{"id":794,"date":"2006-08-30T00:00:00","date_gmt":"2006-08-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2006\/08\/30\/sexualidade-e-o-poder-medico\/"},"modified":"2006-08-30T00:00:00","modified_gmt":"2006-08-30T03:00:00","slug":"sexualidade-e-o-poder-medico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/sexualidade-e-o-poder-medico\/794\/","title":{"rendered":"Sexualidade e o poder m\u00e9dico"},"content":{"rendered":"<p>Realizado no dia 24 de agosto e tendo como coordenadora a antrop\u00f3loga Fab\u00edola Rohden (CLAM\/IMS\/UERJ), o painel <I>Desestabiliza\u00e7\u00f5es da categoria G\u00eanero e suas repercuss\u00f5es na sa\u00fade<\/I> discutiu como o saber e a pr\u00e1tica m\u00e9dica se colocam frente \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o da categoria g\u00eanero e \u00e0s identidades sexuais.<BR>  <P>Regina Facchini<BR>  <P>A antrop\u00f3loga Regina Facchini (Unicamp) exp\u00f4s o tema <I>Cuidados \u00e0 sa\u00fade sexual e reprodutiva entre mulheres que fazem sexo com mulheres (MSM) da Grande S\u00e3o Paulo<\/I>, baseando-se em pesquisa qualitativa iniciada em 2003 escrita em co-autoria com a coordenadora do trabalho, Regina Barbosa,&nbsp;sobre a sa\u00fade de mulheres que fazem sexo com mulheres da Grande S\u00e3o Paulo. &ldquo;Procuro, a partir da exposi\u00e7\u00e3o de resultados dessa pesquisa, explorar a rentabilidade de um referencial te\u00f3rico constru\u00eddo no campo dos estudos de g\u00eanero e sexualidade na abordagem de temas relacionados \u00e0 sa\u00fade&rdquo;, afirmou Regina.<BR>  <P>Segundo ela, a literatura internacional indica uma menor freq\u00fc\u00eancia de realiza\u00e7\u00e3o de exames ginecol\u00f3gicos, de exames de Papanicolau e de preven\u00e7\u00e3o de c\u00e2ncer de mama entre as mulheres que fazem sexo com mulheres. As raz\u00f5es apontadas sugerem dificuldades tanto da parte das mulheres quanto dos profissionais, associadas \u00e0 exist\u00eancia de discrimina\u00e7\u00e3o nos servi\u00e7os de sa\u00fade, ao despreparo dos profissionais para lidar com as especificidades desse grupo populacional, e \u00e0s dificuldades das mulheres em assumir a homo ou a bissexualidade.<BR>  <P>Foram entrevistadas 30 mulheres que fazem sexo com mulheres residentes na grande S\u00e3o Paulo, com idade entre 18 e 45 anos, de diferentes etnias, n\u00edveis educacionais, profiss\u00f5es, idades, atributos corporais de g\u00eanero, trajet\u00f3rias afetivo-sexuais (experi\u00eancia homo ou bissexual), situa\u00e7\u00f5es conjugais e identidades sexuais. O foco da an\u00e1lise situou-se no acesso a consultas ginecol\u00f3gicas e a exames de Papanicolau, a percep\u00e7\u00e3o de riscos e de necessidades, as representa\u00e7\u00f5es sobre o pr\u00f3prio corpo e sobre ginecologistas e consultas ginecol\u00f3gicas.<BR>  <P>&ldquo;Neste trabalho, assumimos como hip\u00f3tese que tanto as representa\u00e7\u00f5es e as experi\u00eancias negativas em rela\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os de sa\u00fade, quanto as representa\u00e7\u00f5es relativas a g\u00eanero, sexualidade e ao pr\u00f3prio corpo, mant\u00eam rela\u00e7\u00e3o com a dificuldade em acessar cuidados efetivos e integrais \u00e0 sa\u00fade&rdquo;, disse a pesquisadora.<BR>  <P>&ldquo;A an\u00e1lise do material sugere que a presen\u00e7a de uma conforma\u00e7\u00e3o corporal auto-referida como &lsquo;mais masculinizada&rsquo; se relaciona tamb\u00e9m \u00e0 menor freq\u00fc\u00eancia a servi\u00e7os de sa\u00fade ginecol\u00f3gica neste conjunto de entrevistadas. Entre aquelas que tiveram nenhuma ou poucas consultas sem regularidade foi muito comum encontrar falas que remetiam \u00e0 aus\u00eancia de &ldquo;necessidade&rdquo;, muitas vezes relacionadas \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de risco reduzida e a representa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre ginecologistas como m\u00e9dico que trata de gravidez e de DST&rdquo;, observou Regina.<BR>  <P>Para ela, embora boa parte da bibliografia internacional sobre acesso a cuidados ginecol\u00f3gicos entre MSM fa\u00e7a refer\u00eancia \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre preconceito homof\u00f3bico e menor acesso a servi\u00e7os, os dados da pesquisa sugerem que, apesar da discrimina\u00e7\u00e3o e do preconceito por parte do profissional constitu\u00edrem uma realidade, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o configura um impeditivo para a ida dessas mulheres ao ginecologista. &ldquo;O receio e a id\u00e9ia de preconceito estiveram muito mais associados \u00e0 decis\u00e3o de relatar ou n\u00e3o ao profissional as pr\u00e1ticas e prefer\u00eancias er\u00f3ticas&rdquo;, relatou a antrop\u00f3loga.<\/P> <P><a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/pdf\/facchini06.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui e veja a \u00edntegra da exposi\u00e7\u00e3o de Regina Facchini.<\/A><BR> <\/P> <P>Elizabeth Zambrano<BR>  <P>Tendo como foco sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Antropologia Social pelo PPGAS\/UFRGS, intitulada <I>Trocando os documentos: um estudo antropol\u00f3gico sobre a cirurgia de troca de sexo<\/I>, a m\u00e9dica psicanalista Elizabeth Zambrano (Nupacs\/UFRGS) analisou, em sua exposi\u00e7\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o entre transexualidade e o saber m\u00e9dico.<BR>  <P>&ldquo;Um dos pressupostos m\u00e9dicos para a realiza\u00e7\u00e3o da cirurgia de trangenitaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o de que existe uma patologia. A vis\u00e3o m\u00e9dica principal \u00e9 a de corrigir e normatizar. Para o poder m\u00e9dico, existem dois sexos e duas orienta\u00e7\u00f5es sexuais. Deve haver ent\u00e3o a necessidade de harmonia entre esses elementos&rdquo;, disse ela. &ldquo;Ent\u00e3o, as transexuais que desejam se submeter \u00e0 cirurgia fazem, a princ\u00edpio, uma adequa\u00e7\u00e3o com o discurso m\u00e9dico. Num primeiro momento, elas se auto-identificam como homossexuais. Elas constroem um discurso que se adeque ao discurso m\u00e9dico a fim de garantir a opera\u00e7\u00e3o. O desejo pela cirurgia promove esta adequa\u00e7\u00e3o&rdquo;, analisou.<BR>  <P>A m\u00e9dica relatou algumas das conseq\u00fc\u00eancias dessa vis\u00e3o normatizadora da medicina em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 categoria trans. &ldquo;Ao transformar em patologia a transexualidade, eles n\u00e3o abarcam a totalidade dessa experi\u00eancia. Ou seja, o discurso m\u00e9dico fica aqu\u00e9m da experi\u00eancia transexual&rdquo;.<BR>  <P>Elizabeth discorreu tamb\u00e9m acerca das possibilidades de acesso \u00e0 parentalidade por essa popula\u00e7\u00e3o. &ldquo;Essas possibilidades se d\u00e3o ou atrav\u00e9s das novas tecnologias reprodutivas &ndash; coleta de s\u00eamen antes da cirurgia &ndash;, da ado\u00e7\u00e3o legal &ndash; na qual o Judici\u00e1rio usa o discurso m\u00e9dico para legitimar a ado\u00e7\u00e3o &ndash; ou da ado\u00e7\u00e3o informal&rdquo;, explicou.<BR>  <P>Ao longo de sua pesquisa, contou ela, uma de suas percep\u00e7\u00f5es foi a de haver um aumento na preocupa\u00e7\u00e3o dos operadores de direito quanto \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as por pessoas que fogem \u00e0s normas da heterossexualidade. &ldquo;Apesar de elas, atrav\u00e9s da cirurgia, derrubarem o argumento da diferen\u00e7a dos sexos. Elas j\u00e1 fizeram a cirurgia, portanto podem ser consideradas &ldquo;curadas&rdquo;. Fica mantida a diferen\u00e7a de sexos. Ent\u00e3o, como se explica a dificuldade de ado\u00e7\u00e3o?&rdquo;, questionou.<BR>  <P>S\u00e9rgio Carrara<BR>  <P>A exposi\u00e7\u00e3o do antrop\u00f3logo S\u00e9rgio Carrara (CLAM\/IMS\/UERJ) enfocou a rela\u00e7\u00e3o entre homossexualidade e pol\u00edtica. O tema da apresenta\u00e7\u00e3o foi o atual processo de constitui\u00e7\u00e3o dos sujeitos pol\u00edticos e dos sujeitos de direito no campo da sexualidade e do g\u00eanero, assunto sobre o qual Carrara tem se dedicado nos \u00faltimos anos.<BR>  <P>O pesquisador abordou a tem\u00e1tica da fragmenta\u00e7\u00e3o no plano dos movimento GLBT. &ldquo;Essa configura\u00e7\u00e3o de um movimento social que opera a partir de seu desdobramento \u00e9 bastante singular&rdquo;, iniciou Carrara. &ldquo;Trata-se de um movimento reconhecido atrav\u00e9s de uma sigla e que vai agregando cada vez mais uma letrinha. No caso do movimento homossexual argentino, por exemplo, GLBTT, com esse T a mais para referir-se aos &lsquo;inter-sexuais&rsquo;&rdquo;<BR>  <P>. Segundo ele, essa fragmenta\u00e7\u00e3o se d\u00e1 de forma interessante no plano da sa\u00fade. &ldquo;Na sua resposta \u00e0 demanda da popula\u00e7\u00e3o homossexual, a sa\u00fade vai especificando seus sujeitos&rdquo;, observou Carrara.<BR>  <P>&ldquo;Assistimos hoje a uma esp\u00e9cie de explos\u00e3o ou estilha\u00e7amento da antiga categoria de homossexualidade sob a press\u00e3o de dois processos pol\u00edticos mais gerais. Ambos est\u00e3o relacionados ao modo como o dispositivo da sexualidade, conforme o descreveu Foucault, vem se rearticulando desde o p\u00f3s-guerra. O primeiro deles diz respeito \u00e0 posi\u00e7\u00e3o da reprodu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica no interior desse dispositivo; o segundo \u00e0 crescente especifica\u00e7\u00e3o, tanto no n\u00edvel dos movimentos sociais quanto das pol\u00edticas p\u00fablicas, de sujeitos particulares, em grande medida forjados a partir da desarticula\u00e7\u00e3o entre sexo anat\u00f4mico, g\u00eanero e sexualidade ou orienta\u00e7\u00e3o sexual. Quanto ao primeiro processo, poder\u00edamos dizer que a preocupa\u00e7\u00e3o com a reprodu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica vem passando lentamente a um segundo plano no \u00e2mbito do dispositivo da sexualidade, que at\u00e9 muito recentemente condenava em bloco todo tipo de sexualidade ou de pr\u00e1ticas sexuais n\u00e3o-reprodutivas. Assim, o car\u00e1ter &ldquo;santu\u00e1rio&rdquo; do desejo e das pr\u00e1ticas homossexuais tem deixado lentamente de ser um problema do ponto de vista das pol\u00edticas sexuais&rdquo;.<BR>  <P>O antrop\u00f3logo afirmou que, &ldquo;dentro do paradigma onde os \u00f3rg\u00e3os anat\u00f4micos est\u00e3o &lsquo;colados&rsquo; na orienta\u00e7\u00e3o sexual, a qual est\u00e1 &lsquo;colada&rsquo; no g\u00eanero, a homossexualidade se apresenta com uma invers\u00e3o sexual&rdquo;.<BR>  <P>Para ele, o que se v\u00ea na atualidade \u00e9 a fragmenta\u00e7\u00e3o desse paradigma. &ldquo;Esse &lsquo;colamento&rsquo; era fundante para o dispositivo da sexualidade. Cada vez mais percebemos que os planos do sexo anat\u00f4mico, da orienta\u00e7\u00e3o sexual e do g\u00eanero est\u00e3o se fragmentando&rdquo;, disse.<\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realizado no dia 24 de agosto e tendo como coordenadora a antrop\u00f3loga Fab\u00edola Rohden (CLAM\/IMS\/UERJ), o painel <I>Desestabiliza\u00e7\u00f5es da categoria G\u00eanero e suas repercuss\u00f5es na sa\u00fade<\/I> discutiu como o saber e a pr\u00e1tica m\u00e9dica se colocam frente \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o da categoria g\u00eanero e \u00e0s identidades sexuais.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-794","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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