{"id":823,"date":"2012-07-05T00:00:00","date_gmt":"2012-07-05T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2012\/07\/05\/a-la-espera-de-la-medicacion\/"},"modified":"2012-07-05T00:00:00","modified_gmt":"2012-07-05T03:00:00","slug":"a-la-espera-de-la-medicacion","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/a-la-espera-de-la-medicacion\/823\/","title":{"rendered":"A la espera de la medicaci\u00f3n"},"content":{"rendered":"<p>Cazu Barroz convive h&aacute; 22 anos com o HIV. Nesse per&iacute;odo de tempo, os  avan&ccedil;os na medicina proporcionaram uma gama de medicamentos eficazes no  combate &agrave; Aids, possibilitando que os infectados n&atilde;o mais tenham uma  vida breve. O Brasil tamb&eacute;m avan&ccedil;ou nessas duas d&eacute;cadas, tornando-se  refer&ecirc;ncia internacional por causa de seu modelo de tratamento da  doen&ccedil;a. No entanto, apesar dos progressos, graves problemas na  distribui&ccedil;&atilde;o dos rem&eacute;dios e na rede de assist&ecirc;ncia p&uacute;blica no Estado do  Rio de Janeiro t&ecirc;m manchado a imagem do programa brasileiro. Cazu &eacute; uma  das v&iacute;timas.<\/p>\n<p>Den&uacute;ncias veiculadas esta semana na imprensa brasileira expuseram a  situa&ccedil;&atilde;o: pacientes que tiveram que esperar semanas para serem alocados  em leitos, falta de medicamentos contra o HIV e doen&ccedil;as oportunistas nos  postos de sa&uacute;de e aus&ecirc;ncia de profissionais especializados comp&otilde;em o  estado atual do programa.<\/p>\n<p>O processo de compra dos medicamentos para doen&ccedil;as oportunistas &eacute;  responsabilidade do governo estadual, que os distribui junto com os  munic&iacute;pios. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &eacute; respons&aacute;vel pelos medicamentos que  combatem diretamente o HIV, enviando-os posteriormente para as gest&otilde;es  locais distribu&iacute;rem. A raiz dos atuais problemas por que passam o  Estado, afirma Cazu Barros, est&aacute; na descentraliza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o do  Programa Nacional de DST\/Aids, efetuada em meados da d&eacute;cada passada no  Rio de Janeiro. A ger&ecirc;ncia do Programa tinha mais poder de delibera&ccedil;&atilde;o, o  que agilizava a tomada de decis&otilde;es e facilitava a resolu&ccedil;&atilde;o de  impasses. &ldquo;Com a descentraliza&ccedil;&atilde;o, houve uma perda de autonomia nas  decis&otilde;es. Atualmente, &eacute; preciso um sem n&uacute;mero de assinaturas e  procedimentos internos administrativos para que as coisas aconte&ccedil;am. Os  contratos demoram para ser assinados. Esta burocratiza&ccedil;&atilde;o emperrou as  iniciativas do Programa de Aids&rdquo;, observa Cazu Barros.<\/p>\n<p>A partir da lei n&ordm; 9.313\/1996, todos os portadores do HIV adquiriram o  direito de receber gratuitamente a medica&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria ao tratamento.  Atrav&eacute;s da iniciativa, o Brasil se qualificou internacionalmente como  modelo de refer&ecirc;ncia no tratamento da Aids. Al&eacute;m da burocratiza&ccedil;&atilde;o, Cazu  Barroz aponta que h&aacute; falta de vontade pol&iacute;tica para reverter a  situa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;H&aacute; dinheiro para a compra dos rem&eacute;dios. O que dificulta a  distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; um problema de gest&atilde;o, por causa do descaso dos agentes  p&uacute;blicos respons&aacute;veis pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de enfrentamento da Aids.  Infelizmente, a falta de medicamentos &eacute; uma tradi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, critica.<\/p>\n<p>No final de 2010, o F&oacute;rum de ONGs Aids do Estado do Rio de Janeiro,  que congrega 120 organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil envolvidas na luta  contra a Aids, protocolou no Minist&eacute;rio P&uacute;blico den&uacute;ncia contra o  descaso e a neglig&ecirc;ncia das  pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.<\/p>\n<p>O combate ao v&iacute;rus HIV tamb&eacute;m enfrenta problemas no que diz respeito &agrave;  distribui&ccedil;&atilde;o dos medicamentos antirretrovirais, apesar da determina&ccedil;&atilde;o  do pa&iacute;s para quebrar patentes, permitindo a produ&ccedil;&atilde;o de alguns desses  medicamentos em territ&oacute;rio nacional. O Brasil fabrica a classe de  antirretrovirais existentes antes da lei de patentes de 1996, os  chamados medicamentos de &quot;primeira linha&quot; ou &quot;primeira gera&ccedil;&atilde;o&quot; &ndash; os  primeiros inibidores de protease e de transcriptase.  A partir daquele  ano, os novos medicamentos (de &ldquo;segunda linha&rdquo; ou &ldquo;segunda gera&ccedil;&atilde;o&rdquo;)  vieram cobertos de patentes, ent&atilde;o o pa&iacute;s s&oacute; p&ocirc;de vir a fabric&aacute;-los  atrav&eacute;s de licen&ccedil;a compuls&oacute;ria, a chamada quebra de patentes, como  aconteceu no caso do medicamento Efavirenz, em 2007. Apesar da produ&ccedil;&atilde;o  nacional, o CLAM apurou que o rem&eacute;dio Efavirenz n&atilde;o est&aacute; sendo  distribu&iacute;do no Instituto de Infectologia S&atilde;o Sebasti&atilde;o, no Rio de  Janeiro. A Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, em resposta ao CLAM, afirmou,  no entanto, que o repasse mensal do medicamento est&aacute; sendo feito  regularmente.<\/p>\n<p>De acordo com Veriano Terto, coordenador-geral da Associa&ccedil;&atilde;o  Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), o Efavirenz &eacute; o &uacute;nico  medicamento que obteve licen&ccedil;a compuls&oacute;ria para fabrica&ccedil;&atilde;o nacional, em  maio de 2007. &ldquo;&Eacute; necess&aacute;rio haver um zelo nessa quest&atilde;o, que &eacute; vital,  diferente de quando faltam preservativos, por exemplo. Estamos falando  da vida de pessoas. A falha no acesso ao medicamento viola uma lei. De  uma forma geral, o sistema nacional funciona bem, mas temos que ter  aten&ccedil;&atilde;o porque a distribui&ccedil;&atilde;o gratuita da medica&ccedil;&atilde;o &eacute; respons&aacute;vel pelos  bons resultados do tratamento da Aids no Brasil&rdquo;, observa o coordenador  da Abia, segundo o qual o que est&aacute; havendo no Rio de Janeiro seria uma  falha na distribui&ccedil;&atilde;o local, e n&atilde;o um desabastecimento.<\/p>\n<p>&ldquo;Nesse momento, n&atilde;o h&aacute; uma crise na quest&atilde;o dos medicamentos, nem  desabastecimento, como ocorreu com o Atazanavir em 2011, quando um  evento como a elei&ccedil;&atilde;o federal causou um atraso no seu abastecimento. Na  ocasi&atilde;o, a compra do medicamento j&aacute; estava feita e o laborat&oacute;rio j&aacute; o  tinha disponibilizado, mas por conta da mudan&ccedil;a de cargos no governo &ndash;  houve uma demora da presidente em nomear o novo ministro da Sa&uacute;de &ndash;  faltou assinar contratos que ainda n&atilde;o haviam sido assinados e a  medica&ccedil;&atilde;o acabou faltando na rede p&uacute;blica. Desabastecimento tem a ver  com problemas de log&iacute;stica e de defini&ccedil;&atilde;o dos contratos e das compras.  Mas mesmo n&atilde;o havendo um problema de desabastecimento no momento, tem  que haver um controle social, princ&iacute;pio do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de  (SUS)&rdquo;, completa Veriano.<\/p>\n<p>Em 2011, o pesquisador argentino naturalizado brasileiro Jorge  Beloqui, professor assistente do Instituto de Matem&aacute;tica e Estat&iacute;stica  da Universidade de S&atilde;o Paulo (IME\/USP) e pioneiro na luta contra a Aids,  fez uma <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.deolhonaspatentes.org.br\/media\/file\/seminario%20abril%202011\/Jorge%20Beloqui%20-%20seminario%20acess.pdf\" rel=\"noopener\">cronologia (de 2004 a 2011) do desabastecimento de antirretrovirais e exames no Brasil<\/a>.  &ldquo;As causas dos desabastecimentos s&atilde;o de uma enorme variedade. Vale a  pena ressaltar que estes fatos n&atilde;o devem estar restritos &agrave; AIDS nem  tampouco &agrave; esfera federal. Estados e munic&iacute;pios tamb&eacute;m faltam com  frequ&ecirc;ncia com a assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica&rdquo;, afirma Beloqui, na conclus&atilde;o  do trabalho. (<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.deolhonaspatentes.org.br\/media\/file\/seminario%20abril%202011\/Jorge%20Beloqui%20-%20seminario%20acess.pdf\" rel=\"noopener\">Clique aqui para acessar<\/a>)<\/p>\n<p>Segundo especialistas, a interrup&ccedil;&atilde;o no tratamento, mesmo que de  apenas alguns dias, pode ocasionar a resist&ecirc;ncia do v&iacute;rus HIV a uma  determinada droga. Pode interferir tamb&eacute;m na regularidade com que o  usu&aacute;rio vai procurar o servi&ccedil;o de sa&uacute;de e fazer uso da medica&ccedil;&atilde;o. &quot;Com a  interrup&ccedil;&atilde;o, o paciente pode se sentir desestimulado a continuar o  tratamento, uma vez que ter que tomar rem&eacute;dios diariamente j&aacute; n&atilde;o &eacute;  tarefa das mais agrad&aacute;veis para ningu&eacute;m. Imagina algu&eacute;m que j&aacute; se  acostumou a isso e de repente tem que parar por falta do rem&eacute;dio. Voltar  a se acostumar a toma-lo n&atilde;o ser&aacute; t&atilde;o f&aacute;cil&quot;, aponta Veriano Terto.<\/p>\n<p>O problema pelo qual passa a distribui&ccedil;&atilde;o de rem&eacute;dios acontece em um  momento de aumento da infec&ccedil;&atilde;o de HIV na popula&ccedil;&atilde;o jovem e na popula&ccedil;&atilde;o  gay (para cada 10 heterossexuais contaminados, h&aacute; 16 homossexuais),  conforme dados de 2011 do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Em 2010, houve 34 mil  novos casos registrados e 11,9 mil &oacute;bitos decorrentes da Aids &ndash; um leve  recuo ante as 12 mil mortes de 2009. O coeficiente de mortalidade, no  entanto, manteve-se igual: 6,3 por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>Tais &oacute;bitos, afirma Cazu Barroz, devem ser vistos como consequ&ecirc;ncia  do poder p&uacute;blico. &ldquo;N&atilde;o &eacute; o HIV que mata. Temos todos os mecanismos para  assistir e medicar quem &eacute; soropositivo. E, no entanto, as coisas  funcionam mal. O Estado do Rio de Janeiro terceiriza a culpa, alegando  problemas alfandeg&aacute;rios, laboratoriais ou burocr&aacute;ticos para justificar  as falhas na distribui&ccedil;&atilde;o dos medicamentos. Mas o respons&aacute;vel legal pela  distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; o Estado. O nosso modelo de sistema de sa&uacute;de e de  tratamento da Aids &eacute; perfeito, quando visto no papel. Na pr&aacute;tica, &eacute;  outra hist&oacute;ria, n&atilde;o funciona. O reconhecimento internacional do Brasil  decorre &uacute;nica e exclusivamente da gratuidade da medica&ccedil;&atilde;o para o  tratamento contra o HIV. Se olhar mais de perto, os que proferem este  discurso ir&atilde;o mudar de opini&atilde;o. Afinal, al&eacute;m dos rem&eacute;dios, o acesso a  exames, especialistas e leitos est&aacute; constantemente em regime de falha. O  tratamento de Aids no Brasil est&aacute; em descompasso com os direitos  humanos&rdquo;, finaliza o ativista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falla en la distribuci\u00f3n de medicamentos antirretrovirales en hospitales p\u00fablicos de Rio de Janeiro pone en jaque la imagen de Brasil como modelo internacional en el tratamiento del VIH y vulnera el derecho del acceso a la salud y a la vida de personas que hacen uso de esas medicaciones.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-823","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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