{"id":645,"date":"2011-05-04T00:00:00","date_gmt":"2011-05-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2011\/05\/04\/salud-femenina-y-maternidad\/"},"modified":"2011-05-04T00:00:00","modified_gmt":"2011-05-04T03:00:00","slug":"salud-femenina-y-maternidad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/","title":{"rendered":"Salud femenina y maternidad"},"content":{"rendered":"<p>Lan\u00e7ada no final de mar\u00e7o pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade brasileiro, a Rede Cegonha desencadeou uma discuss\u00e3o sobre concep\u00e7\u00f5es e prioridades de sa\u00fade da mulher, na qual feministas e ativistas dos direitos sexuais e reprodutivos questionam o foco da iniciativa do governo.<BR>  <P>A Rede Cegonha prev\u00ea uma s\u00e9rie de medidas para a sa\u00fade materno-infantil, atrav\u00e9s do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), destinadas ao atendimento e acompanhamento de mulheres do momento em que a gravidez \u00e9 confirmada at\u00e9 os dois primeiros anos da crian\u00e7a. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o objetivo principal \u00e9 reduzir a taxa de mortalidade materna no pa\u00eds, que ainda \u00e9 alta &ndash; para cada 100 mil nascidos vivos h\u00e1 69 \u00f3bitos de mulheres &ndash;, concedendo atendimento integral \u00e0 mulher e ao filho. Para tanto, o or\u00e7amento da Rede Cegonha ser\u00e1 de R$ 9.397 bilh\u00f5es at\u00e9 2014.<BR>  <P>Inicialmente, a iniciativa privilegiar\u00e1 as regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia Legal e o Nordeste, que apresentam os maiores \u00edndices de mortalidade materna e infantil no pa\u00eds, e as regi\u00f5es metropolitanas. Al\u00e9m do acompanhamento m\u00e9dico, que envolver\u00e1 seis consultas durante o pr\u00e9-natal, exames cl\u00ednicos, laboratoriais, de diagn\u00f3stico de HIV e s\u00edfilis, as gestantes adotar\u00e3o um posto de sa\u00fade como refer\u00eancia e saber\u00e3o, com anteced\u00eancia, onde ser\u00e1 o parto. As mulheres ter\u00e3o ainda um aux\u00edlio &ndash; vale-t\u00e1xi e vale-transporte &#8211; para se deslocarem aos postos de refer\u00eancia. Haver\u00e1 tamb\u00e9m a qualifica\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade para atender mulher e filho, assim como a constru\u00e7\u00e3o das Casas da Gestante e do Beb\u00ea, que ir\u00e3o acolher os casos de gesta\u00e7\u00e3o de risco, e dos Centros de Parto Normal, destinados \u00e0 humaniza\u00e7\u00e3o do nascimento. Est\u00e1 previsto o acompanhamento integral da sa\u00fade da crian\u00e7a, promovendo o aleitamento materno e o atendimento m\u00e9dico especializado quando necess\u00e1rio.<BR>  <P>A m\u00e9dica e integrante da Comiss\u00e3o de Cidadania e Reprodu\u00e7\u00e3o (CCR) e do Conselho Consultivo da Rede de Sa\u00fade das Mulheres Latino-Americanas e do Caribe (RSMLAC) F\u00e1tima Oliveira destaca que o foco na mortalidade materna j\u00e1 estava previsto no <U><a href=\"http:\/\/dtr2002.saude.gov.br\/proesf\/Site\/Arquivos_pdf_word\/pdf\/Pacto%20Aprovado%20na%20Tripartite.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pacto Nacional pela Redu\u00e7\u00e3o da Mortalidade Materna e Neonatal<\/A><\/U>, de 2005. &ldquo;Foi uma apropria\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 existia e estava indo relativamente bem. A parte nova \u00e9 a de assist\u00eancia social, muito boa enquanto a\u00e7\u00e3o puramente de assist\u00eancia social. Ser\u00e1 bom para as mulheres, n\u00e3o tenho d\u00favida. Mas a concep\u00e7\u00e3o onde tais a\u00e7\u00f5es est\u00e3o embutidas &ndash; sa\u00fade materno-infantil, um conceito antigo, conservador e do agrado absoluto da Santa S\u00e9 &ndash; \u00e9 equivocada. Ao retomar tal conceito, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ado\u00e7a a boca do Vaticano&rdquo;, critica F\u00e1tima Oliveira, referindo-se \u00e0 conhecida influ\u00eancia que a hierarquia cat\u00f3lica exerce no pa\u00eds.<BR>  <P>Telia Negr\u00e3o, secret\u00e1ria-executiva da Rede Feminista de Sa\u00fade, lembra que a organiza\u00e7\u00e3o tinha sido chamada, em fevereiro, para discutir a Rede Cegonha. De acordo com ela, havia uma preocupa\u00e7\u00e3o de ter um vi\u00e9s materno-infantil. No in\u00edcio de mar\u00e7o, a Rede Feminista emitiu uma <U><a href=\"http:\/\/www.abortoemdebate.com.br\/wordpress\/?p=2127\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nota p\u00fablica <\/A><\/U>demonstrando tal preocupa\u00e7\u00e3o. &ldquo;Est\u00e1vamos apreensivas e atentas, pois tem\u00edamos que a iniciativa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade significasse um desmanche da pol\u00edtica de sa\u00fade integral, prevista na <U><a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/politica_nac_atencao_mulher2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pol\u00edtica Nacional de Aten\u00e7\u00e3o Integral \u00e0 Sa\u00fade da Mulher<\/A><\/U>, diante de uma a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica voltada apenas para um dos eventos da trajet\u00f3ria de vida das mulheres&rdquo;, explica Telia Negr\u00e3o.<BR>  <P>Segundo a secret\u00e1ria-executiva da Rede Feminista, uma semana antes do lan\u00e7amento houve uma oficina de trabalho, organizada pelo Minist\u00e9rio. &ldquo;N\u00e3o havia ainda uma defini\u00e7\u00e3o sobre o status da Rede Cegonha, se seria um programa, uma pol\u00edtica ou uma estrat\u00e9gia. Expressamos nossa preocupa\u00e7\u00e3o com o que a Rede n\u00e3o continha, embora uma pol\u00edtica materno-infantil n\u00e3o possa ser desmerecida. S\u00e3o pol\u00edticas necess\u00e1rias, pois focam as mulheres em determinado est\u00e1gio da vida. Portanto, a Rede Cegonha pode ser vista como uma excelente estrat\u00e9gia para a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade. Al\u00e9m disso, ela avan\u00e7a no sentido de ampliar o acesso \u00e0 contracep\u00e7\u00e3o, de prever a compra de insumos de planejamento reprodutivo e de estimular a assist\u00eancia a mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia sexual &rdquo;, ressalta Telia Negr\u00e3o. A mesma id\u00e9ia \u00e9 compartilhada por F\u00e1tima Oliveira, para quem a Rede Cegonha &ldquo;no fundamental, \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia social coadjuvante e otimizadora do Pacto de 2005&rdquo;.<BR>  <P>A <U><a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/politica_nac_atencao_mulher2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pol\u00edtica Nacional de Aten\u00e7\u00e3o Integral \u00e0 Sa\u00fade da Mulher<\/A><\/U>, de 2004, serve de base tanto para as cr\u00edticas quanto para a defesa da Rede Cegonha. Esther Vilela, obstetra e coordenadora da \u00c1rea T\u00e9cnica de Sa\u00fade da Mulher do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, defende a iniciativa do governo como uma a\u00e7\u00e3o pontual e espec\u00edfica. &ldquo;O fato de a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna ser um objeto da Pol\u00edtica Nacional n\u00e3o significa que conseguimos dar conte de tudo. Significa que temos que propor a\u00e7\u00f5es para diminuir esse \u00edndice, que ainda \u00e9 elevado no Brasil&rdquo;, justifica a m\u00e9dica. &ldquo;A Rede Cegonha \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o para combater e reduzir a mortalidade materna, ela \u00e9 uma medida de enfrentamento. N\u00e3o \u00e9 um programa, \u00e9 uma estrat\u00e9gia do governo que sinaliza o compromisso de combate essas mortes evit\u00e1veis&rdquo;, completa.<BR>  <P>A hist\u00f3ria da legisla\u00e7\u00e3o e das pol\u00edticas p\u00fablicas brasileiras voltadas para a sa\u00fade da mulher tem envolvido governos e militantes feministas h\u00e1 tempos. Em 1975, foi criado o Programa Materno-Infantil, que consistia em uma orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-normativa \u00e0s Secretarias Estaduais de sa\u00fade do pa\u00eds destinada ao acompanhamento do pr\u00e9-natal, ao controle do puerp\u00e9rio, ao est\u00edmulo do aleitamento, \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas de alimenta\u00e7\u00e3o infantil e \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o e acompanhamento das crian\u00e7as. Tinha como p\u00fablico alvo as mulheres de 15 a 49 anos.<BR>  <P>Nos anos 1980, a id\u00e9ia de integralidade foi ganhando espa\u00e7o na agenda de discuss\u00f5es entre militantes e poder p\u00fablico. Em 1985, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade lan\u00e7ou o Programa de Assist\u00eancia Integral \u00e0 Sa\u00fade da Mulher (PAISM). \u00c9 considerado um marco hist\u00f3rico, pois \u00e9 o primeiro programa de sa\u00fade nacional a ter como meta a integralidade no atendimento. Em outras palavras, o programa inaugura, no Brasil, a assist\u00eancia em todas as fases da vida, buscando assegurar bem-estar e cidadania \u00e0 mulher em toda a sua diversidade (\u00e9tnica, regional, sexual, de idade etc).<BR>  <P>A integralidade da sa\u00fade da mulher \u00e9 um dos pressupostos que fundamentam as principais cr\u00edticas \u00e0 Rede Cegonha. A m\u00e9dica F\u00e1tima Oliveira afirma que a iniciativa padece de alguns defeitos de origem que se configuram como amea\u00e7as ao debate republicano sobre os direitos sexuais e reprodutivos. &ldquo;O primeiro n\u00f3 g\u00f3rdio foi colocar nos p\u00e9s da cegonha o Pacto Nacional pela Redu\u00e7\u00e3o da Morte Materna e Neonatal, uma a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da Pol\u00edtica Nacional de 2004, e apresent\u00e1-lo \u00e0 sociedade, o combate \u00e0 mortalidade materna e neonatal, como algo nov\u00edssimo e original. A Rede Cegonha n\u00e3o pode ser o todo e nem o centro da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher&rdquo;.<BR>  <P>Telia Negr\u00e3o lembra que o Pacto de 2005 foi mais uma estrat\u00e9gia pol\u00edtica, de mobiliza\u00e7\u00e3o, do que uma estrat\u00e9gia t\u00e9cnica. &ldquo;O Pacto tinha um bra\u00e7o mais amplo, que focava inclusive a quest\u00e3o do abortamento inseguro, um grav\u00edssimo problema no Brasil. Esse enfoque n\u00e3o est\u00e1 presente na Rede Cegonha&rdquo;, afirma.<BR>  <P>A quest\u00e3o do aborto \u00e9 um dos aspectos principais da discuss\u00e3o. Segundo Esther Vilela, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a Rede Cegonha n\u00e3o \u00e9 destinada a englobar todas as quest\u00f5es envolvidas na sa\u00fade da mulher. &ldquo;Ela envolve a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e o planejamento reprodutivo. O governo vai continuar a dar for\u00e7a e apoio para outros aspectos que envolvem a sa\u00fade da mulher. Vamos analisar o acompanhamento no pr\u00e9-natal: nem todas as mulheres atendidas chegar\u00e3o ao parto. Queremos atender integralmente e, por isso, vamos qualificar outras abordagens, focando na conversa com a gestante, em atividades educativas. N\u00e3o ficaremos apenas medindo a barriga e fazendo exames. Isso \u00e9 aten\u00e7\u00e3o integral e pressup\u00f5e o atendimento \u00e0s mulheres que n\u00e3o chegam ao parto&rdquo;, assinala.<BR>  <P><B>Abortamento inseguro<\/B>  <P>F\u00e1tima Oliveira afirma que se o argumento da morte materna \u00e9 o ponto central da Rede Cegonha, a aten\u00e7\u00e3o ao abortamento inseguro deveria estar presente. &ldquo;A morte decorrente de um aborto inseguro tamb\u00e9m \u00e9 conceitualmente considerada morte materna. A pergunta \u00e9: como ser\u00e1 enfrentada tal morte? Ou ela \u00e9 satanizada a tal ponto que nem merece aten\u00e7\u00e3o?&rdquo;.<BR>  <P>Esther Vilela enfatiza que, ao contr\u00e1rio das cr\u00edticas, a Rede Cegonha amplia os direitos reprodutivos e sexuais, garantindo a dignidade e a vida das mulheres e dos beb\u00eas. &ldquo;Nossa estrat\u00e9gia \u00e9 qualificar a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade da mulher. Em rela\u00e7\u00e3o ao abortamento inseguro, gostaria de fazer uma observa\u00e7\u00e3o: a mulher procura o servi\u00e7o m\u00e9dico no transcurso do abortamento. Nossa obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 atend\u00ea-la rapidamente, de forma qualificada e evitando a viol\u00eancia institucionalizada. \u00c9 um princ\u00edpio \u00e9tico para n\u00f3s. Inclusive, lembro que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade est\u00e1 instituindo o acolhimento nas maternidades com prioridade de emerg\u00eancia. Uma mulher com hemorragia, por exemplo, ter\u00e1 prefer\u00eancia no atendimento&rdquo;, explica Esther Vilela.<BR>  <P>No Brasil, as discuss\u00f5es sobre interrup\u00e7\u00e3o da gravidez s\u00e3o marcadas por embates e press\u00f5es ideol\u00f3gicas provenientes, sobretudo, de setores religiosos. Na campanha presidencial de 2010, a ent\u00e3o candidata Dilma Rousseff, atualmente presidente da Rep\u00fablica, recuou publicamente de sua defesa pela descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto. Naquele per\u00edodo, a <U><a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/publique\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?UserActiveTemplate=%5FBR&amp;infoid=7342&amp;query=simple&amp;search%5Fby%5Fauthorname=all&amp;search%5Fby%5Ffield=tax&amp;search%5Fby%5Fheadline=false&amp;search%5Fby%5Fkeywords=any&amp;search%5Fby%5Fpriority=all&amp;search%5Fby%5Fsection=all&amp;search%5Fby%5Fstate=all&amp;search%5Ftext%5Foptions=all&amp;sid=7&amp;text=cortina+de+fuma%E7a\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tem\u00e1tica foi fartamente explorada <\/A><\/U>sob um vi\u00e9s moralista, ignorando-se os aspectos de sa\u00fade p\u00fablica.<BR>  <P>O per\u00edodo eleitoral demonstrou o poder de influ\u00eancia que os setores conservadores da sociedade brasileira det\u00eam. F\u00e1tima Oliveira acredita que h\u00e1 correla\u00e7\u00e3o entre o enfoque materno-infantil priorizado pelo governo, no in\u00edcio da gest\u00e3o, com a conjuntura pol\u00edtico-eleitoral do ano passado. &ldquo;O Vaticano desacelera o sarrafo, mas exige contrapartida&rdquo;, critica.<BR>  <P>A Pastoral da Crian\u00e7a, da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esteve no lan\u00e7amento da Rede Cegonha. A presen\u00e7a da entidade, afirma F\u00e1tima Oliveira, representa &ldquo;uma defer\u00eancia \u00e0 retomada da vis\u00e3o da sa\u00fade materno-infantil, que tem o apoio irrestrito do Vaticano em uma vis\u00e3o de santifica\u00e7\u00e3o da maternidade e de sataniza\u00e7\u00e3o das mulheres&rdquo;.<BR>  <P>Para a secret\u00e1ria-executiva da Rede Feminista, Telia Negr\u00e3o, a Rede Cegonha precisa ser mais discutida com a sociedade civil. &ldquo;Ainda falta ampliar o escopo das a\u00e7\u00f5es para os casos de mulheres que n\u00e3o querem ser m\u00e3es. Em janeiro, o ministro Alexandre Padilha (Sa\u00fade) assegurou a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de sa\u00fade integrais para as mulheres. Vamos cobrar, e essa cobran\u00e7a passa pelo fortalecimento da \u00c1rea T\u00e9cnica da Sa\u00fade da Mulher, que n\u00e3o pode ter uma vis\u00e3o exclusivamente materno-infantil. Apoiamos a Rede Cegonha, mas permanecemos alertas para que o que ela n\u00e3o prev\u00ea seja contemplado em outras pol\u00edticas p\u00fablicas&rdquo;, afirma Telia Negr\u00e3o.<BR>  <P>No meio de abril, lembra F\u00e1tima Oliveira, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade organizou, em conjunto com a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (OPAS), o Simp\u00f3sio Internacional de Redes de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade Materno-Infantil, no qual apresentou a Rede Cegonha como uma iniciativa de aprimoramento &ldquo;da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade materno-infantil, uma estrat\u00e9gia de mudan\u00e7a de paradigma da aten\u00e7\u00e3o obst\u00e9trica e infantil, por meio da implementa\u00e7\u00e3o de uma rede de cuidados que assegure \u00e0s mulheres o direito \u00e0 gravidez, parto e puerp\u00e9rio seguros e humanizados, o direito ao planejamento reprodutivo; e \u00e0s crian\u00e7as o direito ao nascimento seguro e humanizado, crescimento e desenvolvimento saud\u00e1veis&rdquo;.<BR>  <P>No final de abril, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade foi representado pela coordenadora da \u00c1rea T\u00e9cnica da Mulher, Esther Vilela, no 4\u00ba Encontro Nacional dos Governantes e Legisladores pela Vida, em Bras\u00edlia. No evento, a Rede Cegonha foi apresentada. Telia Negr\u00e3o avalia que h\u00e1 um desejo de setores conservadores de se apropriarem da iniciativa como algo de sua lavra. &ldquo;Uma representante do governo n\u00e3o deveria dialogar com setores contr\u00e1rios aos Direitos Humanos a n\u00e3o ser com o intuito de afirmar que os direitos sexuais e reprodutivos s\u00e3o paradigmas assumidos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. O encontro fere o car\u00e1ter laico das pol\u00edticas p\u00fablicas e torcemos para que n\u00e3o seja uma aproxima\u00e7\u00e3o do governo com setores que s\u00e3o contra o car\u00e1ter republicano do Brasil&rdquo;, critica a secret\u00e1ria executiva da Rede Feminista.<BR>  <P>Esther Vilela defende o envolvimento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade no Encontro. &ldquo;O evento envolveu quest\u00f5es que s\u00e3o responsabilidade do governo. Apresentamos a Rede Cegonha, porque, como governo, temos que dialogar com todos os setores que desejam conhecer a estrat\u00e9gia. O di\u00e1logo \u00e9 parte da estrat\u00e9gia para a melhoria da qualidade de vida das mulheres e crian\u00e7as. N\u00e3o penso que tenhamos ferido princ\u00edpios da Rede Cegonha. A Rede Feminista pode ficar tranq\u00fcila que n\u00e3o vamos ferir princ\u00edpios de direitos sexuais e reprodutivos e ficaremos atentos e mobilizados para todas as quest\u00f5es relativas \u00e0 sa\u00fade da mulher&rdquo;, afirma a coordenadora da \u00c1rea T\u00e9cnica de Sa\u00fade da Mulher.F\u00e1tima Oliveira afirma que s\u00f3 as deusas sabem o rumo que as discuss\u00f5es sobre sa\u00fade reprodutiva e sexual tomar\u00e3o no governo de Dilma Rousseff. &ldquo;Mas o feminismo \u00e9 quem faz e define suas agendas. N\u00e3o conhe\u00e7o feminista que veio ao mundo a passeio. O feminismo brasileiro j\u00e1 pautou e continuar\u00e1 pautando o governo&rdquo;, afirma, acrescentando que defende as a\u00e7\u00f5es em sa\u00fade e em assist\u00eancia social de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade e \u00e0 inf\u00e2ncia como direitos da mulher e da crian\u00e7a n\u00e3o como piedade, esmola, desde que tais a\u00e7\u00f5es estejam inseridas na Pol\u00edtica Nacional de Aten\u00e7\u00e3o Integral \u00e0 Sa\u00fade da Mulher.<BR>  <P>Para Telia Negr\u00e3o, a demanda pela integralidade da sa\u00fade da mulher n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o das feministas, mas uma necessidade inserida no contexto dos Direitos Humanos. &ldquo;Mulheres brasileiras morrem por causas evit\u00e1veis, como o aborto e, infelizmente, a nova estrat\u00e9gia do governo n\u00e3o engloba o abortamento inseguro. No Brasil, vivemos uma condi\u00e7\u00e3o de precariedade associada a graves injusti\u00e7as sociais que penalizam as mulheres mais pobres, que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de interromper a gravidez com a seguran\u00e7a e os meios eficazes acess\u00edveis \u00e0s mulheres de classe m\u00e9dia. Por isso, estamos propondo \u00e0 \u00c1rea T\u00e9cnica da Mulher que revise a Pol\u00edtica de 2004 para que todos os pontos sejam cumpridos&rdquo;, conclui.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estrategia del Ministerio de Salud brasile\u00f1o para salud materno-infantil suscita discusiones entre feministas sobre cu\u00e1les concepciones y prioridades deben orientar las pol\u00edticas de salud de la mujer. <I>(Texto en portugu\u00e9s)<\/I><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-645","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Salud femenina y maternidad - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Salud femenina y maternidad - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Estrategia del Ministerio de Salud brasile\u00f1o para salud materno-infantil suscita discusiones entre feministas sobre cu\u00e1les concepciones y prioridades deben orientar las pol\u00edticas de salud de la mujer. (Texto en portugu\u00e9s)\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2011-05-04T03:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"13 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/noticias-clam\\\/salud-femenina-y-maternidad\\\/645\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/noticias-clam\\\/salud-femenina-y-maternidad\\\/645\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"fw2\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"headline\":\"Salud femenina y maternidad\",\"datePublished\":\"2011-05-04T03:00:00+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/noticias-clam\\\/salud-femenina-y-maternidad\\\/645\\\/\"},\"wordCount\":2564,\"commentCount\":0,\"articleSection\":[\"noticias CLAM\"],\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/noticias-clam\\\/salud-femenina-y-maternidad\\\/645\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/noticias-clam\\\/salud-femenina-y-maternidad\\\/645\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/noticias-clam\\\/salud-femenina-y-maternidad\\\/645\\\/\",\"name\":\"Salud femenina y maternidad - CLAM - ES\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2011-05-04T03:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/noticias-clam\\\/salud-femenina-y-maternidad\\\/645\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/noticias-clam\\\/salud-femenina-y-maternidad\\\/645\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/noticias-clam\\\/salud-femenina-y-maternidad\\\/645\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Salud femenina y maternidad\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/\",\"name\":\"CLAM - ES\",\"description\":\"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/54ecf5cded291fb93319a89ac5574f1a59c63c407a36d7ccb710f487e3467ea0?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/54ecf5cded291fb93319a89ac5574f1a59c63c407a36d7ccb710f487e3467ea0?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/54ecf5cded291fb93319a89ac5574f1a59c63c407a36d7ccb710f487e3467ea0?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/clam.org.br\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/clam.org.br\\\/es\\\/author\\\/fw2\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Salud femenina y maternidad - CLAM - ES","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"Salud femenina y maternidad - CLAM - ES","og_description":"Estrategia del Ministerio de Salud brasile\u00f1o para salud materno-infantil suscita discusiones entre feministas sobre cu\u00e1les concepciones y prioridades deben orientar las pol\u00edticas de salud de la mujer. (Texto en portugu\u00e9s)","og_url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/","og_site_name":"CLAM - ES","article_published_time":"2011-05-04T03:00:00+00:00","author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Tiempo de lectura":"13 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/"},"author":{"name":"fw2","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"headline":"Salud femenina y maternidad","datePublished":"2011-05-04T03:00:00+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/"},"wordCount":2564,"commentCount":0,"articleSection":["noticias CLAM"],"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/","name":"Salud femenina y maternidad - CLAM - ES","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website"},"datePublished":"2011-05-04T03:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/salud-femenina-y-maternidad\/645\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clam.org.br\/es\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Salud femenina y maternidad"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/","name":"CLAM - ES","description":"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/54ecf5cded291fb93319a89ac5574f1a59c63c407a36d7ccb710f487e3467ea0?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/54ecf5cded291fb93319a89ac5574f1a59c63c407a36d7ccb710f487e3467ea0?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/54ecf5cded291fb93319a89ac5574f1a59c63c407a36d7ccb710f487e3467ea0?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"sameAs":["https:\/\/clam.org.br"],"url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=645"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/645\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}