{"id":798,"date":"2006-08-22T00:00:00","date_gmt":"2006-08-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2006\/08\/22\/clam-lancara-livros-na-abrasco\/"},"modified":"2006-08-22T00:00:00","modified_gmt":"2006-08-22T03:00:00","slug":"clam-lancara-livros-na-abrasco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/clam-lancara-livros-na-abrasco\/798\/","title":{"rendered":"CLAM lan\u00e7ar\u00e1 livros na ABRASCO"},"content":{"rendered":"<p>Duas importantes obras que abordam a tem\u00e1tica do g\u00eanero sob enfoques distintos &ndash; as mulheres e os\/as transexuais &ndash; ser\u00e3o lan\u00e7adas a partir da pr\u00f3xima semana: <I>A mulher no corpo: uma an\u00e1lise cultural da reprodu\u00e7\u00e3o<\/I>, primeiro livro da antrop\u00f3loga norte-americana Emily Martin (Universidade de Nova York) a ser traduzido para o portugu\u00eas, e <I><a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/publique\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?infoid=1538&amp;sid=11\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A reinven\u00e7\u00e3o do corpo: sexualidade e g\u00eanero na experi\u00eancia transexual<\/A><\/I>, da soci\u00f3loga Berenice Bento (Universidade de Bras\u00edlia). Ambas ser\u00e3o lan\u00e7adas pelo CLAM, em co-edi\u00e7\u00e3o com a Editora Garamond, em tr\u00eas eventos e cidades diferentes: no dia 24 de agosto, durante o Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva (ABRASCO), no Rio de Janeiro; no dia 28 de agosto, durante o 7\u00ba Semin\u00e1rio Internacional Fazendo G\u00eanero, em Florian\u00f3polis (SC); e no coquetel de abertura do Encontro da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Ci\u00eancias Sociais (Anpocs), no dia 24 de outubro, em Caxambu (MG).<BR>  <P>Para a antrop\u00f3loga Jane Russo, coordenadora de publica\u00e7\u00f5es do CLAM, os livros de Emily Martin e Berenice Bento, escritos em \u00e9pocas diversas e com prop\u00f3sitos distintos, t\u00eam importantes pontos de contato. &ldquo;Nos dois casos as autoras est\u00e3o discutindo de forma cr\u00edtica as verdades constru\u00eddas pela biomedicina acerca dos corpos e dos g\u00eaneros, colocando em xeque, cada uma a seu modo, a tradicional oposi\u00e7\u00e3o entre masculino e feminino. Tanto as mulheres de Emily Martin quanto os\/as transexuais de Berenice Bento devem reinventar seu pr\u00f3prio corpo, de forma indisciplinada e corajosa, enfrentando uma certa concep\u00e7\u00e3o de natureza que, sob o manto de neutralidade cient\u00edfica, tem como finalidade principal produzir verdades inquestion\u00e1veis e certezas absolutas. Isto \u00e9, produzir o imposs\u00edvel&rdquo;, observa.<BR>  <P><B>A mulher no corpo<\/B>  <P>A antrop\u00f3loga Emily Martin, autora de <I>A mulher no corpo: uma an\u00e1lise cultural da reprodu\u00e7\u00e3o<\/I>, relata que uma das motiva\u00e7\u00f5es que a levou a escrever o livro era a perspectiva de sensibilizar n\u00e3o s\u00f3 a comunidade cient\u00edfica, mas tamb\u00e9m o p\u00fablico em geral, a respeito do que seja uma an\u00e1lise feminista da ci\u00eancia. &ldquo;Esperava influenciar a auto-percep\u00e7\u00e3o das mulheres a respeito de menstrua\u00e7\u00e3o, menopausa, gravidez e parto&rdquo;, diz ela.<BR>  <P>O livro foi publicado em 1987 nos EUA e esta \u00e9 a sua primeira tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas. A autora buscou estudar os processos culturais que afetam as mulheres e que podem ser observados nas concep\u00e7\u00f5es que elas pr\u00f3prias t\u00eam de seus corpos. Martin entrevistou 165 mulheres de diferentes etnias, idades e classes sociais de Baltimore, as quais viviam em distintos contextos.<BR>  <P>A obra tem inspira\u00e7\u00e3o feminista na interpreta\u00e7\u00e3o de alguns fen\u00f4menos, como a tens\u00e3o pr\u00e9-menstrual (TPM). Segundo Martin, os sintomas que as mulheres descrevem neste per\u00edodo podem ser entendidos como indicativos de um processo de descontentamento e de libera\u00e7\u00e3o. A autora acredita que estas descri\u00e7\u00f5es podem ser pensadas como instantes de manifesta\u00e7\u00e3o da revolta das mulheres quanto \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o na sociedade. Ela vai mais longe ao afirmar que essa experi\u00eancia comum das mulheres pode de fato se converter em uma base positiva para que se identifiquem como um grupo oprimido e busquem estrat\u00e9gias de supera\u00e7\u00e3o. Segundo Martin, o problema \u00e9 que as mulheres atribuem essa raiva muito mais a causas biol\u00f3gicas do que a sua real condi\u00e7\u00e3o de opress\u00e3o.<BR>  <P>Martin faz uma an\u00e1lise cr\u00edtica das met\u00e1foras empregadas pela biologia para descrever rotinas do sistema reprodutivo masculino e feminino. A partir do s\u00e9culo 19, com o advento das f\u00e1bricas, os corpos das mulheres passam a ser pensados, nos textos m\u00e9dicos, principalmente como f\u00e1bricas para a produ\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as. Segundo a autora, o bom andamento do sistema c\u00e9rebro-horm\u00f4nio-ov\u00e1rio teria como resultado a produ\u00e7\u00e3o de novos seres humanos. E qualquer evento que fugisse a este objetivo implicaria uma desvaloriza\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso da menstrua\u00e7\u00e3o e da menopausa. Para a autora, tal como \u00e9 descrita nos textos m\u00e9dicos e em livros populares, a menstrua\u00e7\u00e3o aparece como uma falha na produ\u00e7\u00e3o. Todo o sistema estava preparado para gerar um novo produto e se isto n\u00e3o aconteceu \u00e9 devido a algum tipo de falha.<BR>  <P>J\u00e1 a menopausa \u00e9 definida como o momento do t\u00e9rmino da produ\u00e7\u00e3o, quando as m\u00e1quinas j\u00e1 est\u00e3o cansadas e come\u00e7am a ter defeitos at\u00e9 que finalmente cessam de funcionar. Com refer\u00eancia \u00e0 concep\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica, pode-se acrescentar o fato de que as falhas acontecem porque algum elemento deixou de obedecer aos sinais de comunica\u00e7\u00e3o enviados pelo \u00f3rg\u00e3o superior. No caso da menopausa, os ov\u00e1rios \u00e9 que deixariam de responder, quebrando a hierarquia da produ\u00e7\u00e3o.<BR>  <P>A autora tamb\u00e9m enfoca incidentes espec\u00edficos descritos pelas mulheres entrevistadas, durante os quais elas discordaram fortemente das pr\u00e1ticas ou dos procedimentos m\u00e9dicos, casos de mulheres que arrancaram o bisturi da m\u00e3o do obstetra, por exemplo. Ela real\u00e7a a no\u00e7\u00e3o de poder dos m\u00e9dicos exercida sobre os corpos femininos. &ldquo;Num universo em que os m\u00e9dicos abrem as mulheres com uma faca e puxam seus beb\u00eas para fora ou, ap\u00f3s a menopausa, chamam partes de seu corpo de inutilidades murchas, adquiri uma boa compreens\u00e3o sobre formas de poder cruas e brutais&rdquo;, afirma Martin na introdu\u00e7\u00e3o do livro. &ldquo;O resultado desse tipo de trabalho de campo, contudo, pode nos levar a reavaliar a possibilidade de que as mulheres, ou quaisquer outros grupos, possam resistir aos modelos m\u00e9dicos como estruturas de poder e, ent\u00e3o, mud\u00e1-los&rdquo;.<BR>  <P>Ao escrever <I>A mulher no corpo<\/I>, a inten\u00e7\u00e3o da autora, segundo ela pr\u00f3pria, era abrir um espa\u00e7o onde os leitores pudessem ver a variedade de maneiras pelas quais as mulheres podem tomar o controle de suas vidas reprodutivas, afirmar seus desejos e, ao menos \u00e0s vezes, produzir resultados eficazes. &ldquo;As mulheres t\u00eam, de fato, algumas experi\u00eancias em comum: todas s\u00e3o definidas como &lsquo;mulheres&rsquo;, uma das duas categorias de g\u00eanero praticamente fixas nas quais todos devem ser classificados em nossa sociedade; todas (algumas mais do que outras, algumas mais conscientemente do que outras) ocupam uma posi\u00e7\u00e3o subordinada em rela\u00e7\u00e3o aos homens, sen\u00e3o em seus trabalhos, ent\u00e3o em suas fam\u00edlias; sen\u00e3o em suas fam\u00edlias, ent\u00e3o no imagin\u00e1rio da cultura geral e na linguagem; todas t\u00eam corpos femininos e experimentam os mesmos processos corporais, como menstrua\u00e7\u00e3o e parto; todas s\u00e3o afetadas de uma forma ou de outra pelos conceitos m\u00e9dicos e cient\u00edficos do processo corporal feminino&rdquo;, finaliza.<BR>  <P><B>A reinven\u00e7\u00e3o do corpo<\/B>  <P>Vers\u00e3o de sua tese de doutorado, defendida no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o de Sociologia da Universidade de Bras\u00edlia\/UnB, <I>A reinven\u00e7\u00e3o do corpo: sexualidade e g\u00eanero na experi\u00eancia transexual<\/I>, da soci\u00f3loga Berenice Bento, enfoca a transexualidade como objeto de uma reflex\u00e3o propositadamente provocativa: Qual \u00e9 a capacidade do sujeito de subverter normas de g\u00eanero?<BR>  <P>A autora n\u00e3o discute g\u00eanero a partir da refer\u00eancia biol\u00f3gica, mas das performances que os sujeitos &ndash; como os que se submetem a cirurgias de mudan\u00e7a de sexo &ndash; atualizam em suas pr\u00e1ticas cotidianas para serem reconhecidos como membros leg\u00edtimos do g\u00eanero com o qual se identificam. Para tanto, Berenice faz uma revis\u00e3o hist\u00f3rica contextualizando a problem\u00e1tica transexual, desde o seu surgimento na metade do s\u00e9culo passado, como uma patologia, at\u00e9 a atualidade, na qual com a entrada das Ci\u00eancias Sociais e da voz dos pr\u00f3prios sujeitos envolvidos nas discuss\u00f5es, se pretende desconstruir o &ldquo;transexualismo&rdquo; como doen\u00e7a.<BR>  <P>A primeira vez que a palavra \u00abtransexual\u00bb apareceu na literatura m\u00e9dica foi em 1949, sob o signo de uma doen\u00e7a mental e, at\u00e9 hoje, a transexualidade figura como transtorno mental na classifica\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (CID-10) e na Psiquiatria (DSM). \u00c9 exatamente a\u00ed que reside o objetivo central da obra: problematizar a legitimidade do saber\/poder biom\u00e9dico na patologiza\u00e7\u00e3o de uma experi\u00eancia que excede em muito esse saber. O livro analisa a experi\u00eancia transexual fora dos marcos patologizantes e normatizadores do campo biom\u00e9dico. A autora tenta encontrar nas rela\u00e7\u00f5es sociais os mecanismos mediante os quais a sociedade constr\u00f3i os corpos-homem e os corpos-mulher.<BR>  <P>&ldquo;Quando uma pessoa afirma &lsquo;quero reconstruir meu corpo, quero uma cirurgia de transgenitaliza\u00e7\u00e3o&rsquo;, est\u00e1 afirmando implicitamente que a primeira &lsquo;cirurgia&rsquo; &ndash; a do nascimento, que definiu o g\u00eanero a partir da genit\u00e1lia &ndash; n\u00e3o foi exitosa. Dessa forma, quando localizo nas institui\u00e7\u00f5es sociais e nas rela\u00e7\u00f5es sociais delas decorrentes a explica\u00e7\u00e3o para a g\u00eanese da experi\u00eancia transexual, inverto a l\u00f3gica: s\u00e3o as normas de g\u00eanero que possibilitam a emerg\u00eancia de conflitos identit\u00e1rios com essas mesmas normas&rdquo;, afirma a autora.<BR>  <P>O livro nos informa como os sujeitos sofrem quando tentam construir suas identidades mediante deslocamentos. Para a antrop\u00f3loga, a despatologiza\u00e7\u00e3o da transexualidade significa politizar o debate.<BR>  <P>Ao longo de tr\u00eas anos, Berenice Bento entrevistou transexuais no Brasil e na Espanha (em Madri, Val\u00eancia e Barcelona), onde encontrou uma infinidade de tipos que a ajudaram em seu trabalho de desconstru\u00e7\u00e3o do transexual universal: mulheres transexuais feministas, mulheres transexuais despolitizadas, transexuais que acreditam que a cirurgia os conduzir\u00e1 a uma humanidade negada, transexuais que n\u00e3o querem a cirurgia e a denunciam como um engodo, transexuais que reivindicam exclusivamente a mudan\u00e7a do nome e do sexo nos documentos.<BR>  <P>No processo de desconstru\u00e7\u00e3o do transexual universal, a autora desenvolve uma reflex\u00e3o sobre g\u00eanero e sexualidade. Ela mostra que a transexualidade \u00e9 uma experi\u00eancia que est\u00e1 localizada no g\u00eanero e que as cirurgias de transgenitaliza\u00e7\u00e3o e as outras mudan\u00e7as que acompanham o processo transexualizador nada revelam sobre a orienta\u00e7\u00e3o sexual do sujeito. &ldquo;A reivindica\u00e7\u00e3o dos\/as transexuais \u00e9, sobretudo, o reconhecimento como membro do g\u00eanero com o qual se identifica, o qual estaria em discord\u00e2ncia com suas genit\u00e1lias&rdquo;, afirma.<BR>  <P>Ao propor o reconhecimento da transexualidade no \u00e2mbito das quest\u00f5es de g\u00eanero, o trabalho de Berenice prop\u00f5e tamb\u00e9m reconhecer que h\u00e1 muitas possibilidades de se fazer g\u00eanero, para al\u00e9m de uma rela\u00e7\u00e3o retil\u00ednea do tipo mulher-feminino, homem-masculino. A autora salienta tamb\u00e9m a import\u00e2ncia do debate sobre os direitos sociais e pol\u00edticos dos sujeitos que vivem o g\u00eanero fora do binarismo, como s\u00e3o os travestis, os transexuais, as transexuais, os transg\u00eaneros.<BR> <BR> <A href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/publique\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?infoid=1551&amp;sid=5\">Veja o convite do lan\u00e7amento dos livros na ABRASCO e outros t\u00edtulos da cole\u00e7\u00e3o Sexualidade, g\u00eanero e sociedade.<\/A><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a coordenadora de publica\u00e7\u00f5es do CLAM, Jane Russo, ao discutir de forma cr\u00edtica as verdades constru\u00eddas pela biomedicina acerca dos corpos e dos g\u00eaneros, os livros <EM>A mulher no corpo<\/EM> e <EM>A reinven\u00e7\u00e3o do corpo<\/EM> colocam em xeque a tradicional oposi\u00e7\u00e3o entre masculino e feminino.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-798","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - 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