{"id":842,"date":"2012-10-03T00:00:00","date_gmt":"2012-10-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2012\/10\/03\/prostitucion-dilemas-morales-y-legales\/"},"modified":"2012-10-03T00:00:00","modified_gmt":"2012-10-03T03:00:00","slug":"prostitucion-dilemas-morales-y-legales","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/prostitucion-dilemas-morales-y-legales\/842\/","title":{"rendered":"Prostituci\u00f3n: dilemas morales y legales"},"content":{"rendered":"<p>A prostitui&ccedil;&atilde;o, no Brasil, &eacute; uma atividade matizada, que envolve in&uacute;meros significados e caracter&iacute;sticas. Esta foi a opini&atilde;o dos participantes no debate &ldquo;Prostitui&ccedil;&atilde;o: os corpos como mercadoria ou a sexualidade como atividade econ&ocirc;mica?&rdquo;, uma das mesas que compuseram o Semin&aacute;rio &ldquo;Corpos, Sexualidades e Feminilidades&rdquo;, ocorrido no final de setembro na UERJ.<\/p>\n<p>A antrop&oacute;loga Adriana Piscitelli (Pagu\/Unicamp) destacou que, atualmente no Brasil, as fronteiras conceituais entre trabalho e explora&ccedil;&atilde;o sexuais se confundem. &ldquo;O limite entre as duas coisas n&atilde;o parece claro. O pa&iacute;s vive uma situa&ccedil;&atilde;o singular. No C&oacute;digo Penal de 1940, o termo explora&ccedil;&atilde;o sexual n&atilde;o estava presente. Em 2009, com as altera&ccedil;&otilde;es estabelecidas pela lei 12.015, surge como crime o ato mediar ou induzir algu&eacute;m a satisfazer a lasc&iacute;via de terceiros. Parece um sin&ocirc;nimo de prostitui&ccedil;&atilde;o, como se a explora&ccedil;&atilde;o, que envolve coer&ccedil;&atilde;o e amea&ccedil;a, englobasse o ato de se prostituir&rdquo;, observou Adriana Piscitelli.<\/p>\n<p>Algumas mudan&ccedil;as est&atilde;o na pauta pol&iacute;tica nacional. A proposta de reforma do C&oacute;digo Penal, que tramita no Senado, disp&otilde;e sobre crimes contra a dignidade sexual, indicando novos caminhos para a quest&atilde;o da prostitui&ccedil;&atilde;o. O texto prop&otilde;e a exclus&atilde;o dos artigos do C&oacute;digo atual que preveem puni&ccedil;&atilde;o para quem fizer media&ccedil;&atilde;o para servir &agrave; lasc&iacute;via de algu&eacute;m, atuar como rufi&atilde;o (tirando proveito da prostitui&ccedil;&atilde;o alheia) e para quem possuir casas de prostitui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Pelo texto, as casas de prostitui&ccedil;&atilde;o &ndash; chamadas de prost&iacute;bulos &ndash; ser&atilde;o legalizadas, contrariamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual, na qual ter um estabelecimento deste tipo &eacute; pun&iacute;vel com pena de reclus&atilde;o de 2 a 5 anos, mais pagamento de multa. Dessa forma, a prostitui&ccedil;&atilde;o em si, que n&atilde;o &eacute; expressamente criminalizada, nem regulamentada, ganhar&aacute; algum respaldo institucional, pois permitir&aacute; que trabalhadores e patr&otilde;es estabele&ccedil;am v&iacute;nculo empregat&iacute;cio. Para se encaixar nesta previs&atilde;o, os trabalhadores dever&atilde;o estar de forma espont&acirc;nea no prost&iacute;bulo e ter 18 anos ou mais. A prostitui&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, for&ccedil;ada pelo dono do estabelecimento, poder&aacute; resultar em penas de 5 a 9 anos.<\/p>\n<p>Adriana Piscitelli explicou que h&aacute; alguns modelos de abordagem institucional e social em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; prostitui&ccedil;&atilde;o. &ldquo;H&aacute; o modelo regulamentarista, no qual o Estado regulamenta a profiss&atilde;o, mas n&atilde;o oferece direitos trabalhistas. Para este modelo, apesar do reconhecimento da profiss&atilde;o, os trabalhadores representam uma amea&ccedil;a &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica e &agrave; ordem. No modelo trabalhista, h&aacute; leis civis e laborais que protegem os trabalhadores. A prostitui&ccedil;&atilde;o deixa de ser uma quest&atilde;o penal. H&aacute; o modelo de proibi&ccedil;&atilde;o, que associa prostitui&ccedil;&atilde;o com delinqu&ecirc;ncia, e que, portanto, deve ser policiada e punida. E h&aacute; o modelo abolicionista, ligado a alguns setores do movimento feminista que vinculam a prostitui&ccedil;&atilde;o ao tipo de sociedade sexista em que vivemos. A prostituta, nesse sentido, &eacute; uma v&iacute;tima&rdquo;, afirmou Adriana Piscitelli,<\/p>\n<p>Na leitura abolicionista, explora&ccedil;&atilde;o e prostitui&ccedil;&atilde;o s&atilde;o dom&iacute;nios pr&oacute;ximos, pois a troca do prazer por dinheiro j&aacute; representa uma viol&ecirc;ncia sexual. Prostituir-se, nesse sentido, viola a dignidade das mulheres, indo contra um dos princ&iacute;pios basilares dos direitos humanos.<\/p>\n<p>As diverg&ecirc;ncias sem&acirc;nticas e ideol&oacute;gicas foram ponderadas pela cientista social Carmen Lucia Paz. Prostituta h&aacute; 30 anos, ela &eacute; uma das fundadoras do N&uacute;cleo de Estudos da Prostitui&ccedil;&atilde;o (NEP), de Porto Alegre (Rio Grande do Sul). De acordo com ela, a entrada na prostitui&ccedil;&atilde;o se deu por necessidade. &ldquo;Estou na profiss&atilde;o at&eacute; os dias de hoje porque quero. &Eacute; uma escolha. Discordo da vis&atilde;o de que a prostitui&ccedil;&atilde;o &eacute; uma forma de explora&ccedil;&atilde;o ou viol&ecirc;ncia. Desde que seja praticada de forma aut&ocirc;noma, &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o leg&iacute;tima. Vivemos em uma sociedade em que o sexo &eacute; um tema delicado. Tudo relacionado a ele ganha significados muitas vezes estigmatizantes. Quando eu digo que continuo me prostituindo mesmo depois de ter me formado e ter cursado p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, as pessoas me perguntam o porqu&ecirc; de tal escolha Como se a prostitui&ccedil;&atilde;o fosse um crime, uma op&ccedil;&atilde;o equivocada. Precisamos pensar a prostitui&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m como direito, dentro do &acirc;mbito dos direitos humanos&rdquo;, afirmou Carmen Lucia Paz, chamando aten&ccedil;&atilde;o para um dado que evidencia o grau de estigmatiza&ccedil;&atilde;o do trabalho. &ldquo;As a&ccedil;&otilde;es que governos oferecem para o nosso segmento est&atilde;o geralmente atreladas a programas de Aids. Isso diz muito sobre a concep&ccedil;&atilde;o geral que se tem da prostitui&ccedil;&atilde;o&rdquo;, completou<\/p>\n<p>Carmen Lucia Paz argumentou que &eacute; preciso politizar a quest&atilde;o da prostitui&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O movimento de prostitutas &eacute; muito incipiente. Nesse aspecto, o movimento LGBT est&aacute; muito &agrave; frente. Ocorre que as pr&oacute;prias prostitutas t&ecirc;m vergonha de se expor, diante do contexto moral em que vivemos. N&atilde;o havendo uma mobiliza&ccedil;&atilde;o incisiva, como pressionaremos o poder p&uacute;blico?&rdquo;, questionou, acrescentando que a inclus&atilde;o em 2002 da prostitui&ccedil;&atilde;o na Classifica&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ocupa&ccedil;&otilde;es (CBO \/ Minist&eacute;rio do Trabalho) &eacute; a &uacute;nica pol&iacute;tica p&uacute;blica existente em n&iacute;vel nacional para o segmento.<\/p>\n<p><b>Prostitui&ccedil;&atilde;o em contexto transnacional<\/b><\/p>\n<p>A antrop&oacute;loga Ana Paula da Silva (Universidade Federal de Vi&ccedil;osa) abordou a quest&atilde;o da prostitui&ccedil;&atilde;o sob a perspectiva do turismo sexual. De acordo com ela, a tem&aacute;tica da prostitui&ccedil;&atilde;o envolve uma bagagem hist&oacute;rica que desqualifica a ocupa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A prostitui&ccedil;&atilde;o j&aacute; foi entendida, em finais do s&eacute;culo XIX, como uma patologia, na esteira dos discursos cient&iacute;ficos e biom&eacute;dicos que se proliferavam ent&atilde;o. Al&eacute;m disso, h&aacute; a quest&atilde;o do g&ecirc;nero, isto &eacute;, o trabalho sexual feminino &eacute; socialmente mal visto e condenado, diferentemente do que ocorre com o trabalho sexual masculino&rdquo;, observou Ana Paula da Silva.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos anos, tem se intensificado o combate ao chamado &ldquo;turismo sexual&rdquo;. Not&iacute;cias na imprensa e campanhas t&ecirc;m proliferado. O enfoque tem se destacado por alguns c&oacute;digos espec&iacute;ficos. &ldquo;A criminaliza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica passa pela criminaliza&ccedil;&atilde;o de relacionamentos afetivos transnacionais, especialmente aqueles que envolvem homens estrangeiros com mulheres pobres e negras. Estamos em um terreno onde se articulam ra&ccedil;a, g&ecirc;nero e classe social. As formas de combate ao chamado &ldquo;turismo sexual&rdquo; se constroem com tais estere&oacute;tipos&rdquo;, afirmou Ana Paula da Silva.<\/p>\n<p>De acordo com Ana Paula da Silva, a abordagem da quest&atilde;o tem como finalidade regular moralmente as rela&ccedil;&otilde;es afetivo-sexuais, sobretudo das mulheres n&atilde;o-brancas de classes populares, vistas como respons&aacute;veis pela imoralidade. &ldquo;&Eacute; uma abordagem perigosa, pois retira-se dessas mulheres seus direitos. O discurso se articula em um p&acirc;nico moral carregado de sentido pejorativo. Tais mulheres s&atilde;o estigmatizadas e sexualizadas, em um movimento de tentativa de controle de seus corpos e desejos. Por que o turismo sexual n&atilde;o se aplica tamb&eacute;m a relacionamentos que envolvem mulheres das classes mais abastadas?&rdquo;, argumenta Ana Paula da Silva. &ldquo;Com esse tipo de abordagem, as pol&iacute;ticas de combate &agrave; explora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o d&atilde;o conta das rela&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o que de fato ocorrem fora do alcance dos discursos moralizantes. Isso represente um perigo, pois nesses processos o valor dos direitos se perde&rdquo;, concluiu Ana Paula da Silva.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da reforma do C&oacute;digo Penal, o projeto de lei 4211\/2012, do deputado federal Jean Wyllys, procura regulamentar a atividade de profissionais do sexo. De acordo com o texto, haver&aacute; diferencia&ccedil;&atilde;o entre prostitui&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o sexual. O segundo caso seria caracterizado pelo n&atilde;o pagamento do servi&ccedil;o contratado, pelo ato de for&ccedil;ar algu&eacute;m a se prostituir mediante grave amea&ccedil;a ou viol&ecirc;ncia e pela apropria&ccedil;&atilde;o total ou maior que 50% do rendimento de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o sexual por terceiro. O projeto, apresentado em julho de 2012, ainda tramita pelas Comiss&otilde;es da C&acirc;mara dos Deputados. Diante do horizonte moral brasileiro, resta aguardar quais os discursos e argumentos que ir&atilde;o compor a discuss&atilde;o legal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>En el momento en que la reforma del C\u00f3digo Penal brasile\u00f1o presenta nuevos abordajes sobre la cuesti\u00f3n de la prostituci\u00f3n, evento acad\u00e9mico discute los significados que la actividad reviste en medio de convenciones morales, relaciones de g\u00e9nero y clase y formas de control legal, pol\u00edtico y policial definidas por el Estado. <i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-842","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Prostituci\u00f3n: dilemas morales y legales - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/prostitucion-dilemas-morales-y-legales\/842\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Prostituci\u00f3n: dilemas morales y legales - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"En el momento en que la reforma del C\u00f3digo Penal brasile\u00f1o presenta nuevos abordajes sobre la cuesti\u00f3n de la prostituci\u00f3n, evento acad\u00e9mico discute los significados que la actividad reviste en medio de convenciones morales, relaciones de g\u00e9nero y clase y formas de control legal, pol\u00edtico y policial definidas por el Estado. 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