1vel. Nas palavras de Maria In\u00eas Barbosa, &ldquo;eu olho aquilo e aquilo n\u00e3o me chama a aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 um &lsquo;n\u00e3o-problema&rsquo;, uma &lsquo;n\u00e3o-quest\u00e3o&rsquo;. Enquanto for tratado assim, vai se reproduzir eternamente. Isso n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o s\u00f3 da mulher ou s\u00f3 do negro. \u00c9 uma quest\u00e3o do pa\u00eds. A na\u00e7\u00e3o precisa estabelecer um pacto para dizer &lsquo;basta&rsquo;. No caso das rea\u00e7\u00f5es \u00e0s cotas, por exemplo, as pessoas contr\u00e1rias n\u00e3o est\u00e3o considerando isso como uma quest\u00e3o&rdquo;, afirma.<BR>  <P>Um discurso ainda recorrente, segundo a pesquisadora do Ipea, \u00e9 a tese da democracia racial, linha de pensamento segundo a qual a sociedade brasileira conviveria de forma harm\u00f4nica e integrada em meio \u00e0s diferen\u00e7as raciais. De acordo com Maria In\u00eas Barbosa, n\u00e3o vivemos esse modelo de democracia. &ldquo;Isso \u00e9 uma ideologia negada pela pr\u00f3pria realidade. Quando olhamos os estudos que apontam isso, feitos na d\u00e9cada de 1950 e patrocinados pela Unesco, o Brasil era considerado um pa\u00eds aonde n\u00e3o havia o que se notava, por exemplo, na \u00c1frica do Sul (apartheid) e nos EUA (segrega\u00e7\u00e3o racial). Nesses termos, viv\u00edamos supostamente numa democracia racial&rdquo;, explica.<BR>  <P>No texto &ldquo;Racismo e Rep\u00fablica: o debate sobre o branqueamento e a discrimina\u00e7\u00e3o racial no Brasil&rdquo;, do livro <I>As Pol\u00edticas P\u00fablicas e a Desigualdade Racial no Brasil ap\u00f3s a Aboli\u00e7\u00e3o<\/I>(IPEA), a autora Luciana Jaccoud afirma que <I>&ldquo;se a democracia racial brasileira afirma-se como deslegitimadora da hierarquia social ancorada na identifica\u00e7\u00e3o racial, ela n\u00e3o deixa de fortalecer o ideal do branqueamento ao promover a mesti\u00e7agem e seu produto, o mulato&rdquo;<\/I>. Na an\u00e1lise de Maria In\u00eas, &ldquo;o elemento de mesti\u00e7agem \u00e9 utilizado para se questionar quem \u00e9 negro. Todo mundo sabe quem \u00e9 negro ou branco. \u00c9 uma forma de camuflar o racismo. Na mesti\u00e7agem, h\u00e1 escalas e o fato de voc\u00ea n\u00e3o ser branco faz de voc\u00ea um negro. N\u00e3o lidamos com uma quest\u00e3o conjuntural. \u00c9 um fato estruturante, que necessita de respostas estruturantes&rdquo;, argumenta Maria In\u00eas Barbosa, usando como exemplo a desigualdade dos chamados pardos em rela\u00e7\u00e3o aos brancos, cujo n\u00edvel \u00e9 semelhante ao que separa os negros dos brancos.<BR>  <P>As distintas posi\u00e7\u00f5es em cargos de trabalho e as dificuldades de acesso a servi\u00e7os oferecidos pelo Estado ilustram o panorama racial tra\u00e7ado por Maria In\u00eas Barbosa. &ldquo;Por que a maioria dos negros \u00e9 pobre? Por que somos 70% dos miser\u00e1veis? \u00c9 s\u00f3 a quest\u00e3o da pobreza? N\u00e3o. Estamos sobrerepresentados na pobreza e n\u00e3o estamos nas outras estruturas de poder. As taxas de homic\u00eddio, por exemplo, colocam os negros como maiores v\u00edtimas. Essa pretensa democracia racial a gente j\u00e1 desconstruiu, mas ela ainda existe. E \u00e9 preciso vontade para mudar. Isso implica direitos. E \u00e9 um debate que veio para a sala de jantar, n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 na cozinha. Estamos dialogando, o que j\u00e1 \u00e9 uma forma de reconhecimento&rdquo;.<BR>  <P>Para a pesquisadora, os espa\u00e7os de trabalho corroboram claramente a divis\u00e3o racial da sociedade. &ldquo;Veja as nossas empresas a\u00e9reas. N\u00e3o h\u00e1 negros. E isso \u00e9 normal para atividades que n\u00e3o s\u00e3o complexas. \u00c9 o que chamamos de supremacia do ideal e da est\u00e9tica. Posso ter a empregada negra, mas n\u00e3o a aeromo\u00e7a. Existe uma barreira que estabelece que alguns lugares n\u00e3o s\u00e3o para negros. H\u00e1 um padr\u00e3o. Veja o caso das cotas e a rea\u00e7\u00e3o a elas: estamos disputando as melhores universidades e n\u00e3o dever\u00edamos estar fazendo isso, porque este \u00e9 o local da elite pensante. Se eu for colocar negros, pobres e \u00edndios l\u00e1, para onde vai essa elite pensante? A democracia \u00e9 a democracia de cada um nos seus espa\u00e7os&rdquo;.<BR>  <P>Maria In\u00eas Barbosa comemora os avan\u00e7os que o pa\u00eds j\u00e1 alcan\u00e7ou no \u00e2mbito de g\u00eanero e ra\u00e7a, mas reitera que \u00e9 necess\u00e1rio mais. Ela lembra que, quando crian\u00e7a, na escola, falava-se do negro como v\u00edtima. &ldquo;N\u00e3o ouvi nada sobre rebeli\u00f5es, sobre a resist\u00eancia dos negros. Aprendi tudo sobre Fran\u00e7a, Inglaterra, mas n\u00e3o aprendi a cultura de povos africanos, suas sociedades que dominaram, por exemplo, a metalurgia&rdquo;, relembra. &ldquo;Como lidar essa realidade que nega o racismo? As pol\u00edticas universais devem atender brancos, negros, pobres, todos sem exce\u00e7\u00e3o. Mas se eu n\u00e3o tiver uma pol\u00edtica e um olhar voltado para cuidar disso dentro da pol\u00edtica maior, eu vou estar reproduzindo desigualdade&rdquo;, finaliza.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El D\u00eda Internacional de la Mujer Negra Latinoamericana y Caribe\u00f1a da visibilidad a las profundas desigualdades arraigadas en la regi\u00f3n. En el Brasil, el Curso de Gesti\u00f3n de Pol\u00edticas P\u00fablicas en G\u00e9nero y Raza desarrollado por el CLAM abre espacio para elaborar estrategias contra el racismo. 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