{"id":893,"date":"2013-06-12T00:00:00","date_gmt":"2013-06-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/clam.org.br\/es\/2013\/06\/12\/derechos-humanos-como-principio-de-prevencion-en-salud\/"},"modified":"2013-06-12T00:00:00","modified_gmt":"2013-06-12T03:00:00","slug":"derechos-humanos-como-principio-de-prevencion-en-salud","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/derechos-humanos-como-principio-de-prevencion-en-salud\/893\/","title":{"rendered":"Derechos humanos como principio de prevenci\u00f3n en salud"},"content":{"rendered":"<p><b>SEM MEDO DE SER FELIZ:&nbsp;<\/b><b>Pela afirma&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos como princ&iacute;pio para a preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de<\/b><\/p>\n<p><i>Nota p&uacute;blica do Grupo de Trabalho em G&ecirc;nero e Sa&uacute;de da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Sa&uacute;de Coletiva (ABRASCO)<\/i><\/p>\n<p>Indignadas\/os com os recentes epis&oacute;dios &ndash; que resultaram na suspens&atilde;o e posterior &ldquo;relan&ccedil;amento&rdquo; de material de comunica&ccedil;&atilde;o alusivo ao Dia Internacional das Prostitutas &ndash;, as\/os integrantes do Grupo de Trabalho em G&ecirc;nero e Sa&uacute;de da ABRASCO (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Sa&uacute;de Coletiva) v&ecirc;m a p&uacute;blico manifestar seu total apoio &agrave; equipe do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o deste material, que foi injustamente censurada por produzir nada mais que uma genu&iacute;na mensagem de preven&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>No texto que informa o &ldquo;relan&ccedil;amento&rdquo; do material (agora em formato de Campanha), o secret&aacute;rio de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Jarbas Barbosa argumenta que &ldquo;&Eacute; fundamental que grupos vulner&aacute;veis tenham conhecimento dos locais de distribui&ccedil;&atilde;o da camisinha. A camisinha feminina permite que a mulher decida sobre o uso do preservativo, de modo que essa escolha n&atilde;o seja apenas do homem. &Eacute; uma estrat&eacute;gia que faz parte da pol&iacute;tica brasileira de ampliar as op&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis&rdquo;.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, &eacute; importante lembrar que o alardeado internacionalmente (e atualmente questionado) sucesso da &ldquo;Resposta Brasileira &agrave; Epidemia&rdquo; n&atilde;o est&aacute; baseado exclusivamente na promo&ccedil;&atilde;o do acesso ao uso de preservativos e da oferta de medicamentos para quem vive com HIV. Considerando o problema em sua complexidade, ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a sociedade e o governo brasileiro tem investido esfor&ccedil;os em tratar o problema pela raiz e n&atilde;o pelo sintoma.<\/p>\n<p>Nesta perspectiva, mensagens do tipo &ldquo;Cidad&atilde;, use camisinha!&rdquo; assumem sentido bem mais complexo. Para popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis, o primeiro passo &eacute; a afirma&ccedil;&atilde;o da cidadania, afinal, s&eacute;culos de tradi&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;ticas sexistas, machistas, homof&oacute;bicas e racistas produziram em nosso pa&iacute;s, estigmas e consequ&ecirc;ncias indel&eacute;veis &agrave; autoestima e autoaceita&ccedil;&atilde;o de LGBT, negros\/as, pobres, mulheres e, particularmente, as prostitutas. Em outras palavras, qualquer medida de preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, ao tratar de popula&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&atilde;o de maior vulnerabilidade, deve considerar, antes de qualquer coisa, as condi&ccedil;&otilde;es e possibilidades de exist&ecirc;ncia para essas pessoas, ou seja, as diversas formas a partir das quais essas pessoas foram impedidas de existir em sua plenitude, que as impediram de realizar seu &ldquo;projeto de felicidade&rdquo;.<\/p>\n<p>Jos&eacute; Ricardo Ayres (2007), Doutor em Medicina e Professor Titular em Medicina Preventiva da USP, define &ldquo;projeto de felicidade&rdquo; como &ldquo;totalidade compreensiva na qual adquirem sentido concreto as demandas postas aos profissionais e servi&ccedil;os de sa&uacute;de pelos destinat&aacute;rios de suas a&ccedil;&otilde;es&rdquo; (p. 54).<\/p>\n<p>Assim, &eacute; importante que fique claro que o material censurado, como informa o pr&oacute;prio site do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, foi produzido &ldquo;a partir de uma Oficina de Comunica&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de para Profissionais do Sexo, realizada entre os dias 11 e 14 de mar&ccedil;o de 2013, em Jo&atilde;o Pessoa (PB). Participaram da Oficina representantes de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais, associa&ccedil;&otilde;es e movimentos sociais que atuam junto a profissionais do sexo de todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, apoiando o enfrentamento &agrave;s DST, aids e hepatites virais.&rdquo;<\/p>\n<p>Ou seja, as mensagens foram produzidas pelas pr&oacute;prias destinat&aacute;rias das a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, inclusive a supostamente pol&ecirc;mica afirma&ccedil;&atilde;o &ldquo;Eu sou feliz, sendo prostituta!&rdquo;.<\/p>\n<p>Como bem referiu Fernanda Benvenutty, enfermeira e militante transexual brasileira, em evento sobre &ldquo;gest&atilde;o de riscos&rdquo;, promovido recentemente pelo Departamento de Aids do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (entre 3 e 4 de junho): ao dizer que s&atilde;o felizes, sendo prostitutas, o que essas mulheres est&atilde;o afirmando &eacute; que, APESAR de uma cultura machista, APESAR de uma sociedade que n&atilde;o as respeita, que as discrimina e que insiste em invisibiliz&aacute;-las, apesar de um governo que n&atilde;o respeita seu verbo e suas pr&aacute;ticas, APESAR DE TUDO ela &eacute; feliz! E esse direito humano &agrave; felicidade n&atilde;o lhes pode ser negado.<\/p>\n<p>E como podemos, ent&atilde;o, lidar com esse &ldquo;projeto de felicidade&rdquo;? Ayres (2004) defende &ldquo;que n&atilde;o devemos lidar com os projetos de felicidade de indiv&iacute;duos e popula&ccedil;&otilde;es como se fossem alguma esp&eacute;cie de &lsquo;planejamento&rsquo;. Antes que uma &lsquo;planilha&rsquo;, onde s&atilde;o fixados metas, recursos e estrat&eacute;gias, a id&eacute;ia que mais se aproxima &agrave; do projeto de felicidade &eacute; o de uma obra de arte &ndash; uma pintura, um poema, uma escultura &ndash; pela qual se expresse a vida e o aspecto de sa&uacute;de em quest&atilde;o&rdquo; (&#8230;) Al&eacute;m disso, na express&atilde;o do projeto de felicidade, como na produ&ccedil;&atilde;o do poema, da pintura, da escultura, misturam&ndash;se raz&atilde;o e afetos, luz e sombra, o expl&iacute;cito e o suposto, o retratado e o n&atilde;o&ndash;retratado, o retrat&aacute;vel e o n&atilde;o&ndash;retrat&aacute;vel. O projeto de felicidade &eacute;, no modo como se expressa, uma totalidade compreensiva&rdquo; (p. 57).<\/p>\n<p>Portanto, o material de comunica&ccedil;&atilde;o produzido em homenagem &agrave;s prostitutas, em sua arte, inscreve profundo respeito por essas pessoas, as afirmam como cidad&atilde;s e certamente promovem autoaceita&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, as capacitam a promover preven&ccedil;&atilde;o, defendendo-se da tradi&ccedil;&atilde;o que as subjulga e que tenta cal&aacute;-las.<\/p>\n<p>Vale lembrar que no Brasil, prostitui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; crime, &eacute; ocupa&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;da pelo Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego, na Classifica&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ocupa&ccedil;&otilde;es, inclusive com atribui&ccedil;&atilde;o de &ldquo;participar em a&ccedil;&otilde;es educativas no campo da sexualidade&rdquo;, conforme descrito a seguir.<\/p>\n<p>5198-05 &#8211; Profissional do sexo (Garota de programa, Garoto de programa, Meretriz, Messalina, Mich&ecirc;, Mulher da vida, Prostituta, Trabalhador do sexo) Descri&ccedil;&atilde;o Sum&aacute;ria: Buscam programas sexuais; atendem e acompanham clientes; participam em a&ccedil;&otilde;es educativas no campo da sexualidade. As atividades s&atilde;o exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam a vulnerabilidades da profiss&atilde;o.<\/p>\n<p>Portanto, pela cidadania, pelo respeito, pela efetividade das medidas de preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de &ldquo;projetos de felicidade&rdquo;, inclusive de prostitutas, n&atilde;o devem ser reprimidos e sim considerados como ponto de partida de qualquer iniciativa em sa&uacute;de p&uacute;blica&#8230; sem medo de ser feliz!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPara las poblaciones m\u00e1s vulnerables, el primer paso es la afirmaci\u00f3n de la ciudadan\u00eda, siglos de tradici\u00f3n y pr\u00e1cticas sexistas, homof\u00f3bicas y racistas produjeron consecuencias indelebles a la autoestima y autoaceptaci\u00f3n LGBT, de negros\/as, pobres, mujeres y, particularmente, prostitutas\u201d, afirma en nota el Grupo de Trabajo en G\u00e9nero y Salud de Abrasco. <i>(Texto en portugu\u00e9s)<\/i><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-893","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-clam"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.1.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Derechos humanos como principio de prevenci\u00f3n en salud - CLAM - ES<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/clam.org.br\/es\/noticias-clam\/derechos-humanos-como-principio-de-prevencion-en-salud\/893\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"es_ES\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Derechos humanos como principio de prevenci\u00f3n en salud - CLAM - ES\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u201cPara las poblaciones m\u00e1s vulnerables, el primer paso es la afirmaci\u00f3n de la ciudadan\u00eda, siglos de tradici\u00f3n y pr\u00e1cticas sexistas, homof\u00f3bicas y racistas produjeron consecuencias indelebles a la autoestima y autoaceptaci\u00f3n LGBT, de negros\/as, pobres, mujeres y, particularmente, prostitutas\u201d, afirma en nota el Grupo de Trabajo en G\u00e9nero y Salud de Abrasco. 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