{"id":655,"date":"2011-06-08T00:00:00","date_gmt":"2011-06-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2011\/06\/08\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/"},"modified":"2011-06-08T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-08T03:00:00","slug":"genero-en-los-espacios-publicos-y-privados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/","title":{"rendered":"G\u00e9nero en los espacios p\u00fablicos y privados"},"content":{"rendered":"<p>O estudo <<Pesquisa_SESC_Perseu_Abramo.pdf | &ldquo;Mulheres brasileiras e g\u00eanero nos espa\u00e7os p\u00fablicos e privados&rdquo; | | | _blank>>, realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo (FPA) e pelo SESC, foi apresentado no CLAM, no dia 01 de junho. A pesquisa, que d\u00e1 sequ\u00eancia \u00e0 realizada em 2001, ouviu 2.365 mulheres e 1.181 homens &ndash; a partir dos 15 anos &#8211; em agosto de 2010, em todo o Brasil, nas zonas rural e urbana, sobre temas como sexualidade, aborto, contracep\u00e7\u00e3o, machismo, feminismo, imagem da mulher, fidelidade e pol\u00edtica. Ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o dos dados, houve uma mesa de debates que contou com a participa\u00e7\u00e3o de Gustavo Venturi (USP), cientista pol\u00edtico e integrante do N\u00facleo de Opini\u00e3o P\u00fablica da Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo; Bila Sorj, soci\u00f3loga e professora da UFRJ; \u00c2ngela Fontes, da Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Brasileiras; Maria Luiza Heilborn, antrop\u00f3loga e coordenadora do CLAM; e Nilc\u00e9a Freire, ex-ministra da Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres (SPM) e a atual representante da Funda\u00e7\u00e3o Ford no Brasil.<BR>  <P>A pesquisa avan\u00e7ou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 de 2001 ao incluir os homens no escopo do trabalho. Houve, segundo Gustavo Venturi, um amadurecimento da complexidade do conjunto de quest\u00f5es e temas abordados e da import\u00e2ncia de tomar essas quest\u00f5es como quest\u00f5es de g\u00eanero e, portanto, focar no aspecto relacional, ouvindo os jovens, que foi uma novidade importante em rela\u00e7\u00e3o ao levantamento anterior.<BR>  <P>De acordo com a pesquisa, quest\u00f5es como viol\u00eancia dom\u00e9stica, aborto, contracep\u00e7\u00e3o, machismo, feminismo, moralismo e mercado de trabalho atestam que as desigualdades entre homens e mulheres se alastram por v\u00e1rios \u00e2mbitos da vida social. A seguir, destacamos os pontos abordados na apresenta\u00e7\u00e3o dos dados da pesquisa no Rio de Janeiro.<BR>  <P><B>Participa\u00e7\u00e3o da mulher na pol\u00edtica e no mercado de trabalho<\/B>  <P>Segundo o estudo, a rela\u00e7\u00e3o entre mulher e pol\u00edtica expressa disparidades de g\u00eanero: 78% das mulheres entrevistadas acreditam que elas est\u00e3o preparadas para governar, n\u00famero pr\u00f3ximo da opini\u00e3o dos homens (76%); 70% das entrevistadas concordaram com a frase &ldquo;a pol\u00edtica seria melhor se houvesse mais mulheres em postos importantes&rdquo;, enquanto que 49% dos homens &#8211; portanto, menos que a metade &#8211; consentiram com a frase.<BR>  <P>Gustavo Venturi enfatiza que n\u00fameros como esses revelam o conservadorismo de parte da sociedade brasileira. &ldquo;Qual o grande paradoxo sobre a quest\u00e3o da mulher na pol\u00edtica hoje? Temos uma presidente mulher e, no entanto, o nosso Parlamento tem apenas 8% de mulheres, fazendo-nos o pen\u00faltimo pa\u00eds neste ranking na Am\u00e9rica Latina&rdquo;, afirmou, referindo-se ao <a href=\"http:\/\/www.ipu.org\/wmn-e\/classif.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ranking da Uni\u00e3o Interparlamentar<\/A>, no qual o Brasil aparece, em 2011,&nbsp;na 108\u00aa posi\u00e7\u00e3o mundial (caiu uma posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2010). N\u00e3o \u00e0 toa:&nbsp;das 513 cadeiras na C\u00e2mara Federal, apenas 44 s\u00e3o ocupadas por mulheres deputadas. No Senado, s\u00e3o apenas 13 senadoras para 68 senadores.<BR>  <P>Para Venturi, esses n\u00fameros mostram tamb\u00e9m uma realidade desigual em termos de pap\u00e9is sociais desempenhados pelas mulheres. &ldquo;Uma das hip\u00f3teses levantadas a partir dos dados da pesquisa \u00e9 que justamente o que se chama de dupla jornada &ndash; trabalho e afazeres dom\u00e9sticos &ndash; pode ser, na verdade, uma tripla jornada. Ela pode estar trabalhando, cuidando da casa e eventualmente estudando. E o exerc\u00edcio da pol\u00edtica seria uma quarta tarefa imposs\u00edvel de ser realizada. Existem dados que mostram que quase todos os homens que est\u00e3o na pol\u00edtica est\u00e3o casados, ou seja, t\u00eam uma mulher em sua retaguarda. O inverso, entretanto, n\u00e3o \u00e9 verdadeiro: muitas mulheres que est\u00e3o na pol\u00edtica est\u00e3o ao custo de serem solteiras ou separadas&rdquo;, explicou.<BR>  <P>Segundo a pesquisa, 59% das mulheres fazem parte da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (PEA), n\u00famero que contrasta com os 79% dos homens inseridos na PEA. Gustavo Venturi enfatiza que isso representa 2\/3 do mercado dominado por homens. &ldquo;Al\u00e9m disso, h\u00e1 um problema de concentra\u00e7\u00e3o: \u00bc das mulheres na PEA ocupam a fun\u00e7\u00e3o de empregadas dom\u00e9sticas, bab\u00e1s, faxineiras. Ou seja, em fun\u00e7\u00f5es de baixa qualifica\u00e7\u00e3o. Ou s\u00e3o professoras e vendedoras&rdquo;, afirmou.<BR>  <P>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa de 2001, o n\u00famero de mulheres respons\u00e1veis pelo sustento da fam\u00edlia ficou praticamente est\u00e1vel, aumentando de 29% para 30%. O n\u00famero de mulheres que chefiam fam\u00edlia tamb\u00e9m teve leve aumento, de 35% para 39%.<BR>  <P>Para Bila Sorj, o aumento dos programas de assist\u00eancia social, na \u00faltima d\u00e9cada, como o Bolsa Fam\u00edlia, distribu\u00eddo pelo governo federal para fam\u00edlias de baixa renda, pode ter um impacto na estagna\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho. No entanto, de acordo com a professora da UFRJ, a inser\u00e7\u00e3o da mulher no mercado est\u00e1 consolidada. &ldquo;O trabalho \u00e9 hoje em dia uma segunda natureza da mulher. E aqui no Brasil a participa\u00e7\u00e3o delas no mercado \u00e9 um aspecto muito valorizado&rdquo;, resumiu.<BR>  <P>Para \u00c2ngela Fontes, da Articula\u00e7\u00e3o das Mulheres Brasileiras (AMB), a naturaliza\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o sexual do trabalho tende a explicar a presen\u00e7a da mulher em postos de baixa qualifica\u00e7\u00e3o e informais. &ldquo;\u00c9 vis\u00edvel o sexismo no mercado de trabalho&rdquo;.<BR>  <P><B>Sa\u00fade sexual e reprodutiva<\/B>  <P>A pesquisa tamb\u00e9m mapeou o panorama nacional a respeito da sa\u00fade sexual e reprodutiva. O uso de preservativo, mostram os dados, \u00e9 um recurso predominantemente masculino: 25% das mulheres afirmaram que, na \u00faltima rela\u00e7\u00e3o sexual, o parceiro usou o preservativo, ao passo que apenas 1% recorreu \u00e0 camisinha feminina. Por sua vez, 68% delas reconheceram que n\u00e3o usaram o preservativo; e entre eles, 60% tamb\u00e9m admitiram ter tido rela\u00e7\u00f5es sem prote\u00e7\u00e3o.<BR>  <P>Em mat\u00e9ria de contracep\u00e7\u00e3o, o panorama revela que a responsabilidade nesse item ainda recai preferencialmente sobre as mulheres: em 2001, os n\u00fameros indicavam que 24 % das mulheres usavam p\u00edlula; em 2011, houve leve aumento para 25%. A utiliza\u00e7\u00e3o da laqueadura apresentou queda: de 26% das mulheres, em 2001, para 21% no estudo atual. O uso da camisinha masculina praticamente se estabilizou: de 18% foi para 19%.<BR>  <P><B>O aborto e o &ldquo;universo de moralidade&rdquo;<\/B>  <P>O tema do aborto tamb\u00e9m foi pesquisado no estudo da Perseu Abramo. Das mulheres que assumiram ter recorrido a m\u00e9todos para interromper uma gravidez, 39% recorreu a medicamentos como o citotec, diante de 36% na pesquisa de 2001; 29% preferiu ir a uma cl\u00ednica (30%, em 2001); 20% fez uso de rem\u00e9dios caseiros, como ch\u00e1s (eram 22%, em 2001); 14% recorreu a uma parteira (em 2001, foram 13%); e 3% usaram outros m\u00e9todos.<BR>  <P>\u00c2ngela Fontes, da AMB, criticou o panorama dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil. &ldquo;Sobretudo as mulheres encontram s\u00e9rias e graves limita\u00e7\u00f5es em sua auto-determina\u00e7\u00e3o reprodutiva&rdquo;, afirma, destacando as condi\u00e7\u00f5es muitas vezes prec\u00e1rias dos m\u00e9todos e locais onde o aborto clandestino se realiza.<BR>  <P>A interfer\u00eancia de concep\u00e7\u00f5es religiosas no campo da reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 um aspecto evidente na pesquisa. Para 59% das mulheres e dos homens entrevistados, as Igrejas est\u00e3o certas ao tentar controlar as leis sobre aborto. J\u00e1 26% delas e 27% deles manifestaram-se contra a interfer\u00eancia religiosa nas leis.<BR>  <P>Para Maria Luiza Heilborn, coordenadora do CLAM, os dados mostram um universo forte de moralidade. A pesquisa mostra que o n\u00famero de mulheres que acreditam que a lei sobre aborto &ndash; permitido apenas em caso de estupro ou risco de morte materna &ndash; deve ser mantida aumentou de 59%, em 2001, para 61%. No caso dos homens, 69% acreditam que a legisla\u00e7\u00e3o deve ficar como est\u00e1. A mudan\u00e7a na lei, ampliando os casos de aborto legal, deveria ser feita para 20% das mulheres, um aumento de 4% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa de 2001. &ldquo;Avan\u00e7amos muito pouco em mat\u00e9ria de aborto. A aceita\u00e7\u00e3o da Igreja como leg\u00edtima na formula\u00e7\u00e3o das leis tem rela\u00e7\u00e3o com essa rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da gravidez&rdquo;, avaliou a antrop\u00f3loga.<BR>  <P>Segundo Gustavo Venturi, as concep\u00e7\u00f5es religiosas e os setores evang\u00e9licos aparecem claramente na pesquisa como os mais resistentes na quest\u00e3o. No item puni\u00e7\u00e3o ao aborto, 48% das mulheres e 58% dos homens concordam que a interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez deve ser punida. Desse percentual, 32% das mulheres e 37% dos homens defendem a pris\u00e3o como forma de puni\u00e7\u00e3o; 9% delas e 7% deles acreditam que penas s\u00f3cio-educativas deveriam ser adotadas. Para 30% das mulheres, o aborto n\u00e3o deveria ser punido em nenhum caso, enquanto que 23% dos homens pensam dessa forma. Para o pesquisador, o debate em torno dos permissivos legais do aborto est\u00e1 crescendo. Para os casos de anencefalia dos beb\u00eas, 6% das mulheres manifestaram-se a favor da legaliza\u00e7\u00e3o para esses casos. &ldquo;J\u00e1 h\u00e1, inclusive, uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que acredita que j\u00e1 foi aprovado o aborto em casos de anencefalia, embora o Supremo Tribunal Federal ainda esteja discutindo esta mat\u00e9ria. Acredito que caso haja uma decis\u00e3o contra, vai haver uma revers\u00e3o ainda maior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras quest\u00f5es&rdquo;, afirmou.<BR>  <P><B>Viol\u00eancias contra a mulher: do ambiente dom\u00e9stico ao n\u00edvel da sa\u00fade<\/B><BR> <BR> A viol\u00eancia contra as mulheres mostrou-se uma realidade espalhada por diversos espa\u00e7os: tanto no ambiente dom\u00e9stico quanto no ambiente hospitalar, elas s\u00e3o v\u00edtimas freq\u00fcentes de constrangimentos.<BR>  <P>A pesquisa aponta experi\u00eancias de viol\u00eancia institucional no n\u00edvel da sa\u00fade: 25% das mulheres entrevistadas confirmaram ter sofrido algum tipo de maltrato no parto, na rede de sa\u00fade privada e p\u00fablica. Das entrevistadas que tiveram filhos, 23% ouviram algum tipo de desprop\u00f3sito, como <I>&ldquo;n\u00e3o chora n\u00e3o que ano que vem voc\u00ea estar\u00e1 aqui de novo&rdquo;<\/I> ou <I>&ldquo;na hora de fazer (o filho) n\u00e3o chorou, n\u00e3o chamou a mam\u00e3e, por que est\u00e1 chorando agora?&rdquo;<\/I>.<BR>  <P>No espa\u00e7o dom\u00e9stico, a pesquisa indica que, mesmo que 91% dos homens considerem errado bater em uma mulher em qualquer situa\u00e7\u00e3o, 6% pensam que <I>&ldquo;uns tapas de vez em quando \u00e9 necess\u00e1rio&rdquo;<\/I> e 2% julgam que <I>&ldquo;tem mulher que s\u00f3 toma jeito apanhando bastante&rdquo;<\/I>. Em compara\u00e7\u00e3o com 2001, o n\u00famero de mulheres que afirmou j\u00e1 ter sofrido algum tipo de viol\u00eancia (cerceamento, amea\u00e7a, agress\u00e3o verbal, f\u00edsica, sexual ou ass\u00e9dio) aumentou levemente de 17% para 18%. No entanto, enquanto o estudo de dez anos atr\u00e1s apontava um \u00edndice de 8 mulheres espancadas a cada 2 minutos no Brasil, a pesquisa realizada em 2010 mostra que atualmente s\u00e3o 5 mulheres espancadas a cada 2 minutos &#8211; proje\u00e7\u00e3o feita, segundo Gustavo Venturi,&nbsp;a partir do n\u00famero de mulheres que, ao confirmarem&nbsp;terem sido&nbsp;espancadas (10%), relataram ter sido&nbsp;no&nbsp;ano anterior&nbsp;(18%). E revela ainda outro dado&nbsp;: uma em cada 5 dessas mulheres espancadas (uma ou mais vezes) continua a rela\u00e7\u00e3o com o agressor.<BR>  <P>O percentual de mulheres que afirmou nunca ter sofrido viol\u00eancia manteve-se em 80%. A Lei Maria da Penha mostrou-se um instrumento legal difundido na sociedade brasileira: 84% das mulheres e 85% dos homens afirmaram conhecer ou ter ouvido falar.<BR> <BR> Para Nilc\u00e9a Freire, ex-ministra da Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres (SPM), esses n\u00fameros mostram haver um n\u00facleo duro conservador e machista na sociedade brasileira. No entanto, a Lei Maria da Penha, destacou a&nbsp;representante da Funda\u00e7\u00e3o Ford no Brasil, exerce uma inibi\u00e7\u00e3o do ponto de vista moral, o que \u00e9 um grande benef\u00edcio social. &ldquo;A pesquisa da Perseu Abramo e do Sesc \u00e9 fundamental para informar as pol\u00edticas p\u00fablicas. Hoje, o governo federal conta com instrumentos como o Pacto de Enfrentamento da Viol\u00eancia contra a Mulher para, atrav\u00e9s de uma rede de servi\u00e7os de atendimento, campanhas educativas e interven\u00e7\u00e3o cultural, mudar esse quadro t\u00e3o dram\u00e1tico na sociedade brasileira&rsquo;, concluiu Nilcea.<BR> <B><BR> Feminismo<\/B>  <P>Os n\u00fameros do estudo apontam que 74% das mulheres consideram que a situa\u00e7\u00e3o delas melhorou em rela\u00e7\u00e3o h\u00e1 20 ou 30 anos atr\u00e1s. Sobre o feminismo, a maior parte das mulheres afirmou n\u00e3o se considerar feminista: segundo a pesquisa, 31% delas se dizem feministas, ao passo que 68% n\u00e3o se consideram. Esses dados, entretanto, segundo Bila Sorj, mostram que se declarar feminista est\u00e1 se tornando cada vez mais leg\u00edtimo do que no passado. &ldquo;O feminismo parece estar perdendo a carga negativa que tinha nos anos 1970. O ide\u00e1rio da igualdade est\u00e1 presente, mesmo que na pr\u00e1tica seja diferente&rdquo;, frisou.<BR>  <P>Maria Luiza Heilborn discordou dessa vis\u00e3o. De acordo com a coordenadora do CLAM, 30% das mulheres se declarando feministas \u00e9 um n\u00famero baixo. &ldquo;S\u00e3o dados que contrastam com o esfor\u00e7o do movimento e das a\u00e7\u00f5es de governo. Mulheres benefici\u00e1rias das lutas feministas que conseguiram entrar no mercado e se escolarizar n\u00e3o percebem a luta que est\u00e1 por tr\u00e1s dessas conquistas. Acredito que o estigma em torno do feminismo ainda permanece forte&rdquo;, salientou Maria Luiza.<BR>  <P>Dados sobre o machismo tamb\u00e9m suscitaram discuss\u00f5es na mesa de debates. De acordo com a pesquisa, parece consenso que o machismo \u00e9 um fen\u00f4meno percept\u00edvel no Brasil. Para 94% das entrevistadas e 90% dos entrevistados, o machismo existe, embora 74% dos homens n\u00e3o se v\u00eaem como machistas. Para Maria Luiza Heilborn, n\u00e3o existe um contraponto no conjunto de mulheres de se declararem feministas, uma vez que ainda 22% dos homens se declaram machistas.<BR>  <P><<Pesquisa_SESC_Perseu_Abramo.pdf | Clique aqui para ver a pesquisa na \u00edntegra. | | | _blank>><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El estudio &ldquo;Mulheres brasileiras e g\u00eanero nos espa\u00e7os p\u00fablicos e privados&rdquo; (Fundaci\u00f3n Perseu Abramo\/SESC), presentado en el CLAM el d\u00eda 1 de junio, muestra c\u00f3mo las asimetr\u00edas de g\u00e9nero persisten en la pol\u00edtica y en el mercado de trabajo, y expone los tipos de violencias de las que las mujeres son v\u00edctimas en el \u00e1mbito dom\u00e9stico y en las instituciones de salud. <EM>(Texto en portugu\u00e9s)<\/EM><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-655","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>G\u00e9nero en los espacios p\u00fablicos y privados - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"G\u00e9nero en los espacios p\u00fablicos y privados - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"El estudio &ldquo;Mulheres brasileiras e g\u00eanero nos espa\u00e7os p\u00fablicos e privados&rdquo; (Fundaci\u00f3n Perseu Abramo\/SESC), presentado en el CLAM el d\u00eda 1 de junio, muestra c\u00f3mo las asimetr\u00edas de g\u00e9nero persisten en la pol\u00edtica y en el mercado de trabajo, y expone los tipos de violencias de las que las mujeres son v\u00edctimas en el \u00e1mbito dom\u00e9stico y en las instituciones de salud. (Texto en portugu\u00e9s)\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2011-06-08T03:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tiempo de lectura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/\",\"name\":\"G\u00e9nero en los espacios p\u00fablicos y privados - CLAM - ES\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\"},\"datePublished\":\"2011-06-08T03:00:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"es\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"G\u00e9nero en los espacios p\u00fablicos y privados\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website\",\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/\",\"name\":\"CLAM - ES\",\"description\":\"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"es\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"es\",\"@id\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/clam.fw2web.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"G\u00e9nero en los espacios p\u00fablicos y privados - CLAM - ES","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/","og_locale":"es_ES","og_type":"article","og_title":"G\u00e9nero en los espacios p\u00fablicos y privados - CLAM - ES","og_description":"El estudio &ldquo;Mulheres brasileiras e g\u00eanero nos espa\u00e7os p\u00fablicos e privados&rdquo; (Fundaci\u00f3n Perseu Abramo\/SESC), presentado en el CLAM el d\u00eda 1 de junio, muestra c\u00f3mo las asimetr\u00edas de g\u00e9nero persisten en la pol\u00edtica y en el mercado de trabajo, y expone los tipos de violencias de las que las mujeres son v\u00edctimas en el \u00e1mbito dom\u00e9stico y en las instituciones de salud. (Texto en portugu\u00e9s)","og_url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/","og_site_name":"CLAM - ES","article_published_time":"2011-06-08T03:00:00+00:00","author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Tiempo de lectura":"11 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/","name":"G\u00e9nero en los espacios p\u00fablicos y privados - CLAM - ES","isPartOf":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website"},"datePublished":"2011-06-08T03:00:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/#breadcrumb"},"inLanguage":"es","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/genero-en-los-espacios-publicos-y-privados\/655\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/clam.org.br\/es\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"G\u00e9nero en los espacios p\u00fablicos y privados"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#website","url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/","name":"CLAM - ES","description":"S\u00f3 mais um site CLAM - Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos sites","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/clam.org.br\/es\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"es"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/fbd9a86032bf7479f94b0ded196f1010","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"es","@id":"https:\/\/clam.org.br\/es\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"sameAs":["https:\/\/clam.fw2web.com.br"],"url":"https:\/\/clam.org.br\/es\/author\/fw2\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=655"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/655\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clam.org.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}