{"id":862,"date":"2013-01-16T00:00:00","date_gmt":"2013-01-16T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/01\/16\/la-cara-policial-del-aborto\/"},"modified":"2013-01-16T00:00:00","modified_gmt":"2013-01-16T02:00:00","slug":"la-cara-policial-del-aborto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/la-cara-policial-del-aborto\/862\/","title":{"rendered":"La cara policial del aborto"},"content":{"rendered":"<p>A vigil&acirc;ncia policial contra o aborto, no Rio de Janeiro, reflete desigualdades ancoradas em diferentes marcadores sociais, atingindo de maneiras distintas a popula&ccedil;&atilde;o feminina. &Eacute; o que demonstra pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Estudos da Religi&atilde;o (ISER) a partir do banco de dados de registros de ocorr&ecirc;ncia do Instituto de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (ISP), do governo do Estado. O estudo, coordenado pela soci&oacute;loga Ana Paula Sciammarella e que teve como consultor o coordenador do CLAM, S&eacute;rgio Carrara, aponta como a dimens&atilde;o social do aborto envolve assimetrias de classe, cor, escolaridade e faixa et&aacute;ria.<\/p>\n<p>Tipificado como crime no C&oacute;digo Penal brasileiro, que data de 1940, a interrup&ccedil;&atilde;o da gravidez s&oacute; &eacute; permitida em casos de gesta&ccedil;&atilde;o resultante de estupro, quando h&aacute; risco de morte &agrave; m&atilde;e ou quando o feto for anenc&eacute;falo. A ilegalidade do aborto, no entanto, n&atilde;o impede que esta seja uma pr&aacute;tica de milhares de mulheres, frequentemente expostas a graves riscos de sa&uacute;de em fun&ccedil;&atilde;o da precariedade dos m&eacute;todos e a situa&ccedil;&otilde;es igualmente perigosas de abuso dos direitos humanos. No pa&iacute;s, de acordo com a Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), realizada pela Universidade de Bras&iacute;lia e pelo Instituto de Bio&eacute;tica, Direitos Humanos e G&ecirc;nero, em 2010, 1 em cada 5 mulheres, at&eacute; os 40 anos, j&aacute; realizou um aborto.<\/p>\n<p>De acordo com os dados do ISP, de 2007 a 2011, foram registradas 351 ocorr&ecirc;ncias no estado do Rio, a maioria em resid&ecirc;ncias (122) ou hospitais e cl&iacute;nicas (105), envolvendo 334 mulheres acusadas de fazerem aborto. Desse total de mulheres, 92 eram brancas e 111 negras\/pardas (55% do dos casos analisados v&aacute;lidos, pois com frequ&ecirc;ncia a ra&ccedil;a\/cor n&atilde;o &eacute; preenchida no registro). &ldquo;Os n&uacute;meros mostram como o aborto &eacute; um problema que est&aacute; associado &agrave; cor da pele, que acaba sendo determinante na puni&ccedil;&atilde;o de camadas espec&iacute;ficas da popula&ccedil;&atilde;o. O vi&eacute;s da pesquisa, voltado para a atua&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a policial, traz reflex&otilde;es importantes para se pensar a complexidade de fatores que est&atilde;o envolvidos na quest&atilde;o do aborto&rdquo;, afirma Angela Fontes, superintendente de Direitos da Mulher do Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Segundo a advogada e associada na Am&eacute;rica Latina do Ipas Beatriz Galli, os dados revelam como o sistema penal &eacute; seletivo e atua com um vi&eacute;s moral. &ldquo;Pelos dados do Rio mencionados na pesquisa do ISER, as mulheres negras e pardas representam 50,7% da popula&ccedil;&atilde;o no estado. Quando olhamos para as ocorr&ecirc;ncias, esse segmento ocupa 55% dos registros. H&aacute; uma evidente sobre-exposi&ccedil;&atilde;o destas mulheres quando capturadas pelas for&ccedil;as da lei. O racismo est&aacute; estruturado na sociedade e articula-se com outros aspectos que contribuem para a vulnerabilidade de camadas espec&iacute;ficas da popula&ccedil;&atilde;o feminina&rdquo;, observa Beatriz Galli, que tamb&eacute;m &eacute; relatora nacional do direito humano &agrave; sa&uacute;de sexual e reprodutiva da Plataforma Dhesca Brasil.<\/p>\n<p>Um desses aspectos &eacute; a escolaridade. Dos 334 analisados, 69 (53% dos registros v&aacute;lidos) s&atilde;o de mulheres com 1&ordm; grau completo ou incompleto e 49 (37% v&aacute;lidos) de mulheres com 2&ordm; grau completo ou incompleto. As mulheres com curso universit&aacute;rio completo ou incompleto constituem 10 casos (8% v&aacute;lidos). &ldquo;As mulheres com forma&ccedil;&atilde;o escolar prec&aacute;ria est&atilde;o em evidente situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade. A falta de um desenvolvimento educacional consistente prejudica estas mulheres, pois dificulta o acesso &agrave; contracep&ccedil;&atilde;o, &agrave; inser&ccedil;&atilde;o no trabalho, &agrave; sa&uacute;de sexual e reprodutiva de uma forma ampla. Da mesma forma, a baixa qualifica&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada a condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas prec&aacute;rias, expondo essas mulheres &agrave; atua&ccedil;&atilde;o seletiva da pol&iacute;cia. A quest&atilde;o do aborto n&atilde;o pode ser vista e analisada fora do estado de injusti&ccedil;a social que caracteriza o pa&iacute;s&rdquo;, salienta Beatriz Galli.<\/p>\n<p>Outro fator destacado &eacute; a idade das mulheres. A pesquisa do ISER mostra que 45% dos casos registrados referem-se a mulheres na faixa dos 15 aos 24 anos, reiterando o enraizamento do aborto no quadro de desigualdades sociais. &ldquo;Estas mulheres, muitas adolescentes ainda, est&atilde;o desamparadas. N&atilde;o t&ecirc;m como pagar uma cl&iacute;nica particular, destino preferencial de mulheres de classe mais alta. Na maioria das vezes, usam rem&eacute;dios para tomar em casa, sendo denunciadas por vizinhos e conhecidos ou nos hospitais por profissionais de sa&uacute;de que violam o sigilo m&eacute;dico&rdquo;, observa Beatriz Galli, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para as viola&ccedil;&otilde;es que ocorrem nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e que v&atilde;o na contram&atilde;o da Norma T&eacute;cnica de Aten&ccedil;&atilde;o Humanizada ao Abortamento, lan&ccedil;ada em 2005 pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e que orienta o acolhimento, atendimento e tratamento de maneira digna das mulheres que chegam aos hospitais.<\/p>\n<p>Angela Fontes, da Superintend&ecirc;ncia de Direitos da Mulher, adverte que &eacute; preciso capacitar profissionais da &aacute;rea de seguran&ccedil;a a lidar com mulheres que abortam. &ldquo;O trabalho policial &eacute; o primeiro passo para o que pode se constituir em um longo e penoso processo judicial. O momento do registro policial deve ser feito levando-se em conta a dignidade da mulher. Sabemos que o aborto, salvo as exce&ccedil;&otilde;es previstas, &eacute; crime no Brasil. Ainda assim, a atua&ccedil;&atilde;o do agente policial pode significar desrespeito e abuso. J&aacute; houve casos aqui no Rio em que a mulher foi algemada no pr&oacute;prio hospital. A atua&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as policiais e o cruzamento de marcadores sociais demonstram como a quest&atilde;o do aborto est&aacute; longe de ser tratada como um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica que diz respeito &agrave; dignidade e autonomia das mulheres&rdquo;, argumenta Angela Fontes, que se mostra otimista e esperan&ccedil;osa em rela&ccedil;&atilde;o aos avan&ccedil;os legislativos pertinentes ao aborto no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>No Congresso Nacional tramita a reforma do C&oacute;digo Penal brasileiro. Pelo texto, o aborto deixa de ser crime at&eacute; a 12&ordf; semana de gesta&ccedil;&atilde;o, desde que fique comprovado que a gestante n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es financeiras ou f&iacute;sico-mentais de continuar a gesta&ccedil;&atilde;o. A pesquisa do ISER, de acordo com Beatriz Galli, refor&ccedil;a a import&acirc;ncia da revis&atilde;o do C&oacute;digo Penal. &ldquo;O texto de 1940 n&atilde;o d&aacute; conta das desigualdades que atravessam a sociedade brasileira. O Rio de Janeiro &eacute; um exemplo disso. A abordagem de seguran&ccedil;a p&uacute;blica sobre a quest&atilde;o do aborto expressa um grave desrespeito &agrave; autonomia e sa&uacute;de das mulheres. Para al&eacute;m da quest&atilde;o evidente de que a lei pune apenas a mulher, esquecendo o papel do homem na gesta&ccedil;&atilde;o e, portanto, deixando clara a desigualdade de g&ecirc;nero, a criminaliza&ccedil;&atilde;o do aborto n&atilde;o impede a ocorr&ecirc;ncia da pr&aacute;tica. N&atilde;o &agrave; toa, conforme a PNA revelou, um quinto das mulheres brasileiras j&aacute; fez ao menos um aborto na vida. As viola&ccedil;&otilde;es que ocorrem na trajet&oacute;ria de abortamento dessas mulheres s&atilde;o muito graves. Por isso, a pesquisa do ISER oferece elementos para argumentarmos que a legaliza&ccedil;&atilde;o e a regulamenta&ccedil;&atilde;o da interrup&ccedil;&atilde;o da gravidez s&atilde;o uma necessidade. Do contr&aacute;rio, continuaremos convivendo com trag&eacute;dias di&aacute;rias, em que mulheres adquirem sequelas ou morrem por causa da repress&atilde;o penal &rdquo;, conclui Beatriz Galli.<\/p>\n<p><a href=\"\/uploads\/arquivo\/Aborto_ISER.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui para acessar os dados da pesquisa.<\/a>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investigaci\u00f3n basada en los registros policiales de R\u00edo de Janeiro muestra c\u00f3mo las desigualdades sociales est\u00e1n articuladas a la punici\u00f3n de las mujeres que abortan. 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