{"id":822,"date":"2012-07-05T00:00:00","date_gmt":"2012-07-05T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2012\/07\/05\/la-verdad-sobre-el-aborto\/"},"modified":"2012-07-05T00:00:00","modified_gmt":"2012-07-05T03:00:00","slug":"la-verdad-sobre-el-aborto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/la-verdad-sobre-el-aborto\/822\/","title":{"rendered":"La verdad sobre el aborto"},"content":{"rendered":"<p>Em geral, os grupos opositores ao aborto tendem a retratar as  mulheres que interrompem uma gravidez como pessoas desviantes e  irrespons&aacute;veis, extremamente jovens, sem valores, e que n&atilde;o estariam em  uni&atilde;o. N&atilde;o &eacute; isso o que acontece. Em 2010, a Pesquisa Nacional do Aborto  (PNA), realizada pela Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), revelou que os  abortos decorrem de mulheres que em sua maioria s&atilde;o casadas e m&atilde;es de  fam&iacute;lia, e que n&atilde;o desejam aumentar a prole em fun&ccedil;&atilde;o de gravidezes  indesejadas, o que muda muito a maneira como se encara o debate sobre  aborto no Brasil. O estudo, cujos resultados ser&atilde;o tema da edi&ccedil;&atilde;o  especial da revista <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva<\/i> de julho, publica&ccedil;&atilde;o  editada pela Abrasco, ajuda a trazer uma realidade mais complexa e  heterog&ecirc;nea do que a forma como em geral ela &eacute; colocada no debate  p&uacute;blico, pautado usualmente pela l&oacute;gica moral e pelo binarismo entre  &ldquo;mulheres que prestam&quot; e &quot;mulheres que n&atilde;o prestam&rdquo;. Os resultados  mostram que o aborto &eacute; um fato, um evento comum na vida de mulheres  comuns, que podem ser encontradas nas redes de rela&ccedil;&atilde;o de qualquer  pessoa.<\/p>\n<p>Outra cren&ccedil;a recorrente &eacute; que as mulheres abortam a partir de uma  decis&atilde;o completamente individual e isolada, dado que tamb&eacute;m n&atilde;o  corresponde &agrave; realidade. Estudos mostram que quando as mulheres s&atilde;o  jovens e n&atilde;o t&ecirc;m autonomia ou dinheiro, os pais e as m&atilde;es interv&ecirc;m e  providenciam o recurso necess&aacute;rio para realizar o procedimento, o que  acontece, sobretudo, nas classes m&eacute;dias e altas. &ldquo;N&atilde;o s&atilde;o decis&otilde;es  individuais, s&atilde;o fam&iacute;lias que tomam a decis&atilde;o em conjunto, em fun&ccedil;&atilde;o de  um acidente contraceptivo&rdquo;, avalia a antrop&oacute;loga Maria Luiza Heilborn  (IMS\/UERJ), coordenadora da pesquisa <i>Heterossexualidade, Contracep&ccedil;&atilde;o e Aborto<\/i>,  estudo qualitativo, em fase de relat&oacute;rio final, sobre pr&aacute;ticas  contraceptivas e abortamento volunt&aacute;rio no Brasil, Argentina, Col&ocirc;mbia e  Uruguai.<\/p>\n<p>De acordo com Maria Luiza, autora de um dos artigos da edi&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica da revista <i>Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva<\/i>,  a quest&atilde;o do aborto parece, a princ&iacute;pio, um assunto de mulher, mas  dados da pesquisa HEXCA mostram que a decis&atilde;o de realiz&aacute;-lo n&atilde;o &eacute; tomada  de maneira isolada. &ldquo;Em geral, &eacute; uma decis&atilde;o coletiva, ora  compartilhada com os parceiros, ora com familiares e amigas. Quando as  mulheres est&atilde;o em uni&atilde;o, a decis&atilde;o do parceiro influencia na decis&atilde;o  final. A vida de trabalho e a condi&ccedil;&atilde;o financeira do casal contribuem  para a tomada desta decis&atilde;o. O homem parece um ser ausente, mas ele est&aacute;  ali. Ele aparece na obscuridade, mas faz parte do contexto em que a  mulher decide interromper a gravidez&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo ela, a n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do aborto no caso brasileiro &eacute;  surpreendente, j&aacute; que a pr&aacute;tica acontece cotidianamente na  clandestinidade. &ldquo;H&aacute; uma dupla moral: existe uma condena&ccedil;&atilde;o social do  aborto e uma toler&acirc;ncia no &acirc;mbito do privado. Uma reprova&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e  ao mesmo tempo uma relativiza&ccedil;&atilde;o pessoal&rdquo;, observa.<\/p>\n<p>Estudos mostram que metade das mulheres que abortam utiliza  medicamentos, e a outra metade precisou ficar internada para terminar o  procedimento, em fun&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-aborto, principalmente nos  casos em que este foi praticado por curiosas ou pela pr&oacute;pria mulher. N&atilde;o  se sabe ao certo onde as mulheres t&ecirc;m acesso aos medicamentos, como  fazem uso das doses e em que momento decidem ir ao hospital. O que se  sabe &eacute; que quando essas mulheres chegam aos hospitais enfrentam  discrimina&ccedil;&atilde;o, maus-tratos e riscos de abandono pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.  A reprova&ccedil;&atilde;o moral faz com que, dentro do contexto hospitalar, as  mulheres sofram muita viol&ecirc;ncia institucional. Estudo feito pela  pesquisadora Estela Aquino, do Instituto de Sa&uacute;de Coletiva da  Universidade Federal da Bahia (ISC\/UFBa), com 2.562 mulheres em  hospitais de tr&ecirc;s capitais brasileiras &ndash; sete de Salvador (BA), oito de  Recife (PE) e quatro de S&atilde;o Lu&iacute;s (MA) &ndash; indica que o julgamento moral  dos profissionais de sa&uacute;de sobre o aborto interfere no atendimento  prestado por eles &agrave;s mulheres que d&atilde;o entrada em hospitais depois de  tentar a interrup&ccedil;&atilde;o da gravidez.<\/p>\n<p>&ldquo;A desigualdade social existente no Brasil &eacute; um atentado aos direitos  humanos das mulheres. A maior parte delas faz o aborto em condi&ccedil;&otilde;es  extremamente prec&aacute;rias, perigosas para sua sa&uacute;de. V&atilde;o ao servi&ccedil;o de  sa&uacute;de com sangramentos e hemorragias. P&otilde;e em risco a sua sa&uacute;de por conta  de uma legisla&ccedil;&atilde;o que est&aacute; defasada com as necessidades e costumes da  popula&ccedil;&atilde;o feminina e das fam&iacute;lias brasileiras. Ningu&eacute;m &eacute; favor&aacute;vel ao  aborto. Este deveria ser um fen&ocirc;meno raro, mas seguro&rdquo;, avalia Maria  Luiza.<\/p>\n<p>Sabe-se tamb&eacute;m que quem acaba nos hospitais em decorr&ecirc;ncia de  complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-aborto s&atilde;o prioritariamente as mulheres pobres. Pessoas  com dinheiro n&atilde;o v&atilde;o ao sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de, recorrem a cl&iacute;nicas  clandestinas relativamente mais seguras. Assim, quando se analisa a  distribui&ccedil;&atilde;o de classe com a pr&aacute;tica do aborto, o n&uacute;mero de 5 milh&otilde;es de  mulheres que j&aacute; o fizeram detectado pela PNA dificilmente expressa a  realidade da magnitude do aborto no Brasil. O fen&ocirc;meno do aborto &ndash; fora  em contexto onde a procedimento &eacute; legal, como na Fran&ccedil;a, nos EUA e na  Inglaterra &ndash; &eacute; sempre subestimado, pois as pessoas t&ecirc;m medo de  declar&aacute;-lo, j&aacute; que a pr&aacute;tica &eacute; considerada crime. O clima social por  conta do impedimento legal &ndash; salvo os permissivos &ndash; n&atilde;o permite que as  pessoas tenham liberdade para declarar.<\/p>\n<p>O problema, segundo os estudiosos do tema, &eacute; que no Brasil o debate  sobre o aborto, do ponto de vista legislativo, sempre migra para uma  argumenta&ccedil;&atilde;o de natureza moral, e n&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica. Acredita-se que  uma campanha de aborto legal provocaria a epidemia de aborto, e as  pessoas parariam de fazer contracep&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Mas sabemos que na Fran&ccedil;a, a  partir de 1973, quando o aborto deixou de ser proibido no pa&iacute;s, n&atilde;o  houve aumento da pr&aacute;tica, at&eacute; porque, quando uma mulher faz o aborto  legal, ela recebe informa&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas para evitar um novo acidente  contraceptivo. Ou seja, n&atilde;o &eacute; a legaliza&ccedil;&atilde;o que vai fazer acontecer o  que os conservadores chamam de epidemia de aborto. N&atilde;o aconteceu na  Fran&ccedil;a, nos EUA e na Inglaterra. Pode-se supor que essa tend&ecirc;ncia se  observaria tamb&eacute;m no Brasil. N&atilde;o queremos o aborto como m&eacute;todo  contraceptivo. N&atilde;o &eacute; esse o padr&atilde;o que desejamos. Queremos contracep&ccedil;&atilde;o,  informa&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o em sexualidade nas escolas para os jovens  aprenderem a se proteger em rela&ccedil;&otilde;es sexuais. Os homens tamb&eacute;m t&ecirc;m que  ter responsabilidade nisso. S&atilde;o as mulheres que abortam, mas os homens  tamb&eacute;m est&atilde;o envolvidos&rdquo;, analisa a antrop&oacute;loga.<\/p>\n<p>Segundo ela, informa&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas advindas de pesquisas como a PNA e a  HEXCA s&atilde;o importantes pois ajudam a sustentar os argumentos do aborto  como problema de sa&uacute;de p&uacute;blica. &rdquo;N&atilde;o s&atilde;o julgamentos morais que devem  orientar a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e sim raz&otilde;es t&eacute;cnicas, que sejam da ordem do  Estado laico. Em todas as suas dimens&otilde;es, o Estado deve aplicar esta  laicidade. O tema do aborto &eacute; objeto de um debate que deve ser despido  de argumentos religiosos&rdquo;, conclui a pesquisadora.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.canal.fiocruz.br\/video\/index.php?v=jornal-da-saude-28-06-2012\" rel=\"noopener\">Assista &agrave; entrevista da antrop&oacute;loga Maria Luiza Heilborn no programa Canal Sa&uacute;de, do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La edici\u00f3n tem\u00e1tica de la revista <i>Ci\u00eancia e Sa\u00fade Coletiva<\/i>, de Abrasco, se\u00f1ala el aborto como uno de los principales problemas de salud p\u00fablica en Brasil, pa\u00eds en donde una de cada cinco mujeres hasta los 40 a\u00f1os se ha practicado al menos un aborto (PNA, 2010), luego de tomar la decisi\u00f3n con sus compa\u00f1eros o con la familia (Pesquisa HEXCA).<i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-822","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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