{"id":885,"date":"2013-05-09T00:00:00","date_gmt":"2013-05-09T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/05\/09\/diferencia-no-significa-jerarquia\/"},"modified":"2013-05-09T00:00:00","modified_gmt":"2013-05-09T03:00:00","slug":"diferencia-no-significa-jerarquia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/diferencia-no-significa-jerarquia\/885\/","title":{"rendered":"Diferencia no significa jerarqu\u00eda"},"content":{"rendered":"<p>A 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em G&ecirc;nero e Sexualidade (EGeS), promovido pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM\/IMS\/UERJ) e pela Secretaria de Pol&iacute;ticas para as Mulheres (SPM), foi  iniciada com aula do antrop&oacute;logo e coordenador do CLAM S&eacute;rgio Carrara. Durante a aula, foram apresentadas tem&aacute;ticas que delineiam a proposta central do EGeS: articular, junto a profissionais das &aacute;reas de sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncias humanas, uma reflex&atilde;o aprofundada sobre as desigualdades sociais, suas ra&iacute;zes, particularidades, implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e as formas de combat&ecirc;-la. A no&ccedil;&atilde;o dos direitos sexuais e reprodutivos sob a perspectiva dos direitos humanos ser&aacute; um eixo importante, apontando como as din&acirc;micas de g&ecirc;nero, sexualidade e ra&ccedil;a permeiam o tecido social, instituindo rela&ccedil;&otilde;es de poder assim&eacute;tricas. Dessa maneira, ser&aacute; poss&iacute;vel qualificar o trabalho desses profissionais diante das desigualdades de diversas ordens que marcam o pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Esta edi&ccedil;&atilde;o do EGeS ter&aacute; 160 alunos, escolhidos em um processo seletivo que recebeu 739 inscri&ccedil;&otilde;es, e d&aacute; sequ&ecirc;ncia a uma iniciativa que teve, na sua primeira edi&ccedil;&atilde;o (2010-2011), 306 alunos formados. Ser&atilde;o 436 horas distribu&iacute;das na modalidade semipresencial, isto &eacute;, as disciplinas e conte&uacute;dos ser&atilde;o discutidos on-line, por meio de cinco turmas reunidas em f&oacute;runs e com a supervis&atilde;o de um professor tutor.  Ao final de cada disciplina, haver&aacute; uma aula presencial e a aplica&ccedil;&atilde;o de uma prova. S&atilde;o 6 disciplinas, no total: 5 obrigat&oacute;rias (&ldquo;Diversidade, diferen&ccedil;a e igualdade&rdquo;; &ldquo;G&ecirc;nero&rdquo;;  &ldquo;Sexualidade e orienta&ccedil;&atilde;o sexual&rdquo;; &ldquo;A constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento em g&ecirc;nero e sexualidade: hist&oacute;ria e perspectivas&rdquo;; &ldquo;Direitos sexuais e reprodutivos&rdquo;) e outra eletiva, a ser escolhia entre duas op&ccedil;&otilde;es (&ldquo;Metodologia de projetos de pesquisa&rdquo; e &ldquo;Metodologia de projetos did&aacute;tico-pedag&oacute;gicos&rdquo;), conforme o car&aacute;ter do trabalho final de conclus&atilde;o. A experi&ecirc;ncia do EGeS se baseia no Curso de G&ecirc;nero e Diversidade na Escola (GDE), uma parceria tamb&eacute;m do CLAM com a SPM voltada para educadores do ensino p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Durante a aula, S&eacute;rgio Carrara tra&ccedil;ou um panorama dos significados da no&ccedil;&atilde;o de igualdade e diferen&ccedil;a ao longo dos &uacute;ltimos s&eacute;culos. De acordo com o coordenador do CLAM, discursos de diversas ordens foram elaborados para explicar a diversidade da esp&eacute;cie humana. Explica&ccedil;&otilde;es religiosas, filos&oacute;ficas e cient&iacute;ficas surgiram para dar um sentido &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o das sociedades e para classificar e hierarquizar os indiv&iacute;duos nos grupos sociais. Nesse sentido, de acordo com S&eacute;rgio Carrara, a reflex&atilde;o sobre as diferen&ccedil;as coincide com a reflex&atilde;o sobre a igualdade.<\/p>\n<p>Perspectivas igualitaristas ou diferencialistas sempre existiram, variando conforme o momento hist&oacute;rico. No mundo feudal e mon&aacute;rquico, as pessoas eram discriminadas conforme o nascimento e suas posses. Nobres, plebeus e escravos tinham valor simb&oacute;lico distinto e fixo, afinal, as diferen&ccedil;as eram herdadas e, assim, as desigualdades eram vistas como inatas. Havia, portanto, conforme lembrou o coordenador do CLAM, uma distribui&ccedil;&atilde;o diferencial de poder. A quest&atilde;o da igualdade, na esfera pol&iacute;tica, viria a ser impulsionada com as revolu&ccedil;&otilde;es burguesas do s&eacute;culo XVIII, que trariam como princ&iacute;pios norteadores a no&ccedil;&atilde;o de que todos os homens nascem livres e iguais e, portanto, devem ter os mesmo direitos. Uma resposta &agrave; din&acirc;mica social do feudalismo e das monarquias.<\/p>\n<p>O estabelecimento dessa igualdade como diretriz pol&iacute;tica conseguiria dar conta das assimetrias que marcavam os grupos sociais? De acordo com S&eacute;rgio Carrara, as revolu&ccedil;&otilde;es do s&eacute;culo XVII n&atilde;o buscavam uma transforma&ccedil;&atilde;o radical da ordem social. As hierarquias e a atribui&ccedil;&atilde;o desigual de poder e valor social permaneceriam, dessa vez tendo no discurso cient&iacute;fico um pilar de sustenta&ccedil;&atilde;o que viria a legitimar clivagens ancoradas nas dimens&otilde;es da sexualidade, do g&ecirc;nero, da sa&uacute;de, da ra&ccedil;a etc.<\/p>\n<p>As ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e as nascentes ci&ecirc;ncias do homem, no s&eacute;culo XIX, articularam argumentos e pressupostos para tra&ccedil;ar assimetrias sociais e pol&iacute;ticas. Nesse sentido, as supostas ideias de inferioridade e fragilidade da mulher tornaram-se &ldquo;verdades&rdquo; racionalizadas por vozes que atribuiriam ao corpo biol&oacute;gico distin&ccedil;&otilde;es inescap&aacute;veis. O g&ecirc;nero, enquanto l&oacute;gica de organiza&ccedil;&atilde;o social, ganhava estofo cient&iacute;fico. Outros discursos, por exemplo, viriam a produzir teses sobre a presumida inferioridade da ra&ccedil;a negra, lan&ccedil;ando m&atilde;o de explica&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m ancoradas no corpo biol&oacute;gico. Sociedades tradicionais e ind&iacute;genas seriam estipuladas como atrasadas e selvagens, na esteira de concep&ccedil;&otilde;es evolutivas sobre as sociedades humanas: o topo seria ocupado pelas na&ccedil;&otilde;es europ&eacute;ias colonizadoras. A ci&ecirc;ncia, nesse sentido, aparecia destacadamente como uma pr&aacute;tica social, envolta em rela&ccedil;&otilde;es de poder.<\/p>\n<p>Estando ancorada em pressupostos simb&oacute;licos naturalizantes, a ci&ecirc;ncia moderna viria a classificar os homossexuais como doentes e os negros, como potenciais criminosos, por exemplo. Um processo de recria&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a, afirmou S&eacute;rgio Carrara, citando o historiador norte-americano Thomas Laqueur. O outro, aquele &agrave; margem das conven&ccedil;&otilde;es sociais e culturais, descolado das tradi&ccedil;&otilde;es hegem&ocirc;nicas, aparecia, nas sociedades modernas, sob o signo da fragilidade, do perigo, do desvio, da abje&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o teria, portanto, os mesmos direitos e a igualdade prometida por causa da &ldquo;incapacidade natural&rdquo; de exercer tais prerrogativas. Era visto n&atilde;o sob a perspectiva da autonomia, mas da tutela. Um padr&atilde;o de conhecimento que estaria na raiz de pr&aacute;ticas discriminat&oacute;rias at&eacute; pouco tempo institucionalizadas, como, por exemplo, a proibi&ccedil;&atilde;o do voto &agrave;s mulheres &ndash; s&oacute; permitida no Brasil na d&eacute;cada de 1930 &ndash; e a validade da &ldquo;defesa da honra&rdquo; como argumento jur&iacute;dico na defesa de homens assassinos de mulheres &ndash; tese comum at&eacute; algumas d&eacute;cadas atr&aacute;s. Embora muitas pr&aacute;ticas tenham sido desinstitucionalizadas, as desigualdades, sejam simb&oacute;licas ou concretas, persistem nas diversas inst&acirc;ncias da sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Muito j&aacute; foi e permanece sendo mobilizado para desconstruir vers&otilde;es discriminat&oacute;rias da realidade. Para S&eacute;rgio Carrara, o EGeS se insere nessa perspectiva. De acordo com o coordenador do CLAM, o s&eacute;culo XX foi palco para o surgimento de movimentos sociais voltados para a cr&iacute;tica &agrave; naturaliza&ccedil;&atilde;o das desigualdades. Os movimentos feministas, LGBT e anti-coloniais, por exemplo, marcaram terreno para reivindicar a igualdade que historicamente lhes foi e ainda &eacute; em larga medida negada.<\/p>\n<p>A cr&iacute;tica ao evolucionismo, ao racismo e &agrave; patologiza&ccedil;&atilde;o de desejos e pr&aacute;ticas sexuais tem sido vocalizada tamb&eacute;m pela ci&ecirc;ncia. Nesse sentido, lembrou S&eacute;rgio Carrara, o etnocentrismo, isto &eacute;, a defini&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do outro pelas lentes culturais pr&oacute;prias, torna-se cada vez mais questionado. Cr&iacute;tica estimulada Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, que serviram antes para naturalizar e legitimar hierarquias.<\/p>\n<p>Para S&eacute;rgio Carrara, o EGeS enfatiza como as culturas s&atilde;o marcadas pela diferen&ccedil;a e pela pluralidade, sem que seja leg&iacute;timo, por outro lado, valorizar comparativamente as pr&aacute;ticas sociais, especialmente as de g&ecirc;nero de sexualidade. &ldquo;&Eacute; preciso compreender tais diferen&ccedil;as como socialmente constru&iacute;das, ainda que mobilizem o corpo e a biologia. Somos seres essencialmente sociais, sendo importante reconhecer a legitimidade dos valores e pr&aacute;ticas do outro. As diferen&ccedil;as n&atilde;o podem ser hierarquizadas a priori, como se fossem naturalmente determinadas&rdquo;, observou S&eacute;rgio Carrara.<\/p>\n<p>Em um pa&iacute;s marcado pelas assimetrias de g&ecirc;nero, ra&ccedil;a e orienta&ccedil;&atilde;o sexual, a reflex&atilde;o proposta pelo curso aponta como estere&oacute;tipos do tipo &ldquo;mulheres n&atilde;o sabem dirigir&rdquo; e &ldquo;gays s&atilde;o mais sens&iacute;veis&rdquo; podem ser problematizados e questionados como valor hegem&ocirc;nico.  Tal proposta mostra-se atual, tendo em vista o momento pol&iacute;tico brasileiro em que vozes contr&aacute;rias aos direitos sexuais e reprodutivos difundem concep&ccedil;&otilde;es, inspiradas em no&ccedil;&otilde;es morais e religiosas, que tentam atingir a garantia e promo&ccedil;&atilde;o de direitos.<\/p>\n<p>De acordo com o professor S&eacute;rgio Carrara, o EGeS procura mostrar como as diferen&ccedil;as n&atilde;o constituem algo a ser suprimido. Pelo contr&aacute;rio, busca-se redistribuir o poder e os valores sociais que se configuram assim&eacute;tricos em nome das diferen&ccedil;as. &ldquo;&Eacute; importante ter em mente que os marcadores de desigualdade e os princ&iacute;pios de hierarquiza&ccedil;&atilde;o est&atilde;o estreitamente vinculados um ao outro. H&aacute; uma articula&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as, que se reflete em uma realidade complexa. Ser homem gay e branco tem consequ&ecirc;ncias distintas do que ser homem gay e negro. O EGeS procura pensar as hierarquias, os processos sociais e pol&iacute;ticos que sustentam tal realidade. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; pensar as constru&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas que fundamentam rela&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas sociais. Propomos um olhar da cultura de forma anal&iacute;tica, reflexiva e cr&iacute;tica&rdquo;, concluiu o coordenador do CLAM.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>La 2\u00aa edici\u00f3n del Curso de Especializaci\u00f3n en G\u00e9nero y Sexualidad (EGeS), en asociaci\u00f3n del CLAM\/IMS y la Secretar\u00eda de Pol\u00edticas para las Mujeres, tendr\u00e1 150 alumnos y estar\u00e1 orientado al an\u00e1lisis de las desigualdades. \u00abLas diferencias no pueden ser jerarquizadas a priori, como si fuesen naturalmente determinadas\u00bb, afirm\u00f3 S\u00e9rgio Carrara, en el aula inaugural. <i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-885","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Diferencia no significa jerarqu\u00eda - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/diferencia-no-significa-jerarquia\/885\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Diferencia no significa jerarqu\u00eda - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"La 2\u00aa edici\u00f3n del Curso de Especializaci\u00f3n en G\u00e9nero y Sexualidad (EGeS), en asociaci\u00f3n del CLAM\/IMS y la Secretar\u00eda de Pol\u00edticas para las Mujeres, tendr\u00e1 150 alumnos y estar\u00e1 orientado al an\u00e1lisis de las desigualdades. &quot;Las diferencias no pueden ser jerarquizadas a priori, como si fuesen naturalmente determinadas&quot;, afirm\u00f3 S\u00e9rgio Carrara, en el aula inaugural. 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