{"id":837,"date":"2012-09-06T00:00:00","date_gmt":"2012-09-06T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2012\/09\/06\/identidad-de-genero-sin-el-aval-medico\/"},"modified":"2012-09-06T00:00:00","modified_gmt":"2012-09-06T03:00:00","slug":"identidad-de-genero-sin-el-aval-medico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/identidad-de-genero-sin-el-aval-medico\/837\/","title":{"rendered":"Identidad de g\u00e9nero sin el aval m\u00e9dico"},"content":{"rendered":"<p>O governo do estado do Rio Grande do Sul passou a emitir, em meados  de agosto, carteiras de nome social para transexuais e travestis.  O  documento ser&aacute; v&aacute;lido apenas no territ&oacute;rio estadual, bastando que se v&aacute; a  um posto de identifica&ccedil;&atilde;o para requerer a modifica&ccedil;&atilde;o. A iniciativa, a  princ&iacute;pio, parece mais uma medida no caminho da amplia&ccedil;&atilde;o da cidadania e  dos direitos de tal segmento. No entanto, problemas de fundo evidenciam  como o Brasil ainda est&aacute; longe de uma concep&ccedil;&atilde;o dos deslocamentos de  g&ecirc;nero no marco do reconhecimento pleno dos direitos humanos das pessoas  trans.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos anos, uma s&eacute;rie de institui&ccedil;&otilde;es e reparti&ccedil;&otilde;es, sobretudo  p&uacute;blicas, tem permitido que as pessoas sejam reconhecidas, no ambiente  de trabalho, com o nome social, isto &eacute;, com o g&ecirc;nero ao qual elas se  identificam. No Brasil, cerca de 15 universidades reconhecem que seus  funcion&aacute;rios adotem o nome social. De acordo com a soci&oacute;loga e  coordenadora do N&uacute;cleo Tir&eacute;sias (UFRN), Berenice Bento, tais medidas, no  entanto, s&atilde;o paliativas, pois revelam que o pa&iacute;s n&atilde;o lida com os  direitos das pessoas trans de uma forma plena e ampla. &ldquo;Estamos presos a  medidas pontuais, locais, sem iniciativas de alcance global, que  abarquem todo o pa&iacute;s. Embora seja uma medida bem-vinda, a hip&oacute;tese de  viagem para fora daquele estado equivale a apagar um peda&ccedil;o da cidadania  do indiv&iacute;duo&rdquo;, observa a autora do livro <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/livros\/conteudo.asp?cod=1552\" rel=\"noopener\">&ldquo;A reinven&ccedil;&atilde;o do corpo: sexualidade e g&ecirc;nero na experi&ecirc;ncia transexual&rdquo;<\/a>.<\/p>\n<p>A iniciativa &eacute; vista por Miriam Ventura, advogada e professora do  Instituto de Estudos em Sa&uacute;de Coletiva (IESC\/UFRJ), com reservas. De  acordo com ela, &ldquo;tal documento pode ser visto como uma tentativa de  minimizar os danos e constrangimentos p&uacute;blicos que as pessoas trans  sofrem. De um lado, portanto, &eacute; uma tentativa ben&eacute;fica. Mas, eu temo que  acabe refor&ccedil;ando a ideia de uma categoria espec&iacute;fica, a do terceiro  sexo. A pretexto de se promover direitos, pode-se cair numa  diferencia&ccedil;&atilde;o perigosa&rdquo;, argumenta Miriam Ventura, autora do livro <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/destaque\/conteudo.asp?cod=9543\" rel=\"noopener\">&ldquo;A transexualidade no tribunal: sa&uacute;de e cidadania&rdquo;<\/a>.<\/p>\n<p>O reconhecimento &agrave; mudan&ccedil;a de nome n&atilde;o &eacute; previsto por nenhuma lei  federal. Os direitos das pessoas que transitam entre g&ecirc;neros no Brasil  ainda est&atilde;o presos a protocolos m&eacute;dicos, que consideram a  transexualidade uma enfermidade e condicionam a atua&ccedil;&atilde;o do poder  p&uacute;blico. Atrav&eacute;s do <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/publique\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?UserActiveTemplate=_BR&amp;infoid=6250&amp;query=simple&amp;search_by_authorname=all&amp;search_by_field=tax&amp;search_by_headline=false&amp;search_by_keywords=any&amp;search_by_priority=all&amp;search_by_section=all&amp;search_by_state=all&amp;search_text_options=all&amp;sid=7&amp;text=processo+transexualizador\" rel=\"noopener\">processo transexualizador<\/a>,  oferecido pela rede p&uacute;blica de sa&uacute;de, os indiv&iacute;duos t&ecirc;m que enfrentar,  no m&iacute;nimo, um per&iacute;odo de 2 anos para que o processo de mudan&ccedil;as  corporais seja completado. Nesse intervalo de tempo, h&aacute; terapias,  tratamentos hormonais, modifica&ccedil;&otilde;es corporais at&eacute; a cirurgia de  transgenitaliza&ccedil;&atilde;o, que corresponde ao marco simb&oacute;lico que fecha o ciclo  m&eacute;dico do processo de mudan&ccedil;a de sexo. A redesigna&ccedil;&atilde;o genital imp&otilde;e um  problema, nesse sentido, pois h&aacute; indiv&iacute;duos cuja transi&ccedil;&atilde;o entre os  g&ecirc;neros n&atilde;o est&aacute; facultada &agrave; tal mudan&ccedil;a. A constru&ccedil;&atilde;o das identidades  n&atilde;o &eacute; linear, tampouco responde a categorias m&eacute;dicas universais. O  processo de forma&ccedil;&atilde;o identit&aacute;rio responde a desejos e vontades plurais  que n&atilde;o passam necessariamente pela configura&ccedil;&atilde;o genital.<\/p>\n<p>A altera&ccedil;&atilde;o do nome da pessoa depende, no entanto, dessa trajet&oacute;ria  m&eacute;dica. Ap&oacute;s a mudan&ccedil;a de sexo, o cidad&atilde;o dever&aacute; ainda entrar na justi&ccedil;a  para solicitar a mudan&ccedil;a em sua carteira de identidade. H&aacute; quatro anos,  tramita no Congresso Nacional o PL 2976, que permite &agrave;s pessoas trans  utilizar o nome social ao lado do nome e prenome oficial. &ldquo;A categoria  de nome social &eacute; um jeitinho que o pa&iacute;s criou para dar conta da demanda.  O estado das coisas &eacute; este: o cidad&atilde;o tem duas maneiras de ser  identificado, uma que o Estado lhe imp&otilde;e e a outra que ele deseja. H&aacute; um  claro desrespeito &agrave; liberdade individual e aos direitos sexuais desta  pessoa.&rdquo;, critica Berenice Bento.<\/p>\n<p>De acordo com Miriam Ventura, especificar, para fins de identifica&ccedil;&atilde;o  civil, transexuais e travestis como uma categoria demonstra como  concep&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas est&atilde;o enraizadas na organiza&ccedil;&atilde;o administrativa da  sociedade. &ldquo;Eu defendo que o g&ecirc;nero seja a categoria a identificar as  pessoas, desde que desvinculada de bases naturalizantes. G&ecirc;nero enquanto  identifica&ccedil;&atilde;o auto-referenciada, uma escolha da pessoa, como acontece  com a quest&atilde;o da cor da pele, na qual ela possa designar como se v&ecirc;&rdquo;,  observa Miriam Ventura.<\/p>\n<p>Para Miriam Ventura, a quest&atilde;o dos nomes das pessoas trans deve ser  tratada no &acirc;mbito legislativo federal. &ldquo;Facilitaria muito a vida das  pessoas se houvesse uma norma que abarcasse todo o pa&iacute;s, pois evitaria  que os direitos dessas pessoas fossem tratados parcialmente, de forma  fragmentada&rdquo;, afirma Miriam Ventura.<\/p>\n<p>Pelo projeto de lei 2976, a mudan&ccedil;a no nome continuar&aacute; dependendo de  uma decis&atilde;o judicial e s&oacute; ser&aacute; demand&aacute;vel uma vez que a cirurgia de  redesigna&ccedil;&atilde;o genital tenha sido feita. Situa&ccedil;&atilde;o distinta da Argentina,  onde, em maio, foi <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.clam.org.br\/noticias-clam\/conteudo.asp?cod=9357\" rel=\"noopener\">promulgada lei <\/a>que  permite aos indiv&iacute;duos trans a mudan&ccedil;a do nome no registro civil sem a  necessidade do diagn&oacute;stico de transtorno de identidade e, portanto, sem  qualquer aval ou interven&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica.  A altera&ccedil;&atilde;o resume-se a um simples  processo administrativo. &ldquo;A obrigatoriedade da chancela m&eacute;dica sobre a  vida das pessoas trans, aqui no Brasil ou em qualquer outro lugar do  mundo, &eacute; uma trag&eacute;dia. Por exemplo, as travestis que querem alterar o  nome n&atilde;o conseguem concretizar tal demanda, uma vez que para faz&ecirc;-lo &eacute;  necess&aacute;rio mudar o corpo. Mas elas s&oacute; querem ser reconhecidas como do  g&ecirc;nero que bem entendem. Os protocolos m&eacute;dicos atuam com categorias de  g&ecirc;nero compuls&oacute;rias, feminino ou masculino, n&atilde;o reconhecendo as  negocia&ccedil;&otilde;es e as nuances que ocorrem nos processos subjetivos e  perform&aacute;ticos que v&atilde;o delineando as identidades&rdquo;, argumenta Berenice  Bento.<\/p>\n<p>A abordagem que o poder p&uacute;blico estabelece em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; identidade  das pessoas trans &eacute; alvo de cr&iacute;ticas de movimentos trans. Mais do que a  luta por mudan&ccedil;as t&eacute;cnicas na legisla&ccedil;&atilde;o quanto ao nome, o quadro de  demandas envolve o combate &agrave; forte e consolidada presen&ccedil;a do discurso  biol&oacute;gico na defini&ccedil;&atilde;o epistemol&oacute;gica da transexualidade. O argumento  central &eacute; buscar desvincular a identidade das pessoas trans, processo  que envolve corpo, subjetividade, identidade de g&ecirc;nero, de concep&ccedil;&otilde;es  biologizantes que associam pap&eacute;is socialmente constru&iacute;dos a raz&otilde;es  heteronormativas &ndash; a sexualidade sendo vivenciada a partir da  complementaridade dos corpos da mulher e do homem, com fins &agrave;  reprodu&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, a transexualidade deixa de ser uma enfermidade e  passa ser um conflito identit&aacute;rio, estabelecido e atualizado  cotidianamente pelas pessoas por meio dos deslocamentos entre as  possibilidades perform&aacute;ticas, fluidas e inst&aacute;veis.<\/p>\n<p>Miriam Ventura acha compreens&iacute;veis, em termos legais, os desafios que  os indiv&iacute;duos trans representam. &ldquo;Por uma quest&atilde;o de estrutura&ccedil;&atilde;o,  regula&ccedil;&atilde;o e controle das diversas rela&ccedil;&otilde;es que se d&atilde;o na sociedade,  sejam elas, trabalhistas, matrimoniais ou filiais, construiu-se, sobre a  base das categorias sexuais homem e mulher, crit&eacute;rios de  regulamenta&ccedil;&atilde;o. Acredito que a quest&atilde;o trans obriga o Estado a  considerar os cidad&atilde;os para al&eacute;m de suas constitui&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas. No  entanto, para evitar mexer nas estruturas gerais da administra&ccedil;&atilde;o  p&uacute;blica, criam-se solu&ccedil;&otilde;es pontuais como estas carteiras de  identifica&ccedil;&atilde;o, que se, de um lado, tentam aliviar os constrangimentos,  do outro, permanecem operando em bases biol&oacute;gicas. N&atilde;o resolve os  problemas de fundo. Precisamos avan&ccedil;ar mais, e o Estado brasileiro tem  aos poucos reconhecido a quest&atilde;o dos direitos sexuais, como vimos com a  equipara&ccedil;&atilde;o da uni&atilde;o civil de pessoas do mesmo sexo com as rela&ccedil;&otilde;es  heterossexuais. Quanto mais os direitos humanos forem acionados para  abordar quest&otilde;es sobre os indiv&iacute;duos trans, mais respeito, dignidade e  igualdade estaremos produzindo&rdquo;, afirma Miriam Ventura.<\/p>\n<p>No pr&oacute;ximo ano, est&atilde;o previstas as revis&otilde;es do Manual Diagn&oacute;stico e  Estat&iacute;stico de Transtornos Mentais, da Associa&ccedil;&atilde;o Americana de  Psiquiatria (APA) &ndash; que classifica a transexualidade como disforia de  g&ecirc;nero &ndash; e do C&oacute;digo Internacional de Doen&ccedil;as (CID), da Organiza&ccedil;&atilde;o  Mundial de Sa&uacute;de (OMS) &ndash; cuja designa&ccedil;&atilde;o para transexualidade &eacute;  transtorno de identidade de g&ecirc;nero -, estatutos que orientam a  formula&ccedil;&atilde;o de leis e pol&iacute;ticas. Berenice Bento acredita que a tend&ecirc;ncia &eacute;  a retirada da transexualidade do rol das patologias. &ldquo;Seria um avan&ccedil;o  louv&aacute;vel. &Eacute; fundamental que haja a despatologiza&ccedil;&atilde;o. Seria reconhecer &agrave;s  pessoas a autonomia de elaborarem suas identidades como bem entendem,  fora dos marcos do discurso m&eacute;dico. Afinal, a maneira como as pessoas se  veem, os signos que elas recorrem para formar a identidade s&atilde;o quest&otilde;es  &iacute;ntimas, subjetivas e leg&iacute;timas. A mudan&ccedil;a nestes documentos  internacionais seria um ganho em termos de direitos humanos&rdquo;, afirma  Berenice Bento, que, no entanto, faz uma ressalva sobre o panorama  brasileiro. &ldquo;Felizmente, o Brasil poder&aacute; acompanhar o processo de  despatologiza&ccedil;&atilde;o. Mas, infelizmente, ser&aacute; por uma quest&atilde;o de conjuntura  internacional e n&atilde;o por um processo de politiza&ccedil;&atilde;o interna, no qual o  amadurecimento dos direitos humanos seria um componente fundamental,  trazendo a quest&atilde;o da transexualidade para o dom&iacute;nio da autonomia  individual, sem a tutela do Estado ou da medicina&rdquo;, conclui Berenice  Bento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gobierno de Rio Grande do Sul (Brasil) crea documentos con nombre social para travestis y transexuales. 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