{"id":830,"date":"2012-08-01T00:00:00","date_gmt":"2012-08-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2012\/08\/01\/el-perfil-de-la-homofobia\/"},"modified":"2012-08-01T00:00:00","modified_gmt":"2012-08-01T03:00:00","slug":"el-perfil-de-la-homofobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-perfil-de-la-homofobia\/830\/","title":{"rendered":"El perfil de la homofobia"},"content":{"rendered":"<p>O poder p&uacute;blico federal brasileiro registrou, em 2011, 6.809  den&uacute;ncias de viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos de car&aacute;ter homof&oacute;bico  (preconceito por orienta&ccedil;&atilde;o sexual e identidade de g&ecirc;nero presumida). Em  relat&oacute;rio pioneiro, que sistematiza pela primeira vez dados oficiais, a  Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica mapeou  a extens&atilde;o e as caracter&iacute;sticas deste fen&ocirc;meno: as v&iacute;timas e os  agressores preferenciais, os espa&ccedil;os onde a discrimina&ccedil;&atilde;o prepondera e a  articula&ccedil;&atilde;o a outros marcadores sociais, tais como a faixa et&aacute;ria e a  cor da pele, s&atilde;o elementos que aparecem no &ldquo;Relat&oacute;rio sobre Viol&ecirc;ncia  Homof&oacute;bica no Brasil: o ano de 2011&rdquo;.<\/p>\n<p>De acordo com os dados &#8211; coletados atrav&eacute;s do <a href=\"http:\/\/www.disque100.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Disque 100<\/a>  (SDH), pela Central de Atendimento &agrave; Mulher, pelo Disque Sa&uacute;de  (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de) e por emails e correspond&ecirc;ncias enviadas ao  Conselho Nacional de Combate &agrave; Discrimina&ccedil;&atilde;o LGBT -, 67,5% das v&iacute;timas  eram homens e 85,5%, homossexuais. Eles tamb&eacute;m s&atilde;o maioria na condi&ccedil;&atilde;o  de suspeitos (52,5%), categoria cujos heterossexuais predominam (43,9%).  As mulheres representam 26,4% das v&iacute;timas e 34,5% das agressoras. Do  total das v&iacute;timas, 69% eram jovens (de 15 a 29 anos). &ldquo;Os dados  evidenciam como os pap&eacute;is de g&ecirc;nero se refletem nos indicadores de  viol&ecirc;ncia. No Brasil, a constru&ccedil;&atilde;o da masculinidade &eacute; um processo  marcado pela viol&ecirc;ncia. Ser homem implica na ado&ccedil;&atilde;o de condutas  geralmente violentas, dominadas pela l&oacute;gica da virilidade e do machismo  que &eacute; assimilada desde cedo. A exig&ecirc;ncia social pede que os homens sejam  heterossexuais. Quando violadas ou subvertidas, tais condutas e normas  heteronormativas s&atilde;o motivo para todo tipo de viol&ecirc;ncia. O relat&oacute;rio  reflete, nesse sentido, pr&aacute;ticas sociais muito arraigadas em um pa&iacute;s  onde a masculinidade &eacute; um elemento que comp&otilde;e a sociedade&rdquo;, afirma Marco  Aur&eacute;lio Prado, psic&oacute;logo e professor da Universidade Federal de Minas  Gerais, que desenvolve pesquisas do campo das rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero e da  cidadania LGBT.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio tamb&eacute;m mostrou que 62% das v&iacute;timas conheciam seus  agressores, sendo 38,2% familiares e 35,8% vizinhos. &ldquo;O tipo mais comum  de viol&ecirc;ncia homof&oacute;bica se d&aacute; em c&iacute;rculos de intimidade. &Eacute; uma din&acirc;mica  que n&atilde;o pode ser vista em separado &agrave; quest&atilde;o da viol&ecirc;ncia institucional.  A l&oacute;gica da viol&ecirc;ncia partindo de pessoas pr&oacute;ximas est&aacute; inscrita em um  contexto no qual muitas vezes institui&ccedil;&otilde;es de trabalho, de estudo, de  sa&uacute;de, entre tantas outras, tamb&eacute;m constituem espa&ccedil;os de manifesta&ccedil;&atilde;o  homof&oacute;bica&rdquo;, observa Marco Aur&eacute;lio.<\/p>\n<p>Para o pesquisado da UFMG, a viol&ecirc;ncia homof&oacute;bica &eacute; um fen&ocirc;meno  enraizado e complexo, cujo combate n&atilde;o &eacute; simples. De acordo com o  relat&oacute;rio da SDH, os locais de discrimina&ccedil;&atilde;o s&atilde;o encabe&ccedil;ados pelo  ambiente dom&eacute;stico (42%) e pela rua (30,8%), seguidos pelo local de  trabalho (4,6%), pelas institui&ccedil;&otilde;es governamentais (5,5%) e outros  ambientes (17,1%), tais como bares, rios, lagoas, banheiros p&uacute;blicos,  postos, albergues, mot&eacute;is, institui&ccedil;&otilde;es religiosas etc. &ldquo;A natureza do  fen&ocirc;meno &eacute; multifacetada, n&atilde;o apenas em rela&ccedil;&atilde;o aos espa&ccedil;os de eclos&atilde;o  mas tamb&eacute;m &agrave;s modalidades. H&aacute; graus de viol&ecirc;ncia, como a humilha&ccedil;&atilde;o, a  neglig&ecirc;ncia na assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o. A homofobia n&atilde;o &eacute;  apenas a agress&atilde;o, o ataque f&iacute;sico. Envolve outras manifesta&ccedil;&otilde;es&rdquo;,  observa Marco Aur&eacute;lio.<\/p>\n<p>A complexidade do fen&ocirc;meno exige, de acordo o pesquisador da UFMG, a  participa&ccedil;&atilde;o efetiva do Estado. &ldquo;O Estado brasileiro mexeu-se nos  &uacute;ltimos anos, embora tenha sido um movimento de passos curtos. Houve as  Confer&ecirc;ncias Nacionais LGBT e a cria&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional LGBT.  Iniciativas que colocaram a tem&aacute;tica dos direitos da popula&ccedil;&atilde;o LGBT na  agenda p&uacute;blica. Canais de di&aacute;logo foram criados, o que &eacute; muito  saud&aacute;vel&rdquo;, afirma Marco Aur&eacute;lio Prado, que lamenta, no entanto, o  panorama atual.<\/p>\n<p><b>Direitos sexuais em retrocesso<\/b><\/p>\n<p>No horizonte dos direitos sexuais da popula&ccedil;&atilde;o LGBT, o recuo, em  2011, do governo federal na distribui&ccedil;&atilde;o do kit anti-homofobia em  escolas &eacute; um exemplo das dificuldades existentes. &ldquo;O relat&oacute;rio da SDH  mostra como a homofobia &eacute; um fen&ocirc;meno que permeia as institui&ccedil;&otilde;es,  sobretudo a fam&iacute;lia. Nesse aspecto, no qual os preconceitos v&atilde;o se  manifestando e sendo aprendidos no ambiente familiar, &eacute; que a escola &eacute;  de vital import&acirc;ncia. O enfrentamento do preconceito passa pelo di&aacute;logo  entre os espa&ccedil;os por onde os jovens circulam e se socializam. A escola  deveria ser um ambiente acolhedor e promotor da igualdade, do respeito  n&atilde;o apenas das quest&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o LGBT, como tamb&eacute;m de outros  estigmas e preconceitos existentes. Infelizmente, sobretudo no atual  governo, a tem&aacute;tica dos direitos sexuais tem recuado&rdquo;, lamenta Marco  Aur&eacute;lio.<\/p>\n<p>O destaque para os dados na m&iacute;dia, acredita o professor da UFMG,  espelha o panorama das discuss&otilde;es sobre sexualidade. &ldquo;A repercuss&atilde;o foi  t&iacute;mida, diante de um problema que se apresenta como grave, pela  quantidade de casos reportados. Lamentavelmente, parece um tema  proibido&rdquo;, avalia Marco Aur&eacute;lio.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, h&aacute; uma mar&eacute; conservadora que comp&otilde;e o  cen&aacute;rio de retrocesso. &ldquo;A arena da pol&iacute;tica institucional est&aacute; sendo  fortemente influencia por setores religiosos. Temos que entender as  organiza&ccedil;&otilde;es religiosas como entidades que integram o jogo pol&iacute;tico,  para n&atilde;o cairmos na ingenuidade de achar que a previs&atilde;o constitucional  de laicidade basta como bandeira de luta. Tamb&eacute;m na sociedade civil,  temos visto o fortalecimento de setores conservadores contr&aacute;rios aos  direitos sexuais, como no caso <a href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/destaque\/conteudo.asp?cod=9677\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">da tentativa de se sustar a resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho Federal de Psicologia que pro&iacute;be propostas de tratamento &agrave; homossexualidad<\/a>e.  Na pr&oacute;pria classe de psic&oacute;logos, h&aacute; muitos profissionais que questionam  a resolu&ccedil;&atilde;o. Vivemos um momento perigoso, pois os relatos de homofobia  t&ecirc;m sido tornados p&uacute;blicos sem que haja estrat&eacute;gias de conscientiza&ccedil;&atilde;o e  de enfrentamento. A discuss&atilde;o p&uacute;blica tem retra&iacute;do. &Eacute; necess&aacute;rio pensar  alternativas de conscientiza&ccedil;&atilde;o e combate nessas circunst&acirc;ncias.&rdquo;,  observa Marco Aur&eacute;lio.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio, enfatiza o pesquisador, &eacute; muito bem-vindo. &ldquo;&Eacute; a voz do  Estado sobre um fen&ocirc;meno problem&aacute;tico na sociedade brasileira. Os  pesquisadores e os ativistas devem reconhecer a import&acirc;ncia de um dado  oficial&rdquo;, afirma Marco Aur&eacute;lio, que faz uma ressalva. &ldquo;A compila&ccedil;&atilde;o dos  dados &eacute; por meio de canais que n&atilde;o d&atilde;o conta da realidade. Os n&uacute;meros  mostrados certamente s&atilde;o inferiores ao que de fato ocorre no pa&iacute;s. No  entanto, &eacute; um sinal relevante de que o Estado brasileiro est&aacute;, de alguma  forma, atento ao problema&rdquo;, afirma . O relat&oacute;rio da SDH tamb&eacute;m ressalva  que a aus&ecirc;ncia de uma rubrica de orienta&ccedil;&atilde;o sexual e identidade de  g&ecirc;nero nos boletins de ocorr&ecirc;ncia policial dos Estados (mecanismo  existente apenas no Rio de Janeiro) e a n&atilde;o obrigatoriedade de se  reportar &agrave; Uni&atilde;o os dados de seguran&ccedil;a estaduais e municipais abrem  espa&ccedil;o para a subnotifica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio, cuja elabora&ccedil;&atilde;o contou com a participa&ccedil;&atilde;o de  pesquisadores e ativistas, conclui que a homofobia &eacute; um problema  estrutural no pa&iacute;s, &ldquo;operando de forma a desumanizar as express&otilde;es de  sexualidade divergentes da heterossexual, atingindo a popula&ccedil;&atilde;o de  l&eacute;sbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em todos os n&iacute;veis e  podendo ser encontrada nos mais diversos espa&ccedil;os&rdquo;. Afirma ainda que o  fen&ocirc;meno &eacute; mais sentido por jovens e negros\/pardos, que devem ser  prioridade das pol&iacute;ticas de combate &agrave; viol&ecirc;ncia homof&oacute;bica. &ldquo;A extens&atilde;o e  a gravidade do problema pedem que as formas de interven&ccedil;&atilde;o do Estado  sejam mais efetivas. N&atilde;o apenas com campanhas ser&aacute; poss&iacute;vel lutar contra  a homofobia. &Eacute; preciso pol&iacute;ticas na &aacute;rea da sa&uacute;de, da educa&ccedil;&atilde;o, da  assist&ecirc;ncia social, da seguran&ccedil;a p&uacute;blica. Pol&iacute;ticas que abarquem os  diversos &acirc;mbitos que constituem uma sociedade cuja homofobia &eacute; um  problema multifacetado&rdquo;, conclui Marco Aur&eacute;lio Prado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.sedh.gov.br\/clientes\/sedh\/sedh\/brasilsem\/relatorio-sobre-violencia-homofobica-no-brasil-o-ano-de-2011\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para ler a &iacute;ntegra do relat&oacute;rio.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>El Gobierno brasile\u00f1o mapea, por primera vez, datos sobre violencia homof\u00f3bica, exponiendo la tensi\u00f3n y las caracter\u00edsticas del problema. Enraizado en diversas instituciones, el fen\u00f3meno revela un pa\u00eds cuya masculinidad es un rasgo constityuente de su sociedad.<i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-830","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>El perfil de la homofobia - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/el-perfil-de-la-homofobia\/830\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"El perfil de la homofobia - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"El Gobierno brasile\u00f1o mapea, por primera vez, datos sobre violencia homof\u00f3bica, exponiendo la tensi\u00f3n y las caracter\u00edsticas del problema. 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