{"id":630,"date":"2011-02-17T00:00:00","date_gmt":"2011-02-17T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2011\/02\/17\/hombre-con-h-mayuscula\/"},"modified":"2011-02-17T00:00:00","modified_gmt":"2011-02-17T02:00:00","slug":"hombre-con-h-mayuscula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/hombre-con-h-mayuscula\/630\/","title":{"rendered":"Hombre con H may\u00fascula"},"content":{"rendered":"<p>Na segunda-feira (14\/02), o jornal espanhol &ldquo;El Pais\u00bb informou, segundo dados de farm\u00e1cias americanas, que as prescri\u00e7\u00f5es semanais dos dois principais produtos no mercado contra a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til (antiga impot\u00eancia sexual) &ndash; o Viagra, da Pfizer, e o Cialis, da Eli Lilly &amp; Co &ndash; dispararam nos dias que antecederam o 14 de Fevereiro, dia de S\u00e3o Valentim ou Valentine&#8217;s Day (Dia dos Namorados na maioria dos pa\u00edses do Hemisf\u00e9rio Norte). As altas vendas e o aumento do p\u00fablico consumidor mostram que estes medicamentos est\u00e3o sendo usados n\u00e3o somente para combater a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til, mas tamb\u00e9m para potencializar a performance sexual masculina mesmo daqueles que n\u00e3o sofrem do &ldquo;transtorno&rdquo;. O sucesso destes produtos entre os homens deve-se, em grande medida, a um trabalho de marketing muito bem realizado pelos laborat\u00f3rios que os produzem, embora a propaganda direta de medicamentos que precisem de prescri\u00e7\u00e3o s\u00f3 possa ser feita, no Brasil e em muitos outros pa\u00edses, junto \u00e0 categoria m\u00e9dica.<BR>  <P>As pesquisadoras Livi Faro (CLAM\/IMS\/UERJ), Lilian Krakowski Chazan (CLAM\/IMS\/UERJ), Fab\u00edola Rohden (UFRGS) e Jane Russo (CLAM\/IMS\/UERJ) trabalharam sobre o material de propaganda e divulga\u00e7\u00e3o de f\u00e1rmacos para o tratamento das chamadas &lsquo;disfun\u00e7\u00f5es sexuais masculinas&rsquo;, destinado aos m\u00e9dicos &ndash; especialmente aos urologistas &ndash;, presentes no X Congresso da Sociedade Latino-americana de Medicina Sexual, evento realizado em Florian\u00f3polis em agosto de 2009 e que lan\u00e7ou luz sobre temas relativos \u00e0 sexualidade masculina, como a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til, a ejacula\u00e7\u00e3o precoce e o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, entre outros.<BR>  <P>O objetivo do trabalho era discutir o que cada tipo de medicamento alardeia como qualidade, e, atrav\u00e9s deste marketing, pensar sobre a constru\u00e7\u00e3o de um tipo de masculinidade que seria &ldquo;ajudada&rdquo; pela tecnologia farmac\u00eautica, realimentando e reafirmando ideias do senso comum sobre o que seria masculinidade.<BR>  <P>A an\u00e1lise resultou no artigo &ldquo;Homem com &lsquo;H&rsquo;: a sa\u00fade do homem nos discursos de marketing da ind\u00fastria farmac\u00eautica&rdquo; (<a href=\"http:\/\/www.fazendogenero.ufsc.br\/9\/resources\/anais\/1297794209_ARQUIVO_HOMEMCOMh.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para ler<\/A>), apresentado no <a href=\"http:\/\/www.fazendogenero.ufsc.br\/9\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Semin\u00e1rio Internacional Fazendo G\u00eanero 9 <\/A>. Nele, as pesquisadoras analisam <I>slogans<\/I>como o do medicamento Helleva\u00ae, produzido pelo Laborat\u00f3rio Crist\u00e1lia, que dizia: <I>&ldquo;Chegou a Hora de mostrar o H mai\u00fasculo que est\u00e1 no princ\u00edpio de todo Homem brasileiro&rdquo;<\/I>.<BR>  <P>&ldquo;H\u00e1 uma linguagem muito pr\u00f3xima do senso comum. Procura-se atrair os profissionais com linguagem e imagens pouco cient\u00edficas e especializadas, embora em todo material haja refer\u00eancias a artigos cient\u00edficos. \u00c9 uma propaganda direcionada a profissionais &ndash; m\u00e9dicos, em sua grande maioria &ndash; mas a impress\u00e3o \u00e9 que est\u00e3o vendendo diretamente para o consumidor. Capturam o m\u00e9dico atrav\u00e9s de imagens que apelam para o senso comum. N\u00e3o s\u00e3o imagens que precisam ser decodificadas por especialistas, mas s\u00e3o &lsquo;traduzidas&rsquo; por qualquer um. Eles impressionam o m\u00e9dico para que este possa impressionar os seus pacientes. O Helleva, por exemplo, passa uma ligeira ideia subliminar de que seu uso aumentar\u00e1 o p\u00eanis do indiv\u00edduo, ou que o brasileiro tem um p\u00eanis maior que o homem de outras nacionalidades&rdquo;, avalia a antrop\u00f3loga Jane Russo, co-autora do trabalho.<BR>  <P>Outro exemplo era o material publicit\u00e1rio do Viagra (o mais famoso, por ter sido o primeiro a ser lan\u00e7ado, em 1998): atrav\u00e9s de <I>slogans<\/I> como <I>&ldquo;Rigidez \u00e9 o objetivo&rdquo;<\/I> e <I>&ldquo;S\u00f3 Viagra \u00e9 Viagra&rdquo;<\/I>, a propaganda ilustrava os &lsquo;graus de rigidez da ere\u00e7\u00e3o e da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til (DE)&rsquo;: <I>Grau 1 &ndash; DE severa: p\u00eanis grosso, mas n\u00e3o r\u00edgido; grau 2 &ndash; DE moderada: p\u00eanis r\u00edgido, mas n\u00e3o o suficiente para penetrar; grau 3 &ndash; DE suave: parcialmente r\u00edgido, mas capaz de penetrar; grau 4 &ndash; sem DE: p\u00eanis completamente r\u00edgido<\/I>.<BR>  <P>A \u00eanfase da campanha do Levitra, do Laborat\u00f3rio Bayer, estava no prolongamento da dura\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o sexual. Seu <I>slogan<\/I> ressaltava explicitamente: <I>&ldquo;Levitra\u00ae prolonga em at\u00e9 3 vezes a dura\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o sexual em pacientes com DE&rdquo;<\/I> e especificava e normatizava qual seria o ideal: <I>&ldquo;1-2 min (muito curto); 3-7 min (adequado); 10-30 min (muito longo); 7-10 min (desej\u00e1vel)&rdquo;<\/I>.<BR>  <P>&ldquo;O discurso de cada um, ao exaltar as suas qualidades, implicitamente aponta as &lsquo;falhas&rsquo; do outro. Cada um vai tentar afirmar uma especificidade, um algo a mais que o outro n\u00e3o pode oferecer. Passam a ideia do rem\u00e9dio como pura mercadoria. Eles n\u00e3o est\u00e3o visando a cura de uma doen\u00e7a&rdquo;, questiona Jane Russo.<BR>  <P>Outra caracter\u00edstica do material estudado \u00e9 a presen\u00e7a da figura da mulher (sim, s\u00e3o propagandas extremamente heteronormativas &ndash; a homossexualidade masculina \u00e9 completamente invis\u00edvel nestas propagandas).<BR>  <P>&ldquo;A rigor, essa masculinidade heteronormativa e a sexualidade masculina centrada na ere\u00e7\u00e3o seriam o somat\u00f3rio de todas essas &lsquo;qualidades&rsquo; ofertadas pelos medicamentos, indicando que, sem rem\u00e9dio, esse &lsquo;homem com H&rsquo; se encontra em risco. Por um lado, h\u00e1 uma desconstru\u00e7\u00e3o de uma ideia de masculinidade, mostrada como inst\u00e1vel &ndash; admite-se que o homem potencialmente pode falhar &ndash; para, em seguida, oferecer uma &lsquo;solu\u00e7\u00e3o&rsquo;, restaurando a suposta estabilidade. Ao mesmo tempo em que desmistifica, refor\u00e7a a ideia de que o homem n\u00e3o pode falhar nunca. Se falhar \u00e9 disfun\u00e7\u00e3o, mas esta &lsquo;falha&rsquo;, de certa forma, torna-se uma escolha na medida em que h\u00e1 uma tecnologia farmac\u00eautica dispon\u00edvel que &lsquo;soluciona&rsquo; o &lsquo;problema&rsquo;&rdquo;, apontam Livi Faro e Lilian Krakowski Chazan.<BR>  <P>A instabilidade, segundo as pesquisadoras, tem a ver com a crise da masculinidade, com a cr\u00edtica \u00e0 domina\u00e7\u00e3o patriarcal masculina feita pelo movimento feminista e pelo movimento gay. &ldquo;O homem desempoderado ser\u00e1 novamente empoderado atrav\u00e9s de um medicamento que lhe traz a pot\u00eancia a qualquer hora e de qualquer jeito&rdquo;, complementam.<BR>  <P>Por isso mesmo, salientam as autoras, n\u00e3o se pode demonizar a ind\u00fastria farmac\u00eautica, uma vez que esta n\u00e3o atua fora da cultura na qual est\u00e1 inserida. &ldquo;Ao lan\u00e7ar tais medicamentos, ela responde a quest\u00f5es e demandas circulantes na cultura&rdquo;, avaliam.<BR>  <P>&ldquo;Estamos diante de alguns paradoxos: ao mesmo tempo em que a marca da masculinidade seria a racionalidade, a sexualidade masculina era tradicionalmente representada como &lsquo;selvagem&rsquo;, &lsquo;instintiva&rsquo; e &lsquo;incontrol\u00e1vel&rsquo;. Esta sexualidade se v\u00ea agora retraduzida e reconfigurada por uma tecnologia farmacol\u00f3gica. As tecnologias proporcionariam um atalho para a resolu\u00e7\u00e3o deste paradoxo, e o homem passaria a ter o controle racional, medicamentoso, sobre seu corpo sexual&rdquo;, analisam as autoras.<BR>  <P>A medicaliza\u00e7\u00e3o e a normatiza\u00e7\u00e3o da impot\u00eancia, transformada gradualmente desde os anos 1980 em disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til, produziu, entre outros efeitos, a ideia de que qualquer homem, em qualquer idade, pode estar enquadrado em algum grau do &lsquo;transtorno&rsquo;. Implicitamente, amplia-se o mercado consumidor, tanto que, a partir de novas expectativas trazidas pelo surgimento destas p\u00edlulas, cada vez mais homens t\u00eam usado esses medicamentos, para al\u00e9m da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til. Prova de toda esta expectativa por uma boa performance sexual por parte dos homens \u00e9 o aumento nas prescri\u00e7\u00f5es semanais do Viagra e do Cialis \u00e0s v\u00e9speras do Valentine&#8217;s Day, conforme os dados informados pelas farm\u00e1cias norte-americanas. <\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La medicalizaci\u00f3n de la disfunci\u00f3n er\u00e9ctil (otrora impotencia sexual) produjo, entre otros efectos, la idea de que cualquier hombre, de cualquier edad, puede padecer en alg\u00fan grado del &#8216;trastorno&#8217;, afirman las autoras del art\u00edculo &ldquo;Homem com &lsquo;H&rsquo;: a sa\u00fade do homem nos discursos de marketing da ind\u00fastria farmac\u00eautica&rdquo;. <I>(texto en portugu\u00e9s)<\/I><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-630","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hombre con H may\u00fascula - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/hombre-con-h-mayuscula\/630\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Hombre con H may\u00fascula - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"La medicalizaci\u00f3n de la disfunci\u00f3n er\u00e9ctil (otrora impotencia sexual) produjo, entre otros efectos, la idea de que cualquier hombre, de cualquier edad, puede padecer en alg\u00fan grado del &#039;trastorno&#039;, afirman las autoras del art\u00edculo &ldquo;Homem com &lsquo;H&rsquo;: a sa\u00fade do homem nos discursos de marketing da ind\u00fastria farmac\u00eautica&rdquo;. 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