{"id":696,"date":"2011-11-09T00:00:00","date_gmt":"2011-11-09T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2011\/11\/09\/el-genero-globalizado\/"},"modified":"2011-11-09T00:00:00","modified_gmt":"2011-11-09T02:00:00","slug":"el-genero-globalizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-genero-globalizado\/696\/","title":{"rendered":"El g\u00e9nero globalizado"},"content":{"rendered":"<p>A problematiza\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es de g\u00eanero proporcionou o debate em torno da masculinidade, conceito relativamente novo em termos de estudo e pesquisa, que passou a ser teorizado pelas ci\u00eancias sociais e humanas h\u00e1 pouco mais de duas d\u00e9cadas. Hoje existem cerca de quatro mil artigos abordando a quest\u00e3o e muitas conclus\u00f5es: a primeira delas \u00e9 que n\u00e3o existe uma \u00fanica masculinidade; os padr\u00f5es e as pr\u00e1ticas s\u00e3o variados, aparecem de formas m\u00faltiplas. A segunda \u00e9 que as pr\u00e1ticas de masculinidade est\u00e3o situadas em&nbsp;contextos de rela\u00e7\u00f5es de poder e autoridade, de crises econ\u00f4micas e de classes sociais distintas. A terceira conclus\u00e3o \u00e9 que as masculinidades n\u00e3o s\u00e3o homog\u00eaneas e simples. Elas cont\u00eam tens\u00f5es, incoer\u00eancias, contradi\u00e7\u00f5es. S\u00e3o caracter\u00edsticas que abrem possibilidades de mudan\u00e7a.<BR>  <P>&ldquo;O Jap\u00e3o, por exemplo, marcado por um arraigado modelo de masculinidade baseado na figura do homem assalariado e trabalhador, tem abrigado discuss\u00f5es e mudan\u00e7as nesse modelo. Essas mudan\u00e7as est\u00e3o ligadas a diversos \u00e2mbitos, como economia, demografia etc&rdquo;, avaliou a soci\u00f3loga australiana Raewyn Connell, professora da Universidade de Sydney, durante a palestra &ldquo;Masculinidades no contexto de globaliza\u00e7\u00e3o&rdquo;, apresentada no CLAM no dia 03 de novembro.<BR>  <P>Segundo ela, a discuss\u00e3o acad\u00eamica e te\u00f3rica sobre as masculinidades tem resultado em controv\u00e9rsias. H\u00e1 cr\u00edticas ao paradigma p\u00f3s-estruturalista, que reduziria as an\u00e1lises de g\u00eanero \u00e0 quest\u00e3o da identidade.<BR>  <P>&ldquo;A identidade \u00e9 um aspecto importante, no entanto, n\u00e3o contempla tudo nem d\u00e1 conta da discuss\u00e3o te\u00f3rica. Vejo o g\u00eanero como uma estrutura social com quatro dimens\u00f5es: rela\u00e7\u00f5es de poder, rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, rela\u00e7\u00f5es sociais e rela\u00e7\u00f5es emocionais. Os estudos em masculinidade n\u00e3o teorizam sobre o pano de fundo colonialista ou p\u00f3s-colonialista. Ou seja, as pr\u00e1ticas de masculinidade s\u00e3o teorizadas a partir de uma perspectiva local, como se houvesse um mosaico de pa\u00edses com caracter\u00edsticas distintas. As implica\u00e7\u00f5es coloniais e p\u00f3s-coloniais est\u00e3o ausentes nestes estudos. O colonialismo foi um processo hist\u00f3rico generificado, que repercutiu na Am\u00e9rica Latina, na \u00c1frica e na Austr\u00e1lia.&rdquo;, afirmou Raewyn.<BR>  <P>A pesquisadora destacou que a globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal certamente impactou as masculinidades de diferentes modos. &ldquo;O processo criou uma maior inseguran\u00e7a econ\u00f4mica para um grande n\u00famero de homens ao redor do mundo, o que cai em contradi\u00e7\u00e3o com a imagem circulante da masculinidade heterossexual. Esta \u00e9 uma tens\u00e3o que existe agora como resultado da globaliza\u00e7\u00e3o em muitas partes do mundo&rdquo;, ressaltou.<BR>  <P>A globaliza\u00e7\u00e3o, para ela, n\u00e3o \u00e9 um conceito adequado. &ldquo;O conceito sugere que o mundo esteja tendendo a um \u00fanico padr\u00e3o, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. Existem estruturas de desigualdades e de explora\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de diferentes rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e distintas pr\u00e1ticas de masculinidade&rdquo;, salientou.<BR>  <P>Nascida como Robert Connell, Raewyn \u00e9 hoje uma das mais influentes soci\u00f3logas australianas. Especializou-se no estudo de quest\u00f5es de g\u00eanero e foi consultora da ONU. Recentemente coordenou uma pesquisa internacional com 40 executivos (mulheres e homens) de empresas envolvidas na economia internacional que operam na Austr\u00e1lia, no Chile, no Jap\u00e3o e na \u00c1frica do Sul. Durante o trabalho de campo, realizado h\u00e1 quatro anos, os gerentes destas empresas foram inquiridos sobre sua vida dom\u00e9stica e social.<BR>  <P>&ldquo;Os executivos formam um dos grupos mais influentes do mundo. Contudo, nosso estudo n\u00e3o mostra grandes mudan\u00e7as. As mulheres continuam sendo minoria tanto nos n\u00edveis mais altos quanto nos mais baixos destas companhias. Em rela\u00e7\u00e3o aos homens entrevistados, os padr\u00f5es de masculinidade n\u00e3o mudaram muito: enquanto eles investem em suas carreiras nos neg\u00f3cios, suas esposas permanecem ligadas ao ambiente dom\u00e9stico, cuidando dos filhos&rdquo;, disse ela.<BR>  <P><I><B>Cr\u00edticas ao relat\u00f3rio do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial: &ldquo;O conceito de g\u00eanero usado por este tipo de \u00edndice \u00e9 errado&rdquo;<\/I><\/B>  <P>No mesmo dia em que Connell apresentava sua palestra no Rio de Janeiro, o <U><a href=\"http:\/\/reports.weforum.org\/global-gender-gap-2011\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (FEM)<\/A><\/U> lan\u00e7ava o relat\u00f3rio <U><a href=\"http:\/\/www3.weforum.org\/docs\/GGGR11\/GGGR11_Rankings-Scores.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Desigualdade Global de G\u00eanero 2011<\/A><\/U>, que mede as disparidades entre os g\u00eaneros em 135 pa\u00edses. Segundo a lista divulgada pelo FEM, na Am\u00e9rica Latina s\u00f3 o Suriname est\u00e1 pior que o Brasil, que subiu tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es no ranking de igualdade entre os sexos, mas continua na parte de baixo da tabela composta por 135 pa\u00edses, ocupando a 82\u00aa posi\u00e7\u00e3o, muito por conta das desigualdades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s oportunidades no mercado de trabalho. Entretanto, Raewyn Connell afirmou compartilhar o mesmo tipo de cr\u00edtica de muitos cientistas sociais em rela\u00e7\u00e3o a levantamentos como este.<BR>  <P>&ldquo;O conceito de g\u00eanero usado por este tipo de \u00edndice \u00e9 errado, ao tratar homens e mulheres simplesmente como um grupo de indiv\u00edduos, com um certo n\u00edvel educacional e de renda, ao inv\u00e9s de pensar o g\u00eanero em termos relacionais. Tais indicadores n\u00e3o nos dizem muito sobre as institui\u00e7\u00f5es e seu funcionamento, ou sobre os costumes e pr\u00e1ticas dos empregadores. Tratam homens e mulheres separadamente, como se fossem blocos completamente distintos, e n\u00e3o reconhecem as diferen\u00e7as entre eles. Sabemos que existem diferentes pr\u00e1ticas de masculinidade. Enfim, estes \u00edndices n\u00e3o levam em conta as complexidades de g\u00eanero&rdquo;, avaliou.<BR>  <P>Outra cr\u00edtica da pesquisadora refere-se ao fato de o FEM ser composto por executivos. &ldquo;Eles geram lucro atrav\u00e9s das desigualdades de g\u00eanero, da exist\u00eancia da m\u00e3o de obra barata e dos baixos sal\u00e1rios, al\u00e9m da explora\u00e7\u00e3o de mulheres, e ao mesmo tempo lan\u00e7am um relat\u00f3rio para denunciar as disparidades de g\u00eanero. Com o que est\u00e3o preocupados? Imagine as &lsquo;maquiladoras&rsquo; e o sal\u00e1rio de explora\u00e7\u00e3o destas empresas em muitas partes do mundo, as quais representam uma importante parte de uma economia global desregulada e uma forte segrega\u00e7\u00e3o de g\u00eanero&rdquo;, questionou.<BR>  <P>Outro aspecto importante, segundo ela, \u00e9 o papel da m\u00eddia globalizada nos padr\u00f5es de masculinidade. A soci\u00f3loga usou como exemplo a revista Men&rsquo;s Health. &ldquo;A mesma edi\u00e7\u00e3o \u00e9 encontrada no Chile, na Inglaterra, na Alemanha e na \u00c1frica do Sul, apenas com o idioma diferente. Mas a circula\u00e7\u00e3o de imagens generificadas \u00e9 a mesma, uma circula\u00e7\u00e3o global. Mesmo assim, \u00e9 um risco te\u00f3rico pensar nessa circula\u00e7\u00e3o como sendo homog\u00eanea&rdquo;, concluiu.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La idea globalizaci\u00f3n, al sugerir que el mundo tiende a un patr\u00f3n \u00fanico, no es un concepto adecuado, evalu\u00f3 la soci\u00f3loga australiana Raewyn Connell. En charla ofrecida en el CLAM, se refiri\u00f3 a las estructuras de desigualdad y de explotaci\u00f3n que tienen lugar en el contexto de globaliza\u00e7\u00e3o. <EM>(Texto en portugu\u00e9s)<\/EM><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-696","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>El g\u00e9nero globalizado - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-genero-globalizado\/696\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"El g\u00e9nero globalizado - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"La idea globalizaci\u00f3n, al sugerir que el mundo tiende a un patr\u00f3n \u00fanico, no es un concepto adecuado, evalu\u00f3 la soci\u00f3loga australiana Raewyn Connell. 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